domingo, 2 de dezembro de 2012

São Paulo repete superstição e usa vestiário visitante do Pacaembu

Tal qual fez em partida da Copa Sul-americana na qual era mandante no Pacaembu, o São Paulo voltou a abrir mão neste domingo do vestiário principal do estádio municipal, tradicionalmente utilizado pelo Corinthians, justamente adversário desta tarde, em clássico pela última rodada do Campeonato Brasileiro.

No jogo pelo torneio continental - contra a Universidad de Chile, pelas quartas de final -, o clube não se valeu do privilégio de escolher o vestiário. O técnico Ney Franco, por sua vez, elogiou a estrutura do Pacaembu para os visitantes e se mostrou supersticioso.

"Prefiro voltar nele sempre, a gente ganhou do Corinthians (no primeiro turno da competição nacional) usando esse vestiário. A experiência que estou tendo por enquanto está sendo excelente. O vestiário tem acomodação excelente", disse o treinador, logo após golear os chilenos por 5 a 0.

Superstição ou não, o resultado deste domingo também foi positivo. A exemplo do que ocorreu no clássico do primeiro turno, vencido por 2 a 1, o São Paulo derrotou o Corinthians de virada. Desta vez, por 3 a 1, com um gol de Douglas e dois de Maicon.

Como na Sul-americana, a justificativa para a utilização do Pacaembu no Brasileiro foi que o Morumbi recebe organização para a realização de um grande show. Nesta semana, em vez da cantora Lady Gaga, a apresentação será da também norte-americana Madonna.

Encerrado o Brasileiro, o São Paulo agora se volta exclusivamente para a decisão da Sul-americana. A primeira partida da final contra o Tigre será na quarta-feira, na Argentina. O jogo de volta, que fechará a temporada tricolor, será na semana seguinte, no Morumbi.



Em possível prévia da Recopa, São Paulo B vira sobre Corinthians

O Corinthians vai viajar triste para o Japão, onde disputará o Mundial, e o São Paulo seguirá ainda mais confiante à Argentina para a final da Copa Sul-americana. No fim da tarde deste domingo, jogando com uma formação inteiramente reserva no Pacaembu, a equipe tricolor derrotou o rival alvinegro por 3 a 1, de virada.

Se desta vez o que estava em jogo era apenas a rivalidade, já que os dois times já não tinham mais pretensões no Campeonato Brasileiro, no ano que vem esse confronto pode valer título. Caso o São Paulo vença a Sul-americana - a primeira final contra o Tigre-ARG será nesta quarta-feira -, eles se enfrentarão em 2013 pela Recopa, tira-teima entre os dois campeões continentais.

Além de sair derrotado, o Corinthians pode pagar ainda mais caro por ter escalado força máxima. O centroavante peruano Guerrero, autor do gol alvinegro, foi substituído por Jorge Henrique ainda no primeiro tempo por acusar dores no joelho direito e, antes de devida avaliação médica, pode ser considerado dúvida para o técnico Tite no Mundial.

Para Ney Franco, o triunfo na última rodada confirma a arrancada tricolor no segundo turno da competição nacional e dá moral para a disputa do título da Sul-americana. Mais do que isso, foi uma prévia do que Paulo Henrique Ganso, responsável pela assistência aos dois primeiros gols (de Douglas e Maicon, que também fez o terceiro), pode desempenhar.

O público que viu Ganso atuar foi bom. Talvez por acreditar que os titulares estariam em campo, a torcida tricolor compareceu em grande número. Sem as estrelas Rogério Ceni, Lucas e Luis Fabiano, o principal destaque anunciado pelo locutor foi mesmo o camisa 8. Em sua companhia, uma série de reservas e garotos formados nas divisões de base do clube.

Como já havia antecipado, o Corinthians, ao contrário, foi a campo com força máxima, mesmo a partida não valendo nada, a não ser como última preparação para a disputa do Mundial de Clubes - o time viaja na madrugada de terça-feira para o Japão e estreia no torneio no meio da próxima semana, em 12 de dezembro.

A movimentação inicial supunha um atropelo corintiano. Marcando em cima, como de costume, a equipe alvinegra quase aproveitou duas bobeadas de João Filipe. Na primeira, com menos de um minuto, ele fez inversão perigosa que arrepiou a torcida. Depois, perdeu bola à frente da área, mas se recuperou a tempo de impedir o ataque.

