quarta-feira, 27 de junho de 2012

Com Ceni e rachão, Milton comanda treino no São Paulo

LANCEPRESS!
Publicada em 27/06/2012 às 11:29
São Paulo (SP)

Por cerca de duas horas, o auxiliar técnico Milton Cruz, que está interinamente no comando do São Paulo após a saída de Emerson Leão, comandou seu segundo treino na manhã desta quarta-feira.

Milton dividiu a atividade em quatro partes. Na primeira, aquecimento com os preparadores físicos Zé Mário e Sérgio Rocha. Depois, trabalho em dois toques em dois campos reduzidos e finalização com marcação dos zagueiros em cruzamentos.

Para terminar, por cerca de 20 minutos, um descontraído rachão em dois toques, que terminou empatado (1 a 1). Desde a chegada de Leão, em 24 de outubro do ano passado, que esta atividade estava banida do CT da Barra Funda. Os jogadores chegaram a pedir mais um pouco, para desempatar, mas Zé Mário finalizou o treino.

Outra novidade da atividade foi a presença de Rogério Ceni. O goleiro participou do toques, o que não vinha acontecendo com Leão, mas também fez alguns exercícios específicos de goleiro. Na parte final, seguiu para o Reffis e continuou a recuperação de lesão no ombro direito. O camisa 1 tem bom relacionamento com Milton e pode até ajudá-lo a definir a equipe de sábado, que enfrentará o Cruzeiro.



Após Muricy, São Paulo sofre com técnicos. Para Juvenal, safra é ruim

Entre 2005 e 2008, o São Paulo viveu provavelmente o melhor momento de sua história, conquistando a Taça Libertadores e o Mundial de Clubes, em 2005, e o tricampeanato brasileiro em 2006, 2007 e 2008. Passada essa fase de fartura, porém, o time caiu. De 2009 para cá, desde a saída de Muricy Ramalho, cinco treinadores passaram pelo banco de reservas do Morumbi. Um a cada cinco meses, em média. Nenhum deles conseguiu resultados expressivos e, pior, a cada ano que passa, a performance do time vai piorando (veja o desempenho dos técnicos abaixo).

MONTAGEM São Paulo treinadores - Ricardo GOmes, sérgio baresi, Carpegiani, Adilson Batista e Leão (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)Ciranda: Ricardo Gomes, Baresi, Carpegiani, Adilson e Leão. Nenhum emplacou (Foto: Globoesporte.com)

Mesmo com tantas mudanças de perfil no comando e sem conseguir sucesso, o presidente tricolor, Juvenal Juvêncio, não mostra preocupação com as trocas que fez no comando da equipe. Ele justifica dizendo que a safra de técnicos no Brasil é ruim.

- Eu não tenho culpa se um jogador funciona lá e não funciona aqui. Futebol não se ensina na escola. A diretoria do São Paulo pensa bastante, mas o Brasil não é brilhante em técnicos, somos brilhantes em jogadores. Eles têm nome, mas causam outros problemas. É difícil esse momento. É penoso contratar técnico - afirmou o dirigente.

O Brasil não é brilhante em técnicos"

Juvenal Juvêncio

Comandante tricolor no tricampeão nacional (Paulo Autuori foi o técnico nos títulos continental e mundial), Muricy se desgastou demais com a eliminação da equipe na Libertadores de 2009. Foi demitido em uma sexta-feira, dia 19 de junho. No dia seguinte, Ricardo Gomes foi anunciado como substituto. Com trabalho reconhecido no futebol europeu, Ricardo era considerado nome ideal. Pode-se até dizer que ele fez um bom trabalho, levando o time até a semifinal da Taça Libertadores de 2010 - o time acabou eliminado pelo Internacional, que venceria a competição. Com a queda na Libertadores, porém, o treinador foi muito pressionado pela torcida, e a diretoria optou por não renovar o vínculo, atendendo aos torcedores.

Veio então a maior ousadia da gestão de Juvenal Juvêncio, no início do segundo semestre de 2010. Com o discurso de que era preciso pensar em algo novo e, principalmente, apostar nas categorias de base, o presidente resolveu efetivar o técnico do time sub-20, Sérgio Baresi. Ele tentou inovar, com treinos diferentes e um sistema no qual cada atleta recebia informações impressas e por vídeos dos adversários. Durou apenas três meses. Perdida, a diretoria resolveu apostar em Paulo César Carpegiani, que já tinha feito um bom trabalho em 1999, quando levou o time até as semifinais do Campeonato Paulista e do Brasileirão.

