quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Lucas motiva colegas e diz que quebraria até a perna se preciso

O empate sem gol com a Universidad Católica, que classificou o São Paulo para a decisão da Copa Sul-americana, pode ter sido o último jogo de Lucas no Morumbi antes de se apresentar ao Paris Saint-Germain. Em meio a acenos para a torcida, o meia-atacante reiterou o desejo de sair como campeão e disse que, para isso, quebraria até a perna se fosse necessário.

"Toda vez que entrei em campo com a camisa do São Paulo foi para fazer meu melhor, dar meu sangue e minha vida, independentemente se joguei bem ou mal. Jogo aqui por amor. Se precisar quebrar a perna para ser campeão, vou entrar", disse o jogador à FOX Sports.

O discurso foi o mesmo que utilizou para motivar seus colegas. Antes de o time subir ao gramado para a partida, ele pediu a palavra e falou aos demais jogadores que colocaria a perna em risco para atingir a primeira meta de se classificar e disputar o título.

"Geralmente, quem fala é o Rogério (Ceni, goleiro e capitão), mas hoje foi ele quem falou. Muito emocionado, disse que não queria nem saber se já tinha compromisso com outro clube", revelou o técnico Ney Franco, ao elogiar a atitude do comandado. "É uma referência para todos nós. Tinha tudo para estar sem foco, mas é um dos que estão mais envolvidos com essa possibilidade de ser campeão".

O envolvimento é simples de se explicar. Aos 20 anos, Lucas tem pela primeira vez a oportunidade de levantar um troféu como profissional. Ela é, ainda, a última antes de se apresentar em janeiro ao Paris Saint-Germain, clube com o qual foi negociado no meio da temporada pelo valor recorde de 43 milhões de euros.

"É minha primeira final no clube. Desde que subi da base, esse é meu objetivo. Só tenho a agradecer à torcida, que sempre me tratou com muito carinho. É uma emoção que não tem como explicar", reforçou o meia-atacante, que, de novo, foi o mais caçado em campo pela marcação adversária.

"Estou acostumado, isso não me intimida. Só motiva a ir mais para cima, fazer as jogadas. Juiz está dentro do campo para obedecer a regra. Se me baterem, vou levantar e ir para cima de novo", minimizou o são-paulino, alvo de muitas faltas também no jogo de ida contra a Universidad Católica, em Santiago.

Apesar de ter se despedido dos torcedores, Lucas ainda pode ter uma última chance de atuar no Morumbi. Para isso, o adversário do São Paulo na final da Sul-americana teria que ser o Tigre, da Argentina. Caso o Millionarios seja o outro finalista, os brasileiros teriam o mando de campo no primeiro jogo, impossibilitado de ocorrer em seu estádio por conta do show da cantora Madonna.



Como no jogo de ida, Ney Franco destaca atuação de goleiro rival

Responsável por evitar goleada no primeiro confronto com o São Paulo, em Santiago, Cristopher Toselli foi mais uma vez o grande destaque da Universidad Católica nesta quarta-feira. O goleiro argentino de 24 anos fez defesas importantes no Morumbi, mas o 0 a 0 não foi suficiente para evitar a queda de sua equipe.

Assim como na semana passada, o técnico são-paulino destacou o desempenho do jovem arqueiro. "Nossa proposta, até o final do jogo, foi buscar a vitória. Criamos possibilidades de gols, e mais uma vez o goleiro fez diferença. Já tinha feito no primeiro jogo", analisou Ney Franco, não sem comemorar a vaga para a final.

"Foi uma classificação difícil. Por nossa equipe ter jogado muito bem no Chile, passou-se impressão de que teríamos um jogo fácil aqui, mas sabíamos de antemão que seria difícil, pela característica do adversário, que eles segurariam no primeiro tempo e, em determinado momento, dariam uma arriscada", comentou.

O treinador chegou a temer pela eliminação. Após um primeiro tempo nervoso, o time teve os dois volantes (Wellington e Denilson) pendurados e, nem por isso, deixou de reclamar com veemência do árbitro venezuelano Juan Soto. O nervosismo preocupou e foi motivo de alerta ao fim da etapa.

"Pedimos equilíbrio emocional no relacionamento com a arbitragem e também de posicionamento em campo. Temi porque fomos para o intervalo com os volantes amarelados. Conversamos coletivamente e, depois, individualmente com eles. A palavra no intervalo foi equilíbrio, principalmente emocional", contou.

Apesar da atenção especial ao comportamento de seus jogadores, Ney Franco valorizou a maneira como se deu a classificação. Tal qual nas oitavas de final, o São Paulo passou de fase graças a gol marcado como visitante, em empate por 1 a 1.

"O grau de dificuldade foi grande porque a Católica tem uma marcação forte, em alguns momentos até desleal. O importante é que a gente passou. Soubemos levar vantagem do regulamento, como contra a LDU de Loja", concluiu.

