sábado, 15 de dezembro de 2012

Lucas, Toloi, Jadson e Ney Franco entram na seleção da Sul americana

Enquanto a Conmebol observa o andamento das investigações da consufão nos vestiários do Morumbi na final entre São Paulo e Tigre, a organização da Copa Sul-americana liberou nesta sexta-feira a seleção do torneio continental. Entre os tricolores, Lucas, Rafael Toloi, Jadson e o técnico Ney Franco foram eleitos para o time ideal da competição.

Campeão invicto e sem levar gols no Morumbi, o São Paulo foi o time com mais representantes. Lucas, melhor jogador da Sul-americana, é o único atacante da equipe ‘dirigida’ por Ney Franco. Toloi e Jadson, que disputaram todas as partidas e anotaram dois gols cada, também estão presentes na escalação.

Já o centroavante Luís Fabiano, expulso no primeiro jogo da decisão, entrou na lista dos dez jogadores mais populares do torneio, que ainda tem Jonathan Fabbro (Cerro Porteño-PAR), Wason Renteria (Millonarios-COL), Damián Díaz (Barcelona-EQU), Charles Aránguiz (Universidad de Chile), Rubén Botta (Tigre), Hernán Barcos (Palmeiras), Eduardo Aranda (Olimpia-PAR), Santiago Silva (Boca juniors) y Cristopher Toselli (Universidad Católica-CHI).

A curiosidade fica pela presença do goleiro Paulo Garcés, titular da Universidad de Chile apenas no confronto com o Emelec-EQU, ainda nas oitavas de final. Na fase seguinte, La U acabou eliminada pelo São Paulo com derrotas por 2 a 0 e 5 a 0, já com Johnny Herrera na meta.

Confira a escalação da seleção da Copa Sul-americana, em um inusitado 3-6-1:

Paulo Garcés (Universidad de Chile); Lewis Ochoa (Millonarios-COL), Mariano Echeverría (Tigre-ARG) e Rafael Toloi (São Paulo); Tomás Costa (Universidad Catolia-CHI), Charles Aránguiz (Universidad de Chile), Jonathan Fabbro (Cerro Porteño-PAR), Rubén Botta (Tigre-ARG), Damián Díaz (Barcelona-EQU) e Jadson (São Paulo); Lucas (São Paulo)
Técnico: Ney Franco 



São Paulo recusa proposta do Fluminense e fica com Carleto em 2013

O atual campeão brasileiro terá um jogador a menos em seu elenco. O São Paulo não aceitou a oferta do Fluminense para manter Carleto e o lateral esquerdo cumprirá no Morumbi seu último ano de contrato com a equipe paulista. O jogador já realizou até exames médicos para se juntar ao elenco de Ney Franco.

"O Fluminense tentou que eu ficasse, mas o São Paulo não deixou. Conversei com a diretoria do São Paulo, eles querem que eu volte, têm um planejamento para mim em 2013. Já está tudo certo. Eu me reapresento no dia 3", disse Carleto após participar de partida beneficente na Vila Belmiro, nesta sexta-feira.

O jogador evitou lamentar, mas deu a entender que preferia seguir nas Laranjeiras. "As circunstâncias no Fluminense foram muito boas. O Abel (Braga, técnico), os jogadores, todos pediram que eu ficasse, só que entre as diretorias não houve acordo", falou, logo elogiando o time com o qual está vinculado até o fim de 2013. "Não optei por anda, não disse minha opinião. Agora posso dizer que estou muito feliz por voltar ao São Paulo."

Carleto saiu do futebol espanhol para o São Paulo em 2010, mas nunca teve muitas chances na equipe. No ano passado, foi para o América-MG e acabou rebaixado no Brasileiro. Mesmo assim, teve seu empréstimo solicitado pelo Fluminense em janeiro e sai com os títulos carioca e brasileiro.

Se Carleto era reserva de Carlinhos na equipe do Rio de Janeiro, agora o lateral esquerdo será concorrente de Cortez no atual campeão da Sul-americana. Mas um bate-papo com Ney Franco nesta semana o tranquilizou sobre as oportunidades de jogar no Paulista, na Libertadores, na Copa do Brasil, na Recopa Sul-americana e no Brasileiro.

"Tive uma conversa com o Ney Franco antes mesmo da final (da Copa Sul-americana, na quarta-feira) e ele me explicou o planejamento. Será um prazer, já agradeço a ele. Curto minhas férias com o pensamento já no São Paulo em 2013", assegurou, contente pelo que viveu em 2012. "Estou feliz da vida, pelos dois títulos e a forma como foi o ano no Fluminense. Agora é caminho novo, vida nova", definiu.



