quarta-feira, 17 de abril de 2013

Veteranos de São Paulo e Galo veem time mineiro como favorito

Adversários nesta quarta-feira, às 22h, no Morumbi, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores, São Paulo e Atlético-MG protagonizaram uma das finais mais emocionantes da história do futebol brasileiro: a do Campeonato Brasileiro de 1977. Goleiros naquela decisão, Waldir Peres, do Tricolor, e João Leite, do Galo, vêem uma semelhança com o duelo atual: o time mineiro é melhor do que o paulista, que acabou contrariando as previsões e ficou com o título..

- Aquela final tinha uma situação quase idêntica à de agora: o Atlético-MG era melhor, e o São Paulo não tinha feito uma grande competição. É difícil fazer um prognóstico para o jogo desta quarta-feira. O São Paulo vai ter de assumir que tem um time pior e se impor em campo - falou Waldir Peres.

Naquela decisão, realizada no dia 5 de março de 1978, o São Paulo viajou para Belo Horizonte como “azarão”. O Atlético-MG era considerado franco favorito. Com a bola rolando, no entanto, o Tricolor se impôs em campo, segurou o 0 a 0 no tempo normal, na prorrogação e venceu nos pênaltis por 3 a 2, conquistando pela primeira vez o Campeonato Brasileiro (no total, o São Paulo tem seis títulos). Assista às cobranças no vídeo acima.

- O time do Atlético é muito qualificado e tem jogadores sobrando. Atletas que podem entrar, mudar e não tem perda para a equipe. Então, o Atlético-MG tem todas as condições de vencer o São Paulo, mesmo a partida sendo no Morumbi - avaliou João Leite.

É claro que o duelo desta quarta-feira, entre São Paulo e Atlético-MG, não tem a mesma importância de uma final. Mas é tratado como tal. Principalmente pelos paulistas. Afinal, o time do Morumbi precisa vencer os mineiros, já classificados, e ainda torcer por uma combinação de resultados na partida do Arsenal de Sarandí e The Strongest. Se passar, o Tricolor encara o Galo nas oitavas de final.

Lembranças

João Leite, ex-goleiro do Atlético-MG (Foto: Leonardo Simonini / GLOBOESPORTE.COM)João Leite relembra final de 1977
(Foto: Leonardo Simonini / GLOBOESPORTE.COM)

O Atlético tinha, sim, um time melhor do que o São Paulo naquele Campeonato Brasileiro de 1977. Mas foi vice-campeão. João Leite lembra com dor ainda daquela decisão. Em especial pela violência que alega não ter sido coibida pela arbitragem.

- Foi um jogo muito violento. Temos o vídeo que mostra isso. O São Paulo tinha um time muito forte fisicamente, e o Atlético era muito rápido. Só que não foi coibida a violência. O São Paulo jogou com força exagerada e o campo pesado facilitou a partida para eles – falou João Leite.

Waldir Peres admite que o jogo foi pegado. Muito pela postura do São Paulo ter de se impor ao forte Atlético-MG fora de casa. O ex-goleiro do Tricolor lembra ainda que o atacante Serginho Chulapa, suspenso, viajou com a delegação e apareceu com roupa de jogo para despistar. Os mineiros quiseram até colocar Reinaldo, também suspenso. No fim, nenhum dos dois entrou em campo.

Waldir Peres (Foto: Thiago Braga/Sportv.com)Waldir Peres fala sobre pressão de 1977
(Foto: Thiago Braga/Sportv.com)

- Levamos o Chulapa para o jogo. Aí ficou aquele mistério se ele iria jogar. Os caras do Atlético-MG queriam, então, colocar o Reinaldo. Mas nenhum dos dois podia entrar em campo. Com toda a pressão do pré-jogo e, depois, do Mineirão lotado, conseguimos levar a decisão para os pênaltis e vencer - acrescentou Peres.

Faça as contas

Para avançar ao mata-mata da Libertadores, o São Paulo precisa vencer o Atlético-MG e torcer por uma derrota do Strongest para o Arsenal, na Argentina. Outra possibilidade de classificação viria com vitória por dois gols de diferença no Morumbi e empate do Strongest na Argentina. Assim, o Tricolor teria um saldo melhor que os bolivianos.

