sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

De volta à final da Sul-Americana, Toloi vê missão do Tricolor 'mais fácil'

Rafael Toloi, zagueiro do São Paulo (Foto: Rodrigo Faber/ Globoesporte.com)Rafael Toloi, zagueiro do São Paulo
(Foto: Rodrigo Faber/ Globoesporte.com)

O zagueiro Rafael Toloi tem apenas 22 anos, mas já acumula duas finais de Copa Sul-Americana no currículo. Em 2010, ele era titular no time do Goiás que perdeu o título para o Independiente, da Argentina. Agora, o defensor tenta superar o trauma na próxima quarta-feira, tornando-se campeão pelo São Paulo. Para isso, a equipe precisa superar o Tigre – na opinião de Toloi, time abaixo daquele que lhe arrancou a glória há dois anos.

– O Independiente era uma equipe de mais qualidade. O Tigre marca mais forte, é um time que busca faltas para tentar a principal jogada deles, que é pelo alto. Não podemos deixar eles alçarem bolas na área – comparou o zagueiro.

Naquela oportunidade, o Goiás venceu o jogo de ida, no Serra Dourada, por 2 a 0. Na finalíssima, no estádio Libertadores da América, o time argentino levou a melhor: 3 a 1, resultado que levou a decisão para os pênaltis. Rafael Toloi, inclusive, foi o primeiro a cobrar a penalidade máxima, convertendo. A derrota viria com o erro do atacante Felipe.

Apresentado pelo São Paulo em julho deste ano, o zagueiro busca sua primeira conquista pelo clube. Como chegou após a eliminação do time na semifinal da Copa do Brasil, para o Coritiba, ele disputou somente o Brasileirão e a Sul-Americana. Apenas uma vitória, jogando diante do Morumbi lotado, separa o Tricolor de levantar a taça inédita.

– Independentemente de como eles joguem, temos de fazer a nossa parte e conquistar o resultado dentro de casa. Para mim, está sendo muito importante essa competição. Quero ser campeão. Não só eu, como todos os jogadores. Estamos trabalhando bem forte para isso, desde o começo do ano – completou Toloi.

Titular absoluto da defesa ao lado de Rhodolfo, Rafael Toloi acumula, com o parceiro, apenas dois gols sofridos em toda a Copa Sul-Americana. E o melhor: ambos fora de casa (nos empates por 1 a 1 com a LDU de Loja, no Equador, e com a Universidad Católica, no Chile). Como mandante, o São Paulo bateu Bahia (2 a 0) e Universidad de Chile (5 a 0), e empatou com LDU de Loja e Católica, sem gols, classificando-se pelo critério do gol fora de casa.

*Colaborou Rodrigo Faber, sob supervisão de Zé Gonzalez



Top 5 das defesas: mão, braço e pé fazem milagres sobre a linha do gol

O Brasileirão reservou muitos momentos de destaque para os goleiros, que demonstraram seu reflexos apurados sobre a linha do gol. E os milagres não foram só com a mão. Braços e pés também fizeram parte do repertório que frustrou - e até irritou - os finalizadores. Entre as 1.226 defesas difíceis da competição, o GLOBOESPORTE.COM elegeu as cinco melhores. Fernando Prass, Diego Cavalieri, Rogério Ceni, Magrão e Jefferson estão na relação.

No topo da lista aparece Fernando Prass. O goleiro do Vasco demonstrou elasticidade no empate por 1 a 1 com o Flamengo, no Engenhão, pela 37ª rodada. Após cobrança de escanteio de Renato Abreu, González subiu mais que Douglas e cabeceou no cantinho. Prass conseguiu fazer uma defesa espetacular, saltando com a mão direita, para desespero de Vagner Love, que viu a cena aproximadamente a dois metros do lance. O goleiro acabou até machucando o quadril na queda.

Também com a mão direita, Diego Cavalieri foi o nome da vitória por 2 a 0 do Fluminense sobre o Náutico, nos Aflitos, pela sétima rodada. Entres grandes defesas na partida, a que mais impressionou foi na conclusão de Souza. O volante recebeu um lançamento nas costas dos zagueiros, entrou sozinho na área e chutou forte. Mas Cavalieri, que já havia saído da pequena área para fechar o ângulo, voou para espalmar.

Já a mais bela defesa de Rogério Ceni irritou o adversário. Pela 29ª rodada, o goleiro do São Paulo também foi o destaque da vitória por 2 a 0 sobre o Vasco, em São Januário. O time da casa parou várias vezes em Ceni. No lance mais impressionante, Juninho recebeu passe de Eder Luis na entrada da área e bateu de primeira, colocado, mas o arqueiro pulou bonito e tirou com a mão esquerda. Irado, o meia vascaíno ainda foi reclamar com o goleiro.