O zagueiro, porém, não teria a mesma sorte aos 12 minutos. Desarmado, ele viu Douglas passar a bola a Guerrero na meia-lua. O centroavante peruano ainda fintou outro defensor e, de perna direita, chutou cruzado e rasteiro, no canto baixo do goleiro Denis, que não conseguiu fazer a defesa.

Mesmo inteiramente reserva, o São Paulo reagiu bem ao golpe, graças ao futuro titular Paulo Henrique Ganso. O meia enfiou ótimo passe para Douglas, atrás da dupla de defesa. O lateral, que vem jogando ultimamente no meio-campo, saiu na cara de Cássio e tocou na saída do goleiro para igualar o marcador dois minutos depois da abertura do placar.

Mais tarde, aos 23 minutos, em outro passe de Ganso capaz de enganar a marcação corintiana, Maicon recebeu na intermediária e bateu colocado de longa distância. Cássio saltou à toa, porque a bola entrou no ângulo direito, decretando a virada.

O resultado parcial seria garantido até o intervalo, muito por conta de Casemiro. O volante, bastante combativo, neutralizava as principais armas corintianas, em especial Emerson. Denis também papel importante, fazendo defesa magnífica aos 27 minutos, em chute à queima-roupa de Douglas.

Ainda assim, o Corinthians poderia ter descido ao vestiário com empate. No último lance do tempo regulamentar, Denis defendeu parcialmente arremate de Douglas, e Jorge Henrique, praticamente em cima da linha, desviou para a rede. O assistente apontou impedimento inexistente, e o árbitro invalidou o gol, para desespero do técnico Tite.

No segundo tempo, os garotos são-paulinos jogaram como se tivessem longa experiência. Sem sofrer riscos defensivos, o time mandante deste domingo segurou bem o resultado. Casemiro, que, aos 20 anos, é um dos mais experientes do elenco, ainda conseguiu irritar os corintianos e cavar a expulsão direta de Jorge Henrique, aos 22 minutos.

Dez minutos mais tarde, o São Paulo selou o resultado positivo. Maicon aproveitou falha de Wallace, invadiu a área e chutou cruzado, sem chance para Cássio. Como no primeiro turno, uma nova virada no Pacaembu, mas desta vez como mandante. Se não valeu troféu, como valeria se fosse pela Recopa, o confronto de ida e volta ao menos garantiu muita festa nas arquibancadas.



Ficha técnica: São Paulo x Corinthians

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 3 x 1 CORINTHIANS

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 2 de dezembro de 2012 (domingo )
Horário: 17h (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Braghetto (SP)
Assistentes: Rogério Pablo Zanardo e Bruno Salgado Rizo (ambos de SP)
Cartões amarelos: Douglas, Maicon, Willian José, Edson Silva (São Paulo); Douglas, Emerson (Corinthians)
Cartões vermelhos: Willian José (São Paulo); Jorge Henrique (Corinthians)

Gols: SÃO PAULO: Douglas, aos 14 minutos do primeiro tempo, e Maicon, aos 23 minutos do primeiro tempo e aos 22 minutos do segundo tempo
CORINTHIANS: Guerrero, aos 12 minutos do primeiro tempo

Público: 22.436 pagantes
Renda: R$ 403.275,00

SÃO PAULO: Denis; Lucas Farias (Cañete), João Filipe, Edson Silva e Henrique Miranda (Ademilson); Casemiro, Maicon (João Schmidt), Douglas e Ganso; Cícero e Willian José
Técnico: Ney Franco

CORINTHIANS: Cássio; Alessandro (Martínez), Chicão, Wallace e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Douglas e Danilo (Edenílson); Emerson e Guerrero (Jorge Henrique)
Técnico: Tite



São Paulo engana e manda somente reservas e garotos ao Pacaembu

Diferentemente do que informou na sexta-feira, o São Paulo não terá nenhum titular no clássico deste domingo, contra o Corinthians. A lista de relacionados inclusive foi modificada, algo que se pôde saber somente na chegada do elenco ao Pacaembu, uma hora antes da partida.