Há uma combinação de resultados que pode levar para sorteio. Para isso, o São Paulo precisaria vencer por 2 a 1, e o jogo na Argentina teria de terminar empatado em 1 a 1. Assim, Tricolor e Strongest ficariam iguais em tudo: pontos, saldo de gols, maior número de gols a favor e maior número de gols fora de casa. Clique aqui e use o Simulador para ver todas as combinações possíveis.



Sem Jadson, São Paulo precisará de raça e de correria, diz jornalista

Para a partida contra o Atlético-MG, que decidirá a permanência do clube na Taça Libertadores, o São Paulo sofrerá bastante com a ausência do meia Jadson. A opinião é de Maurício Barros, editor da revista "Placar". Segundo o jornalista, o meia é o principal desfalque do Tricolor, que precisará se superar para bater o Galo, mesmo jogando com o Morumbi lotado.

- A grande ausência do São Paulo, mais do que o Luis Fabiano, é o Jadson. Precisamos ver como o time vai se comportar sem este jogador, que vive uma grande fase e é o principal articulador do time. O São Paulo vai sentir muita falta do Jadson, vai ter que superar com muita raça, correria e movimentação. Tecnicamente, o Atlético-MG é uma equipe melhor - afirmou o jornalista, no .

No entanto, Maurício Barros alerta que o provável substituto de Jadson, Paulo Henrique Ganso, não tem as mesmas características do titular. Por isso, a sua atuação contra o Atlético-MG é uma incógnita.

- O Jadson se movimenta muito, coisa que o Ganso não consegue fazer. O Ganso não tem a movimentação e nem a velocidade do Jadson. O Ganso está crescendo de produção aos poucos. É a primeira vez que ele vai jogar como o principal articulador das jogadas de ataque.

Jadson São Paulo x Oeste (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)Jadson está fora da 'decisão' entre São Paulo e Atlético-MG (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)

Para se classificar, o São Paulo precisa vencer o Atlético-MG e torcer contra o Strongest, que encara o Arsenal de Sarandí na Argentina. O apresentador do , Alexandre Oliveira, lembrou o alto custo do elenco e acredita que, além do técnico Ney Franco, o atacante Luis Fabiano também é responsável pela má campanha. Suspenso, o centroavante não disputou as últimas duas partidas na Libertadores.

- O torcedor não está muito a fim de encarar uma desclassificação. Com o investimento que o time tem, o elenco custa R$ 80 milhões. O time foi pensado e projetado para ir além da primeira fase. Para mim, o Ney Franco não será o único culpado em caso de desclassificação. O Luis Fabiano está mais uma vez fora do time em um jogo importante. Ele também será cobrado.

O SporTV transmite o duelo entre São Paulo e Atlético-MG ao vivo, a partir das 22h (de Brasília), em alta definição. A narração será de Milton Leite e os comentários de Belletti e de Maurício Noriega.

Banner SporTV Premiere FC (Foto: SporTV.com)


Raio-X: para comentaristas, Galo leva larga vantagem sobre o São Paulo

Sem Jadson e Luis Fabiano, suspensos, e Maicon, lesionado, o elenco do São Paulo é bem inferior ao do Atlético-MG. Pelo menos é essa a opinião dos comentaristas Caio Ribeiro, da Globo de São Paulo, Leonardo Figueiredo, da Globo Minas, e Lédio Carmona, do SporTV.

A pedido do GLOBOESPORTE.COM, os três fizeram uma análise dos times que se enfrentam nesta quarta-feira, às 22h, no Morumbi. Em nove posições o Galo é superior ao Tricolor. Para os comentaristas, só o goleiro Rogério Ceni e o atacante Osvaldo levam a melhor sobre seus rivais da equipe mineira - Victor e Luan, respectivamente.

O irônico é que, para o Atlético-MG, a principal motivação do jogo é justamente evitar um confronto com o São Paulo nas oitavas - a equipe de Cuca já garantiu a primeira colocação geral entre todos os grupos e vai para a fase de mata-mata com vantagem de disputar a vaga em casa. Já o São Paulo precisa vencer e torcer por uma derrota do Strongest frente ao Arsenal, na Argentina. Clique aqui e use o Simulador para ver os possíveis confrontos da próxima fase da Libertadores.

