sexta-feira, 26 de abril de 2013

Ney Franco prega respeito e prevê dificuldades contra o Penapolense

Ney Franco (Foto: Cleber Akamine)Ney Franco, em treino  (Foto: Cleber Akamine)

O fato de liderar as últimas 11 rodadas da primeira fase do Campeonato Paulista, para o técnico Ney Franco, não representa uma vantagem para o São Paulo no duelo de quartas de final do Estadual, contra o Penapolense, no Morumbi, às 18h30min (horário de Brasília).

Campeão mineiro com o Ipatinga (atual Betim), em 2005, o treinador reconhece a força dos times considerados "pequenos", e alerta para possíveis surpresas contra os grandes, mesmo atuando na casa do adversário. Vacinado, Ney Franco lembra que o semifinalista sairá de um jogo de 90 minutos, e cobra atenção do elenco tricolor.

- É a oportunidade de todo mundo aparecer. O Pintado está fazendo um bom trabalho do outro lado, com jogadores de qualidade. O Penapolense tem um dos melhores laterais-esquerdo (Rodrigo Biro) do Paulista. É um jogo de 90 minutos que não podemos descuidar. Não podemos achar que a camisa vai ganhar o jogo - comentou o treinador que, nesta sexta-feira, comandou um trabalho de marcação, desde a saída de bola do time adversário.

Dividindo as atenções entre as quartas de final do Campeonato Paulista e as oitavas da Libertadores, contra o Atlético-MG, Ney Franco reforça a ideia de conquistar as duas competições, e nega que a competição sul-americana seja prioridade. Durante a entrevista coletiva, o próprio treinador lembrou que o São Paulo não vence o Estadual desde 2005.

- Cobramos muito os atletas. Eles estão entendendo que é o momento de jogar bem e forte para conseguir a vaga na semifinal. Estamos falando desde o início da temporada que não abriríamos mão de nenhuma competição. A equipe está sendo preparada para brigar pelo título nas duas - disse Ney Franco, que confirmou a equipe que enfrenta o Penapolense com: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Lúcio e Carleto; Wellington, Denilson, Ganso e Jadson; Osvaldo e Luis Fabiano.



'Gordinho', argentino Cañete perde espaço no São Paulo

Marcelo Cañete meia do São Paulo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Marcelo Cañete, meia do São Paulo
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Adorado pela torcida, Cañete vai precisar suar a camisa no São Paulo. Depois de alternar boas e más atuações no início da temporada e não conseguir se firmar como titular, o jogador acumulou alguns quilos e, por enquanto, não será utilizado pelo técnico Ney Franco.

O argentino foi titular na derrota para o Mogi Mirim, no último domingo, mas acabou substituído no segundo tempo pelo garoto Adelino. Antes, sequer foi levado para o banco de reservas no confronto diante do Atlético-MG que colocou o Tricolor nas oitavas da Taça Libertadores.

– Demos uma priorizada na parte física. Em um teste do elenco que fizemos, ele estava com o percentual um pouco acima. Nas duas próximas semanas vamos dar prioridade à parte física – revelou o técnico Ney Franco.

No treino desta sexta-feira, no CT da Barra Funda, o último penúltimo antes de enfrentar o Penapolense, pelas quartas do Paulistão, Cañete sequer participou. O argentino realizou um trabalho físico no campo na companhia do meia Maicon, que se recupera de uma lesão na coxa esquerda e também não atua no fim de semana.

Contratado em 2011 pelo equivalente a R$ 4,5 milhões do Boca Juniors como sendo o “novo Riquelme”, Cañete não consegue engrenar no São Paulo. Primeiro, ficou quase um ano ausente em virtude de uma lesão no joelho direito. Quando voltou, cercado de expectativa, não correspondeu, aparecendo abaixo de Ganso, Jadson e Maicon na preferência do treinador.

Apesar disso, continua sendo uma grande aposta da diretoria. Tanto que no início do ano renovou o contrato com o clube. O vínculo acaba em 31 de dezembro de 2015.



Conmebol divulga arbitragem de seis jogos de ida das oitavas da 'Liberta'

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) divulgou nesta sexta-feira a arbitragem dos seis jogos de ida das oitavas de final da Libertadores que serão disputados na semana que vem.

O duelo brasileiro entre Atlético-MG e São Paulo, na quinta-feira, no Morumbi, será comandado pelo paraguaio Antonio Arias, auxiliado pelos compatriotas Carlos Caceres e Darío Gaona.