Muricy ramalho são paulo treino (Foto: Gaspar Nobrega / vipcomm)No São Paulo, Muricy conquistou três Brasileiros
(Foto: Gaspar Nobrega / Vipcomm)

Dos cinco técnicos pós-Muricy, Carpegiani é o que tem melhores números. Chegou para a reta final do Brasileiro de 2010 sabendo que a classificação para a Libertadores viria apenas por milagre. No Paulista de 2011, foi eliminado pelo Santos. Na Copa do Brasil, começou a cavar sua sepultura com a eliminação diante do Avaí e a discussão acalorada com Rivaldo, quando chegou a chamar o veterano meia de "mau caráter". Durou poucos jogos mais e, no começo do Campeonato Brasileiro, foi demitido para a chegada de Adilson Batista.

Começava a terceira passagem do treinador pelo futebol paulista. Ele tinha a obrigação de, na equipe do Morumbi, apagar a péssima imagem deixada pelos trabalhos ruins feitos em Santos e Corinthians, entre o fim de 2010 e o início do ano passado. Muito elogiado pelos atletas pela forma de trabalhar no dia a dia, Adilson não conseguiu traduzir a eficiência nos treinos em bons resultados. Foi demitido após uma derrota por 3 a 0 para o Atlético-GO.

A essa altura, Juvenal sentenciou que o problema não era o comandante e sim, o perfil do grupo, que precisaria ser mudado. Primeiro, decidiu por um técnico conhecido por ter pulso firme para colocar os jogadores na linha: trouxe Emerson Leão, cuja principal missão seria sacudir o elenco. A princípio, Leão apenas preencheria a vaga por dois meses. Terminaria o Brasileiro e, a partir de janeiro, a diretoria partiria em busca de um novo técnico.

Os resultados não apareceram, mas o treinador ganhou mais uma chance e teve seu contrato renovado para 2012. Conforme prometido, Juvenal reformulou o elenco. Mas Leão conseguiu fazer o São Paulo entrar nos eixos. Sofreu ingerência do presidente, que determinou o afastamento do zagueiro Paulo Miranda, em má fase, e ainda amargou as eliminações no Paulistão, diante do Santos, e na Copa do Brasil, para o Coritiba. Na última terça-feira, uma semana após a derrota para o Coxa, o técnico foi dispensado. Agora, o Tricolor busca um novo comandante. Resta saber quanto tempo o substituto vai durar à frente do time do Morumbi.

Desempenho dos técnicos à frente do São Paulo desde a 'Era Muricy'
Técnico Jogos Vitórias Empates Derrotas Gols pró Gols contra Aproveitamento
Muricy Ramalho 364 197 101 66 629 353 63,37%
Ricardo Gomes 73 38 15 20 117 75 58,90%
Sérgio Baresi 14 5 4 5 18 23 45,24%
Paulo César Carpegiani 47 30 4 13 79 50 66,67%
Adilson Batista 22 7 9 6 35 30 45,45%
Emerson Leão 44 26 6 12 82 49 63,64%

Clique e veja vídeos do São Paulo



Vadão nega convite do São Paulo: 'Sou igual ao dólar: cotado todo dia'

Vadão, técnico do Guarani (Foto: Murilo Borges / Globoesporte.com)Vadão nega que tenha sido procurado pelo Tricolor
(Foto: Murilo Borges / Globoesporte.com)

Cotado como um dos candidatos a assumir o São Paulo após a queda de Emerson Leão, o técnico Oswaldo Alvarez descartou que tenha recebido uma proposta da diretoria tricolor. Dizendo-se satisfeito no comando do Guarani, Vadão brincou com a sua situação e se comparou ao dólar ao comentar seu futuro.

- Estou igual dólar: sou cotado todo dia. Não teve nada, fico feliz de ser ventilado, mas não tem nada - disse o treinador, que, durante a campanha do Bugre no Campeonato Paulista, também teve seu nome ligado ao clube do Morumbi.

A especulação foi tão grande que alguns jogadores chegaram a perguntar ao treinador se ele deixaria o Brinco de Ouro. Tamanha confusão gerou risos de Vadão durante a entrevista coletiva.

- Alguns me perguntaram se eu ia para o São Paulo. Eu não sabia se estavam torcendo para mim ou queriam que eu vazasse do time (risos) - afirmou o comandante, que descartou que o elenco dependa da atual comissão técnica para fazer sucesso na Série B.

