segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Mesmo bem encaminhado no G4, São Paulo deve priorizar BR e poupar Luis Fabiano na Sul-Americana

Bruno Rodrigues e Guilherme Palenzuela - 29/10/2012 - 07:31 São Paulo (SP)

Luis Fabiano - São Paulo (Foto: Eduardo Viana)
Para Luis Fabiano, melhor seria não atuar contra a Universidad de Chile (Foto: Eduardo Viana)

A prioridade de fim de ano para o São Paulo deve ser o Brasileirão. Mesmo com a vaga para a Libertadores de 2013 bem encaminhada com o 4º lugar no nacional, Luis Fabiano deverá ser poupado para a partida de quarta-feira contra a Universidad de Chile, em Santiago, pela Sul-Americana.

Luis Fabiano ficou fora contra a LDU de Loja (ECU), no Morumbi, na quarta-feira, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. O São Paulo jogou mal, empatou em 0 a 0, mas avançou de fase pelos gol marcado fora de casa – o primeiro jogo acabou em 1 a 1. No último sábado, o atacante atuou durante os 90 minutos na vitória por 4 a 2 sobre o Sport, em Recife, e saiu de campo dizendo que, por conta das dores na coxa esquerda, o ideal seria ser poupado para o primeiro jogo das quartas de final, na quarta-feira:

– Não é a situação adequada. Venho de lesão, e o ideal seria não ficar jogando em sequência, mas pela importância do jogo, me coloco à disposição. Só digo que gostaria muito de enfrentar o Fluminense no domingo, até porque tenho um confronto direto – disse o jogador, referindo-se à briga com Fred pela artilharia do Brasileirão. Luis Fabiano tem 15 gols, e Fred, 16.

O técnico Ney Franco se disse satisfeito com o 4º lugar do Brasileirão após a vitória, mas provavelmente também não sabia que o título da Sul-Americana não rende vaga à fase de grupos da Libertadores. Ele apoiou a versão do atleta.

– Vamos conversar com o jogador, com os médicos, com os fisiologistas. Mas, se ele repetir para nós o que falou na saída do gramado, não vai jogar – afirmou o treinador.

Jogar sem Luis Fabiano não tem rendido resultados. A melhor partida do Tricolor na Sul-Americana foi contra o Bahia, no Pituaçu – única em que o camisa 9 atuou, por 40 minutos, antes de sair machucado. A Universidad de Chile, adversário da próxima quarta-feira, é a atual campeã do torneio, e coleciona boas campanhas nos últimos anos.

Assim como o 3º e o 4º lugar do Brasileirão, o título da Sul-Americana não dá vaga direta para a 2ª fase da Libertadores. Mas vale pela conquista. O segundo lugar no nacional não está distante - atualmente são cinco pontos - , mas pode custar a eliminação na Sul-Americana.

Ademilson deve ganhar vaga mais uma vez

Se Luis Fabiano for realmente poupado no Chile, seguirá a indefinição de quem substituirá o camisa 9 no duelo contra La U.

Ademilson aparece como favorito para a vaga, já que nas últimas partidas sem Fabuloso o camisa 11 fez companhia a Osvaldo e Lucas. Nos dois confrontos contra a LDU de Loja, o atacante iniciou como titular. Porém, não fez boas apresentações e foi substituído durante o jogo nas duas ocasiões.

Outra opção de Ney Franco é a entrada de Maicon, atuando ao lado de Wellington e Denilson, com Lucas e Osvaldo à frente, sem um centroavante no ataque. Essa formação foi utilizada contra o Atlético-MG, no Independência. No entanto, o técnico são-paulino mal pôde analisar o desempenho da equipe, já que Douglas foi expulso aos 25 minutos de jogo, desmantelando todo o sistema tático do Tricolor.

Quem também pode ganhar chance são Willian José e Cícero, personagens envolvidos na polêmica entre Rogério Ceni e Ney Franco. Willian José, apesar de ser o único centroavante além de Luis Fabiano no elenco, tem sido pouco aproveitado por Ney e dificilmente estará entre os 11 que entrarão em campo no primeiro jogo das quartas de final da Copa Sul-Americana.