Lucas revela medo de congelar em Paris e recebe dicas de Raí

Esperado na França para ser o herdeiro de Raí com a camisa do Paris Saint-Germain, o garoto Lucas não esconde a ansiedade para se apresentar no novo clube. Apesar da animação, o jogador de 20 anos já teme seu primeiro adversário e recebeu conselhos do ídolo de PSG e São Paulo para combate-lo: o frio.

"Estou me preparando. Parece que pode fazer menos de zero graus. É verdade que podemos congelar?", perguntou o meia-atacante ao ídolo Raí em encontro promovido pelo jornal francês L’Equipe. A resposta do ex-jogador, no entanto, não foi das mais animadoras: "Além do frio, lembro que os gramados eram muito pesados durante boa parte da temporada. É preciso encontrar logo a chuteira certa, e se habituar à altura da grama, à velocidade da bola."

Depois de assustar seu possível sucessor, Raí tratou de apresentar algumas dicas para Lucas ir se preparando para o sofrimento com as baixas temperaturas. "Tentei de tudo. Papel, jornal na chuteira, cremes. Meu pé congelava e eu perdia uma unha em um choque qualquer. Em geral, eu perdia quatro unhas por inverno. Já joguei com os dedos do pé anestesiados. E lembro de uma sensação horrível: mergulhar os pés congelados na água quente depois do jogo", relembrou.Para reanimar o jovem, o Terror do Morumbi falou das emoções que sentiu nas cinco temporadas em que atuou no Parque dos Príncipes e lamentou não ter tido a oportunidade de jogar ao lado do meia no São Paulo e agora no PSG. "Amo profundamente este estádio. O público fica perto do gramado e gosto da arquitetura também. É bom jogar em casa, entrar no gramado e sentir o público, dá muito prazer. Gostaria de estar com você", afirmou, deixando Lucas ainda mais empolgado.

"Todo mundo diz que Paris é uma das cidades mais lindas do mundo, e estou curioso para descobrir e ver os lugares turísticos com minha família. Mas não venho como turista, venho para fazer história no Paris Saint-Germain", prometeu o ex-tricolor.

Assim como Lucas, Raí atuou com a camisa são-paulina por alguns meses mesmo já vendido, e aproveitou para destacar outra coincidência causada com a negociação. Em seus dois primeiros anos no PSG, Raí municiou o atacante liberiano George Weah (que depois de trocar o PSG pelo Milan recebeu a Bola de Ouro em 1995), e lembrou que Lucas agora terá a oportunidade de ser o garçom do sueco Zlatan Ibrahimovic.

"Para ele será um privilégio jogar com o Ibrahimovic, e o time é experiente, vai facilitar sua adaptação", apostou o ex-atleta. A parceria com o sueco, artilheiro do Campeonato Francês, também anima o novo reforço: "Sempre é bom atuar ao lado de jogadores deste calibre. Vou aprender muito, com certeza. Espero formar uma bela dupla com ele", declarou o meia, que tem apresentação marcada para o dia 28 deste mês em Doha, no Catar, onde o clube francês vai realizar a sua inter-temporada.



Ídolo e fã, Raí prevê sucesso de Lucas: Vai fazer o povo sonhar"

Depois de conquistar o estado, o Brasil, a América e o mundo com a camisa do São Paulo, Raí rumou para a Europa e brilhou com as cores do Paris Saint-Germain. Com apenas um título, mas já com o carinho da torcida tricolor, Lucas está pronto para seguir os passos do ídolo e tem total confiança do fã para cair nas graças dos torcedores do PSG.

"Não tenho nenhuma dúvida que ele vai fazer o povo sonhar. Já imagino a torcida vibrando com sua velocidade e seus dribles. Ele provoca bastante e isso é bonito. Mas também é um jogador carismático, muito amado pela torcida. É genial ver que o PSG vai reencontrar essa tradição de jogadores brasileiros que têm carisma", prevê o Terror do Morumbi.

Se Lucas está ansioso para se apresentar ao clube francês, o que deve acontecer no dia 28 deste mês durante a inter-temporada da equipe em Doha, no Catar, a imprensa local também não esconde a expectativa para ver de perto o futebol de mais uma promessa do futebol brasileiro. E para mexer com a imaginação de são-paulinos e parisienses, o jornal L’Equipe promoveu um encontro de gerações entre Lucas e Raí.

Impressionado com a postura do garoto por não ter perdido o foco no São Paulo, chegando a ser o craque da decisão da Copa Sul-americana, o ex-camisa 10 lembrou das semelhanças de sua transferência para a França na década de 1990.