Na terça-feira, o Palmeiras encara o Tijuana, no México, com trio de arbitragem uruguaio formado por Martin Vazquez, Mauricio Espinosa e Marcelo Costa.

Na quarta, o Grêmio recebe o Independiente Santa Fé, da Colômbia, em Porto Alegre, com arbitragem do argentino Patricio Loustau, auxiliado por Diego Bonfa e Ivan Nuñez.

No mesmo dia, o Corinthians encara o Boca Juniors, na Bombonera, em jogo apitado pelo chileno Enrique Osses e auxiliado por Carlos Astroza e Sergio Roman.

Na quinta, o Fluminense encara o Emelec, no Equador, com trio colombiano, formado pelo árbitro Wilmar Roldan e os auxiliares Eduardo Diaz e Wilson Berrio.

Dois duelos das oitavas já foram iniciados: na quarta-feira, o Velez Sarsfield bateu por 1 a 0 o Newell's Old Boys, na casa do rival, no embate argentino. Na quinta, o Real Garcilaso venceu o Nacional do Uruguai, no Peru, também por 1 a 0.



Na Seleção, Jadson encontra rivais da Libertadores e admite ansiedade

jadson são paulo (Foto: André Lessa/Agência Estado)Jadson admite ansiedade por jogo da Libertadores
(Foto: André Lessa/Agência Estado)

Mesmo nos dias que antecedem as quartas de final do Campeonato Paulista, o assunto no São Paulo é a Taça Libertadores. Ninguém se atreve a dizer que o jogo contra o Penapolense, por exemplo, é prioridade, sabendo que na próxima quinta-feira o time encara o Atlético-MG novamente, desta vez pelas oitavas de final do torneio continental.

Para Jadson e Osvaldo, manter o foco no estadual e esquecer momentaneamente a Libertadores, foi tarefa quase impossível nos últimos dias. Convocados para defender a seleção brasileira no amistoso contra o Chile, na última quarta, feira, em Belo Horizonte, eles tiveram de conviver com o zagueiro Réver, o lateral-direito Marcos Rocha, e o meia Ronaldinho Gaúcho, jogadores do Galo também lembrados pelo técnico da Seleção, Luiz Felipe Scolari.

Como o contato entre os atletas é inevitável, Jadson admite que falou sobre Libertadores com o camisa 10 do Galo, e confessa que não vê a hora de entrar em campo novamente para enfrentá-los.

- Nós conversamos, não muito. Falamos mais sobre o jogo que tivemos no Morumbi, perguntei algumas coisas ao Ronaldinho, mas nada demais. Claro que ficamos ansiosos para chegar logo esse jogo da Libertadores - disse o meia Jadson.

Ao falar sobre o favoritismo que vem sendo atribuído ao Atlético-MG, que tem a melhor campanha e o melhor ataque da competição, o são-paulino afirmou que isso pouco influencia na forma dos jogadores atuarem. Segundo Jadson, tudo o que é dito antes da partida é esquecido assim que a bola começa a rolar.

- O favoritismo existe antes do jogo. Quando começa, acaba tudo. O time que estiver mais focado, melhor tatica e fisicamente, vai levar. Ele (Ronaldinho Gaúcho) sabe que vai ser um jogo difícil, e nós também sabemos. Espero que o São Paulo consiga repetir a atuação do Morumbi, para conseguir mais uma vitória - disse, referindo-se à vitória por 2 a 0 na última rodada da fase de classificação - resultado que garantiu a classificação tricolor às oitavas.

Poupado do treino coletivo realizado nesta quinta-feira, justamente por ter participado da maior parte dos 90 minutos do amistoso contra o Chile, Jadson deve ser escalado domingo no meio-campo ao lado de Ganso. Rogério Ceni, que treinou separadamente, não é problema e está à disposição do técnico Ney Franco. O time que enfrentará o Penapolense terá: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Tolói, Lúcio e Carleto; Wellington, Denilson, Ganso e Jadson; Osvaldo e Luis Fabiano.