- Se um dia eu sair, e isso não significa que eu estou indo embora, o treinador que chegar vai ter sucesso, porque o grupo é muito consciente.

O contrato de Vadão com o Guarani é válido até dezmebro deste ano, mas é grande a possibilidade de o técnico renovar e ficar por pelo menos mais um ano no clube. Recentemente, ele assumiu a coordenação das categorias de base e ajudará no processo de integração entre as categorias infantil, juvenil, juniores e profissional.

Em sua quarta passagem pelo Guarani, Vadão também já teve a experiência de dirigir o São Paulo. Em 2001, o técnico venceu o Torneio Rio-São Paulo (título inédito para o clube) e ficou famoso por revelar a safra de Kaká e Júlio Baptista. Eliminado da Copa do Brasil pelo Grêmio, foi demitido seis meses depois de iniciar o trabalho.

Vadão, técnico do Guarani (Foto: Carlos Velardi/ EPTV)Vadão observa treinamento: jogadores perguntaram se ele sairia (Foto: Carlos Velardi/ EPTV)



Júlio Baptista fala com carinho do São Paulo, mas ainda não quer voltar

Revelado pelo São Paulo aos 18 anos, Júlio Baptista logo chamou a atenção pelo porte físico avantajado para um garoto daquela idade. Talvez por isso, tenha começado a carreira como volante. Mas, ainda no Tricolor paulista, sua habilidade com a bola foi notada e ele adiantado para a armação das jogadas. Daí para frente o jogador evoluiu, até se transferir para o Sevilla (ESP), em 2003. Hoje no Málaga (ESP), o meia guarda boas lembranças dos tempos de Morumbi.

Concorra a uma camisa autografada pelo Júlio Baptista

- Foi o clube que me revelou, pela qual tenho um grande carinho por ter me dado a oportunidade de crescer como jogador, de mostrar meu futebol para outros times. Eu não teria chegado até aqui sem minha trajetória pelo São Paulo – disse em entrevista ao 'É Gol!!!'.

malaga x mallorca julio baptista (Foto: EFE)Júlio Baptista foi um dos desatques da campanha do Málaga no Campeonato Espanhol (Foto: EFE)

Aos 30 anos, Júlio ainda não sente vontade de voltar ao país. Ele pretende cumprir o contrato com o time espanhol antes de tomar qualquer decisão.

- São muitos anos na Europa, tive a sorte de fazer toda minha carreira aqui conquistando e ganhando o respeito das pessoas com meu trabalho. Nunca diria nunca, mas hoje tenho a cabeça toda voltada para cá (Málaga). Tenho dois anos de contrato e não penso em voltar.

Com passagens por grandes clubes do mundo como Real Madrid, Arsenal e Roma, o meia acredita que fez a escolha certa ao deixar o São Paulo em 2003 para tentar a sorte no Sevilla, time de menor expressão no futebol espanhol. O plano deu certo.

- Não conhecia quase nada, foi uma mudança radical. Já tinha viajado pela Europa, mas não imaginava que iria para o Sevilla. Foi uma aposta de ir para um time intermediário para no futuro fazer meu nome e ir para um grande, foi isso que aconteceu, acabei no Real Madrid.
 



Veja preços e locais da venda de ingressos para Cruzeiro x São Paulo

De olho em manter a boa fase e conquistar mais um resultado positivo, o Cruzeiro receberá o São Paulo, neste sábado, às 16h20m (de Brasília), no Independência, em Belo Horizonte. A partida será válida pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.

A partir da manhã desta quinta-feira, os torcedores interessados em assistir à partida poderão adquirir os ingressos, em diversos postos de venda da capital mineira. Os ingressos terão valores que variam entre R$ 20 e R$ 80. Crianças, idosos e estudantes têm direito à meia-entrada.

Veja a relação de preços, horários e postos de venda

Preços

Setor Minas: R$ 40 (inferior), R$ 20 (superior)
Setor Pitangui: R$ 60 (inferior), R$ 30 (superior)
Setor Ismênia Tunes: R$ 80 (inferior), R$ 40 (superior)

Veja horários e postos de venda

Quinta e sexta-feira – das 9h às 17h

Ginásio do Cruzeiro, sede campestre do Cruzeiro, Loja Cruzeiro Mania do Barreiro, Class Club Sion e bilheteria do Independência (Rua Pitangui)

Sábado – das 9h até o intervalo da partida

Bilheterias do Independência (Ruas Pitangui e Ismênia Tunes)
  



Secadores têm reduto boquense em SP para torcer contra o Corinthians

Qualquer conversa entre amigos dá uma mostra clara de que a torcida contra o Corinthians na final da Taça Libertadores da América diante do Boca Juniors será grande, até maior do que aquela a favor. São-paulinos, santistas e palmeirenses estão unidos para agourar o maior adversário na busca pelo primeiro título da competição. Os “antis”, como são chamados pelos alvinegros, têm um reduto boquense no bairro da Mooca, na Zona Leste de São Paulo, para se reunir e torcer pelo time argentino na decisão desta quarta-feira, às 21h50m.

