terça-feira, 21 de agosto de 2012

Osvaldo torce por nova chance entre os titulares: 'Estou com vontade'

Osvaldo, do São Paulo (Foto: Luiz Pires/VIPCOMM)Osvaldo, do São Paulo (Foto: Luiz Pires/VIPCOMM)

A ausência do atacante Luis Fabiano, vetado pelo departamento médico do São Paulo nos últimos cinco jogos, devido a uma lesão muscular na coxa esquerda, abriu novamente a concorrência no setor ofensivo da equipe. Na vitória por 3 a 0 sobre a Ponte Preta, no último sábado, quem se destacou foi Osvaldo. Autor de um golaço, o jogador comemorou o feito e disse torcer por uma nova chance contra o Bahia, nesta terça, pela Copa Sul-Americana.

– Acho que mostrei que posso tirar meus coelhos da cartola. Foi o gol mais bonito que fiz com a camisa do São Paulo. Falei que me via em condições e que ia fazer de tudo se tivesse uma chance contra a Ponte e consegui ajudar. Espero que seja da mesma forma no jogo contra o Bahia. Se eu entrar, eles vão ter que se esforçar para correr atrás do baixinho. Estou com muita vontade – brincou.

A última vez que o jogador havia sido utilizado foi na derrota para o Vasco, no dia 18 de julho. Osvaldo sofreu um estiramento na coxa esquerda e passou por processo de recuperação, desfalcando o São Paulo nas oito partidas seguintes. Bem fisicamente, ele saiu do banco de reservas aos 15 minutos do segundo tempo contra a Ponte para balançar as redes no fim da partida, após bela jogada individual.

Assim como foi contra a Macaca, a tendência é que o técnico Ney Franco escale o jovem Ademilson, de apenas 18 anos, como companheiro de Lucas. Independentemente de ser utilizado ou não entre os titulares, Osvaldo exaltou a postura da equipe, que, segundo ele, está cheia de gana para conquistar um título nesta temporada, principalmente após voltar a vencer no Brasileirão.

– Uma vitória anima muito. O grupo tirou um peso grande das costas. Não sei se vou começar jogando, mas vou estar pronto para ajudar seja da forma que for. Todo time está querendo muito, assim como eu. Isso é o mais importante – concluiu.

Atualmente, o Tricolor conta com seis atacantes em seu elenco: Luis Fabiano, Ademilson, Osvaldo, Willian José, Rafinha e Lucas, que também pode ser utilizado no meio-campo, mas só ficará até o fim da temporada, já que foi negociado com o Paris Saint-Germain, da França, por mais de R$ 108 milhões.

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Em vantagem, São Paulo recebe o Bahia, que tenta milagre no Morumbi

Montagem, Jadson e Junior (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)Jadson e Junior, apostas de São Paulo e Bahia
(Montagem: Editoria de arte / Globoesporte.com)

As situações totalmente opostas no Campeonato Brasileiro ficam de lado momentaneamente. Na noite desta terça-feira, São Paulo e Bahia decidem quem será um dos representantes do futebol brasileiro na próxima fase da Copa Sul-Americana. Os paulistas entram em campo com a importante vantagem adquirida no jogo de ida, em Pituaçu, quando Rogério Ceni e Ademilson marcaram os gols da vitória por 2 a 0. Mas o Bahia aposta que é possível ganhar por dois gols de diferença para, no mínimo, levar a decisão para a disputa de pênaltis.

Isso vai acontecer somente se o placar for 2 a 0 a favor dos baianos. Se o Tricolor da Boa Terra vencer por 3 a 1 ou mais, estará automaticamente classificado por ter feito maior número de gols como visitante. Ao time da casa, três placares são favoráveis: vitória, empate ou derrota por um gol de diferença.

