segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Caio Ribeiro diz que Lucas merece título da Sul-Americana por dedicação

O fato de ter acertado a transferência para o PSG, da França, desde agosto não fez o meia-atacante Lucas diminuir a dedicação em campo com a camisa do São Paulo. Pelo camisa 7 tricolor ter se destacado principalmente nos últimos jogos, o comentarista Caio Ribeiro disse que o jogador são-paulino merece ganhar a Copa Sul-Americana para coroar a temporada. Depois de empatar em 0 a 0, na Bombonera, na decisão contra o Tigre, da Argentina, o São Paulo busca levantar a taça em pleno Morumbi, nesta quarta-feira, às 21h50m.

- Ele não tira o pé em nenhuma dividida, joga todas as partidas no limite, só pede para ser substituído quando está extenuado. Esse menino merece esse título da Sul-Americana. Ele merece uma grande festa na quarta-feira, merece receber o carinho da torcida pelo comprometimento que tem tido. Ele tem tudo para trilhar um caminho de sucesso se mantiver essa cabeça - afirmou Caio Ribeiro.

Lucas e Donatti, Tigre e São Paulo, AP (Foto: Agência AP)Lucas quer dar adeus ao São Paulo com título da
Sul-Americana nas mãos (Foto: Agência AP)

Lucas tem realmente mostrado seu amor pelo São Paulo. Na vitória sobre o Náutico, na 36ª rodada do Campeonato Brasileiro, o meia-atacante chorou ao fim do confronto com a aproximação do adeus ao time paulista. Dentro das quatro linhas, ele faz de tudo para que deixe o clube com o título da Sul-Americana. No primeiro jogo contra o Tigre, Lucas foi um dos caçados dentro de campo.

- Foi uma temporada fantástica, esse menino está jogando demais. Em todo jogo ele só é parado com falta. Ele é fundamental para o São Paulo: quebra a marcação do adversário por conta da velocidade e da habilidade que tem, bate muito bem na bola então faz muitos gols de fora da área e está dando um exemplo de como deve se levar uma carreira a sério - completou Caio.

Lucas foi eleito um dos melhores jogadores em alguns campeonatos que disputou em 2012. O meia-atacante marcou presença na seleção do Campeonato Paulista e do Campeonato Brasileiro no meio-campo. No Troféu Armando Nogueira, ele formou o ataque da seleção do Brasileirão, além de ter obtido a quinta maior média entre todos os jogadores.

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Com coração apertado, Lucas inicia sua última semana no São Paulo

Lucas, São Paulo e Universidad Católica (Foto: Vipcomm)Lucas vestirá a camisa do São Paulo pela última
vez na quarta-feira (Foto: Vipcomm)

Ele não gosta de falar no assunto, se emociona fácil quando escuta a palavra despedida. Mas o tempo passa e Lucas, nesta segunda-feira, iniciará sua última semana como jogador do São Paulo. Na quarta, a equipe decide o título da Copa Sul-Americana, contra o Tigre (ARG), e o camisa 7 tem a obsessão de se despedir com uma faixa de campeão. A partir de janeiro de 2013, o jogador reforçará o ataque do PSG (FRA), clube que desembolsou € 43 milhões (R$ 115, 1 milhões) para tirá-lo do Morumbi.

- Não tem jeito, está chegando a hora, o coração está bastante apertado. Mas ainda temos os treinos e o jogo decisivo. Quero deixar muito esse título para o São Paulo, para retribuir todo o carinho que recebi de um clube que eu amo muito. Quero muito ganhar a Sul-Americana. Somente jogadores campeões são lembrados no futuro e quero que isso aconteça comigo. Quero aparecer em um quadro no CT da Barra Funda – afirmou o jogador.

Lucas pode repetir a história de outros jogadores que deixaram a equipe conquistando títulos. Os casos mais recentes foram os do lateral Cicinho e do atacante Amoroso, que conquistaram o mundial de clubes de 2005, no Japão, e não permaneceram. O defensor foi negociado com o Real Madrid (ESP), enquanto o segundo aceitou uma proposta para defender o Milan (ITA). Outro atleta que rendeu muito dinheiro ao clube e saiu pela porta da frente foi Denilson, vendido em 1998 para o Betis (ESP) por US$ 32 milhões (R$ 67,8 milhões).

Sem Luis Fabiano, que foi expulso na primeira partida contra o Tigre, Lucas sabe que seu peso será ainda maior na derradeira partida. Por isso, ele chama a responsabilidade e diz que fará o que for preciso para que o objetivo maior seja alcançado.

