quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

"Moleque do gol", Lucas quer se despedir balançando rede do Morumbi

Como versa música feita para ele em 2010, ano em que se destacou na Copa São Paulo de Futebol Júnior antes de ir para o time de cima do São Paulo, Lucas "tem fome de bola, tem sede de gol". Faminto pelo primeiro título profissional, o meia-atacante espera conquistar a Copa Sul-americana nesta quarta-feira, quando, diante do Tigre-ARG, faz sua última partida pelo clube. Balançar a rede no Morumbi, é claro, seria uma maneira de engrandecer sua despedida.

"Espero que possa fazer", disse o jogador, sorrindo, em sua última entrevista no CT da Barra Funda. Até hoje, foram 32 gols em 127 jogos com a camisa tricolor. "Mas, independentemente de fazer ou não, quero ajudar a equipe a vencer. Não importa quem faça o gol, quero comemorar junto com a torcida e ter esse sentimento maravilhoso de levantar um troféu".

"Caso esse título não venha, vai ser desastroso para mim. Por isso eu sempre penso positivo. Não quero pensar nessa possibilidade. Penso que vou ganhar, que vou ser campeão. Foi assim que aprendi a pensar. Como sempre falei, quero meu nome marcado na história do São Paulo, para que as pessoas possam se lembrar de mim. Vou jogar tudo nesse jogo", acrescentou, confiante.

Compositor do rap Moleque do Gol, Jeferson, o Jel, bota fé que o garoto de 20 anos vai, sim, vazar a meta argentina no Morumbi. "Pelo menos vou torcer muito por isso. Mandei um recado a ele e disse que, se ele fizer, acho que não vou conter as lágrimas", diz o vocalista do grupo Mesclado, que é são-paulino fanático - tem até uma tatuagem do clube no pescoço -, mas não conseguiu ingresso para o jogo. "Fiquei tentando quatro horas na Internet e não deu", reclama.

Jel conhece o craque desde pequeno. Morador da Cidade Ademar, bairro no qual Lucas passou a infância, já sabia há muito tempo que ele iria vingar no futebol. "Sou bem mais velho do que ele, sempre o via jogando, e já dava para ver que ele tinha bola. Ele passou pelas mesmas dificuldades que a gente passa aqui, com pai e mãe o deixando em casa para ir trabalhar. A raiz dele é de avós nordestinos, que vieram a São Paulo tentar a vida. Eles não conseguiram, mas ele felizmente acabou conseguindo", explica o paulistano de 34 anos.

A ideia da canção surgiu há dois anos, no momento em que a então promessa foi campeã da Copa São Paulo. "Vi que era a hora de fazê-la. Por incrível que pareça, escrevi algumas coisas que estão acontecendo só hoje em dia. Tem um pedaço em que falo ''hoje é Robinho, amanhã é você''. E agora é isso mesmo, ele é quem está na Seleção Brasileira. Por incrível que pareça, está tudo na música", orgulha-se Jel, que ainda fala "de vez em quando" com o jogador.

Os encontros com Lucas devem diminuir ainda mais agora, com a ida dele para a França - negociado com o Paris Saint-Germain por 43 milhões de euros, o são-paulino viaja em 27 de dezembro. Apesar da distância, o amigo se mostra feliz pela conquista do ex-vizinho.

"Gosto muito dele, da humildade dele. Está fazendo grande sucesso por causa disso. A maneira como ele foi criado aqui no bairro, em meio à violência e outras dificuldades, serviu de ensinamento. É um moleque centrado, que não gosta muito de balada, prefere mais ficar com a família. Por ele ser bastante centrado no futebol, acho que ele vai arrebentar por lá", prevê o rapper, que, desde 2010, o que a torcida são-paulina está acostumada a ver: "Com a bola no pé, ele sabe o que faz".



Por show da Madonna, São Paulo impede Tigre de reconhecer Morumbi

A expectativa do departamento de futebol do Tigre era realizar o treino de reconhecimento de gramado do Morumbi na tarde desta terça-feira, já que a delegação chegou à cidade de São Paulo no dia anterior, mas não tinha tido acesso ao palco do jogo decisivo da Copa Sul-americana, marcado para esta quarta, às 21h50 (de Brasília). Sob a alegação de que o gramado de seu estádio está prejudicado, o clube brasileiro impediu que os argentinos realizassem o último apronto para a final, irritando os rivais.