O adversário na decisão será definido apenas nesta quinta-feira. Na outra semifinal, Millionarios-COL e Tigre-ARG voltam a se enfrentar depois de empate sem gol no confronto da Argentina. Caso passem os colombianos, os brasileiros terão que fazer a partida de volta fora de casa.



Ceni comemora volta de espírito e critica arbitragem venezuelana

Único remanescente das duas últimas decisões internacionais do São Paulo, Rogério Ceni não escondeu a alegria pelo retorno do espírito aguerrido da equipe. Nos últimos anos, o capitão sempre deixou clara a insatisfação com a falta de pegada dos elencos montados, mas não poupou elogios à postura dos atuais companheiros no empate por 0 a 0 com a Universidad Católica, pelo jogo de volta da final da Copa Sul-americana.

"Há tempos a gente não chegava em uma final como essa, acho que o espírito ao menos está de volta. Fizemos tudo que tinha que fazer e bola não entrou. Cada noite que passa como essa é o que a gente trabalha para chegar em uma data especial. Nós nos colocamos nessa grande final, ao menos o torcedor são-paulino vê novamente uma equipe aguerrida chegar em final", destacou.

Apesar da satisfação pelo classificação, Ceni não poupou críticas à arbitragem do venezuelano Juan Soto, como já havia feito no intervalo da partida. "Jogaram com uma postura que eu não acho graça. O árbitro não coibiu violência no primeiro tempo, achei fraco disciplinarmente. Bateram, bateram, mas não aconteceu nada. Nós fizemos nossa parte, botamos o São Paulo na final. Fizemos o nosso dever. A gente aqui não fica defendendo jogador, mas o mínimo que a gente pode fazer é pedir cartão vermelho e amarelo", esbravejou.

Se o juiz foi colocado como vilão pelo goleiro, a falta de pontaria nas semifinais contra os chilenos também não escapou. "Não conseguimos concluir com precisão como em outros jogos. Em outras partidas tivemos domínio e marcamos, nos últimos dois repetimos o domínio total e só fizemos um. É o futebol. Hoje chutamos tudo o que tinha pra chutar, mas bola não entrou. Taticamente houve crescimento, psicologicamente se fortaleceu", analisou.O otimismo por retornar a uma final, no entanto, deu lugar à cautela quando Rogério foi questionado sobre o adversário favorito para o duelo decisivo. Nesta quinta-feira, Millionarios e Tigre se enfrentam em Bogotá, sendo que um empate com gols coloca os colombianos como adversários do Tricolor. Caso o time azul se classifique, a altitude e o entrosamento dos jogadores preocupam o Mito.

"Bogotá são só 2.500 metros de altitude, só o tempo da bola que muda. Oxigênio não muda nada, é psicológico achar que é o Pico do Everest. É um time de melhor qualidade técnica e que eliminou Palmeiras e Grêmio. Millonarios é time mais pronto que o nosso, mas de repente em uma final podemos equivaler."

Em caso de classificação argentina, o camisa 01 também demonstrou estar pronto para ajudar o técnico Ney Franco a encontrar o caminho para o título inédito dentro de casa. "Decidir no Morumbi seria mais gostoso. No futebol tudo pode acontecer, vimos o jogo de hoje. Se o Tigre ganhar é porque é aguerrido e luta muito, como mostrou contra o Cerro Porteño. É um time extremamente de espírito, raça, vontade e pode ser que se supere", alertou.



Aplaudido, Jadson lamenta chances perdidas e valoriza luta tricolor

Substituído na reta final da semifinal da Copa Sul-americana contra a Universidad Catolica por Paulo Henrique Ganso, o meia Jadson era um dos destaques do São Paulo no duelo. Brigando para conquistar o carinho da torcida, o camisa 10 mostrou empenho e nem mesmo as chances perdidas impediram os torcedores de retribuírem a dedicação com aplausos.

Ao final do duelo, o armador comemorou a classificação do Tricolor, mesmo com o empate por 0 a 0. O placar, no entanto, incomodou o jogador, que lamentou as chances perdidas por ele mesmo. "Hoje foi um jogo difícil, todo mundo lutou do começo ao fim, tivemos várias oportunidades. Eu mesmo tive umas três, mas conseguimos a classificação que era importante. Todo mundo deu sangue e está de parabéns. Agora é fazer uma boa final", analisou.

Mesmo com grande atuação no que pode ter sido o último jogo da temporada no Morumbi, Jadson foi novamente substituído por Ganso. Ao contrário de outras partidas, a torcida são-paulina aplaudiu o armador, que além de se apresentar no ataque, auxiliou o trabalho dos volantes.

"Era um jogo para a gente dar o máximo. Fiz minha parte, ajudei o Denílson e o Wellington na marcação e cheguei várias vezes ao ataque. Tem que correr mesmo para deixar a torcida feliz", declarou.

Ainda extasiado pela vitória, Jadson aproveitou para deixar registrada sua torcida pelo Tigre, que enfrenta o Millionarios nesta quinta-feira. Se os argentinos vencerem o confronto, o São Paulo terá o direito de decidir a Copa Sul-americana dentro do Morumbi. "Jogar o segundo jogo aqui seria melhor. Com o apoio dessa torcida maravilhosa seria melhor para gente", ressaltou.