O São Paulo encara o duelo que será disputado no Morumbi, a partir das 21h15m, com dois objetivos. Além de garantir a vaga e manter vivo o sonho de conseguir uma vaga na Taça Libertadores de 2013, Ney Franco também fará os últimos ajustes visando o clássico de domingo, contra o Corinthians, partida considerada por todos como vital para o time dar uma resposta ao seu torcedor e mostrar que pode sonhar grande ainda em 2012.

Já o Tricolor baiano vai partir para o tudo ou nada. Caio Júnior deixou de lado os cuidados defensivos e mandará a campo um time com apenas um volante de marcação. Com três meias e dois atacantes, a ideia é partir para o ataque e surpreender o rival.

O GLOBOESPORTE.COM acompanhará o jogo em tempo real, com vídeos exclusivos, a partir das 20h45m. O juiz será Sandro Meira Ricci, que será auxiliado por Carlos Berkembrock e Altermir Hausmann. Vale lembrar que o vencedor deste confronto enfrentará na próxima fase quem ganhar a disputa entre LDU Loja (ECU) e Nacional (URU), que se enfrentarão nos dias 29 de agosto e 19 de setembro.

header as escalações 2

São Paulo: para evitar um desgaste maior para o elenco, que jogou pela última vez na noite de sábado, o técnico Ney Franco comandou apenas um treino em campo reduzido na segunda-feira. Em relação ao time que bateu a Ponte, a novidade será o retorno de Rhodolfo. No segundo tempo, o treinador deve mexer na lateral esquerda, já que Cortez está suspenso para o clássico contra o Corinthians. A equipe deverá iniciar a partida com: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Rhodolfo e Cortez; Paulo Assunção, Denilson, Maicon e Jadson; Lucas e Ademilson.

Bahia: o técnico Caio Júnior teve apenas um treino para preparar o time e testou uma formação com artilharia máxima. Apenas um volante de marcação foi escalado para fechar os espaços e combater as jogadas das principais estrelas da equipe paulista. Nas laterais, a improvisação continua. Sem atletas de ofício para a posição, Caio Júnior testou Diones e Victor Lemos. Machucados, o atacante Lulinha e os volantes Hélder e Fabinho são dúvidas. E o treinador ainda teve um desfalque de última hora: o atacante Souza sentiu dores após o treino de segunda-feira e foi vetado pelo departamento médico. O Bahia deve iniciar a partida com Marcelo Lomba; Diones, Titi, Danny Morais e Victor Lemos; Fahel, Mancini, Zé Roberto e Gabriel; Lulinha (Ciro) e Júnior.

quem esta fora (Foto: arte esporte)

São Paulo: Wellington está em fase final de recuperação de cirurgia no joelho esquerdo; Fabrício teve contusão no joelho esquerdo e só volta em 2013; Cañete ainda se recupera de cirurgia no joelho direito; Luis Fabiano e Douglas sofreram lesões musculares.

Bahia: o atacante Elias e o volante Kleberson ainda não voltaram aos treinos com bola e não estão à disposição do técnico Caio Júnior. Com problemas médicos, os laterais Coelho e Ávine permanecem sem data para voltar a jogar. Cláudio Pitbull, Neto, Caio e Jéferson não foram inscritos na Copa Sul-Americana e também desfalcam o Tricolor baiano contra o São Paulo. O atacante Souza sentiu dores na coxa e foi vetado na tarde de segunda-feira.

header fique de olho 2

São Paulo: Jadson. O camisa 10 é um dos atletas que mais atuou na temporada (disputou 43 partidas) e é disparado o maior assistente da equipe. Dos seus pés, saíram passes para 15 gols. Mesmo atuando no sacrifício, já que sofreu uma pancada no joelho direito na derrota para o Fluminense, o jogador é nome certo na equipe de Ney Franco.

Bahia: Júnior. Com Souza vetado pelo departamento médico, caberá ao canhoto a responsabilidade de comandar o ataque baiano na noite desta terça. Na partida de ida, disputada em Pituaçu, o atleta começou a partida como titular, mas acabou substituído na etapa complementar.

header o que eles disseram

Ademilson, técnico do São Paulo: "É um título que o São Paulo não tem e que a gente quer muito. Vamos com tudo. Independentemente de qual seja o título, Sul-Americana ou Brasileiro, é sempre bom ganhar".