Aloísio segue na mira do São Paulo, mas espera fim do ano para definir futuro

Guilherme Palenzuela - 28/10/2012 - 19:58 São Paulo (SP)

Gol do Aloísio - Internacional x Figueirense (Foto: Ricardo Rímoli)
Aloísio, do Figueirense, é um dos desejos do São Paulo para 2013 (Foto: Ricardo Rímoli)

O atacante Aloísio, destaque do Figueirense no Brasileirão, segue cobiçado pelo São Paulo para reforçar o clube em 2013. Eduardo Uram, agente do jogador, afirma que propostas serão ouvidas até o fim do ano, antes da definição.

– Não assinamos nada, ainda. Vamos esperar o fim do campeonato para ouvir propostas de todos os lados. O São Paulo é um dos clubes que nos procurou, mas temos outras coisas também e ainda não tem nada definido.

O presidente Juvenal Juvêncio diz que o jogador é um dos desejados para chegar em 2013. Aloísio tem 12 gols marcados no nacional, apesar da má campanha do Figueirense.

– É um jogador que estamos vendo, mas vamos definir tudo depois do Brasileirão – disse, ao LANCENET!.

Aloísio está registrado atualmente na Tombense, e emprestado ao Figueirense até o fim do ano. A diretoria do clube já dá como certa a saída do jogador no fim do ano, por conta do assédio e do provável rebaixamento para a Série B. O empresário Eduardo Uram tem bom trânsito no São Paulo. Ele também é agente de Cícero, Maicon, Cortez, João Filipe, Luiz Eduardo e Juan, atualmente emprestado ao Santos.



Após ser poupado, Osvaldo deve reforçar São Paulo na Sul-Americana

Guilherme Palenzuela - 28/10/2012 - 20:18 São Paulo (SP)

São Paulo x Cruzeiro - Campeonato Brasileiro - Gol do Osvaldo (Foto: Ari Ferreira)
Osvaldo tem sido um dos destaques do São Paulo desde a chegada do técnico Ney Franco (Foto: Ari Ferreira)

Após perder o jogo do último sábado contra o Sport, pelo Brasileirão, o atacante Osvaldo, recuperado de dores no músculo adutor da coxa esquerda, deve retornar ao São Paulo para o jogo contra a Universidad de Chile na quarta-feira, em Santiago, pelas quartas de final da Sul-Americana.

– Osvaldo teve um desconforto, não se sentiu seguro para jogar. Ele ficou tratando o tempo todo, como se estivesse em São Paulo, para ver se tinha alguma chance. Acredito que ele participe normalmente da partida (de quarta) – disse Auro Rayel, médico do São Paulo que acompanhou a delegação na viagem para Recife.

Feliz com a vitória de seus companheiros na Ilha do Retiro, o camisa 17 do Tricolor se escalou para o duelo diante da equipe chilena por meio de seu perfil no Twitter. Osvaldo viajou para Recife. Contudo, não passou na reavaliação médica e foi cortado.

“Mais uma vitória ontem (sábado), graças a Deus. Vou estar bem para ajudar na quarta”, escreveu o atacante.



Atenção! Última chamada para começar a cartela da sua Gym Bag LANCE!

LANCEPRESS! - 29/10/2012 - 07:57 São Paulo (SP)

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Ganso 'paz e amor' diz que está mais forte, seguro e confiante no São Paulo

As eleições terminaram no último domingo, e bem que podiam ter contado com Paulo Henrique Ganso, candidato a ídolo do São Paulo. A palavra "político" define bem o momento do meia. Nos bastidores, durante a negociação para sair do Santos, ele bateu o pé, foi firme ao escolher o Morumbi como destino e recusar sair da Vila Belmiro pela porta dos fundos, como queriam os dirigentes do seu ex-clube. Mas, no seu discurso, adotou a postura “paz e amor”.

Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, os rancores com o tratamento recebido no Santos ficaram somente nas entrelinhas. Basta reparar nos trechos, cobertos de sutileza, em que afirma que merecia um tratamento melhor, ou que precisava ter parado por mais tempo para tratar suas lesões.

