sexta-feira, 15 de março de 2013

Agora na Seleção, Osvaldo vai bem, mas São Paulo tem péssima atuação

Osvaldo São Paulo Arsenal de Sarandí Libertadores (Foto: AFP)Osvaldo, o melhor do Tricolor, lamenta a derrota
(Foto: AFP)

ROGÉRIO CENI - goleiro
Fez ótimas defesas e salvou o quanto pode o São Paulo, completamente exposto ao adversário. Não teve culpa nos gols.
Nota – 5,0

LÚCIO – zagueiro
Não fez uma boa partida. Estranhou o esquema com três zagueiros e mostrou uma insegurança em alguns lances que não combina com sua experiência
Nota – 3,5

RAFAEL TOLOI - zagueiro
Outro que sentiu dificuldade no esquema com três zagueiros. Furou, errou passes e não teve sucesso contra o fraco ataque argentino.
Nota – 3,5

EDSON SILVA - zagueiro
Seguiu a mesma linha dos companheiros do novo esquema. Melhorou quando fez dupla com Toloi no segundo tempo.
Nota  - 4,0

DOUGLAS - lateral
Ney Franco disse que o treinou como lateral e como meia-atacante. Não fez uma coisa nem outra. Mal no apoio e na defesa.
Nota – 3,0

RODRIGO CAIO - volante
Não comprometeu. Firme na marcação, teve momentos bons na partida.
Nota – 5,0

DENILSON - volante
Um dos piores em campo. Bem longe de ser o jogador que se destacou no título da Copa Sul-Americana no ano passado.
Nota – 3,0

JADSON - meia
Não conseguiu ser decisivo como no restante da temporada. Mesmo assim, o meia foi um dos melhores do São Paulo.
Nota – 4,5

CORTEZ – lateral
Deu muitos espaços na marcação e pouco apoiou o ataque.
Nota – 3,5

OSVALDO - atacante
O melhor do São Paulo. Convocado pela seleção brasileira, o atacante foi o único que realmente deu trabalho para os argentinos.
Nota – 5,5

ALOISIO – atacante
Autor do gol são-paulino, ele foi bem ao substituir o suspenso Luis Fabiano. Entendeu-se com Osvaldo, mas precisa mais.
Nota – 5,0

PAULO HENRIQUE GANSO – meia
Apático, como na maioria dos jogos que fez pelo São Paulo.
Nota – 3,0

MAICON – meia
Melhorou um pouco o meio de campo do São Paulo, mas nada demais também.
Nota – 4,0

WALLYSON - atacante
Jogou muito pouco para ser avaliado.
Sem nota

ARSENAL DE SARANDÍ
A equipe é fraca, mas mostrou a garra que faltou ao São Paulo na partida. Com dois chutes fortes, conquistou a vitória que o fez renascer na Libertadores. O goleiro Campestrini foi um dos destaques com importantes defesas.



quinta-feira, 14 de março de 2013

Estudantes na Argentina, tricolores buscam autógrafos no hotel

Os jogadores do São Paulo receberam nesta quinta-feira o incentivo de seus torcedores antes da partida contra o Arsenal, às 21h30m (de Brasília), pela Taça Libertadores. Um pequeno grupo de tricolores foi ao hotel em que a delegação está hospedada, no tradicional bairro Recoleta, em Buenos Aires.

Naturais de Santo André, no ABC paulista, e Brasília, eles são estudantes brasileiros que buscaram na Argentina a oportunidade de cursar medicina. Com o Tricolor na cidade, foram até a concentração na tentativa de obter autógrafos e fotos dos ídolos.

Esta, aliás, foi a primeira vez que torcedores apareceram no hotel para apoiar a equipe. Desde a chegada, na quarta-feira pela manhã, apenas conselheiros e pessoas ligadas à diretoria estiveram no local, devidamente protegido pela segurança.

