quarta-feira, 13 de março de 2013

Criticado, Wesley se defende e pede para Kleina o escalar na sua posição

Contratação mais cara do Palmeiras em 2012 (custou R$ 15,2 milhões), é possível dizer que Wesley ainda não decolou no Verdão. Primeiro, o meio-campista foi prejudicado por uma séria lesão no joelho direito, que o deixou sete meses longe dos gramados. Recuperado na pré-temporada deste ano, disputou os 13 jogos do Verdão na temporada, mas acabou barrado pelo técnico Gilson Kleina.

Criticado pela torcida, o jogador resolveu desabafar. Primeiro, teve uma conversa reservada com o treinador palmeirense. Na tarde de quarta-feira, atendeu à reportagem do GLOBOESPORTE.COM e pediu para ser escalado na sua real posição. Ele vem sendo utilizado como meio avançado, ao lado de Valdivia.

Wesley no treino do Palmeiras (Foto: Alex Silva / Ag. estado)Wesley pede para ser escalado como segundo volante (Foto: Alex Silva / Ag. Estado)

- Todo mundo sabe que sou segundo volante. Foi nessa posição que vesti a camisa da seleção brasileira. Também posso jogar como lateral pela direita. Comecei o ano em uma função que não estou acostumado (meia mais avançado). Tenho dificuldade para jogar de costas. Estou à disposição da comissão técnica para ajudar, mas é preciso ter paciência e saber analisar as coisas - afirmou o jogador.

A insatisfação da torcida alviverde com Wesley começou no clássico contra o Corinthians, quando ele estragou dois contra-ataques que poderiam terminar em gols do Verdão. Depois, as críticas só foram aumentando, sempre destacando o individualismo do jogador, que rebate:

- Reconheço que falhei no jogo contra o Corinthians. Foram dois lances em que faltou erguer a cabeça. Arranquei com a bola para bater no gol, não olhei os companheiros. Quem me conhece sabe que não sou fominha. Quanto aos outros jogos, já não concordo. Tem gente que está querendo aparecer e fazer fumaça - ressaltou.

Torcedor tem direito de fazer o que quiser no estádio. Mas é preciso ter respeito"

Wesley

Como todo o elenco do Palmeiras, Wesley não gostou do que aconteceu em Buenos Aires na última semana. Um dia após a derrota por 1 a 0 para o Tigre, pela Taça Libertadores, os jogadores foram cercados por torcedores organizados na sala de embarque do Aeroparque Jorge Newbury. No tumulto, uma xícara voou e acertou a cabeça do goleiro Fernando Prass, que foi medicado e levou três pontos no local.

- Foi lamentável.  Já estávamos chateados pelo resultado e aconteceu o que aconteceu. O torcedor tem o direito de xingar, reclamar, fazer o que quiser no estádio. Mas é preciso ter respeito. Tem muita gente que é pai de família. De repente, acontece algo sério e ninguém vai gostar - afirmou.

Questionado sobre o ocorrido, Fernando Prass disse no último domingo que pensou em ir embora do Verdão. Henrique, após o clássico contra o São Paulo, afirmou que se sofrer alguma agressão, não vestirá mais a camisa alviverde. Wesley afirmou que não saberia como reagir.

– Em situações como essa, precisamos pensar com a cabeça fria. Quando você fala nervoso, complica. São coisas que acontecem no futebol brasileiro. No Palmeiras acontece com mais frequência, mas não sei o que faria - finalizou.

O técnico Gilson Kleina, por sua vez, afirmou que o atleta seguirá como reserva.

- Ele atuou em todos os jogos e nos ajuda bastante. Mas agora ele terá de aguardar uma nova oportunidade - finalizou.



Em casa, Cañete banca espião e sente falta das peladas de Lugano

Assim como boa parte da torcida do São Paulo, Cañete também morre de saudade de Lugano. Mas não é do zagueiro uruguaio, e sim do bairro onde nasceu em Buenos Aires, capital da Argentina. O meia, xodó dos tricolores mesmo com poucas oportunidades na equipe, terá uma função importante na partida decisiva desta quinta-feira contra o Arsenal. Reserva, ele conhece bem as artimanhas dos compatriotas, e avisa os companheiros:

- Eles vão querer brigar, ir para cima do juiz, tirar a gente do jogo. É a tática deles.

