quarta-feira, 13 de março de 2013

Em clima de calmaria, elenco são-paulino chega a Buenos Aires

Douglas são paulo chegada (Foto: Carlos Augusto Ferrari)Jadson na chegada do São Paulo a Buenos Aires,
nesta quinta (Foto: Carlos Augusto Ferrari)

A delegação do São Paulo está em Buenos Aires para enfrentar o Arsenal, quinta-feira, às 21h30m (de Brasília), em Avellaneda, pela quarta rodada do Grupo 3 da Taça Libertadores da América. O grupo desembarcou no aeroporto internacional de Ezeiza por volta das 12h30m. Foram cerca de 40 minutos de ônibus até o hotel em que jogadores, dirigentes e comissão técnica estão hospedados, no bairro da Recoleta, área nobre da capital argentina. Nenhum torcedor apareceu para recepcionar a equipe.

O grupo almoçará no local e por volta das 16h seguirá para o Estádio Julio Grondona, em Avellaneda, para o último treino antes do duelo. A atividade será com portões fechados para torcedores e jornalistas. Apenas os últimos minutos serão liberados para imagens.

Os trabalhos com portões fechados, aliás, viraram rotina nesta semana. Depois do empate por 0 a 0 no clássico contra o Palmeiras, o técnico Ney Franco isolou o elenco nas atividades de segunda e terça-feira, em que testou a possível formação que começará o confronto.

O treinador relacionou 20 jogadores. Os desfalques são o volante Wellington, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, e o centroavante Luis Fabiano, expulso contra o mesmo Arsenal. O zagueiro Rhodolfo, em tratamento por causa de dores no tornozelo direito, também não viajou.

Confira a lista de jogadores do Tricolor na Argentina:

Goleiros: Rogério Ceni e Denis
Laterais: Douglas, Cortez, Lucas Farias e Carleto
Zagueiros: Lúcio, Rafael Toloi e Edson Silva
Volantes: Denilson, Fabrício e Rodrigo Caio
Meias: Jadson, Ganso, Maicon e Cañete
Atacantes: Osvaldo, Aloísio, Wallyson e Ademilson

Ney Franco são paulo chegada (Foto: Carlos Augusto Ferrari)Ney Franco já definiu os relacionados do São Paulo para o duelo desta quinta (Foto: Carlos Augusto Ferrari)



Apesar do mistério de Ney Franco, Ganso abre o jogo: 'Estou no banco'

ganso rogerio ceni são paulo treino (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Ganso será banco do Tricolor contra o Arsenal
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

O primeiro mistério do técnico Ney Franco já foi desvendado. Paulo Henrique Ganso não será titular da equipe tricolor na partida contra o Arsenal, nesta quinta-feira, na Argentina, válida pela quarta rodada do Grupo 3 da Taça Libertadores da América. A informação foi revelada pelo próprio jogador, no embarque da delegação em São Paulo.

Ao ser questionado se estaria entre os titulares do treinador para o duelo no Estádio Julio Humberto Grondona, às 21h30 (horário de Brasília), Ganso foi seco e direto na resposta.

- Não, estou no banco - disse, ainda no aeroporto de Cumbica.

Pressionado por um bom resultado na Argentina, o jogador destaca o aprendizado da primeira partida, no empate em 1 a 1 no Pacaembu. Com tempo para trabalhar, o meia diz que a equipe não será surpreendida pelos argentinos desta vez.

– Já conhecemos bem a equipe deles. Trabalhamos bem a parte defensiva e ofensiva para encaixar bem e não sofrer tanto na Argentina – disse Ganso.

Na primeira partida, o São Paulo dominou grande parte das jogadas ofensivas, mas esbarrou na trave. Foram quatro chutes que explodiram no poste – um acabou resultando no gol de Jadson, que abriu o placar. A defesa do Tricolor vem tendo problemas. A equipe ainda não se acertou e o setor vem recebendo criticas. Para tentar resolver isso, o time trabalhou o posicionamento para as bolas paradas do Arsenal.

– Preocupa, porque é time muito forte e alto. Temos que estar preparado para não sofrer gols.