Zé Roberto, meia do Bahia: "Estamos representando uma grande equipe e não vamos ao Morumbi a passeio. Já conhecemos o time do São Paulo. Eles têm muita qualidade, mas podemos vencer. O Caio Júnior pediu para a gente jogar um futebol leve, sem pensar no extracampo. É para se divertir jogando, pois a classificação é possível".

header números e curiosidades

* Quem tem vantagem? Confira o histórico do confronto na Futpédia.

* O Bahia é o nono adversário que o São Paulo encara em disputas pela Copa Sul-Americana. Em 17 partidas, a equipe obteve cinco vitórias, nove empates e perdeu três vezes, o que resulta no aproveitamento de 47%.

* O Tricolor baiano disputará nesta noite a sua partida de número 53 na temporada. Até agora, o time conquistou 53,2% dos pontos que disputou. A campanha mostra 23 vitórias, 14 empates e 15 derrotas. Souza, com 23 gols, é o principal goleador da equipe na temporada.

header último confronto v2

As duas equipes enfrentaram-se pela última vez no duelo realizado no dia 2, em Pituaçu, pelo jogo de ida da Sul-Americana. Com gols de Rogério Ceni e Ademilson, o Tricolor paulista venceu por 2 a 0. A equipe da casa teve a seguinte formação: Marcelo Lomba; Gil Bahia, Danny Morais, Titi e Gerley (Ávine); Diones, Fahel, Hélder e Zé Roberto (Ciro); Júnior (Lulinha) e Souza. O São Paulo jogou com: Rogério Ceni; João Filipe (Paulo Miranda, 29'/2ºT), Rafael Toloi e Rhodolfo; Douglas, Rodrigo Caio (João Schmidt), Maicon, Jadson e Cortez; Ademilson e Luis Fabiano (Willan José).



Jogadores do São Paulo descartam priorizar Sul-Americana ou Brasileiro

Ademilson São Paulo (Foto: Luiz Pires / VIPCOMM)Ademilson deve ser titular do São Paulo contra o
Bahia, nesta terça (Foto: Luiz Pires / VIPCOMM)

O São Paulo divide suas atenções nesta semana entre dois jogos decisivos: o confronto com o Bahia, nesta terça-feira, pela Copa Sul-Americana, e o clássico contra o Corinthians, no próximo, pelo Campeonato Brasileiro. Enquanto uma partida define se a equipe avança ou não à próxima fase da competição continental, a outra é considerada um teste para fazer com que o Tricolor embale no Nacional. Os jogadores, porém, descartam dar prioridade a qualquer uma delas.

A ideia é não só seguir em busca de uma vaga na Taça Libertadores da América de 2013, mas também da quebra do jejum de títulos do clube, que já se estende desde o ano de 2008, quando o São Paulo conquistou seu sexto título brasileiro. Para isso, os atletas preferem não serem poupados pelo técnico Ney Franco.

– Não podemos priorizar nada. Temos de ir com força máxima para conquistar nosso objetivo. Contamos com a força da torcida e do elenco para avançar à próxima fase – afirmou o lateral Cortez, suspenso do clássico por conta do terceiro cartão amarelo recebido no último sábado, contra a Ponte Preta.

O São Paulo não pode abrir mão de nada. Tem de jogar sempre para ganhar"

Ademilson

Já o atacante Ademilson, que deve enfrentar o Bahia, mas ficar fora do jogo com o Corinthians devido à volta de Luis Fabiano, que treinou junto do grupo nesta segunda-feira, exaltou a grandeza do clube e a força do elenco como principais motivadores para seguir na briga por ambos os títulos. Na sua visão, uma equipe do porte tricolor não deve desperdiçar nenhuma chance de levantar taças.