Cañete chegou ao São Paulo no meio de 2011, mas teve uma série de lesões. Só em 2013 consegue atuar sem ser atormentado pelos problemas médicos. Em quase dois anos de Brasil, muita coisa mudou na vida do meia. Ele se tornou mais ofensivo dentro de campo, mais pacato fora dele, criou uma relação de carinho e gratidão com o time paulista, mas não se esqueceu das peladas nas ruas do bairro em que cresceu.

Mosaico galeria Cañete São Paulo entrevista (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Mesmo depois de se profissionalizar no Boca Juniors, onde foi reserva de Riquelme e apontado, inclusive pelo astro, como seu substituto, Marcelo Cañete reunia os amigos, fazia da parede de sua casa o gol, e jogava como se fosse um garoto. Eram vários tipos de brincadeira, sempre com a bola nos pés. Seus dois desejos na volta ao país, onde o Tricolor vai tentar melhorar sua situação na Libertadores? Vencer a partida e ter tempo para matar a saudade do perigoso bairro de Lugano.

- Gostaria de visitar a família, os amigos. Graças a Deus estou feliz no Brasil, tenho tudo que quero, só estou procurando tentar jogar. Sinto falta dos amigos, de passar um aniversário com eles, mas voltar para sua terra e jogar a Libertadores numa situação como está o São Paulo, que precisa ganhar, é um clima diferente, uma sensação muito linda.

Eu era muito amigo do Riquelme. A gente almoçava, ele me dava conselhos, me ensinou muito, mas depois que fui embora, perdemos contato"

Cañete

O jogador deixou seu país aos 20 anos. Pediu para ser emprestado à Universidad Católica do Chile, já que não via muito futuro no Boca Juniors em razão da presença do amigo e exemplo Riquelme. Quando era garoto, Cañete assistia aos jogos da equipe mais popular da Argentina e observava o estilo de jogo do ídolo para se inspirar. Já nas categorias de base, entretanto, tentou acrescentar controle de bola em velocidade. Tudo porque um craque brasileiro também conquistou sua admiração.

Eleito melhor jogador do mundo em 2007, pelo Milan, Kaká impressionava o jovem argentino. Nos treinos, ele trocou o consagrado “toco y me voy” pelas arrancadas. Uma idolatria que, curiosamente, pode ajudá-lo a conquistar uma posição no atual time do São Paulo.

Embora admita que deseja encerrar a carreira no Boca, Cañete, aos 22 anos, já tem espaço reservado para o Tricolor em seu coração. Ele diz agradecer a Deus todos os dias pela oportunidade de estar num clube que o acolheu durante as lesões, e fala sem gaguejar o nome de todos os profissionais que cuidaram dele diariamente: Sasaki, Alê, Betinho, Rosan, Cilmara e Roberta. Agora, só falta jogar, e, para isso, ele sabe que adaptações serão necessárias. Cañete precisa ser mais atacante, como Kaká, do que meia, como Riquelme. O motivo? A concorrência.

- Sei que na minha posição de meia é muito difícil porque o Jadson e o Ganso são jogadores de muita qualidade, de nome. Então observo os atacantes nos treinos. Estou capacitado para fazer essa função, estou bem, tenho de me adaptar à posição que o time precisa, e se isso me der a possibilidade de jogar, vou fazer.

Sempre que está no banco e é chamado por Ney Franco para entrar no jogo, o camisa 20 provoca furor nas arquibancadas do Morumbi. Os torcedores, insistentemente, perguntam por ele, e leem absolutamente tudo que se fala a seu respeito. Uma relação que nem mesmo o jogador é capaz de entender. Para ele, o rótulo de “novo Riquelme” ajudou a aguçar a curiosidade sobre seu estilo de jogo. Ele garante que a comparação nunca lhe fez mal, pelo contrário, até dava tranquilidade nas partidas.

Mesmo assim, consciente, Cañete sabe que ainda precisa aparecer para os torcedores. No Brasil e na Argentina.

- Acho que querem saber qual é meu potencial, meu estilo. Faz tempo que estou aqui e ainda não mostrei isso para a torcida. Então eles têm curiosidade de saber qual é meu jogo. E na Argentina também, eu joguei muito pouco, peguei uma época do Boca que não foi muito boa. Eles também ficaram curiosos.

Agradeço por estar ao lado de jogadores com história e qualidade. Sempre desejei um clube em que pudesse disputar finais e ser campeão"

Cañete

Apesar do péssimo resultado da última quinta-feira, o empate contra o Arsenal no Pacaembu, Cañete acha que o São Paulo fez uma boa partida, e enaltece a postura defensiva dos adversários. Para ele, a equipe argentina terá de se abrir mais em casa, até porque soma apenas um ponto na competição, e essa poderá ser a chave para que o Tricolor tenha um rendimento melhor. O meia tem certeza de que, assim como o Tigre, o Arsenal tentará tumultuar a partida e provocar expulsões de jogadores brasileiros, em reconhecimento da superioridade técnica.

