quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Sem Lucas e Neymar, Luis Fabiano espera ser protagonista do clássico na Vila

LANCEPRESS! - 06/09/2012 - 15:45 São Paulo (SP)

Corinthians x São Paulo - Campeonato Brasileiro - Gol do Luis Fabiano (Foto: Ari Ferreira)
Luis Fabiano quer ser protagonista do clássico contra o Santos, na Vila Belmiro (Foto: Ari Ferreira)

O clássico entre Santos e São Paulo no próximo domingo não trará ao gramado da Vila Belmiro o que de melhor as duas equipes têm a oferecer para o espetáculo.

Convocados para os amistosos da Seleção Brasileira diante da África do Sul, nesta sexta, e China, na próxima segunda, Neymar e Lucas serão desfalques importantes no San-São. Chance para Luis Fabiano ser o centro das atenções e fazer a diferença a favor do Tricolor.

- É o que se espera né (risos). Estou ali para isso, para fazer gols para o São Paulo. Espero que eu consiga fazer a diferença e trazer a vitória - disse o camisa 9, após o empate contra o Internacional nesta quarta-feira.

Desde que voltou ao clube do Morumbi no ano passado, Fabuloso enfrentou o Peixe somente em duas oportunidades e marcou três gols. E o centroavante, que ainda não atuou na Vila, vive a expectativa de encarar o alvinegro pela primeira vez como visitante.

- Expectativa boa, normal de um clássico. É um jogo importante, vamos tentar jogar como jogamos contra o Corinthians, tentar conquistar os três pontos. Jogo desse tipo não adianta ficar esperando, temos de ir para frente. Vamos jogar de igual para igual e tentar surpreender o Santos na Vila - concluiu o atacante.

Nesta temporada, Luis Fabiano ficou fora de dois confrontos importantes contra o Santos, por suspensão. O primeiro, na semifinal do Paulistão. O segundo, na quarta rodada do Campeonato Brasileiro. No domingo, o são-paulino entrará em campo zerado de cartões.



Fabuloso se garante no San-São e quer ter sequência em campo

Bruno Quaresma - 06/09/2012 - 10:08 São Paulo (SP)

São Paulo x Internacional - Campeonato Brasileiro - Luis Fabiano (Foto: Ari Ferreira)
Luis Fabiano passa pela marcação do Internacional (Foto: Ari Ferreira)

Para tentar ter uma sequência sem lesões, Luis Fabiano se reunirá com a comissão técnica após todos os jogos para fazer uma avaliação de sua condição física. Na tarde desta quinta-feira, um dia depois do empate em 1 a 1 com o Internacional, preparadores físicos, fisioterapeutas, médicos, o técnico Ney Franco e o próprio atacante vão conversar para definir qual o planejamento para o próximo jogo, domingo, contra o Santos.

O treinador do São Paulo quer contar com Fabuloso para esta partida. E o artilheiro do Brasileirão com dez gols já se coloca à disposição:

- Eu saio desse jogo sem qualquer tipo de problema. Saio um pouco cansado até porque eu não joguei o último jogo e pesa muito ficar sem jogar. É melhor ter uma sequência de jogo do que ficar fora, às vezes pesa, falta ritmo. Mas estou bem para a sequência e nos próximos jogos vou estar em condições de jogar. Se depender da minha palavra, vou tentar jogar o que resta do campeonato.

No mês passado, o camisa 9 ficou cerca de 20 dias afastado devido a um estiramento na coxa esquerda. Essa foi apenas mais uma lesão que o atrapalhou desde que retornou ao Tricolor, no início de 2011. Depois dela, a comissão técnica decidiu que o atacante terá de ser poupado de algumas partidas para preservar a musculatura.

A conclusão é de que é melhor não contar com Luis Fabiano em um jogo específico, do que correr o risco de o jogador ter de passar quase um mês no Reffis. No último fim de semana, ele não jogou contra o Bahia porque estava suspenso. Mas, mesmo que não estivesse, seria poupado.

Para a partida na Vila Belmiro, Ney Franco já não poderá com Lucas, que está com a Seleção Brasileira. Diante do Inter, Maicon tomou o terceiro cartão amarelo e está suspenso. A tendência é a de que Osvaldo continue no ataque e Cícero entre no meio de campo.