O ônibus com a delegação deve deixar a concentração por volta das 19h em direção ao estádio Julio Grondona, no bairro de Sarandí. O trajeto de pouco mais de 13km deve ser feito em cerca de 20 minutos com o auxílio de escolta da polícia argentina.

torcedores do são paulo argentina (Foto: Carlos Augusto Ferrari)Estudantes de medicina na Argentina vão apoiar o Tricolor (Foto: Carlos Augusto Ferrari)



Arsenal-ARG x São Paulo: desfalcado de Luís Fabiano, Tricolor tenta definir futuro

  ESCALAÇÕES PROVÁVEIS

ARSENAL-ARG
Palmeiras
Campestrini
Gerlo, López, Braghieri e Pérez
Carbonero, Marcone, Ortiz e Rolle
Benedetto e Furch


SÃO PAULO

  Tigre
Rogério Ceni
Douglas, Lúcio, Rafael Toloi e Cortez
Denilson, Fabrício, Ganso(Maicon) e Jadson
Aloísio e Osvaldo

O São Paulo vacilou no Pacaembu e ficou no empate com o Arsenal. Com isso, a equipe não só viu a liderança do Grupo 3 ficar praticamente impossível, como também está com a segunda colocação ameaçada. O The Strongest, que é terceiro colocado e rivaliza pela vaga com a equipe tricolor, não conseguiu resistir a fase espetacular que passa o Atlético Mineiro, time que já garantiu vaga nas oitavas, e perdeu.

Já o Arsenal Sarandí vive momento de vida ou morte. O lanterna do grupo tem apenas uma coisa em mente que é a vitória. Caso o time argentino perca, ou até empate, uma vaga nas oitavas da Libertadores só chega com um milagre.

As duas equipes voltam a se enfrentar, mas desta vez no Estádio Julio Humberto Grondona. A rivalidade entre clubes de Brasil e Argentina deve pegar fogo mais uma vez, com as duas equipes buscando a vitória e não podendo imaginar em um empate.



Na partida da semana passada, que aconteceu no Pacaembu, os jogadores do São Paulo reclamaram bastante da arbitragem. Porém Luís Fabiano passou do limite novamente. O árbitro Wilmar Roldán‎‎ decidiu expulsar o jogador, mesmo após os 90 minutos de jogo. O camisa nove fica suspenso, desfalca a equipe e perde a oportunidade de passar Rogério Ceni como maior artilheiro do time em Libertadores.

Com o ocorrido, Ney Franco não vai contar com o principal goleador da equipe e da competição. A aposta tricolor deve ficar com a dupla Osvaldo e Aloísio. O primeiro vive momento espetacular, com um futebol de impressionar muita gente, e como reconhecimento ele foi convocado por Felipão para defender o Brasil. Osvaldo foi chamado para o lugar de Lucas, ex-jogador do São Paulo que sofreu lesão.


Já Aloísio segue como grande aposta de Ney Franco. O atacante que veio do Figueirense ainda não conseguiu a regularidade que mostrou na antiga equipe. Porém já fez jogos de impressionar a torcida do Morumbi. Além da dupla, Paulo Henrique Ganso também pode ganhar chance como titular, mas deve brigar com Rodrigo Caio e Maicon. O meia está longe de lembrar os bons tempos de Santos, mas pode fazer uma forte dupla no meio do campo com Jadson, que passa por boa fase também.

O São Paulo também não irá contar com o volante Wellington, suspenso por cartões amarelos, e Denilson, que estava suspenso no jogo da semana passa, deve voltar como volante da equipe.


Não pecar as emoções de Arsenal Sarandí e São Paulo, pela quarta rodada do grupo 3 da Libertadores, na Argentina, aqui no Goal.com! A partida começa às 21h30. Não perca e acompanhe em tempo real!