Mais cedo, em um evento promovido pela empresa patrocinadora da competição, Rodrigo Molinas, presidente do Tigre, fez cobranças a João Paulo de Jesus Lopes, dirigente do Tricolor, que prometeu atender. Uma das reclamações era a respeito da carga total de ingressos direcionada aos argentinos, que receberam os esperados 5% no final da tarde desta terça-feira. A outra era justamente a respeito da liberação para o treino de reconhecimento no Morumbi, que não pode ser atendida.

Procurado, o clube alegou que o estado do gramado está prejudicado por conta dos shows da cantora norte-americana Madonna, realizados nos dias 4 e 5 de dezembro. Segundo Molinas, a posição oficial do Tricolor não era motivo para impedir o treino de reconhecimento do Tigre, condição cumprida exemplarmente na Argentina: "Queremos soluções, porque o jogo já será na quarta-feira".

Em solo argentino, o São Paulo pediu e foi atendido com uma hora e meia de atividades recreativas na noite anterior ao compromisso contra o Tigre. Na ocasião, toda a logística foi feita pelo Boca Juniors, proprietário da Bombonera, que cedeu o mesmo tempo de utilização para cada clube.



Contra Tigre, Tricolor tenta gritar campeão de novo no adeus a Lucas

A torcida tricolor não comemora um título desde o Campeonato Brasileiro de 2008. Na noite desta quarta-feira, há uma grande chance de findar o incomum jejum. No Morumbi completamente tomado, com quase 70 mil pessoas, o São Paulo decide a Copa Sul-americana contra o Tigre-ARG podendo, ao fim do mata-mata, misturar o grito de adeus a Lucas com o canto de campeão.

Para levantar o troféu na última partida de Lucas com a camisa 7 tricolor, marcada para 21h50 (de Brasília), a equipe brasileira depende de vitória simples, após ter empatado por 0 a 0 em La Bombonera, onde Luis Fabiano foi expulso ainda no primeiro tempo. Um novo empate como mandante leva o duelo à prorrogação. Em caso de igualdade também no tempo extra, a decisão vai para os pênaltis, condição que motivou os são-paulinos a treinarem esse fundamento.

"Temos que tomar cuidado. É uma equipe perigosa, muito alta, forte na bola aérea, que chega junto. Em competições sul-americanas, o juiz deixa o jogo correr. Também vão entrar para ganhar, e final é decidida em detalhes. Quem errar menos vai sair com o título", diz o meia-atacante de 20 anos, que, como profissional, tem sua primeira oportunidade de colocar uma medalha no pescoço.Oportunidade que, ele sabia desde o meio da temporada, quando foi negociado com o Paris Saint-Germain ao valor recorde de 43 milhões de euros, que seria a última pelo clube que o revelou, em 2010, pois o time, já naquela época, estava bem distante da disputa pelo título brasileiro - por conta de excelente reação mais tarde, conseguiu a vaga para a fase preliminar da Libertadores.

"Na hora em que assinei o contrato, passou tudo pela minha cabeça. Todas as dificuldades que passei desde que saí de casa, aos 13 anos, para morar com pessoas que nunca tinha visto na vida, longe da família, longe de tudo. Mas fiquei tranquilo porque sabia que tinha mais seis meses para ajudar o São Paulo a ser campeão", comentou o jogador, coçando a cabeça e se policiando para não chorar.

A despedida de Lucas, porém, é só um pano de fundo da partida, a qual, para os são-paulinos, vale muito mais para voltar a festejar. Tricampeão mundial e invicto até aqui na competição, o São Paulo é favorito absoluto frente a um oponente que disputa uma final continental pela primeira vez em seus 110 anos de história e que fez má campanha na Argentina.

"A responsabilidade é toda nossa. Temos que ir a campo para fazer (confirmar) isso. Temos todas as armas para vencer o jogo", reconhece o técnico Ney Franco. "Por outro lado, a gente tem vários exemplos de equipes que tecnicamente eram colocadas como inferiores e ganharam títulos. Já passei por isso ao vencer o Campeonato Mineiro de 2006 pelo Ipatinga, contra o Cruzeiro, no Mineirão com 70 mil torcedores rivais. O que vale é o jogo, o presente".