– Eu acho que o São Paulo não pode abrir mão de nada. Tem de jogar sempre para ganhar. Amanhã o jogo é contra o Bahia, e vamos pensar só nele. Quando tiver Brasileirão, pensamos só no Brasileirão. Nosso dever é buscar sempre o máximo – avaliou.

O Tricolor venceu a equipe baiana por 2 a 0 no jogo de ida e sai do Morumbi com a classificação nesta terça mesmo que seja derrotado por um gol de diferença. Se por um lado a conquista da Sul-Americana ainda é inédita na história são-paulina, o mau retrospecto contra o Corinthians nos últimos anos, adversário do fim de semana, também incomoda. No Pacaembu, palco do clássico, a equipe do Morumbi não vence o arquirrival desde 2005.

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Sem pensar em ausência no clássico, Cortez pede atenção contra o Bahia

Cortez, São Paulo (Foto: Rodrigo Faber / Globoesporte.com)Bruno Cortez em entrevista coletiva no CT
(Foto: Rodrigo Faber / Globoesporte.com)

O técnico Ney Franco tem uma dúvida para o confronto contra o Bahia, nesta terça-feira, às 21h15m, no estádio do Morumbi: na lateral-esquerda, Bruno Cortez, dono absoluto da vaga entre os titulares, deve iniciar a partida, mas dar lugar a um substituto ao longo dos 90 minutos. Isso porque ele está suspenso para o clássico contra o Corinthians, no próximo domingo, e o treinador ainda busca uma alternativa para suprir sua ausência.

Embora talvez precise ser “sacrificado” para que o suplente seja devidamente testado pela comissão técnica, Cortez assegura: não vê problemas em ceder sua vaga para um companheiro de grupo, já que o foco no momento é conquistar uma vaga na próxima fase da Copa Sul-Americana e seguir em busca da vaga na Taça Libertadores da América de 2013.

– Estou aqui para ajudar independentemente de quem jogue. Pode ser eu, o Henrique Miranda, o Cícero... Quem ganha aqui é o São Paulo. Se o professor quiser me colocar no time, ótimo. Quem ganha não sou eu ou o Ney Franco, mas sim o grupo todo – afirmou, convicto, o lateral.

Na vitória por 3 a 0 sobre a Ponte Preta, no último sábado, Cortez teve atuação abaixo da média. Com algumas falhas na marcação e sem apoiar tanto como de costume no ataque, ele cometeu falta aos 16 minutos do segundo tempo e acabou advertido com o cartão amarelo, que o tirou do confronto contra o arquirrival no próximo fim de semana.

Se o professor quiser me colocar no time, ótimo. Quem ganha não sou eu ou o Ney Franco, mas sim o grupo todo"

Cortez

– Eu me precipitei na jogada. Queria dar um bote e fiz a falta. Tomei o cartão e não vou poder ajudar meus companheiros no domingo. Fiquei muito triste, queria ajudar o São Paulo – lamentou.

O jovem Henrique Miranda, de apenas 19 anos, é o substituto imediato no setor esquerdo. Porém, a falta de experiência do atleta pode fazer com que Ney Franco coloque Cícero na posição. Em partida justamente contra o Bahia, no ano passado, ele atuou na posição e marcou um dos gols são-paulinos, na derrota por 4 a 3 em Pituaçu. João Schmidt, que entrou no lugar de Cortez no último sábado, corre por fora.

Apesar da vantagem para o confronto desta terça-feira, já que o São Paulo venceu o Bahia por 2 a 0 fora de casa e pode perder por até um gol de diferença para avançar à próxima fase da Sul-Americana, o clima entre os jogadores é de total respeito ao adversário, que hoje integra a zona de rebaixamento do Brasileirão (17º colocado, com 16 pontos).

– Lá em Salvador a equipe entrou determinada, querendo buscar desde o primeiro minuto. Independentemente da situação no Brasileiro, o Bahia é sempre perigoso. Temos de entrar focados, respeitando, mas partir para cima deles – recomendou Cortez.