Raio-X - Sâo Paulo x Atlético-MG (Foto: Editoria de Arte)


Ex-tricolores, Ricky e Tardelli só pensam em eliminar o São Paulo

O apito inicial do árbitro Wilton Pereira Sampaio, nesta quarta-feira, às 22h (de Brasília), no Morumbi, será uma espécie de interruptor. Isso porque, enquanto durar a partida entre São Paulo e Atlético-MG, todas as lembranças e a gratidão que Diego Tardelli e Richarlyson têm do Tricolor serão apagadas. Quando a bola rolar pela última rodada do Grupo 6 da Taça Libertadores, a relação entre os dois jogadores do Galo e o clube paulista passará a ser de “inimigos íntimos”.

Richarlyson, Diego Tardelli, Cidade do Galo, Atlético-MG, treino (Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)Richarlyson e Diego Tardelli: unidos para eliminar o Tricolor (Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)

O lateral-esquerdo, que começou a atuar na posição ainda nos tempos de Morumbi, e o atacante não escondem que o São Paulo foi o ponto de partida para o sucesso no futebol. Seja no que diz respeito aos títulos ou à visibilidade, o fato é que a passagem de ambos pelo Tricolor foi um marco na carreira dos atuais jogadores do Atlético-MG.

Foi por conta do São Paulo que os dois possuem no currículo conquistas como a Taça Libertadores, o Campeonato Brasileiro e o Mundial de Clubes. Foi por conta do São Paulo que Diego Tardelli apareceu para o futebol e foi negociado para o exterior ainda jovem e, posteriormente, teve passagens por outros clubes grandes, como Flamengo e Atlético-MG.

Richarlyson despedida São paulo (Foto: Vipcomm)Richarlyson despedida São paulo (Foto: Vipcomm)

Foi por conta do São Paulo que Richarlyson deixou o desconhecido futebol austríaco, onde atuou pelo Strasburg, para se tornar um dos atletas mais versáteis do Brasil, e ganhou a alcunha de ‘jogador moderno’. Nos tempos de Morumbi, além do apelido ‘Ricky’, ganhou destaque por atuar como volante, lateral-esquerdo ou até como um terceiro zagueiro.

Richarlyson contabiliza, nos cinco anos em que atuou no São Paulo, um título mundial (2005) e o tricampeonato brasileiro (2006, 2007 e 2008). O jogador era tão identificado com o clube paulista que, quando se despediu, recebeu homenagens dos companheiros. Na oportunidade, Ricky se emocionou (foto ao lado). Porém, todas essas boas lembranças ficarão de lado, justamente pela importância do duelo desta quarta, no Morumbi.

- Encaro como se fosse um jogo contra uma equipe qualquer. Sou muito feliz com o que o São Paulo me proporcionou na carreira. Mas hoje defendo o Atlético-MG. Encaro como um jogo comum. Vou receber o carinho de alguns ou de todos os companheiros que deixei lá. Grande parte da torcida pode me dar esse carinho também. Mas hoje defendo a camisa do Atlético-MG e vou fazer de tudo para honrá-la e sair de lá com mais uma vitória na Libertadores.

Melhor evitar o São Paulo

O jogo tem caráter decisivo para o São Paulo. E também para o Atlético-MG, já que, caso o Tricolor se classifique, dificilmente não pegará o Galo nas oitavas de final da competição. Com 15 pontos e com a melhor campanha da fase de grupos garantida, os mineiros vão ao Morumbi com o objetivo de eliminar os paulistas para não correr o risco de ‘ressuscitar’ um dos clubes de grande tradição na competição.

- O São Paulo é um clube de tradição, que já ganhou a competição três vezes e que cresce em disputas como essa. O Atlético-MG não vai para pisar na cabeça de ninguém, apenas para manter o desempenho que tem tido na competição e buscar nosso objetivo, que é somar o maior número de pontos possível, afirmou Ricky.

A relação de Diego Tardelli com o São Paulo vem das categorias de base, onde o atacante surgiu como promessa, em 2004. Depois, ao subir para os profissionais, o jogador alternou bons e maus momentos e chegou a ser emprestado ao Real Bétis, da Espanha, ao PSV, da Holanda, e ao São Caetano.

Em 2007, participou da conquista do pentacampeonato brasileiro, mas o ponto mais alto da carreira foi na Libertadores de 2005. Com um elenco recheado de jogadores tarimbados, o atacante era reserva do time de Paulo Autuori, mas saiu do banco para anotar um dos gols mais importantes da carreira, o quarto da goleada sobre o Atlético-PR, por 4 a 0, na final da competição continental.