Ney Franco não joga a toalha e ainda acredita em título

LANCEPRESS! - 06/09/2012 - 08:02 São Paulo (SP)

As imagens de São Paulo 1 x 1 Internacional (Foto: Ari Ferreira)
São Paulo desperdiçou chances e deixou o Morumbi com empate em 1 a 1 (Foto: Ari Ferreira)

Apesar de somar só um ponto nos dois últimos jogos, Ney Franco ainda acredita no título brasileiro. O treinador vê o Atlético-MG com dez pontos a mais e o Fluminense, que enfrenta o Santos nesta quinta-feira, pode abrir até 12.

Mesmo em dificuldades e com o Nacional cada vez mais próximo do fim, o treinador, quando questionado sobre se era utópico lutar pela conquista, citou o Grêmio, que tem 43 pontos, tirou grande diferença dos primeiros e está só a dois do Galo:

- Temos uma equipe que pegou um padrão agora que é o Grêmio, que está fazendo o que queríamos fazer. Estávamos no mesmo nível e pensamos em ter esta mesma arrancada. Acho que ainda tem tempo, mas três rodadas do segundo turno estamos atrasados na nossa arrancada. Mesmo com o tropeço dá para olhar para a frente e o Grêmio é uma referência. É muito pouco só fazer três partidas seguidas somando pontos, mas temos dois jogos fora agora e precisamos mobilizar os jogadores.

- Acho que o título ainda é real, mas conforme o tempo passa fica mais distante, porque perde o número de jogos. Estamos no bolo e nos cabe procurar a vitória contra o Santos. Não jogo a toalha no Brasileiro e até o confronto da Sul-Americana vamos dar o máximo. Temos de fazer dois jogos forte para nos colocarmos de novo no campeonato - finalizou Ney.

No domingo o São Paulo vai até a Vila Belmiro pegar o Santos. Em seguida, viaja até Belo Horizonte, onde no Independência enfrenta o Atlético-MG, que pode perder a liderança ainda nesta rodada.



Suspenso, Maicon desfalca o São Paulo contra o Santos

LANCEPRESS! - 06/09/2012 - 00:35 São Paulo (SP)

As imagens de São Paulo 1 x 1 Internacional (Foto: Eduardo Viana)
Maicon marcou gol, mas está suspenso (Foto: Eduardo Viana)

Além de Lucas, que está com a Seleção Brasileira, o São Paulo não poderá contar com Maicon no clássico de domingo, contra o Santos, na Vila Belmiro. O meia, autor do gol tricolor no empate por 1 a 1 com o Internacional, nesta quarta-feira, recebeu o terceiro amarelo e está suspenso.

- É um jogador com uma função muito bem definida, que tem nos ajudado muito. Tomou o terceiro cartão amarelo e a gente tem que começar a pensar a partir de amanhã (quinta). Vai ter um jogo-treino para quem não jogou, vamos ver - disse o técnico Ney Franco, que admitiu enxergar em Cícero a melhor alternativa para substituí-lo.

O grande número de pendurados é uma das maiores preocupações do comandante, que já orientou os jogadores a evitarem faltas desnecessárias. Luis Fabiano e Lucas até forçaram a terceira advertência para ficarem 'zerados'. O Fabuloso, que convive com lesões musculares, precisava ser poupado contra o Bahia, na rodada passada. Já Lucas, como iria para a Seleção, ficou suspenso contra o Inter.

Denilson, Douglas, Jadson, Osvaldo, Rafael Toloi, João Filipe, Paulo Miranda e Rodrigo Caio seguem pendurados.



quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Ney Franco cobra simplicidade da zaga tricolor

Os erros da saída de bola da defesa resultou na derrota do São Paulo diante do Bahia, no domingo, segundo o treinador Ney Franco. Para ele, é preciso que a zaga atue com mais simplicidade.

Antes da falha de Rhodolfo, no Pituaçu, o volante Paulo Assunção também já havia cometido a mesma falha na partida contra o Corinthians, que resultou em um gol de Emerson. No entanto, Luis Fabiano balançou a rede adversária duas vezes e protagonizou a virada na partida.

Para o lateral direito Douglas, Ney Franco já havia chamado atenção aos erros da zaga tricolor. "Ele já vem conversando há algum tempo conosco sobre isso, pois teve outras partidas com erros assim. Se não tem como sair tocando de trás, ele fala que é para dar balão", disse Douglas. O próprio lateral direito perdeu bola que resultou em gol, na derrota por 3 a 0 para o Náutico, nos Aflitos.

Atualmente, o São Paulo soma 34 pontos, quatro abaixo do grupo de classificação para a Copa Libertadores e a dez do Atlético-MG e Fluminense, que estão na ponta da tabela de classificação.