Mas, abertamente, sobram elogios: Rogério Ceni, Lucas, Ney Franco, Fabrício, Neymar, Kaká, Oscar, Mano Menezes, Muricy Ramalho... Ganso caminha para um mandato conciliador, mas não perde sua autoconfiança. Garante que está mais forte, confiante e seguro após horas e horas diárias de recuperação no Reffis. E em sua promessa de campanha, garante aos torcedores que o São Paulo não vai se arrepender de ter investido R$ 23,9 milhões (em parceria com o DIS, grupo de investidores que detém uma parte dos direitos econômicos do atleta) para contratá-lo.

- Estou voltando para jogar muita bola e conquistar muitos títulos, com a ajuda de vocês.

Na última semana, Ganso fez os primeiros trabalhos dentro de campo. A recuperação tem sido melhor do que os médicos esperavam e mais longa do que o jogador imaginava. A lesão no músculo reto femural da coxa esquerda já está cicatrizada, mas o São Paulo investe no equilíbrio muscular entre as pernas para evitar novos problemas com o meia, que aos 23 anos já acumula quatro cirurgias.

O histórico médico gera as maiores desconfianças em relação ao sucesso de Ganso no Tricolor. Mas também há quem pense que aquele jogador, que na final do Campeonato Paulista de 2010 se recusou a sair de campo quando o técnico Dorival Júnior tentou substituí-lo contra o Santo André, não existe mais. O camisa 8 jura que não perdeu a personalidade forte e só precisa de sequência de jogos para provar isso.

- Isso está sempre presente comigo. Tive momentos difíceis de lesões aqui e ali, sem continuidade em campo. Mas agora estou me preparando super bem para não sentir mais nada e ter sempre essa personalidade forte.

Entrevista especial Paulo henrique ganso são paulo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Ganso deverá fazer sua estreia ainda este ano pelo São Paulo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Depois de 38 dias de trabalhos físicos, exercícios, fisioterapia, como você se sente? Quanto falta para que possa estar em campo?
Foram muitos exercícios, repetições na fisioterapia, fortalecimento muscular. Agora estamos bem próximos de escolher uma data para fazer a grande estreia pelo São Paulo. A vontade é grande, não quero mais ficar lá dentro (do Reffis). Quero jogar futebol, que é o que eu gosto de fazer. Estou ansioso para estrear e estar junto com a torcida.

Nos seus últimos jogos pelo Santos, a impressão é que você estava longe dos 100%. Você estava jogando no sacrifício?
No sacrifício, não. Estava jogando da maneira que eu pensava estar bem, mas precisava parar. Hoje tenho todo tempo do mundo pra parar, me fortalecer, ganhar massa muscular. Coisas importantes para eu voltar. Eu não estava 100%, mas me sentia bem.

Mas então se tivesse parado antes por esse tempo, teria sido melhor para você?
Não posso falar se teria me ajudado parar antes. Hoje me sinto muito mais forte, confiante e seguro. Esse trabalho está sendo muito bom para mim e minha musculatura.

Você enfrentou o Corinthians, na Libertadores, 21 dias depois de operar. Hoje, se arrepende de ter entrado em campo?
Não, eu tinha condições de entrar em campo e ajudar. O que não daria tempo de fazer era um condicionamento físico melhor. Correr na areia, ter a companhia dos preparadores... Precisava treinar com bola e faltou um pouco dessa condição física, pelo tempo que eu não tinha, e pela minha decisão de jogar aquela partida.

Ganso no treino com bola no São Paulo (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)Ganso já realizou dois treinos com bola no São
Paulo (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)

Você já se sente em casa no São Paulo?
Já me sinto praticamente em casa. Fui super bem recebido, desde o porteiro na minha chegada até a tia que faz a faxina. Os fisioterapeutas, a comissão técnica, todos me receberam bem. Hoje me sinto em casa. O São Paulo tem uma qualidade diferenciada porque investe dentro e fora dos gramados.

Em algum momento da negociação você chegou a duvidar que conseguiria jogar no São Paulo, que fosse dar certo?
Ah, foram vários momentos. Até porque chegou ao último dia, então minha cabeça ficava um pouco preocupada. Será que meu futuro seria no São Paulo, no Santos, em outro clube? O futebol acabou ficando um pouco de lado porque eu queria definir meu futuro.