- O São Paulo tinha um elenco muito forte. Com Amoroso, Luizão, Grafite, Fabão. Um dos melhores elencos do São Paulo nos últimos anos. Tive a felicidade de entrar nos 20 minutos finais e fazer o quarto gol da final. Era um título muito esperado, e esse gol, para meu currículo, foi muito importante.

As lembranças são as melhores possíveis, mas, quando a bola rolar para São Paulo e Galo, Diego Tardelli vai tentar repetir o feito de 2009, quando marcou na vitória do Galo, por 2 a 0, sobre o Tricolor, no Mineirão, e na vitória por 1 a 0, no Morumbi, ambas pelo Brasileiro daquele ano (veja o vídeo acima).

- Tenho um carinho muito grande pelo São Paulo, porque foi o clube que me revelou. Conquistei a Libertadores, que foi muito importante para mim e ali despontei para o futebol. Mas já marquei gols pelo Galo contra eles e espero que se repita. Costumo dar sorte em jogos assim. O objetivo é eliminar o São Paulo o quanto antes possível.



Fim da concentração tem apoio de atletas e desconfiança de dirigentes

jogadores na concentração do São Paulo (Foto: Divulgação / SPFC)São Paulo concentra na véspera das partidas
(Foto: Divulgação / SPFC)

Domingo de futebol. Os jogadores se encontram às 11h30 no estádio, vão de ônibus até o hotel, almoçam, descansam, e voltam ao palco da partida, às 16h. Onde dormiram na noite anterior? O que comeram e beberam? Não se sabe. O Coritiba resolveu mexer em um dos assuntos mais delicados e polêmicos do futebol brasileiro: a concentração. Desde o início deste ano, a famosa rotina de fechar o grupo sempre um ou dois dias antes dos jogos não existe. Uma atitude corajosa que coleciona elogios de atletas, dúvidas de dirigentes, e já tem adeptos como o Botafogo.

Em 2012, o técnico Marquinhos Santos e a diretoria já discutiam aliviar a concentração. Durante a pré-temporada de 17 dias em Foz do Iguaçu, isso foi debatido com os jogadores, juntamente com uma “cartilha” de recomendações. A conta é simples: no ano passado, o Coxa disputou 78 partidas. Levando em conta um dia de concentração na véspera de cada uma delas, seriam 156 dias de reclusão.

- Imagine mais de cinco meses dormindo em camas e colchões diferentes, com pessoas diferentes, o prejuízo, o estresse e o desgaste que isso pode causar. É um processo que amadurecemos por três anos para fazermos um trabalho de obrigações e deveres com os atletas - explica o superintendente de futebol Felipe Ximenes.

info concentrações 2 (Foto: arte esporte)Como é o processo de concentração nos principais clubes brasileiros (Foto: arte esporte)

O Coritiba ganhou o primeiro turno do Campeonato Paranaense, mas no segundo é apenas o terceiro colocado. O desafio dos dirigentes é mostrar que os resultados não dependem de os jogadores estarem “controlados” na véspera. Ximenes conta, por exemplo, que eles se concentraram na véspera do clássico contra o Paraná, e perderam. Por outro lado, apresentaram-se horas antes de enfrentarem o Arapongas, e venceram.

Segundo o treinador Marquinhos, o estadual serviria como espécie de laboratório para o resto do ano. O dirigente confirma que a intenção é manter a fórmula. Experiente, o meia Alex, principal líder do grupo, ajudou com relatos dos tempos de Europa. Ídolo do Fenerbahçe, ele revela que a concentração na Turquia dependia do treinador. Houve quem utilizasse e quem abrisse mão. Alex não fica em cima do muro quando questionado sobre a melhor fórmula.

- Tenho certeza que concentrar dois dias antes não faz ninguém ganhar uma partida. É até pior. Se eu puder escolher entre dormir na minha casa ou no hotel, vou sempre preferir em casa. Os jogadores assimilaram muito bem. Se alguém comete um deslize, o sistema afasta porque os outros não querem ser prejudicados. O futuro aponta para isso - afirma o craque, endossado pelo técnico.

- O futebol brasileiro precisa voltar a evoluir, e um dos conceitos é essa questão da concentração. A tendência é partir logo para isso. Apesar de ser novo, se eu puder colaborar com alguns conceitos e atitudes que melhorem nosso futebol, ficarei muito satisfeito - pondera Marquinhos Santos, de apenas 33 anos.