Seis anos após perder Recopa, Tricolor volta a disputar uma decisão

A classificação para a decisão da Copa Sul-americana, obtida na noite desta quarta-feira, no Morumbi, finda um jejum de seis anos do São Paulo. A última vez que o clube paulista havia sido finalista foi na Recopa de 2006, em que acabou derrotado pelo argentino Boca Juniors: revés por 2 a 1 fora de casa e 2 a 2 como mandante.

O adversário será o vencedor do duelo entre Millionarios-COL e Tigre-ARG. Após empate sem gol na Argentina, eles decidem a segunda vaga na noite desta quinta-feira, na Colômbia. As datas das finais são 5 e 12 de dezembro, e o São Paulo só jogará a segunda partida em casa se o oponente for o time argentino.

Apesar de não disputar uma final há seis anos - a da Recopa foi em 14 de setembro de 2006 -, o jejum de títulos é menor do que isso, já que o clube conquistou os títulos brasileiros de 2007 e 2008. A fórmula da competição nacional, no entanto, não é mais de mata-mata, mas de pontos corridos.

A última conquista do São Paulo como finalista foi o Mundial de 2005, para o qual se classificou ao vencer a Copa Libertadores. Na ocasião, a equipe venceu o Liverpool por 1 a 0, em território japonês, e se sagrou tricampeão mundial.

Essa será a 47ª decisão na história do clube, a primeira na Sul-americana. Em 2003, foi eliminado na semifinal do torneio continental pelo River Plate, nas cobranças de pênalti. Já nesta edição, a campanha é invicta até o momento, tendo eliminado em jogos de ida e volta Bahia, LDU de Loja, Universidad de Chile e agora Universidad Católica.



Ficha técnica: São Paulo 0 x 0 Universidad Católica

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 0 X 0 UNIVERSIDAD CATÓLICA

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 28 de novembro de 2012 (quarta-feira)
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Juan Soto (VEN)
Assistentes: Jorge Urrego (VEN) e Carlos Lopez (VEN)
Cartões amarelos: Denilson, Wellington, Rogério Ceni (São Paulo); Peralta, Andía, Costa, Silva, Álvarez (Universidad Católica)

Público: 55.286 pagantes
Renda:R$ 934.726,36

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Rhodolfo e Cortez; Wellington, Denilson e Jadson (Ganso); Lucas, Osvaldo e Luis Fabiano
Técnico:Ney Franco

UNIVERSIDAD CATÓLICA: Toselli; Álvarez, Andía, Martínez e Parot; Silva (Ovelar), Costa, Ríos (Mier) e Cordero; Peralta (Meneses) e Castillo
Técnico: Martín Lasarte



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Pai de Cícero, do São Paulo, será o técnico do Castelo na Série B 2013

Jorge Silva, o 'Du Bagre', técnico do Castelo (Foto: Divulgação/Castelo FC)Jorge Silva, o 'Du Bagre', novo técnico do Castelo
(Foto: Divulgação/Castelo FC)

O Castelo Futebol Clube confirmou que novamente vai participar da Série B do Campeonato Capixaba. Com essa definição, a equipe do Sul do Estado inicia a montagem do time para a temporada 2013. Na noite desta quarta-feira, a diretoria do clube castelense anunciou que o técnico Jorge Silva, o 'Du Bagre', será o treinador do time na briga por uma vaga na elite do futebol capixaba em 2014. Du Bagre é pai do volante Cícero, do São Paulo.
 
Além do técnico, o presidente do clube, Luciano Fim, confirmou também os acertos com os jogadores Siller, que disputou a Segundinha 2012 pelo Castelo, e com Rodrigo, ex-Madureira. No dia 3 de janeiro será a apresentação do time, no Estádio Emílio Nemer.

Série B 2013

De acordo com o Departamento Técnico da FES, a primeira rodada da Segundinha está prevista para acontecer após o Carnaval, no dia 16 de fevereiro. Ainda segundo a entidade, a tabela e o regulamento oficial serão divulgados no dia 14 de dezembro.
 
A fórmula de disputa da Segundinha será a mesma dos anos anteriores. Na primeira fase da Série B, os oito times participantes (Serra, Colatina, Vilavelhense, Tupy-ES, GEL, Castelo, Cachoeiro e Esse)  se enfrentam em turno e returno e os quatro melhores classificados avançam para as semifinais, que serão decididas em dois jogos. Os vencedores dos confrontos disputam as finais, também no sistema de mata-mata. Nas fases semifinal e final, o time de melhor campanha, na etapa inicial, joga por dois resultados iguais e tem o mando de campo na segunda partida. O campeão e o vice o acesso para a Série A do Capixabão 2014.

Assim com este ano, em 2013, a Série B do Campeonato Capixaba terá a cobertura completa do GLOBOESPORTE.COM.

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