quarta-feira, 27 de junho de 2012

Milton Cruz promete mudanças na escalação do São Paulo

LANCEPRESS!
Publicada em 27/06/2012 às 07:19
São Paulo (SP)

Interino no cargo de técnico do São Paulo até a contratação de um novo treinador, Milton Cruz planeja comandar um coletivo na quinta-feira. E a equipe titular deve ter novidades em relação ao time que vem jogando.

- Pretendo fazer algumas mudanças. Vou falar com alguns jogadores que não estão rendendo. Mas, no próximo jogo, quem sabe estes não podem voltar ao time – declarou o auxiliar, ao site oficial do clube.

Com Emerson Leão, o planejamento era de realizar o treino de quinta na parte da tarde. No entanto, a programação mudou. Agora, os jogadores treinarão até sexta-feira pela manhã.

No próximo sábado, o Tricolor enfrenta o Cruzeiro, às 16h20, em Belo Horizonte. A equipe mineira está na liderança do Brasileirão. E é uma boa chance para reverter a má fase do time:

- Nós só vamos conseguir sair deste lugar que chegamos com muita vontade, dedicação e união. Os jogadores estão querendo sair do mau momento. Vamos buscar uma sequência de vitórias, até para quando o novo treinador chegar estar bem colocado. Temos chances de conseguir um bom resultado em Minas.



Falta de padrão, rixas com diretoria e atletas: a crônica da saída de Leão

Emerson Leão foi apresentado no São Paulo no dia 24 de outubro de 2011. Chegou para assumir um time completamente perdido em campo e que, pior, tinha comportamento condenável no vestiário. O recado da diretoria era claro: usar o pulso firme para colocar o time na linha e baixar a bola de vários atletas que causavam problemas na época, como Jean, Dagoberto e Marlos. No mesmo dia, ele seguiu para o Paraguai para comandar a equipe na partida contra o Libertad, pela Copa Sul-Americana. A derrota por 2 a 0 causou a primeira eliminação logo de cara.

Leão fala com os jogadores do São Paulo no vestiário (Foto: Rubens Chiri / divulgação - São Paulo FC)Leão fala com os jogadores. Seu comando já não era unanimidade... (Foto: Rubens Chiri / SPFC)

Sobrava então o Campeonato Brasileiro. O time lutava por uma vaga na Taça Libertadores de 2012. Apesar da postura firme nos treinos, a melhora tão esperada não aconteceu. A ponto de o presidente Juvenal Juvêncio detectar que o problema era o elenco, e não o treinador. Virou o ano, Leão teve seu contrato renovado por mais uma temporada e o elenco foi reformulado. Saíram dez atletas e chegaram outros oito.

Após uma campanha boa na primeira fase do Campeonato Paulista, veio o primeiro revés: a derrota na semifinal para o Santos de Neymar. Leão teve, então, de engolir seu primeiro desaforo: o afastamento do zagueiro Paulo Miranda, ordenado pelo presidente Juvenal Juvêncio. Leão foi contra, mas teve de aceitar. O atleta não disputou os jogos contra a Ponte Preta, pela Copa do Brasil, mas voltou logo depois.

Veio então a segunda decisão na temporada: a Copa do Brasil. O São Paulo pecava pela falta de padrão de jogo, peças não funcionavam, mas, como o time seguia vencendo, o momento era de apoio. A derrota por 2 a 0 para o Coritiba transformou tudo em um pesadelo: acabou a paciência da torcida, que protestou no último sábado, contra a Portuguesa e pediu a saída do treinador e do presidente Juvenal Juvêncio. Pressionado, o dirigente resolveu ouvir o povo e, nesta terça-feira, após oito meses, acabou a era Emerson Leão.

Leão no treino do São Paulo (Foto: Marcelo Prado / Globoesporte.com)Leão, em meio a Jesus Lopes e Adalberto Baptista: divergências (Foto: Marcelo Prado / Globoesporte.com)

Divergências com dirigentes e jogadores
Durante todo o período em que trabalhou, Leão nunca foi unanimidade com dirigentes e jogadores. Com os comandantes, os problemas eram com o diretor de futebol, Adalberto Baptista, com quem Leão conversa somente o necessário. O dirigente fazia questão de ressaltar que o trabalho do treinador limitava-se ao campo. Por isso, Leão não podia dar pitacos em contratações, por exemplo.

Com os jogadores, também ocorreram problemas. A começar pelo goleiro e capitão Rogério Ceni. As duas partes nunca se deram bem. Na época em que se machucou na pré-temporada no CT de Cotia, o camisa 1 não gostou nem um pouco de saber que o treinador chegou a fazer piadas na entrevista coletiva, afirmando que o goleiro se machucou fazendo a barba. Rogério nunca externou isso, mas confidenciou a amigos próximos que o excesso de treinos em Cotia ocasionou a lesão, que ainda não permitiu que ele jogasse em 2012.