Para o jogador é melhor, mas depende dele ser profisisonal, comprometido. É importante começar com algo assim, mostra que o time está bem e que todos estão indo para o mesmo lado"

Forlán, atacante do Internacional

A medida é polêmica. No caso do Botafogo, começou em razão dos salários atrasados. Em protesto, o grupo anunciou que não se reuniria na véspera dos jogos contra Madureira e Friburguense. O êxito da equipe e a opinião do técnico Oswaldo de Oliveira, que vê próxima a falência do modelo, farão com que a concentração seja avaliada jogo a jogo no clube.

Adilson Batista, técnico do Figueirense, também aboliu a concentração em partidas no início da temporada. Ele acha que os atletas precisam ter mais responsabilidade. Muricy Ramalho já manifestou essa intenção por diversas vezes, disse que deve ser um processo gradativo.

Por outro lado, recentemente, São Paulo e Palmeiras confinaram seus elencos por mais de 48 horas em partidas decisivas. O Atlético-MG tomou atitude semelhante durante o Campeonato Brasileiro do ano passado, e pessoas ligadas a jogadores do Galo apontam esse como um dos principais fatores para a queda da equipe, que era líder, mas acabou ultrapassada pelo Fluminense.

Os atletas, maiores beneficiados, são favoráveis. É o caso do zagueiro corintiano Paulo André, uma das figuras da classe que mais se manifestam sobre assuntos do futebol. Para ele, se todos os clubes tomassem esse caminho, daqui a três anos seria muito mais fácil separar os bons e maus profissionais.

- O Coritiba está sendo inovador ao dar ao atleta a opção de escolher o que fazer. Ele pode sair, tomar seu vinho, sua cerveja, se alimentar bem, descansar. É fundamental parar de tratar o atleta como um bebê. Ele é profissional, e suas escolhas vão ser cobradas ali na frente.

Ao citar os benefícios da medida, o meia Alex fala até da questão financeira dos clubes, que não precisariam gastar com hotéis. Quem possui alojamentos em seus centros de treinamento já faz essa economia. O Flamengo pretende abrigar seus atletas profissionais até o fim deste ano. O Fluminense também ressalta a construção de seu CT para poupar gastos com hospedagem. Nos primeiros meses deste ano, desembolsou R$ 137.600,00 com hotéis. O diretor executivo Rodrigo Caetano não vê o fim da concentração com bons olhos.

- Na questão cultural, ainda não estamos nesse nível. O atleta tem de entender que é uma proteção para ele. De que forma o torcedor vai encarar encontrar um jogador jantando com sua família na véspera de uma partida decisiva? Como falta de comprometimento? É um debate muito maior.

*Colaborou Edgard Maciel de Sá



Ney Franco descarta fazer marcação individual sobre Ronaldinho Gaúcho

Ronaldinho Gaúcho, meia do Atlético-MG (Foto: Valeska Silva / Globoesporte.com)Ronaldinho Gaúcho, meia do Atlético-MG
(Foto: Valeska Silva / Globoesporte.com)

Em dois descuidos de marcação do São Paulo, Ronaldinho foi fundamental para o Atlético-MG vencer o primeiro duelo entre os times, no Independência, pela fase de grupos da Taça Libertadores. Apesar dos elogios e do estrago que o craque já causou, o técnico Ney Franco garante que o Tricolor não fará uma marcação individual sobre ele, nesta quarta-feira, às 22h, no Morumbi.

– Vai ser (marcação) por zona. No lado que ele estiver, o jogador daquela posição tem de encurtar. O Ronaldinho tem a característica de trabalhar nos cantos do campo. Isso dificulta a marcação dos volantes. Ele merece uma atenção especial, mas sem marcação individual – disse o treinador.

Os dois gols da vitória do Galo por 2 a 1, em Belo Horizonte, partiram dos pés de Ronaldinho. Primeiro, deu um “migué” ao beber água na linha de fundo e aproveitou um vacilo da zaga em uma cobrança de lateral. Cruzou na medida. Jô colocou os mineiros em vantagem.

Na etapa final, em nova bobeada dos marcadores tricolores, ele avançou livre pelo lado direito, Ganso e Wellington só olharam e a bola acabou na cabeça de Réver, que desviou no canto direito de Rogério Ceni. O Tricolor ainda descontou com Aloísio.