Sem contar com Luis Fabiano, que prejudicou a produção da equipe ao receber cartão vermelho aos 13 minutos do jogo de ida, o treinador resolveu apostar em Willian José. Assim como Lucas, o jovem atacante se despede do clube nesta temporada. A diferença é que, em seu caso, a diretoria não teve interesse em renovar seu contrato, e ele foi liberado para negociar com outra equipe. Mais do que isso, foi vaiado várias vezes nesta temporada, no próprio Morumbi."É nosso artilheiro na competição (com três gols), está emocionalmente preparado, querendo jogar. Espero que não só ele como todos os jogadores possam ter uma noite feliz, bem tecnicamente, para conseguir o título. Ele está se mostrando muito confiável e preparado para o jogo", minimizou o comandante são-paulino.

Pelo Tigre, que abusou de catimba em Buenos Aires e também de entradas mais violentas, também haverá uma única ausência: o zagueiro Donatti foi expulso ao acertar um soco no braço de Luis Fabiano, o qual, por sua vez, deixou o campo mais cedo ao tentar o revide. O restante da equipe é o mesmo que fez um primeiro tempo totalmente defensivo, mas que assustou a defesa brasileira com bolas alçadas à área na etapa complementar.

"Esperamos chegar forte novamente na grande final, porque é o nosso estilo de jogo. Luis Fabiano dentro de campo é um grande personagem, e é bom para nós que ele não jogue. Quanto a nós perdemos na bola parada, que é um dos principais recursos do time, sem mim, que sempre vou ao ataque", analisou Donatti, que, tal qual Luis Fabiano, está fora de um eventual pôster de título, mas mesmo assim irá com sua delegação para o Morumbi.

"Decidi acompanhar meus companheiros ao Brasil porque acredito que eles sempre estiveram ao meu lado, me ajudaram em tudo. Esta partida será importante, e eu quis retribuir", completou o defensor e capitão do Tigre, já na capital paulista.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO X TIGRE-ARG

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 12 de dezembro de 2012, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Enrique Osses (CHI)
Assistentes: Francisco Mondría (CHI) e Carlos Astroza (CHI)

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Rhodolfo e Cortez; Wellington, Denilson e Jadson; Lucas, Osvaldo e Willian José
Técnico: Ney Franco

TIGRE: Albil; Paparatto, Echeverría, Godoy e Orban; Galmarini, Díaz, Ferreira e Leone; Botta e Maggiolo
Técnico: Néstor Gorosito



Tigre obtém carga igual de ingresso, mas treino à tarde cria impasse

Segundo Rodrigo Molinas, presidente do Tigre, a diretoria do São Paulo não está respondendo à altura o bom tratamento recebido pelo clube na Argentina, na ocasião do primeiro jogo da final da Copa Sul-americana, semana passada. Na véspera da segunda e decisiva partida, o dirigente do clube portenho reclamou que está encontrando dificuldades para fazer reconhecimento do gramado do Morumbi e para equilibrar a disponibilização de ingressos para as duas partidas.

Na Bombonera, estádio que foi cedido para os dois clubes fazerem reconhecimento no dia anterior ao duelo, o Tricolor teve direito a pouco mais de 5% dos ingressos cedidos pelo clube argentino. Para a segunda partida, o Tigre esperava a mesma quantia, mas foi surpreendido ao receber previamente apenas 2% da carga, podendo levar 1.300 torcedores ao invés dos esperados 4.500. Além do problema com ingressos, a reclamação de Molinas diz respeito às más condições do gramado do Morumbi, que recebeu shows da cantora norte-americana Madonna nos dias 4 e 5 de dezembro.

"Queremos explicações e soluções. Conversei com o vice-presidente do São Paulo, porque não tivemos a quantidade de ingressos que queríamos e querem nos dar o gramado em um horário que não podemos para fazer o reconhecimento. Queríamos 4.500 entradas, número equivalente, mas nos deram 1.300 e disseram que era baseado nos dados da Polícia. Esperamos fazer o reconhecimento à tarde, e nos disseram que teve show da Madonna e que está complicado o campo de jogo. Queremos soluções, porque o jogo será na quarta-feira", afirmou Rodrigo Molinas.Molinas chegou mais cedo ao Brasil para acompanhar a delegação e participar de um evento promovido, nesta terça, pela Conmebol e pela empresa patrocinadora da competição. João Paulo de Jesus Lopes, vice-presidente do Tricolor, também marcou presença neste evento e ouviu as cobranças do presidente do clube argentino. O mandatário do Tigre não descarta treinar outra vez no estádio do Canindé, da Portuguesa, se não tiver o Morumbi liberado.