Novo treinador conversa com o goleiro e capitão Rogério Ceni (Foto: Rubens Chiri / Site oficial do São Paulo FC)Rogério Ceni e Leão: problemas, problemas, problemas... (Foto: Rubens Chiri / Site oficial do SPFC)

Luis Fabiano e Lucas também não viviam às mil maravilhas com o treinador. Rhodolfo, semanas antes da Copa do Brasil, pediu para ficar fora de uma partida porque estava com medo de sofrer uma lesão muscular. Seu pedido não foi atendido e, em algumas rodadas, ele precisou tomar injeções de anti-inflamatório para jogar. Até que na véspera do jogo contra o Bahia, no Morumbi, foi sacado da lista dos relacionados no dia da partida e ficou duas semanas em tratamento. O comportamento do treinador, que a cada derrota fazia críticas públicas, também era bastante criticado pelos atletas.

Na última terça, Leão nem foi a campo para comandar o treino. Decidiu como seria a semana de trabalho e depois foi ao barbeiro do CT da Barra Funda para cortar o cabelo. Lá, foi comunicado por um funcionário que deveria subir na sala da presidência para conversar com o presidente Juvenal Juvêncio. Demitido, nem se despediu dos atletas.

Leão conversa com Lucas durante o treinamento desta terça-feira (Foto: Anderson Rodrigues / GLOBOESPORTE.COM)Lucas e Leão também tiveram algumas divergências (Foto: Anderson Rodrigues / globoesporte.com)



Mexida radical já prevista por Leão pode afastar nomes como Casemiro

Antes de ser tirado do treino da manhã dessa terça-feira para ser informado de sua demissão, Emerson Leão programava para a tarde um coletivo com portões fechados no CT da Barra Funda no qual mudaria bastante o time. Nomes como Casemiro, perseguido pela torcida e pouco empenhado, deveriam ser sacados. E alterações como essa devem realmente ser executadas pelo interino Milton Cruz, para alegria de Juvenal Juvêncio.

"Talvez uns dois ou três atletas estejam precisando ficar fora. Depende do Milton, mas vai ter mudança", disse o presidente, que não esconde sua tranquilidade para interferir na montagem da equipe - e não deve pensar duas vezes para fazer ‘sugestões’ ao coordenador técnico que estará à frente do time no sábado, contra o Cruzeiro.

Embora já ciente de que é nome certo nas Olimpíadas, Casemiro deve passar por mais um período no banco em seu clube, como Leão já havia feito neste ano. Cortez, Jadson e, mais uma vez, Paulo Miranda são cotados a terem o mesmo destino. E há ainda quem irrita o mandatário são-paulino por sua postura fora de campo.

"Quem não está bem comigo e com o plantel é o jogador que chegou atrasado, que foi visto não sei onde, que sabe que vou mandá-lo embora e que não gosto dele porque não está comprometido", afirmou Juvenal, recusando-se a citar nomes e dizendo "gostar muito" de Casemiro, a quem garantiu que não seria negociado após recusar propostas de 8 milhões de euros do Tottenham no início do ano.

O volante, porém, vive um momento bastante conturbado. Foi o principal alvo dos insultos preparados pela principal organizada do clube entoados durante toda a derrota para a Portuguesa. O jogador de 20 anos foi chamado de baladeiro, cachaceiro e mercenário, além de ouvir o cântico "Um minuto de silêncio, Casemiro está morto".Claramente abalado, foi sacado por Leão no segundo tempo e não deveria ter sequência na equipe. "Está na hora de mexer mais radicalmente na equipe. Muitos jogadores se dedicam muito e outros precisam melhorar. O São Paulo é muito grande e tem necessidade de algumas coisas que o próximo treinador vai perceber", afirmou o técnico ao se despedir do clube.

Juvenal, ao falar do assunto, tratou de considerar óbvia a conclusão do, agora, ex-treinador do Tricolor. "O Leão disse que ia fazer modificações radicais. Então, está admitindo que o que vinha vindo estava ruim. Mas não podia esperar chegar a essa situação, tinha que ver antes. Viu um pouco tardiamente. Depois que a Inês é morta..."

Se Milton Cruz ou o novo técnico não agirem, será feito como ocorreu com Paulo Miranda, tirado até da concentração por ordem da diretoria. "Vivemos durante a gestão do Leão percalços naturais do futebol. Apanhamos muito no caso Paulo Miranda, criticaram uma intromissão que houve mesmo no processo. E não foi subalterna, foi direta. Mas não foi cometido nenhum pecado capital", argumentou Juvenal.



Fabuloso reúne o grupo no CT e quer mudanças no São Paulo

Gabriel Saraceni
Publicada em 26/06/2012 às 20:41
São Paulo (SP)

Na manhã desta terça-feira, Luis Fabiano mostrou sua liderança perante ao grupo do São Paulo.