O que passou por sua cabeça quando subiu ao gramado do Morumbi e viu 40 mil pessoas gritando seu nome? Você, que era ídolo do rival, já fez gols no São Paulo...
Olha, eu esperava bastante gente, até porque haveria um jogo depois (contra o Cruzeiro). Mas ver 40 mil pessoas gritando meu nome foi um momento único na minha carreira. Eu não esperava por aquilo, fazia tempo que eu não sentia aquele friozinho na barriga de subir para um gramado e ter a torcida gritando meu nome.

O São Paulo se acertou nos últimos jogos. Como você acha que pode se encaixar nessa equipe?
Tenho que utilizar minha qualidade, meu talento, foi por isso que o São Paulo me contratou. Deixo essa boa dor de cabeça para o Ney Franco unir mais qualidade na equipe.

Você já deve ter ouvido falar que Ganso e Jadson não podem jogar juntos. Há alguém aqui no São Paulo com quem você pode não jogar junto?
Não, não (risos). Dá para jogar com todo mundo. O problema é que só 11 podem entrar em campo, né. Então, como eu falei, deixo essa boa dor de cabeça para o Ney.

Em 2010, houve um encantamento com sua atitude de se recusar a sair de campo, com 20 anos, na final do Paulistão. Foi uma demonstração de personalidade muito precoce. Mas, de uns tempos pra cá, você tem sido considerado um jogador apático, sem reação. Aquele Ganso, que se nega a ser substituído, ainda existe?
Lógico que existe, isso está sempre presente comigo. Tive momentos difíceis, de lesões aqui e ali, sem continuidade em campo, sem poder disputar mais jogos. Mas agora isso voltou. Estou me preparando super bem para não sentir mais nada e ter sempre essa personalidade forte.

Entrevista especial Paulo henrique ganso são paulo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Meia usa janela da sala de fisioterapia do CT para arrumar o cabelo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Dá para garantir que você joga em 2012?
Quem pode garantir melhor isso são os fisioterapeutas, médicos, mas estou trabalhando bastante para isso e numa fase avançada.

O Lucas vai embora no fim do ano e o Rogério Ceni ainda não decidiu se renova por mais um ano. Você gostaria de voltar logo, até para poder atuar com eles?
O Rogério é um ídolo, tem uma história linda no São Paulo. E o Lucas também fez muita coisa boa aqui. Pena que ele está de saída, mas não havia outra decisão. Quero jogar ao lado deles e ajudar nessa reta final de Brasileiro, e também na Sul-Americana, em que podemos chegar ao título. Vai ser muito importante para mim e para o São Paulo.

A situação do Lucas é inevitável, mas e sobre o Rogério? Seria importante para você tê-lo ao seu lado no primeiro ano de clube? Você gostaria que ele renovasse?
Seria muito importante pela história que ele tem, e pela pessoa que mostra ser. Hoje posso conversar mais com ele, é um cara super gente boa. Pela experiência que ele tem, dentro e fora de campo, seria importante para mim e um marco para o São Paulo.

A torcida do Santos pichou sua imagem no muro do clube, e o clássico contra eles está marcado para a Vila Belmiro no Paulistão do ano que vem. Isso te chateou? Como imagina a recepção?
Chateado a gente fica, mas o torcedor age com emoção. Tenho uma história muito bonita no Santos, minhas conquistas, belas jogadas, muitos gols. Isso vai ficar marcado, ninguém vai apagar. E sobre o clássico do ano que vem, espero sair vencedor. Vou fazer de tudo para levar o São Paulo sempre às conquistas.

Já decidiu se vai comemorar, caso faça gols?
Não cheguei a pensar nisso. Quando estiver mais perto a gente vê o que acha melhor.