Tudo que Cañete gostaria é poder entrar na partida, nem que seja no segundo tempo, e ajudar o São Paulo a sair com a vitória. Um passo bem pequeno na longa caminhada até atingir seu sonho maior: defender a seleção argentina.

- Sou realista, primeiro tenho de tentar ser campeão no São Paulo com um rendimento muito bom. A seleção ainda está muito longe, mas não é impossível. Sou muito jovem, e vou lutar para isso. Tenho tempo.

Clique e assista a vídeos do São Paulo



Paulo André e Brunoro defendem mais educação para jogadores

Em 12 de março de 1933, Santos e São Paulo se enfrentaram na Vila Belmiro na partida que marcou o início do profissionalismo no futebol brasileiro. Porém esse não foi um processo pacífico. Novas Ligas e Associações foram criadas, alguns clubes fecharam as portas e grandes jogadores brasileiros foram impedidos de atuar na Copa do Mundo de 1934, pois não estavam filiados à CBD (Confederação Brasileira de Desportos), órgão que comandava o futebol à época. Oitenta anos depois, o profissionalismo ainda não é compreendido de forma total por jogadores, dirigentes e torcedores.

- A minoria dos jogadores brasileiros é que têm condições de, quando parar de jogar, viver de renda. O resto vai ter que procurar outra profissão para trabalhar e poder sobreviver – afirma Paulo André, um militante nas causas do profissionalismo no Brasil.

Um estudo recente feito pela XPro, uma entidade assistencial inglesa para ex-jogadores, mostra que três em cada cinco atletas que atuaram na Premier League vão à falência depois de encerrarem a carreira. Para José Carlos Brunoro, o problema principal reside na falta de educação que os clubes deixam de dar para os jogadores, especialmente quando eles ainda atuam nas categorias de base.

Paulo André, zagueiro do Corinthians. (Foto: Gustavo Serbonchini)Paulo André, zagueiro do Corinthians, defende mais escolaridade para os jogadores (Foto: Gustavo Serbonchini)

- Na base você não sabe se vai ser jogador. E aí você para de estudar, já é um problema para a sociedade. O menino sai dali e vai fazer o que? O estudo aí é fundamental, porque se ele for um jogador médio, que não vai ganhar muito dinheiro, poderá ter uma profissão, fazer faculdade de educação física, ser treinador, preparador, aproveitar esse estágio de atleta mesmo que não tenha sido um grande jogador. E hoje isso é muito mais fácil porque tem a educação à distância. Mesmo concentrado, o atleta pode estudar e depois seguir uma profissão – analisou o diretor-executivo do Palmeiras.

Mas as coisas não são tão simples. Nem todos os atletas têm a iniciativa para estudar.

- Se a pessoa não tiver vontade de crescer e evoluir, dificilmente conquistará resultados. Por ter uma má formação, sair cedo de casa, com 14 anos, não tem bons exemplos. E depois, quando chega nos 28 anos, não consegue correr atrás do tempo perdido.

Além de não conseguir gerenciar seus rendimentos, tanto Brunoro quanto Paulo André concordam que os jogadores precisam ser mais ativos nas questões relacionadas à classe.

- Acho que o atleta precisa se mostrar mais. O jogador vem de origem humilde, tem jogador que não quer dar entrevista. Mas é se mostrar no sentido de posicionamento, porque é formador de opinião. E o clube não pode se eximir disso. O jogador é imagem do clube – declarou Brunoro.

José Carlos Brunoro palmeiras apresentação (Foto: Gustavo Serbonchini)José Carlos Brunoro defende que clubes devem dar mais educação aos atletas (Foto: Gustavo Serbonchini)

- Concordo com o Brunoro. Não é se mostrar para aparecer, é passar bons valores, bons exemplos. Temos muito espaço na mídia. A gente consegue se comunicar com um grande público, especialmente com a juventude. Passar maiores ideias, mostra que temos opinião, somos humanos, erramos e acertamos e tentamos fazer sempre o melhor. Acho que um pouco do medo atleta de se expor é o temor da retaliação da torcida e da diretoria, que cobram resultados diários e que muitas vezes não entendem que em um jogo tudo pode acontecer, pode ganhar ou perder. O trabalho tem que ser bem feito e, se tudo correr bem, vai ganhar mais do que perder – finalizou o beque Alvinegro.