O técnico Ney Franco havia antecipado que o zagueiro Rhodolfo e o volante Denilson seriam os únicos titulares poupados da relação, em função do confronto de quarta-feira que vem, contra o Tigre-ARG, pela primeira final da Copa Sul-americana. Na nova lista, no entanto, os outros nove atletas que têm atuado ultimamente também foram cortados.

Além de reservas, como o goleiro Denis, foram convocados muitos jovens formados nas divisões de base do clube e que inclusive vinham disputando o Campeonato Paulista sub-20. Dentre eles, o lateral esquerdo Henrique Miranda e o atacante Ademilson.

Enganada, a torcida tricolor comprou ingresso antecipadamente e deve comparecer em bom número ao Pacaembu. Segundo o diretor de futebol do clube, Adalberto Baptista, a definição ocorreu somente no sábado, após conversa com a comissão técnica.

"A diretoria se reuniu com a comissão técnica, os fisioterapeutas e a preparação física. Optamos por preservar alguns atletas ou a grande maioria para estarem em condições de jogo na quarta-feira", disse o dirigente, defendendo a ideia de que, a partir do momento em que faz parte do elenco, qualquer jogador representará bem a equipe.

Válido pela última rodada do Campeonato Brasileiro, o clássico, marcado para 17 horas (de Brasília), não vale para nenhum dos dois rivais. Enquanto o São Paulo mira o título sul-americano, o Corinthians está de olho exclusivamente na disputa do Mundial de Clubes, no Japão.



Presente ao pai: Oscar supera drama de infância para conquistar o mundo

A primeira chuteira foi dada pelo pai. O primeiro clube em que atuou foi o São Paulo: clube de coração do pai. A relação entre “Oscarzinho” e Seu Oscar foi muito curta, mas parece eterna. Quando o atual camisa 10 da Seleção tinha apenas três anos, o pai morreu em um acidente de carro e não teve tempo de ver a ascensão do filho pelos campos do mundo.

- Lógico que eu não lembro dele, mas você sente falta de um pai quando você está jogando futebol. Vão todos os pais e o seu não está lá. Sente falta na escola, no dia dos pais. Aí você vai crescendo, parece que vai sentindo mais ainda – contou o jogador do Chelsea.

A mãe, dona Sueli, ficou encarregada de cuidar dele e mais um filho. E o pior: grávida de um terceiro, a irmã Gabriele. Para poder cuidar de tudo, começou a trabalhar como autônoma.

Oscar, jogador do Chelsea e da Seleção Brasileira (Foto: Reprodução SporTV)Oscar admite timidez dentro das quatro linhas
(Foto: Reprodução SporTV)

- O pai dele me deixou uma casa para morar, mas eu tive que trabalhar sozinha. Não podia trabalhar em firma, tinha que ficar com eles. Pegava roupa para vender, me virava e conseguia. Hoje em dia, só mulher e o marido já não está fácil, imagina sozinha e com três crianças – lembrou.

Ao ser contratado pelo São Paulo, realizou um antigo sonho do pai que, no entanto, não durou muito. Depois da conquista do Brasileiro, em 2008, a relação com o clube foi rompida, por problemas contratuais. Mas, em março deste ano, já no Internacional, Oscar ficaria 47 dias fora de campo em virtude de uma ação movida pelo antigo clube contra o jogador.

- Tinha treino que ele arrebentava, mesmo sabendo que não podia jogar. Em momento algum, abaixou a cabeça para ficar se lamentando. Ele se entregou nos treinos, para, quando pudesse voltar, ajudar – disse Leandro Damião, companheiro no time gaúcho.

Tem que me ver e tocar. Se estou livre, toca. É difícil eu pedir"

Oscar, sobre timidez em campo

O Colorado, então, desembolsou R$ 15 milhões para continuar com o jogador. O investimento garantiu uma Libertadores em 2010, a Recopa Sul-Americana e o Gauchão em 2011 e consagração para Oscar. Convocado pela Seleção sub-20, no mesmo ano, foi campeão sul-americano e fez os três gols que garantiram a conquista do Mundial, o único na história a protagonizar tal feito.

- Está bom, não é! Espero conquistar mais um monte – brincou.

Contudo, o futebol de gente grande, que já lhe rendeu muitos títulos, não condiz com a personalidade. O estilo irreverente em campo esconde uma pessoa muito reservada, calada e tímida, assim como sua namorada Ludmila. Mesmo nos gramados, nada de abrir boca, nem para receber um passe.