Procurado, o clube garantiu que liberou a carga de 5% dos ingressos no final da tarde desta terça-feira, após ouvir as reclamações do Tigre, por meio de seu vice-presidente. Até o momento, a delegação do clube argentino, hospedada em um hotel da Zona Sul da cidade de São Paulo, não deixou o local em direção ao estádio do Morumbi.



Donatti se desculpa com Luis Fabiano, mas explica: Sou argentino

Apenas uma temporada jogando com a camisa do modesto Tigre foi suficiente para que Alejandro Donatti, zagueiro de 26 anos, se tornasse capitão e referência de sua equipe. Na primeira decisão continental da história do clube, a da Copa Sul-americana, o jogador acabou sendo expulso logo aos 13 minutos do primeiro tempo, quando desferiu um soco no braço do são-paulino Luis Fabiano, que tentou revidar com um chute. Expulsos, os dois não participam do confronto desta quarta-feira, às 22 horas (de Brasília), para definir o mais novo campeão continental.

Mesmo sem poder entrar em campo diante do time brasileiro, no estádio do Morumbi, Donatti veio ao País acompanhar os companheiros na briga pelo inédito título continental. Sincero, o camisa 2 lamentou não poder jogar, mas aproveitou para se declarar amante do futebol brasileiro e defensor da virilidade: ‘somos argentinos’, explica o homem de confiança do técnico Néstor Gorosito.

"Nós não fazemos as coisas pensando que os brasileiros vão ou não cair na provocação, que você chama de ‘catimba’ (o argentino não sabia o significado da expressão). Para o argentino isso é normal, em todas as partidas fazemos assim. Chegamos forte, fazemos cera, isso é normal em todas as partidas do futebol argentino. Mas agora é uma final e precisamos usar nossos recursos, sabendo sempre que toda bola pode ser a última. Vai ser uma grande partida", torce Donatti, após garantir que não foi orientado a provocar a expulsão de Luis Fabiano na ocasião.Ansioso para ver o Tigre decidir sua primeira competição continental de relevância na história, o zagueiro argentino não esconde o arrependimento pela expulsão no duelo realizado semana passada, em La Bombonera. Para ele, o espetáculo seria mais completo se contasse com Luis Fabiano e ele próprio, responsável pela marcação do atacante brasileiro. Orgulhoso por participar da campanha do Tigre na Sul-americana, mas chateado por ficar fora da final, o zagueiro alega inocência.

"Não sei se a expulsão foi injusta. O fato é que me expulsaram e vou ficar fora da final. Fiquei muito mal com isso, o Luis Fabiano também ficou, porque estamos fora da final. Me arrependo muito, porque não sou assim. Tenho poucas expulsões na minha carreira, é só a segunda. Não sou um jogador violento, mas peço desculpas aos meus companheiros e desculpas ao Luis Fabiano, porque a verdade é que nenhum de nós dois teve culpa", lamenta o zagueiro do Tigre, que fez promessa de ‘Morumbizazo’ nesta quarta-feira.Mais um louco para o bando - Na manhã do dia em que São Paulo e Tigre decidem a Copa Sul-americana, o Corinthians inicia a busca pelo título do Mundial de Clubes da Fifa contra o Al Ahly, do Egito. No Brasil, Donatti garantiu que pretende assistir à partida e fez questão de dizer que, em função da rivalidade com o Tricolor, torcerá pelo Timão.

"Gosto muito do futebol brasileiro, como conduzem a bola, como são insinuantes, como levam a partida de um jeito leve. Acho que o melhor time brasileiro hoje é o Corinthians. Estamos no Brasil, somos rivais do São Paulo, temos que torcer pelo Corinthians", prometeu o argentino, aos risos.



Na véspera da decisão, presidente do Tigre ameaça Morumbizazo

Mais de 200 mil torcedores brasileiros foram ao estádio do Maracanã ver a Seleção Brasileira de Barbosa, Zizinho e Jair da Rosa Pinto ser derrotada pelo Uruguai na final da primeira Copa do Mundo sediada em território brasileiro, em 1950. Passaram-se 62 anos até chegar esta quarta-feira, quando o modesto Tigre, da Argentina, tentará surpreender a lotação máxima do Morumbi e faturar a Copa Sul-americana. A confiança de Rodrigo Molinos, presidente do clube argentino, é tão grande que o fez citar até mesmo o apelido que pretende dar à partida.