O bar se chama MoocAires, junção dos nomes Mooca e Buenos Aires, mas já foi apelidado de La Moocanera - referência, claro, ao estádio do Boca. Com espaço para cerca de 130 pessoas em dois andares, o estabelecimento receberá alguns torcedores do Boca nascidos na Argentina, mas a maioria da torcida será formada mesmo pelos aficionados pelos outros times de São Paulo que não querem ver o maior rival conquistando o título inédito.

– Alguns amigos argentinos virão, mas a maioria mesmo torce para o São Paulo, Santos ou Palmeiras. Eles não querem ver de jeito algum o Corinthians conseguir este título. Terão alguns corintianos, também, mas o clima aqui dentro será de paz. O pessoal que frequenta o bar é bem tranquilo – disse Cristian Galarza, 41 anos, argentino de Resistencia, capital da província de Chaco, a cerca de mil quilômetros da capital Buenos Aires. Ele mora no Brasil há 12 anos e é o proprietário do Bar MoocAires.

Cristian conta que os outros jogos tiveram um público bom, mas ele espera que nesta quarta a quantidade de gente seja bem maior. O argentino busca solidificar a tradição entre os bocaneros.

Para entrar ainda mais no clima da final da Libertadores, os funcionários do bar irão usar um uniforme especial. Camisetas brancas, amarelas e azuis receberam o escudo do Boca Juniors no peito. E o símbolo do clube está por toda parte - na parede, no tampo das mesas... A imagem de Diego Maradona, maior ídolo do futebol argentino e da história do Boca, também está presente - uma das mesas é estampada com a foto do gol marcado com a mão na Copa do Mundo de 1986, nas quartas de final contra a Inglaterra.

Fachada do bar Moocaires em São Paulo (Foto: Gustavo Serbonchini / globoesporte.com)Fachada remete ao Caminito, que fica perto da
Bombonera (Foto: Gustavo Serbonchini)

Com medo da ação de vândalos em caso de derrota do Corinthians, Cristian irá contratar dois seguranças particulares para tomar conta da entrada do bar. Além disso, a polícia do bairro já foi avisada do evento e prometeu que irá reforçar as rondas por ali durante a partida.

Cristian acredita no título do Boca. Para ele, a primeira partida será 1 a 0, e o jogo do Pacaembu acabará empatado. Pelo lado dos argentinos, Riquelme, Ledesma e Somossa serão os jogadores que vão desequilibrar.

Pelo Corinthians, clube pelo qual, ironicamente, tem admiração no Brasil, o dono do bar acredita que os destaques serão Ralf e Paulinho. Incapazes, porém, de brecar os argentinos, na visão de Cristian

Bocanero por sorte
Normalmente os torcedores passam a gostar de um time por influência dos pais, parentes e até mesmo dos amigos. Com Cristian não foi bem assim. Com cinco anos ele se tornou bocanero na sorte. Seu pai, Rufino Galarza, torcedor do Boca, mas que não levava o futebol tão a sério, não queria influenciar diretamente os filhos em relação ao time para o qual deveriam torcer. Mas deu um empurrãozinho.

Ele (Cristian) quer que eu torça pelo Boca, mas eu sou corintiana"

Rita Valério, gerente do bar

Ele comprou dois fardamentos completos – um do Boca e um do River Plate, os dois maiores rivais do país – e colocou em uma sacola na qual não era possível ver o que tinha dentro. Com quatro anos de idade, Cristian pegou uma, e Alexis, seu irmão mais novo, ficou com a outra. Após a definição por sorte, o dono do bar acabou vestindo azul e amarelo, e o outro filho de Rufino farda o vermelho e branco.

– Na Argentina primeiro existem os torcedores de Boca ou River e só depois que o pessoal gosta dos outros times – lembra Cristian.