Ver 40 mil pessoas gritando meu nome na apresentação foi um momento único na minha carreira. Eu não esperava por isso. Há muito tempo não sentia aquele friozinho na barriga"

Ganso

Em 2010, você era cotado para disputar a Copa do Mundo, estava na pré-lista do Dunga, mas acabou não sendo convocado. Quando o Mano assumiu, seu nome era certo para 2014, e hoje você está fora da Seleção. Sente uma necessidade de voltar? Seria muito frustrante para sua carreira não disputar essa também?
Não digo necessidade, mas é um desejo que todo jogador tem, de disputar uma Copa do Mundo, e no Brasil seria melhor ainda. Hoje, preciso retornar e jogar futebol. Se estiver jogando muito bem, consigo retornar. E respeitar a decisão do Mano, que vem fazendo uma equipe muito boa. O Kaká tem uma história bonita na Seleção, e o Oscar está super bem. Tenho de buscar meu espaço jogando bem pelo São Paulo.

Você conhece a história do Pita (meia que trocou o Santos pelo São Paulo em 1985)?
Já ouvi falar. Ele saiu do Santos para o São Paulo, né? Não conheço bem, mas muitos torcedores dizem que tenho estilo parecido, de tocar bem a bola, visão de jogo aprimorada. Espero que eu possa construir uma história parecida, ou até melhor, de conquistas no São Paulo.

Como é a vida de torcedor? Você sofre muito vendo os jogos?
Tenho torcido bastante (risos). A gente sofre junto, quer estar em campo e ajudar os companheiros, mas hoje não posso. Em breve vou sofrer um pouco menos dentro de campo e poderei ajudá-los.

Você tem convivido bastante com o Fabrício no Reffis. Ele vai completar um ano praticamente sem jogar. Vocês conversam?
O Fabrício é uma pessoa fantástica, tenho convivido e conversado bastante com ele. Um cara que chegou ao São Paulo, teve várias lesões, não conseguiu ter sequência de jogos, mas tenho certeza que ele vai se recuperar bem e nos ajudar muito em 2013.

Você disse que o Muricy foi um paizão para você. E ele afirmou que quando o São Paulo entrou na briga para te contratar, ele sabia que perderia, porque conhece bem o clube. Ele chegou a te dar conselhos sobre o São Paulo?
Não, em momento algum falamos sobre o São Paulo ou qualquer outro clube. Ele sempre me falou que eu precisava me recuperar fisicamente porque sou o camisa 10, de futebol raro, que a gente não tem hoje no Brasil. Para eu me cuidar, que voltaria bem.

Entrevista especial Paulo henrique ganso são paulo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Camisa 8 posa em frente a um dos murais no CT
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

E você também se acha um jogador raro?
Não sei se raro, mas tenho um estilo de jogo diferente. Se sou raro ou não, deixo para o torcedor falar.

Quem tinha razão na discussão entre o Rogério Ceni e o Ney Franco?
Ah, isso a gente chegou a um acordo. O São Paulo está vencendo os jogos, é um baita jogador e um baita técnico. Com uma boa conversa, a gente sobe na tabela e consegue chegar à final da Sul-Americana.

E o Ney já te mostrou o famoso campinho que havia desenhado com você no time, e que deixou o Muricy bravo no início da negociação (quando o São Paulo fez a primeira proposta por Ganso, o técnico afirmou que havia esboçado a formação com o então meia do Santos).
(risos) Não, ele ainda não falou. Mas brincou, disse que agora poderia tirar o campinho da gaveta. Ele vai saber me utilizar da melhor maneira possível.

E seu duelo com o Neymar? Vocês têm se falado com frequência?
Vai ser um duelo bom. Eu brinco que ainda bem que não sou zagueiro, porque ele é um craque, um gênio do nosso futebol. Mas espero que eu saia sempre vencedor. A gente se fala sempre, ele é um moleque muito humilde, uma pessoa fantástica. Não dá para ficar longe.

É difícil imaginar uma trajetória sem ele?
Jogamos muito tempo juntos, e um completava o outro, em todos os sentidos. Hoje sigo meu caminho no São Paulo, e ainda teremos muito tempo para jogar na Seleção.

Você ficou chateado pelo Santos não ter dado a você uma medalha pelo título da Recopa?
Não, chateado não. Atuei o primeiro jogo, posso dizer que sou campeão também. Meu nome estava lá.