Luis Fabiano e Lucas no treino do São Paulo (Foto: Dorival Rosa / Vipcomm)Luis Fabiano é um dos principais amigos de Lucas dentro do elenco tricolor  (Foto: Dorival Rosa / Vipcomm)

- Por tudo que aconteceu desde que cheguei ao profissional, sei que todos sempre esperam muito de mim. Estou preparado para essa cobrança. Com a ajuda dos companheiros e da torcida, que vai lotar o estádio, temos todas as condições de buscar esse sonhado título – ressaltou.

Além do caneco, Lucas também briga pela vice-artilharia da temporada. Ele tem 15 gols em 2013, mesmo número de Willian José, um dos candidatos ao lugar de Luis Fabiano. Fabuloso é o maior goleador, com 31 tentos marcados. Cícero também está na briga pela vaga. A definição deverá ocorrer no treino marcado para a manhã desta segunda-feira, no CT da Barra Funda.

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Mundiais do passado são ignorados pela Fifa e até por seu palco principal

Relíquias museu Tóquio Taça Intercontinental (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)Cartaz da Taça Intercontinental dá destaque à
decisão de 99 (Cahê Mota / Globoesporte.com)

Uma história ignorada pela Fifa e praticamente esquecida pelo palco de suas maiores glórias. Enquanto Yokohama e Toyota recebem o Mundial de Clubes organizado pela entidade máxima do futebol em sua nona edição, a disputa que antecedeu o modelo atual passa despercebida no Oriente. Casa da Copa Intercontinental, que reunia os campeões europeus e sul-americanos por 22 anos (1980 até 2001), o Estádio Nacional de Tóquio guarda uma única recordação da competição atualmente: um pôster do duelo entre Palmeiras e Manchester United na decisão de 1999.

Disputada entre 1960 e 2004, a Copa Intercontinental foi vencida duas vezes por Santos e São Paulo, além de contar ainda com conquistas de Flamengo e Grêmio. Assim como todos os outros 21 campeões, o quarteto brasileiro ostenta o troféu como Mundial de Clubes, mas a Fifa reluta em validar tal condição. Todo material relacionado ao evento deste ano, por exemplo, inclui apenas os vencedores no modelo atual, que teve edição isolada em 2000, vencida pelo Corinthians, e passou a se tornar anual em 2005.

Disputada em jogos de ida e volta nos primeiros 20 anos, a Copa Intercontinental se mudou para o Japão em 1980, com o Nacional, do Uruguai, se sagrando o primeiro campeão, após vitória por 1 a 0 sobre os ingleses do Nottingham Forrest. A longa trajetória em Tóquio, entretanto, parece não ter cativado os responsáveis pelo museu do Estádio Nacional. Voltado principalmente para recordações olímpicas, o local, que recebeu as Olimpíadas de 1964, conta ainda com referências marcantes de outros eventos realizados no estádio. Uniformes e relíquias de jogadores de basebol, rúgbi e competidores de atletismo compõem o acervo, que pouco tem de futebol.

Estádio Nacional Tóquio (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)Estádio Nacional de Tóquio recebeu as finais da Taça Intercontinental entre 1980 e 2011 (Foto: Cahê Mota)

A parte destinada à modalidade, por sinal, conta até com algumas curiosidades. Um pôster de Maradona em ação diante da Bélgica, na Copa do Mundo de 86, decora o setor, mesmo sem nenhum artigo doado pelo argentino ou até mesmo alguma história de exibição do Pibe no estádio. Além disso, uma foto de um jogador japonês em ação acima de uma bandeira é uma das poucas sem legenda em inglês, dificultando a identificação por parte de estrangeiros.

Zico é ignorado

Relíquias museu Tóquio (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)Olimpíadas também são lembradas: Tóquio foi
sede em 1964 (Cahê Mota / Globoesporte.com)

Nem só o que aconteceu no estádio é homenageado no museu, mas também fatos relevantes na história do esporte japonês. E se no Brasil há o senso comum de que Zico foi o grande revolucionário do futebol nipônico, quem é reverenciado por isso no local é o alemão Dettmar Cramer. Bicampeão da Liga dos Campeões da Europa dirigindo o Bayern de Munique na década de 70, ele é apontado como precursor e responsável pela formação da equipe que garantiu ao Japão a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos da Cidade do México-1968.