Achei! Genro de Luxa, Fabiano remói Sydney-2000 e diz: 'Levaria Romário'

Fabiano, meia do XV de Piracicaba (Foto: Guto Marchiori)Fabiano recomeça carreira no interior paulista, mas
não esquece as Olimpíadas (Foto: Guto Marchiori)

Único país pentacampeão mundial, o Brasil não se conforma de nunca ter conquistado uma medalha de ouro olímpica. E não foi por falta de jogadores capacitados e times com potencial. Bebeto, Romário, Ronaldo, Taffarel, Rivaldo... A lista de craques que viajaram com a esperança de quebrar o tabu e voltaram criticados pelo “fracasso” é imensa. Uma derrota brasileira em Jogos Olímpicos pode manchar carreiras. É dessa sombra que um remanescente da geração dos anos 2000 jamais conseguiu se livrar.

Revelado nas categorias de base do São Paulo e com passagens por Internacional, Santos e Atlético-MG, Fabiano Pereira da Costa era o camisa 8 da seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Sydney. Estava longe de ser estrela de um grupo liderado por Alex e Ronaldinho Gaúcho. Mesmo assim, era titular absoluto. Foi um dos destaques do Pré-Olímpico e desembarcou na Austrália para buscar o sonhado ouro. O tombo, após derrota para nove camaroneses na prorrogação das quartas de final, ainda não saiu da cabeça do hoje veterano de 34 anos, que hoje atua no XV de Novembro de Piracicaba.

– Criou-se uma expectativa muito grande por aquilo que fizemos no Pré-Olímpico, que era aquela geração que traria o inédito ouro olímpico, até hoje ainda um sonho. Tínhamos bons jogadores no grupo e superamos a Argentina, com Riquelme, Aimar, Saviola e Samuel, que depois tiveram renome muito grande no cenário. Eram seleções boas, mas a gente criou uma boa expectativa. E nas Olimpíadas foi tudo ao contrário.

fabio aurelio brasil x camarões olimpiadas 2000 (Foto: Agência Estado)Africanos batem o Brasil, que atuou com dois a mais: Fábio Aurélio não se conforma (Foto: Agência Estado)

Quase 13 anos depois da derrota mais doída da carreira, Fabiano recorda algumas situações que poderiam ter facilitado a caminhada brasileira rumo à inédita medalha olímpica. Entre elas, está a dúvida que todos os técnicos já tiveram: manter a base de jogadores abaixo de 23 anos ou convocar três mais experientes, como permite o regulamento. Em 2000, Vanderlei Luxemburgo esnobou os veteranos. Hoje, Fabiano diz que faria diferente do sogro.

– Na época, o Vanderlei priorizou não levar os jogadores acima de 23 anos. Ele viu que a equipe tinha qualidade, mas acabou criando uma situação. Os jogadores acima de 23 anos queriam ir, entre eles o Romário. Houve um clamor muito grande. Pensando hoje, se eu pudesse voltar no tempo, teria levado os três acima da idade. O Chile acabou levando o Zamorano (artilheiro do torneio, com seis gols, e ajudou na conquista da medalha de bronze) e isso fez uma diferença muito grande. Eu levaria não apenas o Romário, mas também o Ronaldo (que, por estar machucado, não poderia atuar nos Jogos Olímpicos) e o Roberto Carlos – opinou.

Antes de qualquer polêmica, o meia procura explicar que entende o critério de Luxa..

romario ronaldo brasil (Foto: Agência Getty Images)Romário e Ronaldo pela Seleção em 1997: dupla estaria na lista de Fabiano (Foto: Agência Getty Images)

– O Vanderlei ficou precavido de levar um jogador mais experiente no grupo, pois nós éramos jovens. Ele ficou com receio de como seria a cobrança deste cara. Manteve a base e não deu certo, mas também aconteceu isso com outras seleções. Basta ver o que houve em 2012, num time com Neymar e Lucas, mas que perdeu para o México. Tudo se encaminha. Quando se diminuir essa cobrança, o peso será menor, e o Brasil vai conquistar o ouro – disse o jogador.