Quando não dá para ir com a mão, os goleiros precisam improvisar. Magrão, do Sport, usou o pé direito para salvar a cabeçada de Wagner, do Fluminense, que ficou sozinho após um cruzamento improvável de Thiago Neves. Mas o Leão acabou derrotado por 1 a 0 no Raulino de Oliveira, na 18ª rodada. Fechando a lista, Jefferson com uma cartada de puro reflexo. Na primeira rodada do Brasileirão, o goleiro do Botafogo salvou com o braço uma cabeçada à queima-roupa de Luis Fabiano, durante a vitória por 4 a 2 sobre o São Paulo, no Engenhão. Na queda, ele ainda conseguiu prender a bola colada no corpo até encaixá-la no chão.



Cícero se torna plano B, mas Flu vai aguardar Conca até o último minuto

conca fluminense engenhão (Foto: Rafael Cavalieri/Globoesporte.com)Flu espera por acordo entre Conca e clube chinês
(Foto: Rafael Cavalieri/Globoesporte.com)

Ao anunciar que pretende contratar três reforços para a próxima temporada, o Fluminense tem recebido inúmeras ofertas de jogadores interessados em fazer parte do elenco do atual tetracampeão brasileiro. Um deles foi Cícero, que já vestiu a camisa do Flu entre 2007 e 2008. No entanto, a alta pedida salarial aliada ao valor que o clube teria de investir negociando a rescisão de seu compromisso com o São Paulo, que vai até julho de 2013, fizeram o Tricolor praticamente desistir do negócio.

Além disso, o Fluminense decidiu de maneira interna que o único nome para o meio-campo que pretende investir é Conca. A cúpula de futebol sabe bem que o retorno do argentino é extremamente complicado. No entanto, existe uma confiança de que ele consiga entrar em um acordo com a diretoria do Guangzhou Evergrande, clube chinês com o qual tem contrato até o fim de 2013. Recebendo um sinal positivo, o Flu passa a formalizar de maneira oficial o interesse.

A grande pendência é em relação ao adiantamento que Conca recebeu referente ao último ano de contrato. O argentino teria de devolver algo em torno de R$ 24 milhões para que os chineses aceitem ouvir qualquer tipo de sondagem. Eles sabem bem que o desejo do meia é voltar ao Brasil, inclusive ele já adiantou parte da mudança, principalmente em relação aos objetos pessoais de sua esposa e de seu filho. Mas o Guangzhou não vai liberar sem um acordo.

Marcos Motta, um dos advogados do jogador, negou a insatisfação de Conca com a vida no país e garantiu que ele não irá abandonar o clube no último ano de contrato caso não se chegue a um acordo. Existe o receio de uma punição na Fifa neste caso.

O Fluminense segue em compasso de espera. Os jogadores já pediram publicamente o seu retorno, inclusive o capitão Fred. O próprio técnico Abel Braga brincou e disse ao argentino que a reapresentação do elenco para 2013 está marcada para o dia 3 de janeiro. Mas a diretoria mantém os pés no chão. Segundo o diretor de futebol Rodrigo Caetano o clube não tem o que fazer enquanto ele não se acertar com os chineses.

- Não tenho como falar a respeito de um jogador que não pertence ao Fluminense e não está livre. Conca tem vinculo até o fim de 2013. Mas isso não impede que o Flu esteja de portas abertas se ele antecipar a saída ou então ao fim do contrato - frisou o dirigente tricolor nesta semana.



Cortez mostra preocupação com arbitragem: 'Pior que catimba'

Cortez São Paulo (Foto: Luiz Pires / VIPCOMM)Cortez está de olho na arbitragem
(Foto: Luiz Pires / VIPCOMM)

A deslealdade dos jogadores do Tigre, no empate por 0 a 0 na última quarta-feira, no estádio de La Bombonera, irritou bastante os são-paulinos. Alvos de xingamentos, agressões e provocações, os atletas do Tricolor terão de lidar novamente com a postura argentina no Morumbi, nesta quarta-feira, na grande decisão. O lateral Cortez, porém, tem uma preocupação ainda maior: a arbitragem.

A passividade de Antonio Arias, juiz paraguaio responsável pelo confronto em Buenos Aires, deixou o jogador em alerta para a partida de volta. Tomando a expulsão do atacante Luis Fabiano como lição para não cair na “pilha” dos Hermanos, Cortez destacou a necessidade de manter a calma para terminar bem o ano.