O Galinho de Quintino, inclusive, é completamente ignorado, de forma até certo ponto surpreendente. Entre seus feitos, o único que é timidamente lembrado é justamente a vitória por 3 a 0 sobre o Liverpool na decisão da Copa Intercontinental de 1981. O título é citado no cartaz do duelo entre Manchester United e Palmeiras, vencido por 1 a 0 pelos ingleses, em 1999. O pedacinho destinado ao Mundial conta ainda com uma fotografia da partida, do momento em que David Beckham se livra da marcação do palmeirense Júnior.

O último campeão no Estádio Nacional de Tóquio foi o Bayern de Munique, que fez 1 a 0 no Boca Juniors na final de 2001. A partir do ano seguinte, após a Copa do Mundo, o evento se mudou para Yokohama, onde permaneceu até 2004.

Em 2000, ano que o Corinthians conquistou o primeiro Mundial organizado pela Fifa, no Brasil, o Boca Juniors venceu o Real Madrid em Tóquio e conquistou a Copa Intercontinental. Somente em 2005 a Fifa voltou a organizar um Mundial e juntou forças com a Toyota, que organizava a Copa Intercontinental, passando a ter apenas um torneio para decidir o campeão do mundo.

O torneio oficial da Fifa já passou também pelos Emirados Árabes, em 2009 e 2010, e as duas próximas edições (2013 e 2014) serão no Marrocos.

Relíquias museu Tóquio foto Beckham (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)Imagem de David Beckham contra o Palmeiras é uma das poucas referências à Taça Intercontinental



Desejado pelo São Paulo, Lucca vai à capital paulista, mas não para fechar com o clube

Vinícius Ramalho - 09/12/2012 - 20:04 São Paulo (SP)

Lucca - Criciúma (Foto: Divulgação)
Lucca, do Criciúma, vem para São Paulo mas não para fechar com o Tricolor (Foto: Divulgação)

O meia-atacante Lucca, que foi um dos destaques do Criciúma na campanha que rendeu o acesso para a Série A do Brasileirão, viajou para São Paulo na última sexta-feira. Ao desembarcar em Guarulhos, o jogador foi perguntado sobre a negociação com o São Paulo:

– Vim para conversar com eles, vamos ver – limitou-se a dizer.

Segundo a DIS, empresa que o agencia, ele viajou para a capital paulista para acertar acordo com uma marca de material esportivo.

Em reunião entre o grupo de investidores e o clube catarinense na última semana, o valor pedido pelos direitos do jogador de 22 anos diminuiu. O Criciúma, que antes pedia a multa rescisória de R$ 10 milhões, agora aceita negociar por R$ 7 milhões, preço ainda considerado alto.

Lucca se contundiu em outubro ao romper o ligamento cruzado do joelho esquerdo, teve que fazer cirurgia e a previsão de volta aos gramados é só para abril do ano que vem.

Como reforços para 2013 o São Paulo já tem os atacantes Negueba, do Flamengo, e Aloísio, do Figueira.



Criciúma se reúne com a DIS, diminui valor por Lucca, mas São Paulo ainda acha caro e negócio se arrasta

Guilherme Palenzuela - 09/12/2012 - 07:13 São Paulo (SP)

HOME - Lucca e Zé Carlos - Criciúma x ABC-RN - Série B (Foto: Fernando Ribeiro/Criciúma E.C)
Lucca foi o destaque do Criciúma na campanha na Série B, em 2012 (Foto: Fernando Ribeiro/Criciúma E.C)

O Grupo DIS, que pretende levar o meia-atacante Lucca, do Criciúma, para o São Paulo, se reuniu com a diretoria do clube catarinense na última semana, e conseguiu diminuir o valor pedido pelos direitos do jogador de 22 anos. O Criciúma, que antes pedia a multa rescisória – de R$ 10 milhões –, agora aceita negociar por R$ 7 milhões.

Mesmo assim, DIS e São Paulo, que tentam contratar o atleta desde outubro, continuam achando o valor muito mais alto do que pretendem pagar. A ideia do grupo de investimento e do Tricolor é adquirir cada um 50% dos direitos do meia-atacante, e trazê-lo ao Morumbi em janeiro. Neste momento, o Criciúma detém 95% dos direitos de Lucca. Os outros 5% pertencem ao próprio jogador.

Em outubro, Lucca teve uma lesão nos ligamentos cruzados do joelho esquerdo, e teve de passar por cirurgia. Ele tem previsão de retorno aos campos para abril de 2013. Mesmo após a lesão, o São Paulo não perdeu o interesse. A primeira proposta feita pelo clube, junto com a DIS, tinha como objetivo trazer o atleta para São Paulo, realizar sua cirurgia sob supervisão do departamento médico do clube, e iniciar o tratamento no Reffis, no CT.