Recuperado, Denilson promete motivação extra contra o Arsenal

denilson são paulo treino (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Sem Wellington, suspenso, Denilson deve ser
titular diante do Arsenal (Foto: Marcos Ribolli)

Denilson chegou a ser dúvida no São Paulo, mas a participação no confronto contra o Arsenal, às 21h30m (de Brasília) desta quinta-feira, no Estádio Julio Humberto Grondona, depende apenas de Ney Franco. O volante se recuperou de dores no joelho direito que o incomodavam desde o início da semana passada e viajou com o restante do elenco para a Argentina.

– Estou pronto e 100% fisicamente. Tenho certeza que vou ajudar o time – disse o volante, antes do embarque para Buenos Aires.

Por conta desse problema, o camisa 15 desfalcou o São Paulo nos últimos dois compromissos – empate por 1 a 1 contra o Arsenal, no Pacaembu, na quinta passada, e no clássico sem gols diante do Palmeiras, neste domingo, pelo Campeonato Paulista. O São Paulo está em situação desconfortável na Taça Libertadores e precisa vencer fora de casa para não complicar.

– A vitória é fundamental, sem dúvida alguma. E nós vamos com essa cabeça para ficar mais perto da classificação. Em jogos internacionais como esse eu acabo me motivando mais.

O São Paulo aparece na segunda colocação do Grupo 3, com quatro pontos, seguido de perto pelo The Strongest, com três. O Arsenal é o lanterna, com um. A liderança é do Atlético-MG, com 100% de aproveitamento nos três jogos disputados. O Tricolor precisa de um resultado positivo para manter-se com boas chances de se classificar às oitavas de final.

Como Ney Franco usou a tática de fechar os treinamentos dessa semana, a escalação da equipe é uma incógnita. Ele ainda realizará um trabalho sem a presença da imprensa na Argentina, no palco da partida, para acertar os últimos detalhes. Mesmo assim, Denilson deu uma dica:

– Não tem muita diferença, não. Praticamente os mesmos jogadores.

Vale lembrar que o treinador não poderá contar com o atacante Luis Fabiano, expulso após o apito final do árbitro Wilmar Roldán na partida contra o Arsenal, e com Wellington, suspenso por ter recebido o terceiro cartão amarelo na competição.

Ney Franco tem três opções mais óbvias para armar a equipe. Uma delas com dois volantes (Denilson e Fabricio ou Maicon), Jadson e três jogadores de frente (Osvaldo, Aloisio e Douglas). Outra opção é jogar com três volantes e apenas com Osvaldo e Aloisio na frente. Ainda há pequenas chances de entrar com dois volantes e dois meias (Jadson e Ganso).



São Paulo é o estado que mais demitiu técnicos de futebol em 2013

São Paulo é o estado que mais demitiu técnicos no futebol brasileiro neste início de 2013. Levantamento feito a partir de 5 de janeiro mostra que 13 treinadores perderam o cargo na região.

Ao todo, em 2013, já foram demitidos 106 técnicos de futebol, nos últimos 66 dias. Uma média diária de 1,6 comandante sem o emprego.

Atrás de São Paulo, o Rio Grande do Norte ficou em segundo, com 10 demissões. O Rio Grande do Sul demitiu 9, ficando em terceiro na contagem. Apenas os estados de Roraima e Amapá, ambos no Norte do Brasil, não mandaram treinadores embora.

Confira a listagem completa dos técnicos demitidos no blog Pombo Sem Asa



Ceni classifica vitória na Argentina como 'fundamental' para o Tricolor

rogério ceni são paulo (Foto: Marcelo Prado / Globoesporte.com)Preocupado com expulsões, Rogério Ceni pede
vitória na Argentina (Foto: Marcelo Prado)

O confronto contra o Arsenal pode definir o futuro do São Paulo na Taça Libertadores da América. As equipes se enfrentam nesta quinta-feira, às 21h30m, no Estádio Julio Humberto Grondona, pela quarta rodada da fase de grupos. Com a necessidade de vencer para não deixar a chance de classificação se distanciar, o goleiro e capitão Rogério Ceni lembra que o time precisa ter a cabeça no lugar e avalia a partida como fundamental para as ambições do Tricolor.