"Infelizmente erramos mais uma vez. Não tem nem o que falar, foi de momento, a gente estava sendo pressionado e aconteceu a infelicidade. Mas a gente já está ciente. Serve de exemplo, porque a gente ainda podia errar, estava cedo. Agora tem que errar o mínimo", sugere Douglas.

Nesta quarta-feira, o São Paulo deve entrar em campo com a seguinte formação: Rogério Ceni; Douglas, Rafael Toloi, Rhodolfo e Cortez; Paulo Assunção, Denilson, Maicon e Jadson; Osvaldo e Luis Fabiano. As informações são do Portal Terra.



São Paulo classifica vitória sobre Inter como obrigatória no Morumbi

A 17 rodadas do fim do Campeonato Brasileiro e a quatro pontos do grupo de classificação para a Copa Libertadores, o São Paulo trata a partida de quarta-feira, contra o Internacional, como definitiva para suas pretensões, até porque a equipe gaúcha tem os mesmos 34 pontos.

"Com certeza, nossa obrigação é vencer dentro de casa. A gente conta com o apoio da torcida. Precisamos muito dessa vitória, porque as duas equipes estão brigando pelo G-4", salienta o meia Jadson, jogador que esteve em todas as partidas da equipe até aqui na competição.

A derrota para o Bahia no fim de semana certamente não estava entre as hipóteses pensadas pela comissão técnica, já que o São Paulo havia saído vencedor nos três duelos anteriores contra o time de Salvador neste ano. O revés permitiu que o Vasco, quarto colocado, reabrisse vantagem suficiente para ficar ao menos mais uma rodada no G-4.

Na reapresentação do elenco, na tarde de segunda-feira, foi visível a mudança de ânimo dos jogadores, que, dias antes, faziam festa pelos triunfos consecutivos. Apesar disso, o elenco garante que não faltará dedicação no Morumbi para tentar bater o atual sétimo colocado.

"É que a gente vinha de três vitórias, e essa derrota não estava nos nossos planos. Mas não pode abaixar a cabeça, tem muita coisa para acontecer ainda. Temos três jogos agora que serão fundamentais para uma arrancada rumo ao título", comenta Osvaldo, confiante em tirar a desvantagem de dez pontos para Atlético-MG e Fluminense.

O atacante será novidade diante do Internacional. Por conta da baixa do meia-atacante Lucas, convocado para a Seleção Brasileira, o camisa 17 formará dupla de ataque com Luis Fabiano, que retorna ao time após cumprir suspensão pelo terceiro cartão amarelo.

O elenco encerra a preparação na manhã desta terça-feira, no CT da Barra Funda. O técnico Ney Franco deve confirmar a seguinte formação: Rogério Ceni; Douglas, Rafael Toloi, Rhodolfo e Cortez; Paulo Assunção, Denilson, Maicon e Jadson; Osvaldo e Luis Fabiano.



Meu Jogo Inesquecível: frustração e festa para Mauricio de Sousa em 94

Mauricio de Souza caricatura cartoon (Foto: Marcio Nicolosi)Caricatura de Mauricio de Souza feita pelo
desenhista de sua equipe Marcio Nicolosi

Seus personagens enriqueceram o imaginário de uma infinidade de crianças que atualmente já são avós e tantas outras que hoje brincam na era da internet e das redes sociais. E foi na infância de seus filhos (dez ao todo) que Mauricio de Sousa buscou inspiração para criar a sua turma, ou melhor, a Turma da Mônica. Pois um deles, involuntariamente, fez uma peripécia que impediu o famoso pai de ver o momento mais importante da final da Copa do Mundo de 1994, entre Brasil e Itália, disputada no Rose Bowl, em Los Angeles (EUA): o momento em que Roberto Baggio desperdiçou a sua cobrança de pênalti e deu o quarto título mundial à seleção brasileira após 24 anos de espera.

- Fomos ao jogo, eu e minha família. A criançada era pequena, o caçula, Mauricio, era um crianção, e pedia colo de vez em quando. E pai é para isso mesmo. Subimos, aquela festa toda, a gente com a cara pintada de verde e amarrelo, com a camisa da Seleção. O jogo passa, aquele nervosismo todo, e vai para os pênaltis. Todo mundo muito nervoso, sem saber o que vai acontecer. Mas o Mauricio naquele momento teve sono, e tive de ficar sentado com ele no colo. Quando foi a vez de o Baggio cobrar o pênalti, o pessoal todo se levantou, e eu não aguentei me levantar com meu filho no colo e ver aquele chute que pôs tudo a perder para a Itália. O Mauricio era um cavalão de cinco para seis anos, e não pude ver. Fui lá para ver isso, a vitória do Brasil, e não vi. Acho que fui o único do estádio que não viu a cobrança errada - relembrou com ótimo humor o cartunista, por telefone, de seu estúdio em São Paulo.