Banner SporTV Premiere FC (Foto: SporTV.com)


Dia de Liga dos Campeões ao vivo e Taça Libertadores em Tempo Real

Uma quarta-feira de muito futebol para quem gosta de acompanhar e se manter informado acompanhando o Tempo Real do GLOBOESPORTE.COM. Pela Liga dos Campeões, destaque para a transmissão ao vivo e com vídeos dos melhores lances da partida entre Bayern e Arsenal, às 16h45m (de Brasília). Com a vitória fora de casa no jogo de ida por 3 a 1, a equipe alemã pode até perder por um gol de difrença, que estará classificada para as quartas de final. Outro duelo que chama a atenção é Málaga x Porto, no mesmo horário. O time português venceu em casa a primeira partida por 1 a 0 e precisa apenas de um empate para garantir a vaga.

Na Libertadores, o Corinthians, após punição imposta pela Conmebol por causa da morte do jovem boliviano Kevin Espada na partida contra o San José-BOL, terá novamente o apoio dos seus torcedores no confronto contra o Tijuana-MEX, às 22h, no Pacaembu. O Atlético-MG buscará uma vitória fora de casa, na altitude de La Paz, contra o The Strongest para tentar garantir logo a classificação. O dia conta ainda com jogos por vários estaduais de norte a sul do Brasil, com destaque para a partida entre Flamengo e Resende, no Engenhão, na abertura da Taça Rio. E ainda tem o confronto decisivo entre Desportiva Ferroviária-ES e Atlético-AC, pela fase preliminar da Copa do Brasil. 

Confira a programação desta quarta-feira (horários de Brasília):

Header_materia_TEMPO-REAL (Foto: infoesporte)

QUARTA-FEIRA, 13/03

16h45m Bayern x Arsenal (Liga dos Campeões) Transmissão ao vivo com vídeos

16h45m Málaga x Porto (Liga dos Campeões)

19h30m Paraná x Toledo (Campeonato Paranaense) com vídeos

20h Náutico x Porto (Campeonato Pernambucano)

20h15m Sergipe x Itabaiana (Campeonato Sergipano)

20h30m Desportiva x Atlético-AC (Copa do Brasil)

20h30m CRB x Murici (Campeonato Alagoano)

20h30m Remo x Cametá (Campeonato Paraense)

20h30m CSP x Auto Esporte (Campeonato Paraibano)

20h30m ABC x Corintians-RN (Campeonato Potiguar)

20h30m Potiguar de Mossóro x América-RN (Campeonato Potiguar)

22h The Strongest x Atlético-MG (Taça Libertadores)

22h Corinthians x Tijuana (Taça Libertadores)

22h Flamengo x Resende (Campeonato Carioca) com vídeos

22h Icasa x Ceará (Campeonato Cearense) com vídeos

22h Petrolina x Sport (Campeonato Pernambucano) com vídeos

QUINTA-FEIRA, 14/03

15h30m Atlético-PR x Nacional-PR (Campeonato Paranaense) com vídeos

20h Santa Cruz x Chã Grande (Campeonato Pernambucano)

20h15m Fortaleza x Guarany de Sobral (Campeonato Cearense) com vídeos

20h15m Confiança x River Plate (Campeonato Sergipano)

20h15m Maranhão x Bacabal (Campeonato Maranhense)

20h30m Palmeiras x Paulista (Campeonato Paulista) com vídeos

20h30m Botafogo-PB x Sousa (Campeonato Paraibano)

20h30m Atlético-PB x Treze (Campeonato Paraibano)

21h30m Arsenal x São Paulo (Taça Libertadores)



Veja os resultados desta terça na Libertadores e em três estaduais

12/03/2013 23h30 - Atualizado em 12/03/2013 23h39

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

TAÇA LIBERTADORES DA AMÉRICA 2013 (fase de grupos - 4ª rodada)
Sporting Cristal-PER 1 x 1 Libertad-PAR CRÔNICA
Vélez Sarsfield-ARG 3 x 1 Peñarol-URU CRÔNICA
Universidad de Chile 0 x 2 Newell's Old Boys-ARG CRÔNICA
Caracas-VEN 2 x 1 Grêmio CRÔNICA
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campeonato capixaba 2013 (primeira fase - 9ª rodada)
Rio Branco-ES 1 x 2 Aracruz CRÔNICA
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campeonato paraense 2013 (taça estado do pará - 3ª rodada)
Águia de Marabá 2 x 2 Paysandu CRÔNICA
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campeonato tocantinense 2013 (PRIMEIRA FASE - 3ª RODADA)
Tocantins 0 x 0 Interporto  
Araguaína 2 x 0 Guaraí  
Colinas 1 x 0 Tocantinópolis  
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Suzano/São Paulo vence primeiro jogo na temporada 2013 em casa