O São Paulo passa por um momento conturbado no aspecto disciplinar. Na partida contra o próprio Arsenal, no empate em 1 a 1 da quinta-feira passada, Wellington recebeu o terceiro cartão amarelo e acabou suspenso.  Luis Fabiano, após o apito final, reclamou com Wilmar Roldán e foi expulso. No fim de semana, no clássico contra o Palmeiras, Lúcio tentou dar uma cotovelada em Valdivia e recebeu o cartão vermelho. Por isso, Rogério pede mais tranquilidade.

– Acho que jogos assim tem muita provocação. São muito faltosos, violentos em certas ocasiões. Libertadores tem que ter cabeça boa, tentar acabar com 11 senão você acaba sendo pressionado no fim do jogo – disse o capitão, no embarque para a Argentina.

Temos que tentar fazer a vitória para voltar numa melhor situação dentro do grupo"

Rogério Ceni

O São Paulo aparece na segunda colocação do Grupo 3, com quatro pontos, seguido de perto pelo The Strongest, com três. O Arsenal é o lanterna, com um. A liderança é do Atlético-MG, com 100% de aproveitamento nos três jogos disputados. O Tricolor precisa de um resultado positivo para manter-se com boas chances de se classificar às oitavas de final.

– Temos que tentar fazer a vitória para voltar numa melhor situação dentro do grupo. No outro jogo, o The Strongest pode vencer o Atlético e aí passaria a gente, por isso é fundamental tentar vencer. Acho que o time vem conseguindo isso no Paulista, mas não na Libertadores. Às vezes, tecnicamente a gente não consegue desenvolver as coisas que tem na cabeça.

Ney Franco pena para manter a qualidade da equipe. Após terminar a temporada 2012 com o título da Copa Sul-Americana e com um futebol animador para a torcida, o Tricolor iniciou o ano oscilando muito e sem o mesmo desempenho. Um dos principais motivos foi a saída de Lucas, negociado com o PSG, e que vinha sendo o diferencial do São Paulo até então. Rogério ressalta o empenho da equipe, mas sabe que as coisas não andam tão boas para os lados do Morumbi.

– Não falta empenho para o time. É uma equipe que luta muito e o torcedor reconhece isso. Mas ele reconhece também que não apresentamos uma parte técnica como no ano passado, não rende tanto como rendeu e eu reconheço isso como torcedor do São Paulo também.

O São Paulo ainda realiza um trabalho fechado para a imprensa no estádio da partida e Ney Franco deve acertar os últimos detalhes da equipe que encara o Arsenal, nesta quinta.



Lúcio diz não temer pressão do Arsenal e confia em vitória do Tricolor

Lucio São Paulo (Foto: Marcos Ribolli / globoesporte.com)Lúcio diz que ainda não faz cálculos pela vaga e só
cogita a vitória na Argentina (Foto: Marcos Ribolli)

O São Paulo faz nesta quinta-feira uma partida decisiva pelo grupo 3 da Taça Libertadores. A equipe enfrenta o Arsenal de Sarandí às 21h30m, no Estádio Julio Humberto Grondona, na Argentina, precisando da vitória após o empate por 1 a 1 diante do mesmo adversário na semana passada. Desta vez, o duelo será na casa do rival, mas o zagueiro Lúcio diz que a pressão não será um problema para o Tricolor.

– Temos pressão em todos os jogos. Precisamos vencer todas as partidas e estamos acostumados com isso. Vamos procurar fazer nosso trabalho e vencer fora de casa, que é importante – disse o zagueiro.

Lúcio tem experiência internacional. É campeão do mundo com a Seleção Brasileira e tem títulos como o da Liga dos Campeões e do Mundial de Clubes da Fifa pelo Inter de Milão, além de já ter conquistado o Italiano e o Alemão. Mesmo assim, o zagueiro é um "novato" quando o assunto é Taça Libertadores. A edição de 2013 é a primeira do jogador, que iniciou carreira no Internacional.

Nesta quinta, Lúcio fará apenas sua segunda partida com a pressão de atuar em outro país pela Libertadores. Ainda pela fase prévia, o Tricolor encarou o Bolivar fora de casa e acabou derrotado, mas já havia vencido o primeiro jogo por 5 a 0. Mesmo assim, ele aposta que pode ajudar os companheiros menos experientes.

– A equipe está em busca do resultado. Espero dar a minha contribuição para o time. Temos que ir com o pensamento de vencer e somar os três pontos que serão importantes para a classificação.