- Dentro do campo, às vezes, até os meus amigos cobram para falar alguma coisa. ‘Tem que falar! Pede bola’. É meu jeito, eu sou quieto, acho que meu jeito dentro e fora de campo é bem parecido. Tem que me ver e tocar. Se estou livre, toca. É difícil eu pedir – confessou.

Além da timidez, o menino que cresceu nos campos de Santa Bárbara do Oeste, em São Paulo, sempre foi muito magro, o que lhe rendeu alguns apelidos. Na infância, “magrelo” era o mais recorrente e, quando foi para o Tricolor Paulista, passou a ser chamado de “meningite”.

Oscar, comemoração do Chelsea contra o Shakhtar (Foto: Agência Reuters)Oscar comemora gol do Chelsea sobre o Shakhtar Donetsk pela Champions League (Foto: Agência Reuters)

Hoje, na quadra de concreto em que começou a jogar, ele é um ídolo para todos os jovens com o mesmo sonho de ser jogador profissional. Valto Lopes ainda mantém lembranças do garoto que só jogava com os maiores e corria descalço até se machucar. Ele se orgulha de ter descoberto de garoto de Santa Bárbara do Oeste, no interior de São Paulo, para o futebol.

- Para mim é um sonho. É como se eu tivesse ganhado na loteria, porque, nem amador eu acho que servia para jogar bola. Como eu não consegui me tornar treinador profissional, então, pelo menos, eu pude realizar o sonho de revelar jogadores – contentou-se.

Oscar foi comprado pelo Chelsea em junho de 2012 e representou uma transação de sucesso. Gols, passes, lances marcantes e, em menos de seis meses no clube, ele já tem foto estampada na camisa dos torcedores e tudo. A passagem pela Inglaterra e as atuações com a amarelinha fizeram surgir elogios até do Rei Pelé.

- Eu gosto do Oscar, vi jogar esses últimos dois anos. Ele compôs muito bem na Seleção, é um jogador importantíssimo, atua em vários lugares do campo. Agora, precisa provar isso na Copa. Vou até ressaltar a personalidade dele, porque o Romário, com todo o nome dele, não quis jogar com a 10, jogou com a 11 e o Oscar está encarando – destacou.
 



Campeões comemoram 20 anos do título do São Paulo no Mundial

Em dezembro de 1992, o São Paulo ganhou o Mundial de Clubes em cima do gigante e favorito Barcelona, por 2 a 1. Após 20 anos, os ex-jogadores ainda comemoram a vitória e relembram os lances que marcaram para sempre suas carreiras. Uma das recordações que o grupo tem do adversário era a arrogância do time espanhol.

- Arrogante. É isso aí. O time deles, naquele período, que é completamente diferente do Barcelona de hoje, era um Barcelona arrogante. Isso pelo que nós ouvimos deles e pela arrogância com que eles entraram em campo, achando que iam ganhar do São Paulo fácil – conta Cafu, atacante do time na época.

E com toda a soberba, o time rival deu um susto nos brasileiros logo no início da partida em Tóquio: aos 12 minutos do primeiro tempo, Stoitchkov abriu o placar para o Barcelona.

São Paulo Mundial 1992 taça (Foto: Reprodução/TV Globo)São Paulo venceu o Barcelona de virada com gol de
Raí (Foto: Reprodução/TV Globo)

- Eu percebi na hora. Sabe quando você fala: tomei o gol. Ferrou. Não deu para saltar, a bola tomou a curva por trás do zagueiro, viajou, pegou efeito, não tive reação para saltar e, mesmo que eu saltasse, não ia chegar. A bola passou longe do meu alcance. Foi triste, tomar um gol nesta hora - diz o então goleiro Zetti.

Mas a sorte estava ao lado do Brasil. Em uma jogada com Muller pela esquerda, Raí se antecipou à defesa e colocou a bola na rede de barriga. No intervalo daquele jogo decisivo, o capitão do time conversou com o grupo e ressaltou o diferencial da equipe.

- O Barcelona pode ter o mesmo preparo físico que o nosso, uma técnica também parecida, mas eles não têm esta união, esta cumplicidade, este gostar um do outro. Com certeza eles não têm isso - falou Raí, que também fez o segundo e garantiu a vitória do São Paulo.