Capitão da equipe na ausência de Rogério Ceni, o camisa 9 reuniu o grupo durante o treino e, por cerca de 15 minutos, cobrou uma reação imediata. Segundo apurou a reportagem do LANCENET!, o assunto não foi o técnico Emerson Leão, que pouco depois anunciou sua saída. A ideia foi mostrar que a crise pode ser superado.

Fabuloso passou por situação semelhante em 2004, quando o elenco foi alvo de protestos da torcida. No último sábado, muitas vaias, gritos e faixas contra comissão técnica, diretoria e jogadores. Para o atacante, é hora de virar a página.

A atitude de Luis Fabiano foi elogiada pela diretoria, que aposta no elenco. Prova é que o presidente Juvenal Juvêncio afirmou que está satisfeito com o grupo, reformulado no início do ano, e por isso resolveu trocar o comando demitindo Emerson Leão.

Fabuloso falou um pouco sobre o que viveu na outra passagem, algo que a maioria do elenco não tinha passado. Foi uma maneira de tentar amenizar a situação e mostrar que é preciso encarar a pressão.



Procurado, Villas-Boas rejeita oferta para treinar o São Paulo

O português André Villas-Boas rejeitou o convite para assumir a vaga deixada por Emerson Leão no São Paulo. Na verdade, a diretoria tricolor havia aventado essa possibilidade há cerca de dois meses, já insatisfeita com o trabalho do treinador recém-saído do clube. Segundo o diretor de futebol Adalberto Baptista, o ex-comandante de Chelsea e Porto chegou a considerar a ideia, mas gostaria de começar um trabalho a partir de janeiro de 2013.

"O português respondeu hoje que não aceita, ele quer planejar mais um pouco, e eu não tenho tempo para esperar. É difícil trazer um técnico de fora. Até ele pegar o jeito, a vaca foi para o brejo, o barco afundou", explicou o dirigente em declarações reproduzidas pelo Globoesporte.

"Aqui no futebol brasileiro, você tem de ganhar a próxima partida. Agora, vamos para a guerra, vou atrás de um técnico. O Leão já estava na hora de sair. Enquanto isso, o Milton Cuz fica como interino."

Sem muitas alternativas disponíveis, o presidente Juvenal Juvêncio admite que pode buscar alguém empregado. De qualquer maneira, a palavra de ordem é evitar novos tropeços no trabalho que foi concebido no início do ano.

"Posso pegar alguém que esteja empregado, até porque se estiver desempregado, não serve. Vou tentar errar o menos possível. É um risco enorme, mas vou procurar. Oxalá com a chegada de um zagueiro de primeira linha e um técnico capaz de enxergar o jogo, fazer mudanças no intervalo e ter o controle de tudo que está acontecendo, poderemos brigar fortemente", afirmou o mandatário.

O São Paulo encara o Cruzeiro neste sábado, em Belo Horizonte, pela sétima rodada do Brasileirão.

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Juvenal descarta técnico estrangeiro e fala sobre a saída de Leão

O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, falou sobre a saída de Emerson Leão do comando técnico da equipe. Segundo o mandatário, a má fase do time não é culpa do time e sim do treinador.

"Temos uma equipe competitiva. Trouxemos 23 jogadores novos. O problema agora não foi do plantel, como aconteceu no ano passado. O problema agora foi o técnico”, discursou Juvenal.


Sobre o novo técnico, o dirigente sãopaulino descartou a possibilidade de contratar um treinador estrangeiro.

"Trazer um treinador estrangeiro é difícil porque eles precisam de um fim de ano mais calmo e um começo de ano mais calmo para se aclimatar ao futebol brasileiro. Mas vamos ver com calma o que vamos fazer e escolher um técnico com capacidade de carregar nossa bandeira", completou.

Milton Cruz assume o time de forma interina. O primeiro desafio dele será já neste fim de semana contra o líder Cruzeiro, pelo Brasileirão.

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Leão anuncia que deixa o comando do São Paulo

Émerson Leão - Técnico do São Paulo

Jefferson Bernardes/VIPCOMM

Segundo o site globo.com, o técnico Leão não é mais o comandante do São Paulo. O treinador, que estava na corda bamba desde a eliminação no Paulistão, não resistiu à queda na Copa do Brasil, diante do Coritiba. Ele ainda esteve à frente da equipe na derrota por 1 a 0 para a Portuguesa no último fim de semana.

"Quero confirmar que, a partir de agora, não sou mais o técnico do São Paulo. Tive um minuto de conversa com o presidente Juvenal, ele agradeceu pelo meu trabalho e agora cada um segue para o seu lado", disse Leão, depois do treino desta terça-feira.

As divergências entre Leão e a diretoria tricolor se tornaram públicas depois do episódio Paulo Miranda. No dia 2 de maio, a poucas horas do confronto com a Ponte Preta, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, o zagueiro foi barrado pela diretoria já na concentração, a contragosto de Leão.