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São Paulo recusa proposta de R$ 16 milhões do Qatar por Luis Fabiano

Luis Fabiano (Foto: João Pires / VIPCOMM)Luis Fabiano treina no CT da Barra Funda para
voltar no clássico (Foto: João Pires / VIPCOMM)

Apesar de a imprensa do Qatar e até mesmo o site oficial da liga do país estarem noticiando a conclusão da negociação do Al-Rayyan com Luis Fabiano, o atacante vai continuar no São Paulo. O presidente Juvenal Juvêncio recebeu uma proposta de 6,5 milhões de euros (R$ 16,1 milhões), que poderia até ser maior, já que os árabes pediram uma contraproposta, mas ouviram uma resposta negativa imediatamente. O Tricolor nem sequer abriu negociação.

Na visão do São Paulo, o fato de os árabes confirmarem a negociação mostra um excesso de confiança nos valores oferecidos, o que até irrita os brasileiros. Também foi citada a falta de informação. No Qatar, fala-se na chegada do Fabuloso por empréstimo de um ano, mas a oferta era de compra de seus direitos econômicos.

Em março de 2011, o Tricolor pagou 7,6 milhões de euros para repatriar Luis Fabiano, mas o resultado até agora não foi o esperado. Além das várias lesões, que fizeram, por exemplo, com que o jogador só estreasse depois de mais de seis meses, os títulos não vieram e, depois da derrota na semifinal da Copa do Brasil, uma torcida organizada passou a pegar no pé do Fabuloso. Por outro lado, ele foi defendido veementemente por outros torcedores.

Apesar dos problemas com parte da torcida e do desabafo após a derrota por 1 a 0 para o Vasco, Luis Fabiano disse, em reunião com dirigentes, que pretende continuar no clube e dar a volta por cima. Atualmente, ele se recupera de um estiramento na coxa esquerda. E o apoio da maioria dos são-paulinos também foi decisivo para que a diretoria rejeitasse a oferta.

- Recebemos uma proposta, mas nem demos prosseguimento. Não temos interesse em liberar o Luis Fabiano nesse momento - confirmou o vice-presidente de futebol, João Paulo de Jesus Lopes.

A previsão do departamento médico é que o Fabuloso esteja em campo no domingo, contra o Corinthians, no Pacaembu. Nesta segunda-feira, ele treinou com o restante do grupo, mas ainda não será escalado na terça diante do Bahia, pela Copa Sul-Americana. Ele é o artilheiro da equipe na temporada, com 20 gols em 26 jogos.

Outro fator que pesou para que o São Paulo recusasse a quantia, inferior à desembolsada há um ano e meio, foi a recente venda de Lucas ao PSG, que rendeu R$ 81 milhões aos cofres tricolores. Enquanto Luis Fabiano mantiver a postura de continuar no Morumbi, o clube também não vai negociá-lo.

Luis Fabiano no treino do São Paulo (Foto: Luiz Pires / VIPCOMM)Luis Fabiano despertou interesse do Qatar, mas vai continuar no São Paulo (Foto: Luiz Pires / VIPCOMM)



Apesar de boa vantagem, elenco descarta clima de "já ganhou"

O São Paulo conquistou uma importante vantagem para o jogo desta terça-feira diante do Bahia, no Morumbi, pela Sul-Americana. Na partida de ida, realizada em Pituaçu, o Tricolor venceu o time baiano por 2 a 0, com gols de Rogério Ceni e Ademilson.

Nesta terça, para ficar com a vaga, o São Paulo poderá até perder por um gol de diferença. Apesar disso, o elenco são-paulino evita o clima de "já ganhou". O lateral-esquerdo Cortez quer o time ligado para não ser surpreendido dentro de campo.

"O primeiro resultado foi muito bom, mas temos de entrar ligados. Se o Bahia fizer um gol, vai complicar a gente. Então, não podemos ser surpreendidos em casa", ressaltou o camisa 6 são-paulino, que será titular mais uma vez do Tricolor.