Entrevista especial Paulo henrique ganso são paulo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Pé esquerdo do meia canhoto, que tem feito tratamento intensivo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

E acha que o São Paulo tem condições de ser campeão da Sul-Americana? O time jogou mal contra a LDU, um time muito inferior.
Temos totais condições de sermos campeões. É um título que pode nos dar uma vaga na Libertadores sem depender do Brasileiro. E o mais importante é o título.

Dá para perceber que você tem adotado um tom light nas respostas sobre o Santos, mas a gente sabe que sua saída de lá foi tensa. Por que tomou essa decisão?
Porque nunca tive problemas com o Santos. É o clube onde fiz minha história, está gravada e ficará sempre na memória do torcedor. Então não posso ficar com mágoa ou ódio. Tem de ser um tom light, mesmo.

Você teve problemas com pessoas específicas do Santos, então?
Não posso dizer pessoas específicas. Acho que eu poderia ter um tratamento melhor.

E esse tratamento melhor você está tendo no São Paulo?
Quando falo em tratamento melhor, é sobre negociações. Lá, sempre tive uma relação muito boa com a comissão técnica e os jogadores. E aqui fui super bem acolhido, isso tem me ajudado bastante a me adaptar ao clube.

Há quanto tempo você não joga futebol com alegria?
Sempre entrei em campo com tesão e motivação de jogar futebol, mas as lesões me deixaram triste. Eram dores mais fortes, que me impossibilitavam de fazer algumas coisas. Mas, fora isso, sempre entrei com vontade e alegria.

Como você se sente quando olha no espelho e pensa que valeu R$ 23,9 milhões?
É uma responsabilidade grande saber que muita gente acredita no meu futebol. Por isso houve essa grande contratação. Só quero entrar em campo para mostrar todo meu talento e qualidade, para o torcedor são-paulino ficar bem alegre.

Mas faz bem para o ego, não?
Faz bem para o ego, mas é uma responsabilidade grande e tenho de saber administrar bem e mostrar isso dentro de campo.

Que recado pode mandar ao torcedor do São Paulo?
Que estou voltando para jogar muita bola e conquistar muitos títulos com a ajuda deles.

Entrevista especial Paulo henrique ganso são paulo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Ganso recebeu equipe do GLOBOESPORTE.COM no CT do Tricolor (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)



domingo, 28 de outubro de 2012

Sem ser procurado para renovação, Aloisio deve deixar o Figueirense

Aloisio em está cada vez mais longe do Orlando Scarpelli. Com contrato de empréstimo até o dia 31 de dezembro, clube e atacante ainda nem sentaram para tratar de renovação. Com a possível queda para a Série B, o que acarretaria em uma redução nas receitas do Figueirense, a pedida salarial do atacante ficaria inviável para o orçamento do clube em 2013. O torcedor, portanto, deve se preparar para acompanhar as últimas partida do 'Boi Bandido' pelo Alvinegro.

aloisio FIGUEIRENSE X CRICIÚMA (Foto: Agência Estado)Aloisio não deve permancer no Figueirense em 2013 (Foto: Agência Estado)

Um dos artilheiros do Brasileirão, com 12 gols, Aloisio desperta o interesse dos principais clubes brasileiros. O jogador, que tem conversa adiantada com o São Paulo, deverá sair sem nenhum tipo de retorno financeiro para o Figueirense. O alerta chega do empresário do jogador, Eduardo Uram. A pouco mais de dois meses do término do contrato, representantes do jogador e clube ainda não sentaram para discutir a renovação do empréstimo.

— O próprio Figueirense não me procurou, o que eu posso dizer é que ele não irá ficar. Se o clube ainda não me procurou, demonstra má vontade — alfineta o empresário, Eduardo Uram.

A explicação dos dirigentes do Figueirense envolve o término do Brasileirão. O clube ainda aguarda o desfecho da Série A, para iniciar o planejamento de 2013. Caso o Alvinegro permaneça na elite, haverá maior receita e seria viável manter as principais peças do grupo. Se a queda for confirmada, alguns dos principais atletas do clube, os que recebem salários mais altos, devem ser negociados.