– O Ronaldinho reencontrou seu futebol no Atlético-MG. Ele chegou a um clube que deu condições para desenvolver o trabalho, com bons jogadores e uma comissão técnica competente. Ele tem sido o ponto de desequilíbrio. Temos de neutralizá-lo para não sermos surpreendidos.

O que fazer para classificar

Para avançar ao mata-mata da Libertadores, o São Paulo precisa vencer o Atlético-MG e torcer por uma derrota do Strongest para o Arsenal, na Argentina. Outra possibilidade de classificação viria com vitória por dois gols de diferença no Morumbi e empate do Strongest na Argentina. Assim, o Tricolor teria um saldo melhor que os bolivianos.

Há uma combinação de resultados que pode levar para sorteio. Para isso, o São Paulo precisaria vencer por 2 a 1, e o jogo na Argentina teria de terminar empatado em 1 a 1. Assim, Tricolor e Strongest ficariam iguais em tudo: pontos, saldo de gols, maior número de gols a favor e maior número de gols fora de casa. Clique aqui e use o Simulador para ver todas as combinações possíveis.



São Paulo joga vida contra o Galo, que tenta evitar duelo nas oitavas

montagem Rogerio Ceni Ronaldinho Gaúcho São Paulo Atlético-MG (Foto: Editoria de Arte)Rogério Ceni e Ronaldinho Gaúcho vão travar
duelo nesta quarta-feira (Foto: Editoria de Arte)

O que acontecer no Morumbi, nesta quarta-feira, às 22h, vai ser decisivo para as oitavas de final da Taça Libertadores. O desespero do São Paulo contrasta com a tranquilidade de um Atlético-MG que ainda não encontrou adversários no Grupo 3, mas que olha para o futuro com desconfiança. À beira da crise, o Tricolor precisa vencer para continuar vivo. Necessidade que também tem o Galo para impedir que um rival poderoso esteja em seu caminho logo no início do mata-mata.

A pífia campanha – uma vitória, um empate e três derrotas – colocou o clube paulista em uma complicada situação, não dependendo apenas de suas forças para se classificar. Além de bater o melhor time do torneio até o momento, algo que ninguém conseguiu, terá de torcer para o Arsenal derrotar o Strongest, na Argentina.

Uma combinação que daria a vaga ao Tricolor no saldo é vencer por dois gols de diferença e contar com um empate em Sarandí. Há também a possibilidade de a decisão ir para o sorteio: vitória são-paulina por 2 a 1 e igualdade por 1 a 1 na outra partida. Assim, brasileiros e bolivianos ficariam iguais em tudo: pontos, saldo de gols, gols a favor e gols fora de casa.

A colocação dos times na chave criou uma condição curiosa. O Atlético-MG está garantido como o dono da melhor campanha entre todos os participantes. O Alvinegro enfrentará o pior segundo colocado, vaga que invariavelmente pertencerá ao São Paulo, caso avance. Por isso, a ordem de Cuca no Galo é impedir a classificação de um adversário que pode se fortalecer rapidamente. Um empate é o bastante.

Wilton Sampaio (Fifa-GO) apita a partida. Os assistentes são Kléber Lúcio Gil (Fifa-SC) e Rodrigo Correa (Fifa-RJ). A Rede Globo transmite a partida para os estados de SP, MG, RS, SC, PR, SE, GO, MS e TO. Você acompanha também, em Tempo Real, no GLOBOESPORTE.COM, a partir das 21h.

header as escalações 2

São Paulo: depois de dois treinos secretos, o técnico Ney Franco não revelou a equipe. Apenas o goleiro Rogério Ceni, recuperado de dores no pé direito, e o zagueiro Rafael Toloi, liberado após um edema na coxa direita, foram confirmados. A dúvida está na lateral direita, entre Paulo Miranda e Rodrigo Caio. Douglas assumirá a vaga de Jadson no meio de campo. A formação é a seguinte: Rogério Ceni, Paulo Miranda (Rodrigo Caio), Lúcio, Rafael Toloi e Carleto; Wellington, Denilson, Douglas e Ganso; Osvaldo e Aloísio.

Atlético-MG: sem Bernard, que segue em recuperação de uma contusão no ombro direito, Cuca escala, mais uma vez, o atacante Luan, que se destacou nas últimas partidas do Galo. Essa será a única alteração em relação ao time considerado titular. O Atlético-MG vai a campo com Victor; Marcos Rocha, Réver, Leonardo Silva e Richarlyson; Pierre, Leandro Donizete, Diego Tardelli, Ronaldinho Gaúcho e Luan;

quem esta fora (Foto: arte esporte)

São Paulo: Luis Fabiano e Jadson, suspensos, não atuam. Maicon, com um problema muscular na coxa esquerda, é desfalque.