Ele já havia ido às Copas de 86, no México, e de 90, na Itália, sempre com alguém da família e com a frustração de não ver o Brasil ser campeão. Rindo enquanto relatava o que havia ocorrido naquele 17 de julho de 1994, o artista revelou o principal motivo que o fez se inspirar em Mauricio Takeda Sousa, seu filho mais novo, para criar o personagem Do Contra:

- Acontece, o Mauricinho sempre foi do contra. Depois saímos para festejar. Este foi o jogo que mais me marcou, e não vi o Brasil ganhar. Logo eu, que vivo de olhar e desenhar as coisas que vejo.

Baggio, Itália x Brasil, Copa de 1994 (Foto: Agência AFP)Baggio desolado após perder o pênalti que decidiu o título mundial de 94. Ao fundo, jogadores brasileiros comemoram a conquista. Mauricio de Souza não viu a cobrança, mas vibrou no estádio (Foto: Agência AFP)

Apesar daquela conquista histórica, a equipe de 94 não inspirou o cartunista, hoje com 76 anos, a criar nenhum personagem. No entanto, a relação dele com o futebol é bem conhecida. Antes da Copa dos Estados Unidos, já havia nascido Pelezinho, que voltou a ter sua revista publicada em 2012 após 30 anos, e depois vieram Ronaldinho Gaúcho - que "é um sucesso mundial, já saiu em 32 idiomas, e continua saindo" -, Neymar e as 20 ilustrações do álbum de figurinhas do Campeonato Brasileiro. Porém, o que poucos sabem é que essa ligação profissional com o futebol começou nos anos iniciais de sua carreira.

- Os primeiros desenhos que publiquei foram num jornal esportivo de Mogi das Cruzes (SP). Eu criei os símbolos de todos os clubes da região: Vila Santista, São João, Botujuru, Jundiapeba e XV de Novembro. Aliás, o Chico Bento (um de seus personagens) torce pro Nhô Quim, o XV de Piracicaba.

mauricio de souza quadrinhos neymar santos (Foto: Reprodução Twitter)Mauricio, à direita, com Neymar, para quem também
criou um personagem (Foto: Reprodução Twitter)

Mauricio gosta tanto de futebol que promete fazer crescer a turma dos boleiros em seus desenhos ("Estou montando o meu time, quando chegar aos 11, vou montar um álbum") e já aponta um jovem promissor para entrar no seu seleto grupo:

- Esse menino do Corinthians, o Romarinho, tem um jeitinho de que vai dar certo. E pode fazer parte da minha seleção dos craques pintados.

No entanto, esse time já poderia estar maior, com Dieguito (Maradona), que já tinha toda a sua turma criada, e Ronaldo Fenômeno:

- Em 86, fui à concentração da seleção argentina, pouco antes da Copa. "Invadi", era superfechada, mas o Maradona mandou que eu entrasse. Infelizmente não deu certo, era um projeto lindíssimo, maravilhoso. Depois ia fazer o do Ronaldo, mas o contrato com o Real Madrid impedia.

Torcedor do São Paulo, mas ultimamente mais ligado ao Corinthians

Mônica São Paulo, caricatura, cartoon, Ilustração (Foto: Mauricio de Souza)Mônica torce para o São Paulo. Magali é santista,
Cascão, corintiano e Cebolinha, palmeirense
(Ilustração: Mauricio de Sousa)

O time do coração de Mauricio de Sousa é o São Paulo, mas ultimamente ele tem ido muito mais aos jogos do Corinthians:

- Nasci numa família são-paulina, mas nenhum dos meus filhos é são-paulino. Tem uma palmeirense e dois corintianos roxos, que choram e tudo mais. Eles sempre me pedem para levar ao estádio, assisto ao jogo no lado do Corinthians, porque não quero ver meu filho sofrer, mas estou gostando de ir de novo aos estádios. Fiquei muitos anos sem ir. Sempre levava a criançada.