"O ‘Maracanazo’ já aconteceu, agora pode ser o ‘Morumbizazo’. Seria um momento histórico", resume o mandatário do clube que finalizou a primeira fase do Campeonato Argentino na vice-lanterna. "É uma honra chegar a uma decisão no nosso primeiro torneio internacional. Em 1950, a seleção do Uruguai era mítica, foi um momento histórico único, mas serve de reflexo para demonstrarmos que a utopia não existe. Para podermos conseguir as metas que nos propusemos temos que acreditar. É muito difícil a partida, mas estamos convencidos de que é possível um grande resultado", completou Molinos.Nesta quarta-feira, a partir das 22 horas (de Brasília), com provável público recorde do futebol brasileiro em 2012, o São Paulo recebe o Tigre para o segundo jogo da final da Copa Sul-americana. De um lado uma equipe tricampeã mundial e da Libertadores e de outro um time que só alcançou o vice-campeonato nacional em três oportunidades e nunca tinha atingido uma final de competição internacional. Em 2012, mesmo desacreditado, o Tigre eliminou Argentinos Juniors, Deportivo Quito, Cerro Porteño e Millonarios antes do empate por 0 a 0 com o Tricolor, em La Bombonera.

"Conhecemos a hierarquia internacional, mas estamos concentrados por esse título, que seria histórico para o futebol argentino por sermos uma equipe pequena. Passamos por grandes equipes da América do Sul, empolgamos até mesmo a imprensa argentina e nossa torcida. Ser vice campeão não vai adiantar nada, mas sabemos que é difícil. O São Paulo é um grande mundial e para nós é um orgulho enfrentá-los na final", aponta Rodrigo Molinos, diminuindo o tom, mas mantendo a confiança.

A grande motivação do Tigre para a decisão da Sul-americana é orgulhar o futebol da Argentina, país que tem o maior número de títulos da competição (cinco, de San Lorenzo, Arsenal de Sarandí, Independiente e Boca Juniors, duas vezes): "Estamos orgulhosos de levantar a bandeira do futebol argentino e vamos ao Morumbi para conquistar a Copa e orgulhar as cores da Argentina".



São Paulo adia treino do Tigre no Morumbi e não entrega ingressos

Guilherme Palenzuela - 11/12/2012 - 15:21 São Paulo (SP)

O treino do elenco do Tigre no Morumbi, que aconteceria às 21h desta terça-feira, pode não acontecer. A diretoria do São Paulo disse ao clube argentino, no início da tarde, que o gramado do estádio está longe das condições ideais por conta das apresentações da cantora norte-americana Madonna, nos últimos dias 4 e 5, e ficou de responder, no início da noite, se os argentinos poderão fazer o trabalho no campo. A expectativa é semelhante à vivida pela torcida do Tigre, ainda na Argentina. Os mil ingressos prometidos e adquiridos pelos argentinos para a final da Sul-Americana ainda não foram impressos, e a diretoria cobra o Tricolor pelos bilhetes.

O presidente do Tigre, Rodrigo Molinos, encontrou-se com o vice-presidente do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes, no início da tarde desta terça-feira, em evento da Bridgestone e da Conmebol, para a final da Copa Sul-Americana. Na conversa, cobrou uma posição do São Paulo sobre os dois assuntos. Ouviu que o Tricolor aguarda o aval de um agrônomo para saber se o Tigre poderia fazer o reconhecimento do gramado na noite desta terça-feira, e que teria a resposta no fim da tarde.

Em relação às entradas comercializadas para a torcida do Tigre, a ansiedade é grande. Como o São Paulo fez a venda dos ingressos pela internet, sem abertura das bilheterias, o clube não se preocupou em fazer a impressão antecipada dos bilhetes. Os mil torcedores do Tigre que já pagaram para assistir à final no Morumbi esperam retorno do clube. Sem as entradas, a diretoria do clube argentino imprimiu tíquetes para que a torcida pudesse viajar. Em São Paulo, espera poder fazer a troca pelos ingressos.

Ao Tigre, o São Paulo disse que teve um problema com a impressão dos ingressos, mas prometeu que as entradas estariam nas mãos dos argentinos até a hora do jogo, e que não há riscos de a torcida visitante ficar fora da decisão.