– Catimba é uma coisa complicada de se lidar, mas a arbitragem é pior. Jogar contra outro time assim, com tudo podendo acontecer, é complicado. Temos de esquecer o resto e focar no último jogo, para fecharmos a temporada com chave de ouro e descansarmos com a família – argumentou, em entrevista no CT da Barra Funda.

O técnico Ney Franco vem sendo o pivô da “filosofia de paz” do São Paulo. Ciente de que seus comandados encontrariam dificuldades para não se deixar levar pelas atitudes dos argentinos, o treinador insistiu antes, durante e depois do primeiro jogo: a resposta deve ser na bola. A conversa dos jogadores com Ney e entre eles mesmos é o segredo para o Tricolor não perder a oportunidade de encerrar o jejum de títulos.

– O Ney vem conversando direto com a gente. A coisa é ter tranquilidade. Sempre que joga Brasil e Argentina é isso, não importa se o time é pequeno ou grande, tem catimba mesmo. Vamos colocar a bola para rolar e, com o apoio da torcida, não dar bobeira – completou Cortez.

A última conquista do São Paulo foi o Campeonato Brasileiro de 2008. De lá para cá, a equipe não teve sucesso nas competições sul-americanas, tão estimadas pela torcida: nas Libertadores de 2009 e 2010, foi eliminado por Cruzeiro e Internacional, respectivamente. No ano passado e neste ano, o Tricolor sequer participou do torneio do qual é recordista em títulos no país, com três conquistas – jogou a Copa do Brasil, na qual caiu para Avaí, em 2011, e Coritiba, em 2012.

Embora a Copa Sul-Americana assegure uma vaga na Libertadores para o seu campeão, o Tricolor já está garantido na principal competição continental em 2013. Quarto colocado do Brasileirão neste ano, o time disputará a primeira fase do torneio, que é eliminatória.
 
*Colaborou Rodrigo Faber, sob supervisão de Zé Gonzalez  



Goleiro Renan Ribeiro está próximo de acordo com o São Paulo

Renan Ribeiro teme o gramado acanhado do Farião (Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)Renan Ribeiro pode defender o Tricolor em 2013
(Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)

Renan Ribeiro está perto de deixar o Atlético-MG. O goleiro, que não foi muito aproveitado nesta temporada, deve acertar a transferência para o São Paulo. As negociações tiveram início com o Campeonato Brasileiro em andamento. Renan Ribeiro sequer vinha sendo relacionado para os jogos do Galo na reta final da competição.

A decisão de deixá-lo fora da lista era opção do técnico Cuca, informava a assessoria de imprensa do clube. Com a contusão do goleiro reserva Giovanni, quem vinha sendo relacionado era o goleiro do júnior Paulo Victor. O último jogo disputado pelo goleiro como titular foi em abril, no clássico contra o Cruzeiro, pelo Campeonato Mineiro. Este ano, ele disputou 11 jogos, sendo dez pelo Campeonato Mineiro e um pela do Copa do Brasil.

O assessor do goleiro, Gustavo Faria, informou que o atleta está de férias nos Estados Unidos e que ainda não assinou com o São Paulo.

- Eu conversei com o Renan no início da semana e ele ainda não tinha assinado com o São Paulo. Se acontecer, o próprio clube (São Paulo) vai divulgar.

Renan Ribeiro tem contrato com o Galo até maio de 2013. Mas, de acordo com o assessor do goleiro, ele poderia assinar um pré-contrato com o clube paulista. Neste caso, a diretoria do Atlético-MG só liberaria o jogador mediante a algumas condições.

- Pode acontecer de o Atlético-MG liberar antes do término do contrato e receber alguma coisa,seja uma indenização ou até um atleta em troca. Mas eu não sei de nenhum nome.

Palavra do Galo

O diretor de futebol atleticano, Eduardo Maluf, informou que não houve contato do São Paulo com o clube mineiro. Explicou que a legislação esportiva dá direito ao jogador de assinar pré-contrato com qualquer clube e que, se o Tricolor Paulista fizer contato, o Atlético-MG está disposto a negociar o atleta. O dirigente confirmou que o fato de Renan Ribeiro não ter sido relacionado para os últimos jogos do time seria, sim, indício de que ele pode estar deixando o Galo.



Top 5 dos atores: lista tem gol à la Maradona e festival de saltos

Com atuações de causar inveja a muitos atores profissionais, alguns jogadores tentaram aprontar no Campeonato Brasileiro e aumentaram a pressão sobre os árbitros. No entanto, os homens de preto nem sempre foram capazes de distinguir o real do ilusório, permitindo até que atletas interferissem, em certas ocasiões, no resultado dos jogos com manobras antiéticas. Assumindo uma função de diretor, o GLOBOESPORTE.COM separou em vídeo os cinco maiores atores com suas apresentações na competição.