A marca da derrota em Sydney fez com que Fabiano tivesse dificuldades em se firmar nos clubes brasileiros que defendeu. Deixou o São Paulo em 2001 e rodou por Portuguesa (2001), Internacional (2001-2002), Santos (2002-2003, quando virou até centroavante nas mãos de Emerson Leão), Atlético-MG (2009-2010), Sport (2009), Avaí (2011) e Audax (2012). Ainda teve experiências na Espanha, pelo Albacete, e no futebol mexicano, com as camisas de Necaxa, América e Puebla. Seu novo desafio é o XV de Piracicaba. Recuperado de uma lesão na costela após 50 dias de tratamento, ele estreou pelo Nhô Quim na derrota por 3 a 0 para o Oeste, na última sexta-feira, pela 11ª rodada do Campeonato Paulista.

Luxemburgo na partida do Grêmio contra o LDU (Foto: EFE)Luxemburgo tem uma relação bem próxima com
Fabiano e dá conselhos ao meia (Foto: EFE)

‘Sogrão’, Luxa é conselheiro

Há 15 anos, Fabiano iniciou o relacionamento com Vanessa – segunda filha de Luxa, hoje treinador do Grêmio –, com quem tem uma herdeira, Vitória. Então no São Paulo, onde se profissionalizou e ganhou destaque, o meia se casou no início de 2001 e teve como padrinhos o ex-volante Axel (com quem atuou no Morumbi), o meia Alex (atualmente no Coritiba e seu parceiro na Seleção de 2000) e o atacante Dodô (outro ex-São Paulo e que hoje defende o Grêmio Osasco). Apesar de ter atuado em grande nível em clubes de renome, o meia é mais lembrado como "o genro de Luxa".

– Eu não me incomodo com a situação. Tem muitas pessoas que me encontram e perguntam do Vanderlei. Você acaba criando um vínculo com isso. Pessoas me encontram com minha esposa em restaurantes e perguntam: "Ela que é a filha do Luxemburgo?". Daí, eu respondo: "É, Vanessa, se eu estivesse fazendo coisa errada, você saberia" (risos). As pessoas têm curiosidade. Eu entendo essa situação de forma natural e não vejo nenhum problema com essa comparação.

No sogro, Fabiano encontrou também uma espécie de conselheiro. Em 2012, com poucas propostas, o meia conversou com Luxemburgo sobre o que pretendia da carreira. A vontade de voltar a estudar e terminar o ensino médio foi apoiada pelo treinador, que alertou para a necessidade de se dedicar ao máximo para descobrir o que fazer após a carreira.

– No ano passado, quando estava nesta indefinição, com as propostas diminuindo, falei com Vanderlei e ele me orientou. Disse para eu voltar a estudar e me preparar para entrar no mercado. "Não entre no mercado para ser mais um, pois tem vários assim", ele falou. Dentro desses conselhos eu optei em voltar a estudar – afirmou.

Aposentadoria planejada e convite do amigo Gallo

Ciente de que o final de carreira está próximo, Fabiano faz planos para não ser pego de surpresa. Seguindo os conselhos de Luxemburgo, o meia aprimorou seu conhecimento com cursos de gestão esportiva e também de treinador. Ele quer evitar chegar à aposentadoria sem saber qual caminho seguir. Por isso, se prepara para o final, ainda sem saber quanto tempo vai demorar para pendurar as chuteiras.

Alexandre Gallo seleção brasileira (Foto: Divulgação / CBF)Alexandre Gallo (à direita) fez convite para quando Fabiano encerrar a carreira (Foto: Divulgação / CBF)

– Eu sei que estou mais próximo do fim do que do início. Sempre tive um cuidado com o planejamento. Nos últimos seis meses fiz coisas que nunca tinha feito. Apareceram propostas que não me agradaram e resolvi estudar. Fiz um curso de gestão esportiva e de treinador. Não é parar e depois pensar no que fazer. Estou me preparando. Tem muitos jogadores que encerram a carreira e não sabem o que fazer – afirmou.