Artilheiro do Ano: Pedro Gusmão, do Bacabal, faz cinco gols e entra na briga

Pedro Gusmão - atacante do Bacabal (Foto: Reprodução/TV Mirante)Pedro Gusmão, do Bacabal, é o artilheiro do
Maranhense (Foto: Reprodução/TV Mirante)

O atacante Pedro Gusmão, do Bacabal, se aproveitou da folga da maioria dos líderes do Prêmio Artilheiro do Ano, neste meio de semana, e entrou de vez na disputa. Com uma atuação espetacular, o jogador marcou cinco gols na vitória de 6 a 1 do seu time sobre o Americano-MA, na noite de quinta-feira, e chegou aos 15 na temporada, saltando para quinta colocação da lista junto com Hernane, do Flamengo, e Elton, do Náutico.

Logo atrás, com 14, vem Joélson, do Porto-PE, que deixou a sua marca na derrota para o Salgueiro por 2 a 1, também na quinta, pelo Campeonato Pernambucano. Na sétima colocação, o atacante tem a companhia de Marciel, do Guarany de Sobral, que passou em branco na derrota por 2 a 0 para o Icasa, na última quarta-feira.

A liderança do ranking segue com o atacante Giancarlo, ex-Ferroviário, com 19 gols. O jogador, que deixou clube cearense na quinta-feira passada, acertou com o Vitória. Sua estreia no Rubro-negro baiano pode acontecer no próximo domingo, no clássico contra o Bahia. Careca, do Cene, com 17, e David Dener, da Desportiva Ferroviária, com 16, seguem na cola do líder.

Vale ressaltar que somente competições oficiais envolvendo clubes brasileiros fazem parte da disputa do Prêmio Artilheiro do Ano: a primeira divisão de todos os estaduais do país, as Séries de A a D do Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil, a Copa do Nordeste, a Taça Libertadores da América, a Copa Sul-Americana, a Recopa Sul-Americana e o Mundial de Clubes.

Confira a lista de artilheiros do ano:

Prêmio Friedenreich Artilheiro do Ano 25/04 (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)

O PRÊMIO

O troféu do Prêmio Friedenreich é uma iniciativa do programa "Globo Esporte", da TV Globo, em parceria com o GLOBOESPORTE.COM. E a disputa para ganhar o troféu é bastante democrática - e, com isso, acirradíssima. Todos os que disputam as Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro estão na briga. Além dos gols marcados nas quatro divisões da competição, serão contabilizados os feitos nos Estaduais (apenas da primeira divisão), Copa do Nordeste, Copa do Brasil, Taça Libertadores, Copa Sul-Americana, Recopa Sul-Americana e Mundial de Clubes da Fifa.

O HOMENAGEADO

Se Charles Miller trouxe a bola para o país e deu, com isso, o pontapé inicial para aquela que se tornou a grande paixão nacional, Artur Friedenreich foi um dos pioneiros do talento "made in Brazil". Ainda que existam controvérsias sobre o número de gols marcados pelo atacante - uma estatística aponta 1.329, apesar de outras assegurarem pouco mais de 500 -, a história, seja pelos recortes de jornais ou pelos testemunhos dos já saudosos bisavós, confirma que Fried foi um jogador extraordinário. Conquistou sete títulos paulistas (seis pelo Paulistano e um pelo São Paulo da Floresta, que deu origem ao atual São Paulo Futebol Clube), uma Copa Rocca (1914) e dois Sul-Americanos (1919 e 1922) pela seleção brasileira. Ainda no Campeonato Paulista se consagrou como artilheiro em oito edições.

OS VENCEDORES

2008 - Keirrison (Coritiba), com 41 gols
2009 - Diego Tardelli (Atlético-MG), com 39 gols
2010 - Jonas (Grêmio) e Neymar (Santos), com 42 gols cada
2011 - Leandro Damião (Internacional), com 38 gols
2012 - Neymar (Santos), com 43 gols

Montagem artilheiros Prêmio Friedenreich (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)



Denilson espera conquistar título paulista em possível despedida

Denilson treino São Paulo (Foto: Cleber Akamine)Denilson, em treino no CT (Foto: Cleber Akamine)

Sem saber se segue no São Paulo ou se retorna ao Arsenal, da Inglaterra, a partir do dia 30 de junho, quando termina seu contrato de empréstimo com o Tricolor, o volante Denilson ainda não foi procurado pela diretoria tricolor para falar sobre renovação. Por isso, ele se concentra nas partidas decisivas que tem pela frente. Principalmente no mata-mata do Paulistão.