O São Paulo aparece na segunda colocação do Grupo 3, com quatro pontos, seguido de perto pelo The Strongest, com três. O Arsenal é o lanterna. A liderança é do Atlético-MG, com 100% de aproveitamento nos três jogos disputados. O Tricolor precisa de um resultado positivo para manter-se com boas chances de se classificar às oitavas de final.

– Ainda não fazemos conta para saber quantos pontos precisamos para a classificação. A nossa conta é fazer uma boa partida e somar os três pontos – concluiu Lúcio.



Criticado, Wesley se defende e pede para Kleina o escalar na sua posição

Contratação mais cara do Palmeiras em 2012 (custou R$ 15,2 milhões), é possível dizer que Wesley ainda não decolou no Verdão. Primeiro, o meio-campista foi prejudicado por uma séria lesão no joelho direito, que o deixou sete meses longe dos gramados. Recuperado na pré-temporada deste ano, disputou os 13 jogos do Verdão na temporada, mas acabou barrado pelo técnico Gilson Kleina.

Criticado pela torcida, o jogador resolveu desabafar. Primeiro, teve uma conversa reservada com o treinador palmeirense. Na tarde de quarta-feira, atendeu à reportagem do GLOBOESPORTE.COM e pediu para ser escalado na sua real posição. Ele vem sendo utilizado como meio avançado, ao lado de Valdivia.

Wesley no treino do Palmeiras (Foto: Alex Silva / Ag. estado)Wesley pede para ser escalado como segundo volante (Foto: Alex Silva / Ag. Estado)

- Todo mundo sabe que sou segundo volante. Foi nessa posição que vesti a camisa da seleção brasileira. Também posso jogar como lateral pela direita. Comecei o ano em uma função que não estou acostumado (meia mais avançado). Tenho dificuldade para jogar de costas. Estou à disposição da comissão técnica para ajudar, mas é preciso ter paciência e saber analisar as coisas - afirmou o jogador.

A insatisfação da torcida alviverde com Wesley começou no clássico contra o Corinthians, quando ele estragou dois contra-ataques que poderiam terminar em gols do Verdão. Depois, as críticas só foram aumentando, sempre destacando o individualismo do jogador, que rebate:

- Reconheço que falhei no jogo contra o Corinthians. Foram dois lances em que faltou erguer a cabeça. Arranquei com a bola para bater no gol, não olhei os companheiros. Quem me conhece sabe que não sou fominha. Quanto aos outros jogos, já não concordo. Tem gente que está querendo aparecer e fazer fumaça - ressaltou.

Torcedor tem direito de fazer o que quiser no estádio. Mas é preciso ter respeito"

Wesley

Como todo o elenco do Palmeiras, Wesley não gostou do que aconteceu em Buenos Aires na última semana. Um dia após a derrota por 1 a 0 para o Tigre, pela Taça Libertadores, os jogadores foram cercados por torcedores organizados na sala de embarque do Aeroparque Jorge Newbury. No tumulto, uma xícara voou e acertou a cabeça do goleiro Fernando Prass, que foi medicado e levou três pontos no local.

- Foi lamentável.  Já estávamos chateados pelo resultado e aconteceu o que aconteceu. O torcedor tem o direito de xingar, reclamar, fazer o que quiser no estádio. Mas é preciso ter respeito. Tem muita gente que é pai de família. De repente, acontece algo sério e ninguém vai gostar - afirmou.

Questionado sobre o ocorrido, Fernando Prass disse no último domingo que pensou em ir embora do Verdão. Henrique, após o clássico contra o São Paulo, afirmou que se sofrer alguma agressão, não vestirá mais a camisa alviverde. Wesley afirmou que não saberia como reagir.

– Em situações como essa, precisamos pensar com a cabeça fria. Quando você fala nervoso, complica. São coisas que acontecem no futebol brasileiro. No Palmeiras acontece com mais frequência, mas não sei o que faria - finalizou.

O técnico Gilson Kleina, por sua vez, afirmou que o atleta seguirá como reserva.

- Ele atuou em todos os jogos e nos ajuda bastante. Mas agora ele terá de aguardar uma nova oportunidade - finalizou.