Recém-chegado ao time profissional do São Paulo, Ademilson sabe da importância que será um título na Sul-Americana. Por conta disso, ele não quer deixar essa oportunidade escapar.

"É um título que o São Paulo não tem, mas queremos. Temos um jogo para se classificar e vamos com tudo contra o Bahia. Além de ser um título inédito, é sempre bom ganhar", completou o atacante tricolor.



ENTREVISTA EXCLUSIVA - Hernanes: "Meu sonho é fazer parte do grupo que estará no Brasil em 2014”

POR FERNANDO H. AHUVIA

Dono de uma visão de jogo invejável, que aliada ao bom passe e às chegadas fortes na área adversária, lhe renderam status de ídolo do São Paulo e da Lazio. Esse é Anderson Hernanes de Carvalho Viana Lima, ou simplesmente Hernanes.

Natural de Recife, o jogador ganhou sua primeira chance como profissional no São Paulo em 2005. Sem espaço na equipe, foi emprestado no ano seguinte para disputar a Série B pelo Santo André. De volta ao clube do Morumbi, Hernanes conseguiu se firmar e foi um dos principais nomes da campanha dos títulos brasileiros de 2007 e 2008. Em agosto de 2010, o ex-volante se transferiu para a Lazio, da Itália. Sem problema de adaptação, o Profeta rapidamente caiu nas graças da torcida Aquilotti.

Em entrevista exclusiva ao Goal.com, Hernanes relembrou sua passagem pelo São Paulo, falou sobre o sucesso na Lazio, revelou seus planos para o futuro e o sonho de disputar a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Confira!

Goal.com - No início da sua carreira profissional, você teve algumas dificuldades e foi emprestado pelo São Paulo ao Santo André. Como foi esse momento? No que isso te ajudou?

A princípio tive algumas dificuldades. Joguei de lateral-esquerdo, direito. Em 2006, o Muricy Ramalho chegou, eu não tive espaço e acabei sendo emprestado para disputar a Série B pelo Santo André. No início fiquei triste por não ser aproveitado, mas sem dúvida foi um ano que eu cresci muito profissionalmente. Acredito que essa minha vontade e dedicação de ter um objetivo e não desistir nunca me ajudaram a enfrentar esse momento difícil. Isso foi fundamental para que eu voltasse a jogar no São Paulo.

Goal.com - Na sua volta ao São Paulo, você conseguiu se firmar e foi um dos principais jogadores na campanha dos títulos brasileiros de 2007 e 2008. O que isso representa para você?

Representa muita coisa. Sempre olhava para os quadros dos times campeões que tem no CT e eu não queria que minha passagem no São Paulo terminasse sem uma foto minha pendurada lá. Foi uma trajetória de muitos obstáculos, mas de muita vontade e superação. Tive o objetivo de saber o que queria e não desisti até que meu sonho se concretizasse. Consegui deixar minha marca dentro do São Paulo. É uma contribuição para a história do clube que cuidou de mim por tanto tempo.

Goal.com - Em agosto de 2010, você se transferiu para a Lazio. Como foi a adaptação à cidade de Roma?

Não tive nenhum problema de adaptação. Por incrível que pareça, o que me ajudou aqui foi o clima. Eu sempre ficava esperando o frio da Europa e quando cheguei me deparei com um calor maior do que o de Recife, que eu estava acostumado. Isso me fez sentir um pouco em casa. O frio também não é tão grande assim. Eu e minha família fomos bem recebidos, estamos muito felizes.


"Eu e minha família estamos muito bem aqui na Lazio. Desde que cheguei aqui tenho dois objetivos: melhorar meu rendimento a cada ano e estar com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2014".

Goal.com - Qual a diferença entre o futebol brasileiro e o futebol italiano?

A diferença é que aqui a marcação é mais dura. Os jogadores te puxam, empurram. Quando você fica com a bola, os marcadores não te dão muita liberdade de pensar. As equipes procuram se defender bem para depois atacar. Já no Brasil o trabalho tático visa mais o ataque.