Atlético-MG: somente Bernard, machucado, não está apto para participar da partida contra o São Paulo. Leandro Donizete e Diego Tardelli, que preocuparam durante a semana, foram liberados.

header fique de olho 2

São Paulo: passará pelos pés de Paulo Henrique Ganso as chances de o Tricolor se classificar. Sem Jadson, o meio-campista será o encarregado de criar as jogadas e, quem sabe, finalmente justificar os quase R$ 24 milhões investidos pelo clube para contratá-lo do Santos no ano passado.

Atlético-MG: Ronaldinho Gaúcho é sempre um espetáculo à parte. Na partida do primeiro turno, diante do São Paulo, no Independência, R10 protagonizou um lance curioso. Após receber um pouco de água de Rogério Ceni, Ronaldinho se aproveitou do descuido da zaga tricolor, recebeu a bola de um lateral cobrado por Marcos Rocha e tocou para Jô, que apenas empurrou para a rede. Qualquer descuido diante do craque pode ser fatal.

header o que eles disseram

Ney Franco, técnico do São Paulo: Precisamos fazer o nosso dever de casa. Esse é novo foco. Não adianta acontecer o resultado que precisamos na Argentina e nós não ganharmos o jogo. Vamos enfrentar o melhor time sul-americano, mas confiamos que podemos ganhar”.

Richarlyson, lateral do Atlético-MG: Sabemos das dificuldades que vamos enfrentar. O Morumbi deve ter lotação máxima. O Atlético-MG vai continuar com o que deve fazer. Não vai mudar nada do que tem feito. Eles vão tentar fazer gol o mais rapidamente possível, mas estamos confiantes em nosso trabalho”.

header números e curiosidades

* Quem tem vantagem? Confira o histórico do confronto na Futpédia

* As duas equipes têm histórias muito diferentes na competição continental. O Tricolor paulista é tricampeão e recordista brasileiro de participações (16 vezes). Já o Galo volta a disputar a Libertadores depois de 13 anos e participa apenas pela quinta vez desta competição internacional.

* Atlético-MG e São Paulo já se enfrentaram cinco vezes dentro da Taça Libertadores. O time paulista jamais derrotou a equipe mineira na competição. Na fase de grupos da Libertadores 72, as duas equipes empataram por 2 a 2, no Mineirão, e por 0 a 0, no Morumbi. Já em 1978, também na fase de grupos, Atlético e São Paulo empataram por 1 a 1, no Mineirão, e o Galo venceu por 2 a 1, no Morumbi. Em 2013, os mineiros fizeram 2 a 1, em BH.

* Os times brasileiros foram os "carrascos" do São Paulo nas últimas Libertadores. Desde o título de 2005, o Tricolor foi sempre eliminado por equipes brasileiras, perdendo o título de 2006 para o Inter; sendo eliminado em 2007 pelo Grêmio nas oitavas de final; em 2008 pelo Fluminense nas quartas; em 2009 pelo Cruzeiro nas quartas e em 2010 pelo Internacional nas semifinais.

* Apesar de ter sido eliminado por adversários brasileiros em suas últimas cinco Libertadores, o São Paulo leva vantagem nos duelos contra equipes brasileiras na competição. O Tricolor disputou 37 jogos, obtendo 15 vitórias, 12 empates e dez derrotas, marcando 49 gols e sofrendo 39.

* O Atlético-MG tem o seguinte retrospecto enfrentando outros times brasileiros em Libertadores: 12 jogos, três vitórias, sete empates e duas derrotas.

* Uma partida entre Atlético-MG e São Paulo não termina empatada por 0 a 0 há seis anos (11 jogos). O último empate sem gols aconteceu em 2007, no Mineirão, em jogo válido pelo segundo turno do Brasileirão.

header último confronto v2

O Atlético-MG deu início à arrancada na Libertadores ao vencer o São Paulo por 2 a 1, no estádio Independência, dia 13 de fevereiro, pela primeira rodada da fase de grupos. Os gols de Jô e Réver saíram dos pés de Ronaldinho, em noite inspirada. Os paulistas descontaram com Aloísio.