O curso de treinador feito por Fabiano já é de conhecimento de amigos que seguiram a carreira após a aposentadoria nos gramados. Um dos que souberam foi o treinador Alexandre Gallo. O ex-volante é o atual comandante das categorias de base da seleção brasileira e fez bom trabalho no Náutico, em 2012. Fabiano revelou que já recebeu um convite para trabalhar com o amigo.

- O Gallo é muito meu amigo. Jogamos juntos em 1998, pelo São Paulo. Daí ele falou pra mim: "Já sabe, quando parar, você já tem um estágio garantido." Nos clubes que eu joguei, tenho as portas abertas. Mas ainda não sei o que vou ser: treinador, gerente de futebol, empresário, pastor... – completou o meia, que, de olho no futuro, pode até não saber o que fazer, mas sabe que permanecerá sempre ligado ao mundo do futebol. Mesmo sem uma medalha de ouro pendurada no pescoço.

Fabiano, meia do XV de Piracicaba (Foto: Guto Marchiori)Currículo do veterano meia tem São Paulo, Internacional, Santos, Atlético-MG e Sport (Foto: Guto Marchiori)



Osvaldo aponta jogo contra Arsenal como decisão: 'Derrota seria péssima'

Osvaldo São Paulo (Foto: Marcos Ribolli / globoesporte.com)Osvaldo não cogita novo tropeço do  São Paulo
diante do Arsenal (Foto: Marcos Ribolli)

O empate por 1 a 1 contra o Arsenal, em casa, na última quinta-feira, deixou o São Paulo em situação delicada em relação à classificação para as oitavas de final da Taça Libertadores da América. Por isso, a equipe precisa da vitória diante do mesmo adversário, só que desta vez na Argentina, às 21h30m (de Brasília) desta quinta-feira. Para Osvaldo, um dos destaques desta temporada e que acaba de ser convocado para a seleção brasileira, o jogo será decisivo.

O São Paulo aparece na segunda colocação do Grupo 3, com quatro pontos, seguido de perto pelo The Strongest, com três. O Arsenal é o lanterna, com um. A liderança é do Atlético-MG, com 100% de aproveitamento nos três jogos disputados. O Tricolor precisa de um resultado positivo para continuar com boas chances de se classificar às oitavas de final.

– É uma decisão, acho que não tem outro resultado a não ser a vitória. Então vamos em busca disso. A derrota seria um péssimo resultado – disse o atacante, reforçando opinião do capitão Rogério Ceni.

Para este confronto, o Tricolor não contará com o seu camisa 9. Luis Fabiano foi expulso pelo árbitro Wilmar Roldán após o apito final do duelo entre as duas equipes na semana passada. O técnico Ney Franco tem tudo para escalar Aloísio como o atacante de referência. Osvaldo lamenta a ausência do goleador da equipe, mas diz que o novo ataque fará seu papel.

– O Luis Fabiano vai fazer falta, mas estamos prontos para dar conta do recado e sabemos da responsabilidade que temos.

Além do atacante, Ney Franco terá o desfalque de Wellington, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. O treinador vem fazendo mistério sobre a escalação da equipe. Ele fechou os últimos dois trabalhos no Brasil e o reconhecimento do gramado do Estádio Julio Humberto Grondona, na última quarta.

Ney Franco tem três opções mais simples para armar o time. Uma delas com dois volantes (Denilson e Fabricio ou Maicon), Jadson e três jogadores de frente (Osvaldo, Aloisio e Douglas). Outra alternativa é jogar com três volantes e apenas com Osvaldo e Aloisio na frente. Ainda há pequenas chances de entrar com dois volantes e dois meias (Jadson e Ganso).

– Jadson e Ganso são dois grandes jogadores e se realmente entrarem no time vão dar mais qualidade ao meio de campo.



