quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

CBF não cumpre o prometido e vaga na Copa do Brasil segue em aberto

Taça Copa do Brasil Coritiba x Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Clubes ainda não sabem quem entra na vaga
deixada pelo São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)

Na última semana, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) se comprometeu em divulgar até esta terça-feira (18) quem ficaria com a vaga na Copa do Brasil 2013 deixada pelo São Paulo, campeão da Copa Sul-Americana. Volta Redonda e Paysandu seguem aguardando a notícia, que acabou não acontecendo na data prometida. Até o fim da tarde desta quarta-feira (19), a CBF ainda não havia se manifestado sobre o assunto.

Durante a semana, representantes do Paysandu se reuniram com dirigentes da CBF para discutir o assunto. O presidente do Volta Redonda, Rogério Loureiro, preferiu aguardar uma notificação oficial por parte da CBF, antes de comentar o assunto.

Entenda o caso

Com as mudanças no regulamento e no formato da Copa do Brasil, a CBF passou a adotar também um ranking organizado por ela para classificar equipes para a competição. Neste caso, o favorecido seria o Paysandu, que estaria imediatamente classificado para a Copa do Brasil 2013 com a saída do São Paulo. No entanto, se a CBF decidir por seguir o método utilizado nas últimas competições, a vaga seria aberta para o Rio de Janeiro, já que o Vasco é o clube já classificado para as oitavas de final da competição (pela tabela no Brasileirão 2012), abrindo assim mais uma vaga para o sexto colocado no Campeonato Carioca deste ano, no caso o Volta Redonda.



Reserva na Juventus, Lúcio mira volta à Seleção como xerife tricolor

Sem oportunidades na Juventus, Lúcio acertou em comum acordo com a diretoria da equipe italiana sua rescisão de contrato e resolveu voltar ao futebol brasileiro. A intenção do zagueiro é retornar à Seleção Brasileira, principalmente agora, sob comando de Luiz Felipe Scolari, treinador com quem foi campeão mundial.

Em sua apresentação no São Paulo, nesta quarta-feira, ele disse que, mesmo aos 34 anos, ainda sonha em vestir a camisa verde-amarela. "Qualquer jogador sonha. Meu desejo segue o mesmo daquele novembro de 2000, do meu primeiro jogo pela Seleção, que foi aqui no Morumbi (vitória por 1 a 0 sobre a Colômbia)", disse, ciente de que o selecionado nacional, atual 18º do ranking mundial, vem devendo bastante.

"Independentemente de treinador, a Seleção vive de resultados e, infelizmente, não os tem obtido, não tem conquistado títulos, o que é normal no futebol. O objetivo é sempre o topo de qualquer competição, é o que realmente conta. Não posso dizer o que a nova comissão pensa. O que eu penso é poder mostrar em campo que tenho condição de retornar e ajudar", completou.

Para mostrar isso, ainda que tenha tido algum prejuízo financeiro, ele não perderá tanto no Brasil, até porque exigiu manutenção de algumas regalias a que tinha direito na Europa, como um carro importado, o qual o São Paulo conseguiu viabilizar através de parceria de ocasião com a rede de concessionárias Eurobike. O salário, mesmo não equivalente, vai beirar o teto estabelecido para o elenco: cerca de R$ 300 mil.

O principal problema de início talvez seja a readaptação ao estilo de jogo brasileiro. O defensor não atua por um clube do País desde 2000, quando deixou o Internacional rumo ao Bayer Leverkusen. Nada, porém, que o atrapalhe em longo prazo, ele imagina.

"Eu acompanhava os jogos daqui, não todos, pela questão do fuso horário, mas sempre que possível. Acredito que seja mais difícil se adaptar à Europa do que se readaptar ao Brasil. Claro, vai ter algumas coisas que a gente vai ter um pouco de dificuldade, mas nada que impeça de fazer um bom trabalho", comentou o jogador, já apelidado de xerife pelo site do clube.

"O rótulo de xerife é uma coisa que as pessoas colocam. Para mim, não é o fundamental. O meu desejo é poder representar bem o São Paulo, vestir essa camisa com orgulho e fazer meu melhor. Vestir com o coração, como tenho feito em todas as equipes pela qual passei. Essa é a minha vontade", concluiu o reforço tricolor.



Diretor descarta Lugano, mas busca grande nome para repor Lucas

A chegada de Lúcio põe fim, ao menos por ora, ao desejo do São Paulo de ter Lugano novamente. Na verdade, o zagueiro de 34 anos, campeão mundial com a Seleção Brasileira, foi justamente a alternativa encontrada diante da dificuldade em contratar o ídolo uruguaio.