— Não procuramos ninguém até agora, o Aloisio inclusive. Enquanto tivermos uma ‘luzinha’ no final do túnel, vamos aguardar. Lógico que a gente sabe da dificuldade. Só que ainda não é o momento para isso, não é a hora. Só vamos procurar os jogadores quando a situação estiver definida — explica o vice-presidente de futebol do Figueira, Vanderlei Silva.

Em relação ao interesse do São Paulo e de outros clubes, Uram prefere evitar citar o estágio das negociações. Porém, ele não nega a procura e também conversas com as equipes.

— O que posso dizer é que existem interesses de vários clubes, mas não estamos em conversa final com nenhum deles. Até porque estamos respeitando o contrato com o Figueirense. O interesse dos outros clubes ainda é embrionário, não tem pré-contrato assinado com ninguém — garante Uram.

O atual vice-presidente de futebol do Figueirense, Vanderlei Silva, revela o sentimento do clube catarinense em relação ao jogador. Na visão do dirigente, o futuro de Aloisio está nas mãos do empresário e na própria vontade do atacante.

Aloisio treina no CFT do Cambirela do Figueirense (Foto: Luiz Henrique, FFC)Aloisio treina no CFT do Cambirela do Figueirense
(Foto: Luiz Henrique, FFC)

— Ele está emprestado, vai depender do empresário e dele também, nós não temos os direitos federativos. Claro que todo clube do futebol brasileiro deseja o Aloisio, nós queremos que ele fique, mas sabemos das dificuldades. Talvez fique tarde para iniciarmos as negociações, mas é aguardar — decreta Vanderlei.

Segurança no futuro pode selar saída do Figueira
Aloisio tem um plano de carreira estabelecido pelo empresário que o agencia. O atacante, natural de Araranguá, interior de Santa Catarina, deseja chegar a um clube de maior expressão no futebol brasileiro para conquistar a independência financeira. O jogador sabe que a carreira de atleta é curta e por isso procura pesar o lado financeiro, principalmente para poder dar conforto para os familiares



Polêmicas da rodada#33: gol de mão anulado e reclamação contra delegado

Foi apenas um lance em apenas um jogo, mas que rendeu discussão de muitas horas e que ainda pode ter consequências. Um gol de mão e a interferência do delegado da partida entre Internacional e Palmeiras para a jogada ser invalidada foram os principais destaques da 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Além do toque irregular, os pênaltis duvidosos apareceram em outros confrontos. O duelo entre Atlético-MG e Flamengo, no Independência fecha a rodada na quarta-feira.

Confira as principais polêmicas da 33ª rodada:

Internacional 2 x 1 Palmeiras

O lance capital da vitória do Inter sobre o Palmeiras e que gerou tanta polêmica aconteceu aos 16 minutos do 2º tempo. Após cobrança de escanteio, o atacante Hernán Barcos mandou a bola com a mão para a gol. Tanto o juiz Francisco Carlos do Nascimento quanto o bandeirinha e o auxiliar do fundo de campo validariam a jogada se não fosse a reclamação dos jogadores do Inter, que pediam a marcação do toque. Depois de receber do 4º árbitro, informado pelo delegado da partida, a informação de que o gol foi irregular, o homem do apito apontou a infração. Aí foi a vez de os palmeirenses reclamarem da mudança, e o árbitro levou seis minutos para reiniciar o jogo com a cobrança da falta.

Durante a transmissão, o comentarista de arbitragem Arnaldo Cezar Coelho ficou irritado com a demora do árbitro Francisco Carlos do Nascimento em invalidar o gol e dar prosseguimento à partida.

- O Barcos deu uma de jogador de voleibol. Com a mão direita ele desvia e o juiz não viu, isso é falta de atenção. O árbitro foi de uma omissão e está fazendo essa lambança toda. Tem que dar cartão amarelo ao Barcos porque isso é querer enganar a arbitragem. Árbitro fraco, indeciso, sem personalidade. Parece que de fora estão dando ordem para ele, parece um fantoche.

Durante o programa Troca de Passes, Arnaldo ainda apontou a possível a irregularidade na ação do delegado da partida. Para ele, a informação dada pelo oficial pode caracterizar uma influência externa.