Suzano/São Paulo joga pela primeira vez em casa em 2013 (Foto: Thiago Fidelix)Suzano/São Paulo joga pela primeira vez em casa
em 2013 (Foto: Thiago Fidelix)

Em um jogo disputado contra a equipe do Guarulhos, o Suzano/São Paulo encontrou dificuldade para vencer a primeira partida na temporada 2013 por 3 a 0. O jogo marcou a volta do time em um jogo oficial no Ginásio Roberto David.

As duas equipes abusaram da cautela no início do jogo. Os times marcavam na própria quadra esperam pelo erro do adversário. Como isso não aconteceu no início da primeira etapa, os jogadores só passaram a arriscar alguma jogada individual no final dos 20 minutos. Mesmo com esse aumento de produção, o jogo permanecia 0 a 0.

No segundo período, os dois times foram para o jogo. Em uma partida movimentada as chances foram surgindo para ambos os lados. No começo, o Guarulhos conseguiu organizar mais jogadas de risco aos donos da casa, mas o goleiro Wagnão não permitiu que os visitantes abrissem o placar. Contudo, Suzano/São Paulo conseguiu abrir o placar  com o Fabinho, graças a uma marcação mais avançada e a um bom passe do ala Guerra. A partir desse momento o jogo foi outro. Os donos da casa fizeram mais um gol em outra jogada individual do Guerra que resultou no gol do Ângelo. O ala também marcou o dele de cabeça aproveitando que o Guarulhos estava com um goleiro linha. Rafael descontou, mas já não existia mais tempo para uma virada.

O próximo jogo do Suzano/São Paulo vai ser em um duelo regional contra o Mogi das Cruzes nesta sexta-feira, às 19h30, no Ginásio Poliesportivo Professor José Limongi Sobrinho. O Guarulhos recebe o Orlândia no Ginásio Paschoal Thomeu, às 19h, também nesta sexta-feira.



Jadson aprova treinos fechados no Tricolor: 'Podemos surpreender'

Jadson, meio-campista do São Paulo (Foto: Carlos Augusto Ferrari)Jadson confia em vitória do Tricolor (Foto: Carlos
Augusto Ferrari)

O técnico Ney Franco, do São Paulo, usou uma prática incomum esta semana. Diferentemente do que costuma fazer, ele fechou os treinos antes da viagem para a Argentina, onde a equipe enfrenta o Arsenal, nesta quinta-feira, pela Taça Libertadores. Na segunda-feira, a imprensa teve acesso aos últimos minutos das atividades. Na terça, o mistério foi maior e nenhum minuto do treinamento foi aberto, assim como deve acontecer durante o reconhecimento do estádio Julio Humberto Grondona, nesta quarta. O meia Jadson acredita que a equipe poderá se beneficiar com tanto segredo.

- É um pensamento da comissão técnica. Eles quiseram fazer o treino fechado, arrumando as coisas, escondendo um pouco o jogo da equipe deles. Com isso, podemos surpreender - disse o meia.

Não posso falar muito sobre formação. Depois o Ney Franco fica bravo comigo e eu me complico"

Jadson

As vésperas dos clássicos, Ney Franco escondia a formação, mas liberava, pelo menos, o fim das atividades para a imprensa. Agora, nem os últimos minutos foram divulgados. Escalação e esquema passaram a ser incógnitas. O meia preferiu não revelar o que aconteceu durante as atividades fechadas.

- Não posso falar muito sobre formação. Depois o Ney Franco fica bravo comigo - brincou.

Com dois desfalques (Luis Fabiano e Wellington estão suspensos), o técnico Ney Franco poderá mudar o esquema do time. Atualmente a equipe usa dois volantes, um meia e três atacantes. Com as mudanças, existe até a possibilidade de usar até três volantes ( Fabricio, Denilson e Maicon).

O São Paulo aparece com quatro pontos na competição (uma vitória e um empate). Por isso, poderá se complicar caso não consiga um bom resultado na Argentina.

- Precisamos da vitória para continuar na competição. Estamos no caminho certo. Equipe não está tão mal como todo mundo está falando – finalizou.