Ainda que Lugano não esteja sendo aproveitado no Paris Saint-Germain, tem contrato com a equipe francesa e recebe um alto salário. "São valores que inviabilizam a vinda dele em um curto espaço de tempo", disse o diretor Adalberto Baptista, apostando em Lúcio como solução.

"Desde junho que nós, juntamente com a comissão técnica, achamos que o Lúcio seria a pessoa que poderia trazer essa mesma liderança do Lugano, a raça, sendo xerife da zaga. Ele tem mais velocidade e talvez venha a se tornar um ídolo também. Sem dúvida, vai servir melhor no momento", comentou o dirigente.

Se Lúcio é o último reforço para a defesa, a diretoria ainda busca um substituto para o meia-atacante Lucas, que se apresenta ao PSG em janeiro. Sem revelar ou confirmar nomes, Adalberto Baptista diz que negocia com dois grandes jogadores.

"Vai ser um ou outro. Mas não está fácil. Já temos a contratação do Negueba, que faz esse serviço de velocidade, e o Ganso, que substitui o Lucas na condição de grande jogador e ídolo. Mas ainda vemos necessidade de alguém para o ataque, porque vamos ter muitas competições no próximo", falou.

A própria venda de Lucas dará ao São Paulo ótima condição financeira para contratar alguém de destaque. O clube francês depositará 43 milhões de euros.

Além de Lúcio e Negueba, há outros dois novos nomes para 2013: o atacante Aloísio, que se destacou pelo Figueirense no Campeonato Brasileiro, e o lateral esquerdo Thiago Carleto, que já pertencia ao clube e volta de empréstimo para o Fluminense.



Lúcio admite desconhecer zaga, mas deduz que seja de "alto nível"

Rafael Toloi e Rhodolfo formam uma dupla de zaga de alto nível no São Paulo, na opinião de Lúcio, zagueiro de 34 anos que acaba de firmar vínculo de duas temporadas com o clube tricolor. A análise, no entanto, é mais uma dedução do que uma certeza, pois o reforço admite saber pouco da atual formação da equipe.

"Não os conheço pessoalmente, mas, sem dúvida, para estar no São Paulo, são jogadores de alto nível", disse o beque, apresentado no início da tarde desta quarta-feira, três dias depois de rescindir contrato com a Juventus.

O defensor campeão mundial com a Seleção Brasileira terá o primeiro contato com o grupo apenas em 3 de janeiro, no início da pré-temporada. Antes disso, ele já pode saber: os dois titulares formaram no segundo semestre a defesa menos vazada da Copa Sul-americana e do segundo turno do Campeonato Brasileiro.Apesar dos bons números, a dupla agora pode ser desfeita. Rhodolfo é mais velho de casa, mas viu o parceiro crescer bastante de produção ultimamente e é quem tem a titularidade mais ameaçada. Nesta quarta-feira, o diretor de futebol, Adalberto Baptista, fez muitos elogios a Toloi, contratado no meio da temporada em razão de insucesso do clube na primeira tentativa de repatriar Lúcio.

"Acabamos fazendo um dos melhores investimentos dos últimos tempos, a contratação do Rafael Toloi. Passamos até um pouquinho dos limites para trazê-lo, e ele se mostrou um jogador de potencial enorme, de caráter, um grande homem e profissional", exaltou o dirigente, quase que gratuitamente.

Em meio a isso, Lúcio evitou falar sobre titularidade. "Venho para ajudar, para somar, e cada vez mais elevar e engrandecer o nome do São Paulo. Vou dar minha contribuição respeitando a decisão do treinador. Tenho só que fazer meu melhor e respeitar quem estiver no comando", falou o reforço, que receberá cerca de R$ 300 mil mensais, teto salarial do elenco.



Vice tricolor vê reforço sem camisa e elogia sua "boa forma física"

Por ter feito só quatro jogos pela Juventus, Lúcio despertava dúvida de que forma retornaria ao futebol brasileiro aos 34 anos. Em sua apresentação oficial no São Paulo, antes mesmo de o próprio zagueiro responder a essa questão, o vice-presidente do clube, João Paulo de Jesus Lopes, elogiou seu condicionamento.

Ao vê-lo tirar a camisa para vestir o uniforme tricolor pela primeira vez, o dirigente se mostrou satisfeito. "Dá para ver a boa forma física", disse, sorrindo, entre os disparos de flash.

Lúcio explicou que, apesar de não ter atuado com frequência em sua última equipe na Itália, era submetido a uma carga intensa de treinamentos, maior até do que a dos titulares. Segundo ficha técnica apresentada pelo São Paulo, o jogador de 1,88m está pesando 86kg.

"Nesses últimos anos na Europa, meus índices melhoraram muito. Como a Juventus tem um grupo muito reduzido, de 25 ou 26 jogadores para toda a temporada, aqueles que não estão jogando se preparam da mesma forma, treinam até mais, para estarem sempre à disposição", justificou.