Pai de Osvaldo prevê filho pela Seleção, na Copa das Confederações

Osvaldo comemora gol do São Paulo contra o The Strongest (Foto: Andre Penner / AP)Osvaldo se emocionou ao receber notícia da
convocação (Foto: Andre Penner / AP)

Seu Osvaldo não para de receber ligações desde a convocação do filho, o atacante Osvaldo, para a Seleção Brasileira, na tarde da última quarta-feira (13). Só enquanto falava com a reportagem do GLOBOESPORTE.COM/CE, teve que ignorar três chamadas, e se orgulha disso.

- Não posso nem dizer que estão perturbando, porque ligam para nos parabenizar e isso é bom demais - explica o Osvaldo pai.

A convocação do atacante do São Paulo aconteceu em virtude da lesão de Lucas, ex-companheiro de Osvaldo e hoje no PSG. A notícia chegou ao pai do jogador por meio do filho mais velho, Emerson.

- Eu tava deitado, levantei logo, liguei a televisão pra ver tudo. Depois o Osvaldo ligou pra mim, perguntou como eu tava e seu estava sabendo da notícia - relata.

É claro que estava. E a ficha ainda não tinha caído, assim como a do garoto que vai estrear com a camisa canarinho, conforme ele mesmo falou. A escolha do técnico Felipão era inesperada pela família, uma vez que a convocação já tinha ocorrido e Osvaldo, ficado fora da lista.

- A gente ficou na expectativa só pra do dia 5 (de abril), quando o Felipão vai convocar só jogadores do Brasil. Quando eu soube, rapaz, tu é doido... Negócio desse é o patamar que a gente almejava - conta o pai.

Tudo é possível. As pessoas se superam nessas horas"

Osvaldo (pai)

O novo xodó tricolor completa 25 anos em maio e Seu Osvaldo prevê pelo menos mais 10 de carreira para o filho. Tempo em que, ele acredita, o atleta conseguirá ir mais longe ainda, abraçando cada oportunidade que aparecer. O torcedor-pai-fã do garoto aposta, inclusive, na conquista de uma vaga entre os titulares da Seleção Brasileira em pouco tempo.

- Só tem fera. Só de estar lá já é muita coisa. Ele tá sendo lembrado, valorizado, e acho que tem sim (chance de ser titular em breve), até pelas características dele, que ninguém tem lá. Tudo é possível. As pessoas se superam nessas horas - afirma.

Com o sonho de ser convocado realizado, Osvaldo e a família miram a Copa das Confederações e o Mundial de 2014. A Seleção já tem um jogo confirmado na sua terra natal, Fortaleza, no dia 19 de junho, contra o México. Nesta data, o pai torce por um encontro com o filho no Estádio Castelão, mas à distância. Ele na arquibancada, e o filho, no gramado, de amarelo.

- Já pensou se isso acontecer? - vislumbra.

Aconteça em junho ou mais tarde, o jogador já tem a admiração de quem o conhece por tudo que conseguiu superar até chegar onde chegou. Revelado pelo Fortaleza, sofreu ao ver a mãe falecer e ele ter que ir embora, logo em seguida, para se arriscar no futebol árabe. Voltou para a capital cearense para vestir a camisa do Ceará e ganhou a visibilidade que precisava para alçar vôos maiores.

Osvaldo, no jogo contra o Flamengo, no PV, pela Série A do Campeonato Brasileiro (Foto: Kiko Silva/Agência Diário)Osvaldo foi um dos destaques do Brasileirão de 2011, pelo Ceará (Foto: Kiko Silva/Agência Diário)



Rival do SP é dirigido pela família do todo-poderoso do futebol argentino

Arsenal de Sarandí (Foto: Gustavo Grimaldi/Site oficial do Arsenal)Arsenal vai contar com o apoio da torcida
(Foto: Gustavo Grimaldi/Site oficial do Arsenal)

O estádio nem de longe lembra os gigantes Bombonera, do Boca Juniors, ou Monumental de Nuñez, do River Plate. Nas arquibancadas, apesar de estarem próximas do gramado, a pressão também não é das maiores e se assemelha a um clube pequeno do Brasil. Mas o São Paulo precisará de cuidados contra o Arsenal, nesta quinta-feira, às 21h30m, se quiser continuar vivo na Libertadores. O clube é dirigido pela família Grondona, a mesma que comanda o futebol na Argentina por mais de três décadas e possui bastante prestígio na Conmebol.