"Eu já tinha assinado com o PSG, mas fiquei um tempo no São Paulo, e também coma Seleção para as Eliminatórias para a Copa de 94. A imprensa e a torcida se perguntavam se eu já não estava com a cabeça em Paris. Poderia ter sido o mesmo com o Lucas, mas ele conseguiu gerenciar a situação. Ele até elevou o seu nível de jogo e se recusou a dar entrevistas sobre o PSG, o que mostra a sua maturidade. É um agito difícil de controlar", exaltou Raí.Após quase seis meses de espera, Lucas já não segura a ansiedade e, depois de cumprir sua promessa no Tricolor ao sair com um título, não vê a hora de retribuir os 43 milhões de euros (cerca de R$ 107,8 milhões) investidos pela equipe da capital francesa: "Estou ansioso, já tenho vontade de estar lá. Quero provar que o PSG acertou ao apostar em mim."

Enquanto Raí brilhava no Japão ao liderar o Tricolor na vitória sobre o Barcelona no Mundial de 1992, Lucas completava alguns meses de vida. A diferença de idade, porém, não impede o meia-atacante de ter o Terror do Morumbi como ídolo. "Não é por acaso que você é um ídolo de todos os brasileiros. Meu pai me fala sempre de você, com admiração", declarou o jovem de 20 anos.

A troca de elogios continuou com a aposta de Raí na rápida adaptação de Lucas a Paris e elegeu as principais qualidades do craque. "Lucas poderia ser meu filho, tenho orgulho dele. Ele tem algo a mais que comentei com o Leonardo (dirigente do PSG): sua inteligência. Não é só o talento que faz a diferença, mas a facilidade de se integrar. Ele vai perfeitamente se integrar ao sistema parisiense, pois é um jogador muito rápido e técnico, possui uma resistência natural importante. Tem tudo para virar ídolo da torcida. É polivalente, pode mudar de lado e ainda por cima é goleador", ressaltou o ex-jogador, ídolo e agora fã de seu ''herdeiro''.



Jesus Lopes se esquiva sobre Lúcio e admite contato futuro com Breno

Os míseros dois gols sofridos pelo São Paulo na campanha que culminou com o título da Copa Sul-americana não impediram a cúpula tricolor de continuar buscando reforços para o setor defensivo. Mesmo com o interesse pela contratação de um zagueiro admitido publicamente, o vice-presidente de futebol João Paulo de Jesus Lopes evitou confirmar a informação veiculada nesta sexta-feira pela Rádio Bandeirantes, segundo a qual o clube estaria próximo de um acerto com Lúcio, atualmente na Juventus.

"Nós não vamos confirmar nem desmentir. Isso é um assunto sigiloso, tratado internamente. Quando tivermos nomes, vamos anunciar. Sempre surgem especulações, mas não é nossa linha fazer qualquer comentário sobre elas", disse o dirigente por telefone à GazetaEsportiva.Net.

Um discurso diferente, João Paulo guardou para a possibilidade de negociar futuramente com Breno, campeão brasileiro pelo clube em 2007. Preso desde julho em Munique, na Alemanha, por ter ateado fogo na própria casa, o zagueiro pode ser libertado já em janeiro do ano que vem, por apresentar bom comportamento na penitenciária de Stadelheim.

"O Breno tem uma ligação muito forte com o São Paulo. Foi jogador da nossa categoria de base, temos carinhos por ele. No futuro, quando estiver livre, vai conversar conosco", garantiu o dirigente.

Atualmente, o elenco do São Paulo conta com seis zagueiros: Rhodolfo, Rafael Tolói, Edson Silva, Paulo Miranda, Luiz Eduardo e João Filipe. Esse último chegou a ter uma transferência para o Santos especulada nas últimas semanas, não concretizada até esta sexta-feira.



Presidente e técnico do Tigre voltam a criticar São Paulo: "Maricón"

As polêmicas envolvendo a final da Copa Sul-americana entre São Paulo e Tigre parecem longe do fim. Nesta sexta-feira, tanto o técnico Néstor Gorosito quanto o presidente Rodrigo Molinos teceram pesadas críticas à equipe do Morumbi, lembrando das confusões que culminaram com o título tricolor.

"Escutar as barbaridades que disse o presidente te dão um sentimento de impotência, porque mancha a luta pela qual os nossos jogadores e diretores passaram. O técnico é um ‘maricón’. Quando ele vêm aqui, são os reis da cortesia, mas lá nos chamam de covardes. Uma loucura", disse Gorosito à Rádio La Red.

O técnico se referiu ás declarações da dupla são-paulina após a partida, quando Juvenal afirmou que o fato de o Tigre ter abandonado o jogo no intervalo era a "maior vitória " do Tricolor, enquanto Ney chamou o time argentino de "covarde".