Abrindo a lista, o papel principal: o argentino Hernán Barcos tentou repetir o feito de Maradona, contra a Inglaterra, na Copa do Mundo de 1986, no México. Pela 33ª rodada, após uma cobrança de escanteio de Marcos Assunção, o atacante do Palmeiras pulou no meio de seis jogadores, entre companheiros e adversários, e jogou a bola com a mão para a rede. O árbitro, que não conseguiu perceber a infração, deu o gol, mas depois anulou seguindo orientação do ponto eletrônico, o que levantou a suspeita de auxílio do replay, proibido pela regra, e o caso foi parar na Justiça. Mas foi tudo em vão: o gol não valeu, e o Palmeiras perdeu o jogo por 2 a 1 para o Inter, no Beira-Rio. Diferente da "mão de Deus" (como ficou conhecido o lance de Maradona), que ajudou a Argentina a ser campeã mundial, a mão de Barcos não conseguiu livrar o Palmeiras do rebaixamento.

Uma das características dos atores de chuteiras brasileiros é sofrer uma pancada - às vezes nem tão forte - em um local do corpo e sentir dor em outro. Foi o que aconteceu com Alemão, do Náutico. Durante a derrota por 2 a 1 para o São Paulo, no Morumbi, pela 36ª rodada, o zagueiro deu uma finta em Luis Fabiano, que deixou o braço para cima do adversário. O choque aconteceu, pegou no braço do zagueiro, mas na queda ele levou as mãos ao rosto. Nem mesmo na saída de campo, ao ser questionado sobre o lance, ele admitiu a encenação.

Mas as funções mais praticadas foram os saltos no gramado. Na nona rodada, por exemplo, Ibson, do Flamengo, atirou-se na área após passar pelo defensor, sem ser tocado. Ele enganou o juiz, que marcou o pênalti que deu a vitória ao time carioca por 2 a 1 sobre o Bahia, em Pituaçu.

Na 25ª rodada, foi a vez de Wellington Paulista, do Cruzeiro, lançar mão da manobra, mas sem sucesso. Ao invadir a área e ser abafado pelo zagueiro Dedé e o goleiro Fernando Prass, do Vasco, ele se jogou. Só que o árbitro estava esperto e puniu o atacante com o cartão amarelo, no empate por 1 a 1, no Melão. Fechando a lista, Fred, do Fluminense, mostrou que artilheiro também tenta ser malandro. No triunfo por 1 a 0 sobre o Inter, no Beira-Rio, pela 23ª rodada, o atacante deu um drible em Nei na linha de fundo e entrou na área. Na corrida, deixou a perna para o choque e pulou de barriga, em vão.

- Ele tocou a minha perna antes, por trás. Mas, na hora de cair, eu dei uma de Cielo. Foi um peixinho mesmo. Acho que eu forcei tanto a queda que ficou meio cara de pau - disse Fred, em entrevista ao .



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Sob gritos de 'o campeão voltou', elenco são-paulino desembarca

Kaíque Ferreira - 06/12/2012 - 20:41 São Paulo (SP)

Rogério Ceni - São Paulo (Foto: Tom Dib)
Rogério Ceni se mantém recluso no desembarque (Foto: Tom Dib)

A delegação são-paulina desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos no início da noite desta quinta-feira, após conquistar um empate sem gols diante do Tigre (ARG), fora de casa. Visivelmente cansados, foram recebidos por cerca de 50 torcedores. Alguns, aliás, gritavam 'É Tricolor, é Tricolor' e também 'O campeão voltou'.

O atacante Luis Fabiano, expulso aos 13 minutos do primeiro tempo por tentar agredir o zagueiro Donatti, esquivou-se da imprensa e preferiu não responder a nenhuma pergunta. Um dos mais exaltados durante a partida, o volante Denilson afirmou que ainda não houve conversas acerca do assunto com o camisa 9 do Tricolor.

- Ainda não tivemos conversa. Creio que amanhã (sexta-feira) o grupo vai se reunir no CT e vamos conversar - declarou.

Agora, o camisa 15 foca a partida de volta, na próxima quarta-feira. Mesmo com a catimba e os lances mais ríspidos, Denilson exalta o estilo de futebol brasileiro e ressalta que fará tudo para conquistar o título.

- Não só o São Paulo, mas o brasileiro procura jogar na bola. Às vezes, acontece uma falta mais dura, mas o jogador ser desleal, deixa o futebol mais chateado. Vamos procurar focar no jogo, porque é um título inédito e eu quero ganhar de qualquer forma - completou.

O elenco são-paulino retorna aos trabalhos na manhã desta sexta-feira, no CT da Barra Funda.