Durante a entrevista, Mauricio demonstrou estar com saudades do Tricolor do Morumbi, mas não deixa de elogiar o Alvinegro do Parque São Jorge:

- Estou devendo uma visita ao São Paulo, eles (os filhos) estão me desviando. Tenho vontade de voltar ao São Paulo, fazer um acordo com eles também. Mas clube inflamado efetivamente é o Corinthians. Fui a quase todos os últimos jogos, e o Corinthians ganhou todos. Agora meu filho diz que eu não posso deixar de ir. No último, eu disse que não podia, aí ele falou: "Me dá uma peça de sua roupa, então (tem de 13 para 14 anos)". Então, quando não vou, ele vai com amigos meus. O meu médico cardiologista, que é corintiano, também vai, mas não sei se vai para ver o jogo ou para observar as minhas emoções.

Cebolinha Palmeiras (Foto: Divulgação)Cebolinha comemora o título da Copa do Brasil
deste ano (Foto: Divulgação)

Os primeiros ídolos naturalmente jogavam no seu São Paulo, mas depois foram se ampliando:

- O primeiro ídolo, eu ainda era um garotão, foi o Poy (goleiro argentino das décadas de 40 a início de 60 e depois treinador do próprio São Paulo, Portuguesa e XV de Jaú). Do Noronha (lateral-esquerdo e zagueiro que atuou nas décadas de 40 e 50 também no Grêmio, Vasco e na Portuguesa), eu também gostava. E outro que não era tanto do meu tempo, mas que eu admirava, era o Domingos da Guia (zagueiro que jogou nas décadas de 30 e 40 por Bangu, Vasco, Nacional-URU, Boca Juniors-ARG, Flamengo, onde se destacou mais, e Corinthians). E teve também o Mauro (Ramos, zagueiro bicampeão mundial pela Seleção em 1958 e 62 e que atuou no Santos e no São Paulo). Depois os que vieram. Assisti a jogos do Garrincha e do Pelé. Inclusive no último jogo dele, no Cosmos, ele me deu uma colher. Acabei criando o Pelezinho (em 1977), já estávamos conversando. Sempre fomos muito ligados em diversos momentos.

Porém, é a infância o assunto predileto do cartunista, que nasceu em Santa Isabel (SP), mas foi criado na vizinha Mogi das Cruzes (SP). Foi lá que começou a se apaixonar pelo futebol, mas conta que não era tão bom de bola. Fominha, sim.

- Eu tinha um campinho de estimação na casa de minha avó. A gente chamava o campo de Esmaga Sapo, imagina por quê? (risos) A casa ficava perto do ribeirão, então o gramado vivia cheio de sapos e rãs, volta e meia escorregava num. Depois teve o timinho na minha rua, e na rua de baixo, onde tinham uns moleques mais velhos dois, três anos que nós. Quando eles chegavam, nos entocavam do campo. Eu era menor, mas acabei com aquilo. Eu disse: "Não vamos sair mais, vamos jogar contra, sem brigar". Mas nunca apanhamos tanto. Era pontapé para tudo quanto é lado. Um jogo livre. Pareciam aquelas disputas em arenas romanas. Eu ficava com a perna toda roxa. Nunca fui bom jogador de futebol, mas sempre fui de correr muito, fiz atletismo, eu corria bastante, era um bom atleta. Organizei um futebol muitos anos depois aqui já no estúdio, eram os sábados de futebol. Mas aí eu ia para o gol e conseguia bons resultados. Acho que era porque o pessoal tinha receio de dar chutão em cima, de me machucar, afinal eram funcionários - revelou.

BRASIL 0 (3) X 0 (2) ITÁLIA
Taffarel; Jorginho (Cafu), Aldair, Márcio Santos e Branco; Mauro Silva, Dunga, Mazinho e Zinho (Viola); Bebeto e Romário. Pagliuca; Mussi (Apolloni), Baresi, Maldini e Benarrivo; Berti, Dino Baggio (Evani), Albertini e Donadoni; Roberto Baggio e Massaro.
Técnico: Carlos Alberto Parreira. Técnico: Arrigo Sacchi.
Decisão nos pênaltis: Brasil 3 (Dunga, Branco e Romário) x Itália 2 (Albertini e Evani).
Árbitro: Sandor Puhl (HUN), auxiliado por Venancio Zarate (PAR) e Davoud Fanaei (IRA).
Cartões Amarelos: Mazinho e Cafu (BRA); Apolloni e Albertini (ITA).
Local: Rose Bowl Stadium, em los Angeles (EUA). Data: 17/7/1994. Competição: Copa do Mundo. Público: 94.194.