No entanto, o Criciúma rejeitou a primeira investida e, agora, definiu novo valor para o negócio se concretizar. Nas próximas semanas, as partes voltarão a conversar. Caso o São Paulo contrate outro jogador para a posição, o negócio será improvável.



No último jogo pelo Tricolor, Lucas quer repetir despedida de outros campeões

LANCEPRESS! - 09/12/2012 - 15:02 São Paulo (SP)

HOME TR LDU de Loja x São Paulo - Lucas (Foto: Tom Dib)
Lucas poderá repetir despedida campeã de outros atletas do Tricolor (Foto: Tom Dib)

O meia-atacante Lucas terá na quarta-feira, diante do Tigre (ARG), no jogo de volta da final da Copa Sul-Americana, a oportunidade de realizar seu desejo de conquistar um título antes de deixar o Tricolor. Dessa forma, o são-paulino repetirá a despedida vitoriosa de outros tricolores que levantaram taças prestes a sair do clube do Morumbi.

Mais recentemente, Amoroso e Cicinho conquistaram o Mundial em 2005 antes de se transferirem para Milan (ITA) e Real Madrid (ESP), respectivamente. Em 1993, Raí já estava vendido ao Paris Saint Germain (FRA) e deixou o São Paulo com o título da Libertadores. Trajetória muito parecida com a do camisa 7, que quer ir para a França da mesma forma que o ex-camisa 10: campeão.

- Quero deixar muito esse título para o São Paulo, para retribuir todo o carinho que recebi, um clube que eu amo muito. Quero ficar marcado na história do clube. Só os campeões são lembrados e quero colocar um quadro aqui no CT - disse o atleta, ao site oficial do clube.

Em 1998, outro jogador revelado nas categorias de base do Tricolor foi à Europa e deixou um título. Denilson, na época com 20 anos - mesma idade do meia-atacante atualmente - ajudou o São Paulo a bater o Corinthians por 3 a 1 e se sagrar campeão paulista, antes de se transferir ao Real Betis (ESP).

O único título que Lucas tem com a camisa do Tricolor é o da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2010, sobre o Santos, no Pacaembu. Na quarta, contra os argentinos, chance para concretizar o sonho e se despedir da torcida são-paulina com um título profissional. E aos prantos provavelmente.



Segundo empresário, Montillo deseja seguir na Toca da Raposa em 2013

Thiago Fernandes - 09/12/2012 - 12:54
Belo Horizonte (MG)

Montillo - Cruzeiro (Foto: Washington Alves/Vipcomm)
Montillo tornou-se xodó da torcida do Cruzeiro (Foto: Washington Alves/Vipcomm)

A permanência do argentino Montillo no Cruzeiro é cada vez mais real. Além dos dirigentes sempre reforçarem o desejo de manter o craque na Toca da Raposa, o empresário Sergio Irigoitia também garante que o jogador está ambientado a Belo Horizonte e o seu desejo é ficar. Apenas uma oferta que mude a vida da família do meia-atacante será avaliada por seu estafe.

Em conversa com a equipe de reportagem LANCE!Net, o agente do camisa 10 explicou que deixar a capital mineira não é uma de suas intenções.

– Hoje, o Walter (Montillo) quer permanecer no Cruzeiro, um clube que sempre nos tratou muito corretamente. Ele é ídolo da torcida e está completamente ambientado a Belo Horizonte – disse.

Sergio Irigoitia acertou com os dirigentes celestes que, para sacramentar uma negociação, é necessário, primeiro, que o interessado se acerte com a Raposa. Apenas depois disso, o procurador conversará com outra cúpula. Por isso, nenhuma proposta foi apresentada ao empresário do craque.

– Para que o Montillo deixe o Cruzeiro, o clube interessado tem de fazer uma proposta interessante para a diretoria. Depois, podemos conversar, mas a nossa intenção é continuar na cidade. Até o momento, nada chegou até mim. Acertei com os dirigentes que vamos conversar apenas se eles aceitarem alguma oferta – destacou.

De acordo com o presidente Gilvan de Pinho Tavares, a saída de Montillo ocorrerá apenas se algum clube interessado oferecer € 15 milhões (cerca de R$ 40 milhões) por 100% dos direitos econômicos do atleta, que tem contrato com a Raposa até 2015.