Caso a diretoria não queira ficar com o jogador, sua despedida já tem data marcada e, para azar do camisa 15, ocorrerá antes mesmo das semifinais da Libertadores, que serão disputadas nos dias 3 e 10 de julho. Assim, as finais do Paulistão, dias 12 e 19 de maio, são o maior objetivo do volante. Ele quer deixar o Morumbi campeão.

- Sei que meu contrato acaba no dia 30 de junho, não sei se vou ficar, mas enquanto eu estiver aqui, vou dar os meus 100%. Quero focar as minhas atenções nas quartas de final do Paulista e nas oitavas de final contra o Atlético-MG. Se o time chegar à semifinal da Libertadores, meu contrato terá acabado e, talvez, eu tenha que voltar - lamentou o jogador.

Como o calendário do Paulistão favorece a participação de Denilson, todas as fichas do volante estarão nestas últimas quatro partidas (quartas, semi, e duas finais), a começar pelo Penapolense, domingo, no Morumbi.

- Vamos entrar contra o Penapolense com a mesma disposição que tivemos contra o Atlético-MG (na última rodada da fase de classificação da Libertadores, vitória tricolor por 2 a 0). Isso não pode faltar. Temos que nos impor, como São Paulo - disse o volante.

São Paulo e Penapolense se enfrentam domingo, às 18h30min, no Morumbi.



Para celebrar Dia do Goleiro, Zetti reúne 250 pupilos e conta histórias

Waldir Peres se transformou em um dos melhores goleiros do Brasil ao perceber, lá pelos sete anos de idade, que tinha amor e vocação para fechar o gol. Raí, quando criança, desistiu das luvas ao notar que ter a bola nos pés era mais fácil do que parar atacantes rivais. Belleti chegou a ser apresentado nas categorias de base do Cruzeiro como camisa 1, mas logo foi para a linha e nunca mais voltou a usar luvas. Histórias como essas foram contadas no encontro que reuniu mais de 250 goleiros, garotos, mulheres, senhores e sonhadores, amadores e profissionais, para celebrar o Dia Nacional do Goleiro, comemorado nesta sexta-feira.

Dia do goleiro são paulo Cotia carlos valdir perez zetti (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Que turma! Zetti, Waldir Peres e mais de 250 goleiros (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Devidamente uniformizados, todos participaram de uma uma clínica com ex-atletas de diferentes gerações, no CT do São Paulo, em Cotia, promovida pelo ex-goleiro Zetti.

- Isso é um incentivo para todas as pessoas que estão começando e sonham com a profissão. Elas desejam jogar em um clube grande, em um time amador, com qualidade, saber cair, pegar a bola, não se machucar, e tudo isso exige treinamentos. Tento passar o que aprendi como profissional - disse Zetti, dono de uma academia específica para goleiros, que conta hoje com aproximadamente 350 alunos.

Dia do goleiro são paulo Cotia Raí (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Raí mata saudades da bola durante evento (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Convidado especial, o amigo e ex-companheiro de São Paulo, Raí, vilão de muitos deles, fez questão de participar da festa e considerou a comemoração legítima.

- O goleiro treina separado, sozinho, chega mais cedo, sai mais tarde, cai no chão, só leva bolada... Eles merecem um dia só para eles. São heróis - comentou o ex-camisa 10 do São Paulo Raí.

Dia do goleiro são paulo Cotia carlos valdir perez zetti (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Ex-goleiros Carlos, Waldir Peres e Zetti
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Inspiração para Zetti, o ex-goleiro Waldir Peres também marcou presença. Dono de títulos Paulistas e do Brasileiro, e titular da hoje lendária Seleção de 82, o ídolo do São Paulo foi um dos homenageados no evento, e falou sobre os momentos alegres e tristes que todo goleiro acaba atravessando em sua carreira profissional.

- O goleiro precisa conhecer sua profissão. Não conheço um que tenha passado ileso, sem que tenha falhado uma única vez. É preciso estar bem treinado, com a cabeça boa, afinal, é uma função que exige personalidade para superar todas as adversidades. Injustiçados todos são. Quantos goleiros foram culpados por gols sofridos, sem antes as pessoas comentarem que a defesa era fraca? Não importa, o goleiro sempre vai levar a culpa, e ele tem que estar preparado para superar tudo isso - disse Waldir Peres.