"Minha condição física, não sou eu quem digo, mas os testes que eu fazia quinzenalmente. Não esperava estar tão bem, até porque na Inter de Milão eu treinava bem menos", reforçou o novo são-paulino, que iniciará a pré-temporada com o restante do elenco, em 3 de janeiro.

Campeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002, Lúcio volta ao futebol brasileiro depois de 12 anos. Revelado pelo Internacional, ele passou por Bayer Leverkusen e Bayern de Munique antes de ir para o futebol italiano. O vínculo firmado com o São Paulo é de duas temporadas.



Carro importado e patrocínio pessoal ajudaram na decisão de Lúcio

A chance de voltar à Seleção Brasileira e de disputar a Copa Libertadores foram alguns dos pontos que seduziram Lúcio no projeto são-paulino. Mas não foram os únicos. Para fechar com o zagueiro de 34 anos, o clube teve apoio financeiro de duas empresas: Eurobike e Visa.

A exemplo do que ocorre no futebol europeu, em que os jogadores ganham automóveis dos clubes, a rede de concessionárias - que estampou background de publicidade em sua apresentação oficial, nesta quarta-feira - dará a Lúcio um carro de sua escolha, que deve ser uma BMW X6, cujo modelo mais caro custa R$ 550 mil. No fim de semana, após rescindir contrato com a Juventus de forma amigável, ele devolveu o carro que havia recebido da equipe italiana.

"Esse é um dos detalhes do contrato que ele mantinha com a Juventus e que o São Paulo não costuma viabilizar como pessoa jurídica. O patrocínio vai viabilizar e diminuir os prejuízos que ele teria em trocar a Juventus pelo São Paulo", explicou o diretor de futebol, Adalberto Baptista, pouco depois de dar ao jogador a camisa tricolor.

Já a Visa, empresa de cartões de crédito, será parceira do clube no pagamento de seus vencimentos. Embora tenha tido que aceitar redução financeira drástica em comparação com o que recebia no futebol europeu, Lúcio terá direito a um montante considerável: cerca de R$ 300 mil, valor que beira o teto salarial do elenco.

"Não sei o quanto ele ganhava lá. O que eu sabia era de algumas vantagens, as quais tentamos manter ao máximo. E ele aceitou nossa proposta financeira, que está dentro da base salarial que os grandes atletas recebem", comentou o dirigente.

De volta ao futebol brasileiro após 12 anos, tendo defendido Bayer Leverkusen, Bayern de Munique, Inter de Milão e Juventus, o zagueiro campeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002 firmou vínculo de duas temporadas com o novo time.



"Sonho antigo" do São Paulo, Lúcio é apresentado no Morumbi

De volta ao futebol brasileiro após 12 anos, Lúcio foi apresentado no início da tarde desta quarta-feira pelo São Paulo, no salão nobre do Morumbi. O zagueiro, que deixou a Juventus no fim de semana e firmou vínculo até o fim de 2014, era um sonho antigo do clube tricolor, que tentava sua contração desde a metade da temporada.

"Fico muito feliz de poder retornar ao Brasil. Desde que houve especulação da minha saída da Inter de Milão, o São Paulo já tinha interesse. Ser desejado por um grande clube como esse me deixou muito feliz. É uma satisfação para qualquer jogar", disse o beque de 34 anos, que, após deixar o Internacional, em 2000, defendeu também Bayer Leverkusen e Bayern de Munique antes de ir para o futebol italiano.

A camisa entregue pelas mãos de João Paulo de Jesus Lopes (vice-presidente de futebol) e Adalberto Baptista (diretor de futebol) foi da Reebok, empresa que a partir da próxima temporada dará à Penalty o posto de fornecedora de material esportivo da equipe tricolor. A numeração, no entanto, não foi estampada nas costas do uniforme por não ter sido decidida ainda.

Dentre as razões que levaram o ex-jogador do Internacional a optar pelo São Paulo, além da intenção de retornar à Seleção Brasileira, com a qual foi campeão mundial de 2002 sob comando do novamente comandante Luiz Felipe Scolari, pesou a chance de disputar a Copa Libertadores.

o torneio sul-americano é um dos poucos títulos que o beque não tem no currículo. Além da Copa do Mundo com a Seleção, também foi quatro vezes campeão alemão, campeão italiano, da Champions League e do Mundial de Clubes, além de outras competições menores, como duas Copas da Alemanha e duas Copas da Itália.

Trata-se do quarto nome novo para a próxima temporada. Chegam também os atacantes Aloísio e Negueba, este vindo de contrapeso na negociação envolvendo a ida de Cleber Santana para o Flamengo, e o lateral esquerdo Thiago Carleto, que volta do Fluminense após empréstimo.