Oito anos depois nasceu o terceiro irmão, Roger Adrian. Por ter mais amizade com Alexis do que com Cristian, ele, que hoje tem 33 anos, acabou virando torcedor do River Plate. Roger atualmente trabalha com o irmão e o ajuda no bar. Segundo o proprietário, ele será um dos poucos que torcerá a favor do Corinthians na decisão.

Mas existem outros espiões no bar. Além de Roger, mais seis funcionários são corintianos, dois são santistas e um é torcedor do Boca. Entre os alvinegros estão a esposa de Cristian, Daniela Correia, e a gerente Rita Valério.

– Ele quer que eu torça pelo Boca, mas eu sou corintiana. Aqui é democrático e não vai ter problemas se o Timão fizer um gol e eu vibrar – disse Rita.

Cristian Galarza, dono de restaurante do Boca Juniors em São Paulo (Foto: Gustavo Serbonchini / globoesporte.com)Cristian Galarza, dono do MoocAires, em São Paulo (Foto: Gustavo Serbonchini / globoesporte.com)

Na arquibancada
Torcedor do Boca desde os 4 anos de idade, Cristian só viu pela primeira vez o time do coração aos 12. O clube da capital viajou até a cidade onde ele morava para enfrentar o Chaco for Ever, clube local. O jogo acabou empatado em 1 a 1. Seis anos depois o argentino finalmente conheceu o estádio do seu time: La Bombonera. O Boca venceu o Ferro Carril, clube de Buenos Aires, por 2 a 0.

No Brasil, Cristian já acompanhou a equipe duas vezes e tem boas lembranças. Ele estava no Morumbi quando o Boca empatou com o São Paulo, em 2 a 2, pela Recopa Sul-Americana, em 2006. O resultado, somado à derrota do Tricolor por 2 a 1 na Bombonera, foi suficiente para os argentinos conquistarem o título.

– Estava com um amigo corintiano, que torcia pela gente, e com mais um argentino. O corintiano ficou pulando na numerada do Morumbi comemorando, mas eu e meu outro amigo ficamos quietos o tempo todo. Apenas cochichando. Se alguém ouvisse o nosso sotaque poderia dar confusão.

Dois anos antes, nas quartas de final da Libertadores, ele também acompanhou diretamente do estádio o Boca. Foi no empate em 0 a 0 contra o São Caetano, no Anacleto Campanella. O jogo de volta acabou 1 a 1 e o time argentino conseguiu a vaga nos pênaltis. Naquela edição, eles acabaram com o vice-campeonato da competição após perder a decisão para o Once Caldas-COL.

Maradona é melhor que Pelé
Cristian viu Maradona, seu maior ídolo no futebol, jogar na Bombonera. El Pibe, como é conhecido, atuou no Boca entre 1981 e 82 e entre 95 e 97. Foi na segunda passagem que Cristian acompanhou os passos do jogador.

– Ele é muito melhor do que Pelé. Não há o que discutir. Vai ver o que ele fez na Copa do Mundo de 1986. É inacreditável – explicou Crisitan, tomando chimarrão e lembrando da conquista. A Argentina já havia sido campeã do mundo em 1978.

Para o torcedor, Messi é melhor que Neymar por conta do físico, e Tévez, melhor que Robinho.



Milton Cruz promete mudanças na escalação do São Paulo

LANCEPRESS!
Publicada em 27/06/2012 às 07:19
São Paulo (SP)

Interino no cargo de técnico do São Paulo até a contratação de um novo treinador, Milton Cruz planeja comandar um coletivo na quinta-feira. E a equipe titular deve ter novidades em relação ao time que vem jogando.

- Pretendo fazer algumas mudanças. Vou falar com alguns jogadores que não estão rendendo. Mas, no próximo jogo, quem sabe estes não podem voltar ao time – declarou o auxiliar, ao site oficial do clube.

Com Emerson Leão, o planejamento era de realizar o treino de quinta na parte da tarde. No entanto, a programação mudou. Agora, os jogadores treinarão até sexta-feira pela manhã.

No próximo sábado, o Tricolor enfrenta o Cruzeiro, às 16h20, em Belo Horizonte. A equipe mineira está na liderança do Brasileirão. E é uma boa chance para reverter a má fase do time:

- Nós só vamos conseguir sair deste lugar que chegamos com muita vontade, dedicação e união. Os jogadores estão querendo sair do mau momento. Vamos buscar uma sequência de vitórias, até para quando o novo treinador chegar estar bem colocado. Temos chances de conseguir um bom resultado em Minas.