Os irmãos Julio Humberto e Hector fundaram o Arsenal em 1957, mesclando as cores dos outros times de Avellaneda: o vermelho do Independiente e o azul claro do Racing. Julio ficou com a parte administrativa, enquanto Hector se arriscou como um dos jogadores do elenco, seguindo até hoje como o maior goleador da história da equipe, com 67 gols.

Apesar do pouco sucesso dentro de campo, a cúpula familiar cresceu na política esportiva do país e acumulou poder. Muito poder. Após ser presidente do Independiente por uma temporada, Julio Grondona chegou ao poder da entidade que controla o futebol no país, a AFA, em 1979. Hoje, aos 81 anos, ele permanece no cargo, além de acumular as funções de vice-presidente senior e presidente de finanças da Fifa.

Com a força cada vez maior no país e no continente, Grondona deixou o comando do “celeste y rojo” para o filho Julio Ricardo, atual presidente, e o sobrinho, Gustavo Héctor. Neste período, o “chefão” do futebol argentino esteve envolvido em denúncias de corrupção na AFA, mas, apoiado pelos clubes, permaneceu no cargo.

A partir do ano 2000, o Arsenal conseguiu um salto de qualidade nos resultados e em sua estrutura. Em 2002, o time chegou pela primeira vez à elite do futebol argentino e não mais caiu, fato repetido somente por Boca e Independiente. Cinco temporadas depois, ganhou expressão internacional ao vencer a Copa Sul-Americana, segundo torneio mais importante da América do Sul, derrotando adversários de expressão, como San Lorenzo, River Plate. O ápice veio no ano passado, quando se sagrou campeão nacional ao vencer o Torneio Clausura.

Arsenal de Sarandí (Foto: Gustavo Grimaldi/Site oficial do Arsenal)Arsenal de Sarandí é comandado pela família Grondona (Foto: Gustavo Grimaldi/Site oficial do Arsenal)

O período serviu também para o clube se transformar. O antigo estádio foi todo reformado e ganhou novas arquibancadas para que a capacidade chegasse aos 16.300 mil lugares e permitisse partidas com maior presença de público. O local também recebeu um novo nome. Claro, Julio Humberto Grondona.

A baixa popularidade do Arsenal nas ruas de Buenos Aires contrasta com as dúvidas levantadas por torcedores e jornalistas sobre possíveis favorecimentos ao clube da família Grondona, principalmente em duelos em casa. O time chegou a ficar 46 partidas sem ter nenhum jogador expulso. Um levantamento feito pelo diário argentino Perfil mostra que, nos últimos cinco anos, os jogadores da equipe de Sarandí receberam apenas 12 cartões vermelhos contra uma média de 21 dos principais adversários.

Com a necessidade de vencer a partida para não se complicar na Libertadores, a diretoria do São Paulo iniciou o jogo político. Os tricolores esbravejaram contra a atuação do árbitro colombiano Wilmar Roldán, no Pacaembu – eles reclamam do pênalti que resultou no empate do Arsenal (toque de mão de Cortez) e de uma outra penalidade não marcada em Luis Fabiano. O temor de mais problemas viajaram com a delegação.

– Estamos preocupados com a arbitragem. Acho que por causa dessa diferença financeira que as equipes brasileiras têm em relação aos outros times da América Latina, estão tentando equilibrar de outra forma. É gritante – disse o diretor de futebol Adalberto Baptista.