- Esse instrutor de árbitros, que tem que ser capacitado, não deve ficar à beira do campo para evitar esse problema. Tem que estar vendo de cima, aí no intervalo vai ao vestiário trocar ideia com o árbitro. Todo mundo o acusou de ter informado o árbitro reserva.

O primeiro gol do Inter, aos 34 minutos do 1º tempo, também teve polêmica, mas dessa vez só quem reclamou foi o Palmeiras. No início da jogada, o lateral direito Artur teria sido derrubado pelo atacante Rafael Moura no meio de campo. Com a queda do adversário, o He-Man seguiu com a bola e esperou a chegada de Guiñazu, que cruzou para Fred balançar a rede. Nesse lance, Arnaldo não viu infração no lateral alviverde.

- Para mim, foi uma falha do Artur. A impressão que deu é que ninguém tocou nele, ele tropeçou.

Corinthians 1 x 0 Vasco

O peruano Paolo Guerrero foi o autor do gol da vitória do Corinthians sobre o Vasco, mas outro atacante do Timão poderia ter se destacado se não fosse a marcação cruz-maltina. Aos 39 minutos do 1º tempo, Romarinho infiltrou em velocidade pela zaga vascaína até ser parado por Renato Silva na entrada da grande área. A poucos metros do lance, o árbitro Leandro Vuaden não viu o zagueiro carioca colocar a perna na frente do camisa 31 corintiano. Na opinião do comentarista de arbitragem, Leonardo Gaciba, o juiz errou ao mandar o jogo seguir.

- Eu achei pênalti. Achei faltosa a entrada do jogador. Ele não fica parado, ele faz uma ação contra o atacante, impedindo sua passagem. Para mim, foi penalidade.

Fluminense 2 x 1 Coritiba

O Fluminense derrotou o Coritiba na abertura da rodada, mas a tarefa de conquistar os três pontos em casa poderia ter ficado mais difícil se a equipe tivesse passado boa parte do jogo com um jogador a menos. Em disputa de bola no círculo central, aos 32 minutos do 1º tempo, o meia Deco tirou Everton Ribeiro da jogada, deixando o braço no rosto do adversário. O árbitro André Luiz Castro não viu a infração e mandou o jogo seguir. O camisa 17 ficou caído no gramado, com a boca sangrando. Após a partida ser paralisada para atendimento ao meia, os jogadores do Coritiba partiram para cima do juiz pedindo a expulsão de Deco, e o zagueiro Sergio Escudero foi tirar satisfação com o brasileiro naturalizado português. Para o comentarista Lédio Carmona, houve falta do camisa 20 tricolor.

- Deixou (a mão) mesmo. Foi na intenção o Deco e pegou o Everton Ribeiro na altura do queixo.

Aos 37 minutos da etapa inicial, a torcida do Fluminense pediu um pênalti em Fred. O artilheiro do Brasileiro recebeu de Wellington Nem na grande área e deu um salto após ser tocado por Luccas Claro. O árbitro mandou o atacante tricolor se levantar, mas ouviu novamente os pedidos dos jogadores do Coritiba por cartão amarelo por simulação. Por outro lado, Fred alertou insistentemente ao juiz o fato de o zagueiro coxa-branca ter pedido desculpas pelo lance. Na opinião de Lédio, o camisa 9 do Fluminense se jogou.

- Cavou o pênalti. Até tem o contato do Luccas Claro, mas não o suficiente para aquele salto do Fred.

Sport 2 x 4 São Paulo

A derrota do Sport para o São Paulo na Ilha do Retiro já estava encaminhada, mas o Leão conseguiu, aos 31 minutos do 2º tempo, evitar a goleada com um pênalti. Quando estava em cima da linha da grande área, Gilberto abriu espaço para o chute. No momento da finalização, ele foi travado por Rhodolfo, mas foi Paulo Miranda, zagueiro improvisado na lateral direita, que fez o atacante rubro-negro "voar". Apesar da chegada forte dos são-paulinos, o comentarista Lúcio Surubim disse que o pênalti não deveria ter sido marcado.

- Achei que os dois jogadores entraram inteiros na bola.