Eram tantas histórias de goleiros em um só local que o GLOBOESPORTE.COM buscou algumas que pudessem representar a todos. Confira:

Symon Casagrande, 20 anos

Symon Casagrande (Foto: Marcos Ribolli)Symon Casagrande em ação (Foto: Marcos Ribolli)

Filho do ex-centroavante Casagrande, hoje comentarista da TV Globo, Symon seguiu outro caminho ao perceber que não havia herdado o talento para marcar gols do pai. Sem a mínima habilidade com os pés, o filho mais novo de Casão decidiu ser goleiro aos 12 anos, inspirado pelo italiano Gianluigi Buffon, goleiro do Juventus e da seleção italiana. Desde então, a paixão pelas luvas não o deixou abandonar o sonho de, um dia, ser profissional.

- Se eu tivesse 50% da capacidade do meu pai, não seria goleiro. Ele me apoia, dá dicas, e tenta me ajudar da melhor forma. Estive no Barueri por dois anos, mas uma lesão no joelho acabou prejudicando a minha sequência. Meu sonho é jogar profissionalmente, e não vou desistir - afirmou Symon, que cursa o segundo semestre de administração de empresas, e mantém a forma na escola de Zetti, duas vezes por semana.

Bárbara Lazarini, 17 anos

Barbara dia do goleiro (Foto: Marcos Ribolli)Bárbara busca bolsa de estudos nos EUA
(Foto: Marcos Ribolli)

Pode-se dizer que Bárbara Lazarini guarda uma frustração. Sem investimentos e incentivos, deixou de sonhar com uma carreira profissional no futebol. Hoje, ainda apaixonada pelo esporte, dedica-se aos treinamentos com outro objetivo: abrir portas em universidades norte-americanas para complementar seus estudos. Goleira desde criança, Bárbara aprendeu não apenas a agarrar as bolas, mas a defender o desvalorizado futebol feminino.

- Amo futebol, e gostaria que o feminino tivesse a mesma valorização do masculino. Chegamos ao ponto de as meninas da seleção terem de usar o uniforme dos homens porque não tinha modelo para as mulheres. Isso é um absurdo. Hoje, infelizmente, meu foco é conseguir uma bolsa em uma universidade dos Estados Unidos. Lá, sim, o esporte é valorizado. Nosso país é muito rico, tem muitas meninas dispostas a jogar, mas os clubes não incentivam, as federações não têm seriedade. Olha o Santos, por exemplo. Fechou as portas por falta de verba, mas paga o salário do Neymar. Essa é a nossa realidade - disse Bárbara.

Bunyu Izuka, 71 anos

Brunyu Izuka dia do goleiro (Foto: Marcos Ribolli)Brunyu Izuka: paixão pela bola (Foto: Marcos Ribolli)

Aos 71 anos, Bunyu Izuka é o dono da camisa número 1 do time master do Nippo/Cotia. Apesar de ser titular, ele não está satisfeito com a situação e acredita que pode ir além. Aluno de Zetti há quatro anos, o goleiro-veterano fez um pedido ao ídolo e professor e ouviu uma promessa que o animou a treinar por, pelo menos, mais dez anos.

- Sou goleiro e, quando soube da escolinha do Zetti, fui atrás. No ano retrasado, eu disse ao Zetti que gostaria de jogar num time de verdade. Ele falou 'treina mais dez anos que eu arrumo para você', então, estou treinando. Espero conseguir antes dos 10 anos. Sou dedicado, persistente e não brinco nos treinos. Claro que a história de arrumar um time para mim não passa de uma brincadeira, mas quando treino, levo muito a sério. Goleiro que chega na academia pensando que é bagunça, não aguenta e vai embora. Tem de se dedicar - explica Izuka.

Orgulhoso do empenho de seu aluno mais 'experiente', Zetti acha graça ao lembrar do pedido feito por Bunyu, e lembra com carinho das primeiras aulas com o senhor de mais de 60.

- Quando ele chegou, eu não sabia o que fazer. Era um senhor de idade, com mais de 65 anos, e eu não tinha contato com grupos dessa faixa etária. Eu só havia trabalhado com profissionais. Mas a escola nos ensina também. Além de aprender muito com a dedicação dessas pessoas, a gente se adapta às necessidades de cada um. Fico muito feliz com o seu Bunyu e, pelo visto, vou ter que arrumar um time para ele jogar mesmo. E ele quer um só de jovens - sorriu Zetti.