Já as críticas de Rodrigo Molinos foram dirigidas também ao presidente da Conmebol, Nicolás Leoz, por ele ter comparecida à celebração do título são-paulino. O mandatário da equipe argentina prometeu ainda a utilização de medidas judiciais contra o clube do Morumbi.

"O que Leoz fez foi incompreensível. Queremos que o São Paulo sofra sanções desportivas e economicas. Como clube, vamos defender nossos interesses", garantiu em entrevista à Rádio ESPN da Argentina.

Logo depois do final do primeiro tempo, os jogadores do Tigre discutiram fortemente com o elenco são-paulino, sendo necessária a intervenção de seguranças para separar as equipes. Após o fim do intervalo, o time argentino se recusou a voltar a campo, alegando ter sido agredido por policiais e ameaçado com armas de fogo pelos seguranças do estádio. A ausência dos atletas do Tigre no segundo tempo acabou dando o título ao São Paulo.



Zagueiro Lúcio, da Juventus (ITA), pode reforçar o São Paulo em 2013

Bruno Quaresma e Guilherme Palenzuela - 14/12/2012 - 19:34 São Paulo (SP)

Lucio - Juventus (Foto: AFP)
Zagueiro não tem jogado e deseja voltar (Foto: AFP)

O São Paulo quer contratar um zagueiro para atuar como titular na Libertadores de 2013, e o principal nome, agora, é o pentacampeão mundial Lúcio, de 34 anos, da Juventus (ITA).

A diretoria do presidente Juvenal Juvêncio sonha com Lúcio desde o meio do ano, antes do desligamento do jogador com a Inter de Milão, clube que defendeu entre 2009 e 2012. Na Juve, ele tem contrato até junho de 2014, mas pode antecipar o rompimento do vínculo.

Lúcio está incomodado com a reserva na Juventus. Ele é a quarta opção para a zaga, atrás dos italianos Giorgio Chiellini, Leonardo Bonucci e Andrea Barzagli, e tem atuado com pouca frequência. Apesar dos menos de seis meses no clube, a insatisfação do brasileiro é muito grande, e faz com que ele queira deixar a Itália.

No fim de novembro, Lúcio revelou o aborrecimento em entrevista ao site alemão “Sport Bild”, e se ofereceu ao Wolfsburg – clube do ex-são-paulino Josué:

- Eu estou infeliz, não jogo muito na Juventus. O Wolfsburg é um time com grandes planos para o futuro. O time está bem, e definitivamente seria uma boa opção para mim, assim como um retorno para a Bundesliga - disse o zagueiro, que atuou na Alemanha por oito anos, com passagens por Leverkusen e Bayern de Munique.

Com a insatisfação na Juve, as conversas com o São Paulo, iniciadas em julho após a saída da Inter de Milão, foram retomadas e a negociação está em estágio avançado. O São Paulo vê em Lúcio o perfil que quer inserir no time para a disputa da Libertadores, em 2013. A diretoria está satisfeita com o elenco, mas crê que falta experiência em alguns setores, como a defesa.

Só pela Seleção Brasileira, Lúcio tem mais de 100 partidas. Sua primeira convocação foi em 2000, aos 22 anos. A presença dele na equipe durou até setembro no ano passado. A última partida do zagueiro vestindo a Amarelinha foi em setembro do ano passado, em amistoso contra Gana.

Caso não consiga concretizar a transferência de Lúcio para o Morumbi, a diretoria do São Paulo continuará a busca por outro zagueiro com o mesmo perfil.

Zagueiro reserva também deve chegar

Além de Lúcio, que chegaria para ser titular ao lado de Rafael Toloi em 2013, a diretoria do São Paulo também busca outro atleta para o setor, mas para a reserva.

Como João Filipe deve deixar o clube e Paulo Miranda se estabeleceu na lateral direita, o presidente Juvenal Juvêncio quer um zagueiro para compor elenco, com perfil semelhante ao de Edson Silva.

No atual elenco tricolor, apenas Toloi, Rhodolfo e Edson têm sido utilizados. João Filipe não tem sido nem relacionado, e o jovem Luiz Eduardo, de 19 anos, que foi aproveitado com o ex-treinador Paulo César Carpegiani, já não aparece mais entre as opções. Assim, a opinião da diretoria é que mesmo com a chegada de Lúcio ou outro titular o elenco precisaria ganhar mais uma peça para o setor.

No início de 2012, o São Paulo teve sérios problemas com a defesa. Antes da chegada de Rafael Toloi, as opções para o setor eram Rhodolfo, Edson Silva, Paulo Miranda e João Filipe. Só o primeiro mantinha regularidade nas atuações, enquanto os outros três não convenciam. A falta de opções custou a eliminação no Paulistão, e a irregularidade do time no primeiro semestre. Para que o erro não se repita, a ideia é ter mais opções em 2013.