Goal.com - Que avaliação você pode fazer dessas duas temporadas na Lazio?

Cheguei a um país diferente, um time diferente, tive que jogar em uma posição diferente da que estava acostumado, mas acabei conseguindo me sair bem. Logo no primeiro ano consegui me destacar. Na última temporada, se não fosse minha lesão, seria melhor. Vejo que tive um saldo positivo, mas que ainda posso melhorar e render mais.

Goal.com - Nas duas temporadas, vocês brigaram na parte de cima da tabela, mas bateram na trave por uma vaga na Copa dos Campeões. Neste ano, até onde a Lazio pode chegar?

É difícil apontar apenas um motivo. Por exemplo, na última temporada tivemos muitos problemas com lesões. Neste ano, será ainda mais difícil. A Internazionale de Milão, que no ano passado não foi bem, se reforçou e irá brigar na parte de cima da tabela. É difícil dizer até onde podemos chegar, mas nosso objetivo é não deixar o nosso rendimento cair.

Goal.com - Como você se sente com o Petkovic (treinador da Lazio)? Onde é que ele vai fazer você jogar?

Tem sido bom. Ele tem me testado em várias posições. Quando começar a competição que realmente vou poder ver qual a ideia dele.

Goal.com - Você acha que daria para jogar com você, Ederson, Zárate e Klose juntos ou o time ficaria muito ofensivo?

Essa é uma pergunta complicada (risos). O grupo de jogadores é bem qualificado. Meu objetivo é trabalhar bem para sempre estar em campo. Com relação à escalação, deixo para o Petkovic decidir.

Goal.com - O que você poderia falar sobre o Klose? Como é jogar com ele?

É um grande jogador, um goleador e um excelente companheiro. Fico feliz de poder estar jogando com um cara que é inteligente, tem muita força, faz gols e ainda volta para ajudar na marcação.

Goal.com - Na atual janela de transferências você recebeu sondagens de outros clubes do futebol europeu. Como você planeja seu futuro?

Eu e minha família estamos muito bem aqui na Lazio. Desde que cheguei aqui tenho dois objetivos: melhorar meu rendimento a cada ano e estar com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2014.

Goal.com - Num eventual retorno ao futebol brasileiro, você daria preferência ao São Paulo nas negociações?

Nem cogito isso agora. Voltar para o Brasil é uma coisa para o futuro, mas sem dúvidas o São Paulo é o clube que está no meu coração e que pensaria em primeiro lugar.

Goal.com - Falando um pouco de Seleção Brasileira, o trabalho do Mano Menezes vem sendo muito questionado. Como você avalia a atuação do Brasil nas Olimpíadas?

Achava que dessa vez a medalha de ouro não escaparia das nossas mãos. Foi uma surpresa triste. Estava muito confiante na vitória do Brasil sobre o México na final. O futebol é muito engraçado, pois se fosse campeão todos falariam que o trabalho do Mano foi excelente, mas como aconteceu de não conseguir o ouro já está tudo errado. É preciso analisar as coisas mais profundamente e não apenas o resultado.

Goal.com - Recentemente o Mano disse que você briga por uma vaga na armação. Como será essa disputa por uma vaga na equipe que disputará a Copa do Mundo de 2014?

O Brasil é o único país pentacampeão do mundo. Independentemente da posição, não é fácil jogar na Seleção Brasileira. No meio-campo a disputa é muito acirrada, pois tem muitos jogadores de qualidade, mas tudo depende do tempo e do acaso. É preciso trabalhar, acreditar e esperar o tempo. Meu sonho é fazer parte do grupo que estará no Brasil em 2014.

Goal.com - Na próxima quinta-feira (23), o Mano fará convocação para os amistosos contra a África do Sul e a China. Qual a sua expectativa?

A expectativa é grande, pois antes das Olimpíadas estava sendo convocado, meu nome também estava na pré-lista dos jogos olímpicos. Portanto, tenho boas expectativas.