A conquista foi um sonho realizado por todos do São Paulo e nunca vai ser esquecido pelo jogador da partida.

- É o jogo mais importante da carreira, o jogo que representa o momento especial da minha vida - completou Raí.
 



Em seu último clássico, Lucas busca primeiro gol sobre o Corinthians

lucas são paulo treino (Foto: João Pires / Vipcomm)Lucas tem bom retrospecto em clássicos
(Foto: João Pires / Vipcomm)

A cada jogo, o meia-atacante Lucas dá mais um adeus no São Paulo. O jogador, que irá se transferir para o Paris Saint-Germain em janeiro, disputará seu último clássico à frente do Tricolor, neste domingo, às 17h (horário de Brasília), no Pacaembu. E o adversário é justamente o Corinthians, time em que Lucas deu seus primeiros passos nas categorias de base. Além disso, o Timão é o único arquirrival do time do Morumbi que nunca foi vazado pelo jogador, que terá agora sua última chance.

Em dois anos e meio no time profissional do São Paulo, Lucas conquistou um bom desempenho em clássicos. Foram sete vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Nesses quinze jogos, ele anotou quatro gols, sendo o Peixe sua principal vítima – o Alvinegro Praiano tomou três gols do meia-atacante, enquanto o Verdão sofreu um gol.

Lucas x Corinthians

O Corinthians, por outro lado, é a pedra no sapato de Lucas. Uma história que começou ainda nas categorias de base. O jogador começou sua carreira na escolinha do ex-jogador Marcelinho Carioca, em Diadema. Foi lá que ele passou a ser chamado de Marcelinho, por ser parecido com o Pé de Anjo. Ele ainda passou pelo time amador do Santa Maria, de São Caetano do Sul, e pelo Juventus, até aceitar uma proposta do Corinthians.

Clássicos que Lucas disputou pelo São Paulo
Jogo Data Local Campeonato
3 x 0 Palmeiras 06/10/2012 Morumbi Brasileiro
2 x 1 Corinthians 26/08/2012 Pacaembu Brasileiro
1 x 0 Santos 10/06/2012 Morumbi Brasileiro
1 x 3 Santos 29/04/2012 Morumbi Paulista
3 x 2 Santos 18/03/2012 Morumbi Paulista
3 x 3 Palmeiras 26/02/2012 Prudentão Paulista
0 x 1 Corinthians 12/02/2012 Pacaembu Paulista
4 x 1 Santos 04/12/2011 Romildão Brasileiro
0 x 0 Corinthians 21/09/2011 Morumbi Brasileiro
1 x 1 Santos 28/08/2011 Vila Belmiro Brasileiro
1 x 1 Palmeiras 27/02/2011 Morumbi Paulista
0 x 2 Corinthians 07/11/2010 Morumbi Brasileiro
4 x 3 Santos 17/10/2010 Morumbi Brasileiro
2 x 0 Palmeiras 19/09/2010 Pacaembu Brasileiro
0 x 3 Corinthians 22/08/2010 Pacaembu Brasileiro

No entanto, para defender o Timão, o jogador se sacrificava demais. Ele estudava pela manhã e, à tarde, com a companhia dos pais, pegava dois ônibus para chegar ao clube. Para dar fim ao problema, o pai do jogador acertou a transferência do garoto, então com 13 anos, para o São Paulo. Alguns anos depois, o Corinthians chegou a reclamar de um “roubo” do Tricolor por Lucas, mas a mudança de equipe só ocorreu ao fim do contrato do meia-atacante com o Alvinegro.

Depois dos atritos, Lucas enfrentou justamente o Corinthians em seu primeiro clássico como profissional do São Paulo, no dia 22 de agosto de 2012. E o meia-atacante teve de amargar uma goleada por 3 a 0. O jogador ainda esteve em campo em mais duas derrotas e um empate diante do rival.

A primeira e única vitória só veio neste Brasileirão, e de virada. No dia 26 de agosto, o Tricolor perdia o clássico com apenas cinco minutos de jogo. Até que Lucas deu início à reação. Com sua característica arrancada, ele armou o contra-ataque e deu a assistência para o gol de Luis Fabiano. O Fabuloso ainda deixou sua marca mais uma vez para garantir o triunfo. Agora, a única meta não alcançada por Lucas é o gol diante do ex-time.

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