segunda-feira, 6 de maio de 2013

Edson Silva é confirmado na zaga, e Silvinho viaja para encarar o Galo

A escalação do zagueiro Edson Silva na vaga de Lúcio não foi embasada em critérios técnicos ou disciplinares. Visando a partida contra o Atlético-MG, pelas oitavas de final da Libertadores, o técnico Ney Franco explica que optou pela dupla de zaga Rafael Toloi e Edson Silva justamente para dar ritmo de jogo e entrosamento aos dois, já que o camisa 3 está suspenso do jogo de volta, nesta quarta-feira, no estádio Independência, em Belo Horizonte. Sem Rhodolfo, também machucado, o treinador são-paulino, que gosta de fazer mistérios, não esconde seus "primeiros titulares".

- Optei por usar o Edson porque não teremos tempo para treinar até quarta-feira. Não vamos fazer um treino tático, não podemos expôr os jogadores ao desgaste físico. Como só faremos um trabalho de recuperação, preferi utilizá-lo para dar uma sequência a ele - afirmou Ney Franco, que fez elogios ao defensor, encarregado de marcar o lado esquerdo do ataque corintiano.

Outra preocupação no São Paulo é com relação ao atacante Osvaldo. Com dores no quadril, o camisa 17 foi substituído no início da partida contra o Corinthians, e ainda é dúvida - os exames de raio-x não detectarem nenhuma fratura. Sem contar com Aloísio, com uma lesão no músculo adutor da coxa direita, Ney Franco adiantou que vai relacionar o atacante recém-contratado Silvinho, ex-Penapolense.

- A base do nosso time é esta, que enfrentou o Corinthians. Prefiro não antecipar a escalação, até porque, temos de esperar o Osvaldo. Vamos realizar um último treinamento em Belo Horizonte, na terça-feira, mas o Silvinho está relacionado para o jogo - comentou.

Nesta segunda-feira, Osvaldo passará por exames para saber se estará à disposição. O elenco se reapresenta às 15h30, no CT da Barra Funda.

Ney Franco jogo Corinthians São Paulo Paulista (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Ney Franco durante partida contra o Corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)



Ney admite falta de competência do São Paulo na decisão por pênaltis

O técnico Ney Franco descartou o termo "falta de sorte" ao ser questionado sobre a derrota do São Paulo, nos pênaltis, para o arquirrival Corinthians, neste domingo, que determinou a eliminação do time nas semifinais do Paulistão - a partida terminou empatada em 0 a 0 no tempo normal.

Nas cobranças, Rogério Ceni, Rafael Toloi e Jadson acertaram pelo São Paulo, mas Luis Fabiano e Ganso desperdiçaram. No Corinthians, Alessandro acertou a trave, mas Douglas, Romarinho, Fábio Santos e Pato garantiram a vitória corintiana, no Morumbi.

Para o treinador são-paulino, os cinco jogadores que foram escolhidos estavam preparados, já que o elenco havia trabalhado tal possibilidade, de decidir a vaga nos pênaltis. Ney Franco, porém, lamentou o baixo aproveitamento, e admite que faltou competência ao time.

- Treinamos as cobranças durante a semana. Infelizmente, o Ganso e o Luis Fabiano, mais o Ganso, porque na cobrança do Luis, o Cássio foi muito bem, não foram competentes. Não vejo questão de sorte. O Corinthians foi mais compente do que a gente. Existe o emocional na hora de bater a penalidade, que pesa muito também - afirmou o treinador.

Durante a entrevista coletiva, o técnico Ney Franco reclamou da arbitragem, que não teria avisado sobre o tempo de acréscimo que seria dado no segundo tempo. Segundo o treinador, o volante Rodrigo Caio estava pronto para entrar, especialmente para ser um dos cinco batedores do São Paulo.

Ney Franco preferiu não falar se o jogador entraria no lugar de Ganso ou Luis Fabiano. Quando um jornalista perguntou durante a entrevista coletiva se ele entraria na vaga de alguém que acertou ou errou, Ney Franco sorriu e se esquivou.

- Prefiro não comentar - finalizou.

Ganso jogo Corinthians São Paulo Paulista (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Ganso jogou bem no clássico, mas perdeu pênalti na decisão (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)



Ney Franco critica arbitragem, e diz que Rodrigo Caio bateria pênalti

A cobrança de pênalti defendida pelo goleiro Rogério Ceni, do atacante Alexandre Pato, alvo de reclamação dos jogadores do São Paulo, foi anulada corretamente, segundo o técnico Ney Franco, que não gostou da atuação do árbitro Antonio Rogério Batista do Prado.

Para o treinador do São Paulo, o goleiro são-paulino adiantou-se na cobrança e, no pênalti defendido por Cássio, o movimento do corintiano foi "normal" após a batida de Luís Fabiano. Na visão do comandante tricolor, foram dois os problemas: a falta de pulso, principalmente ao não coibir os atacantes Romarinho e Emerson que, segundo o técnico, deveriam ter sido expulsos, e a falta de informação com relação ao tempo de acréscimo que seria dado no segundo tempo.

- Não gosto de falar de arbitragem, mas não posso sair sem comentar alguns detalhes. Não sou encarregado para isso, mas tem árbitros mais qualificados na Federação. Tanto eu, como o Tite, temos reclamações a fazer. Achei que o Romarinho e o Emerson deveriam ter sido expulsos, por exemplo - afirmou o treinador, que reclamou ainda da não sinalização do tempo de acréscimo.

Aos 44 minutos do segundo tempo, Ney Franco preparava duas substituições, já pensando nas cobranças de pênalti. Rodrigo Caio e Maicon entrariam nos lugares de Wellington e Denilson. Porém, como não houve acréscimo, os dois ficaram fora.

- Ele não manifestou para ninguém que não teríamos acréscimos. Fiquei sabendo pela imprensa, e não consegui fazer as substituições. O Rodrigo Caio entraria para bater um dos pênaltis. Não estou reclamando porque perdemos. Se tivesse ganhado, não teria ficado feliz do mesmo jeito - disse o treinador, sem comentar quem seria o excluído da lista de batedores.

Na disputa por pênaltis, Ganso (por cima) e Luis Fabiano (defendida por Cássio) desperdiçaram suas cobranças, sacramentada pelo atacante Alexandre Pato, que teve de bater duas vezes, já que a primeira, defendida por Rogério Ceni, foi anulada pela arbitragem.

Eliminado do Campeonato Paulista, o São Paulo se reapresenta na tarde desta segunda-feira, no CT da Barra Funda. A equipe treina no período da tarde e viaja no dia seguinte para Belo Horizonte, onde fica concentrado para a partida de volta das oitavas de final contra o Atlético-MG.

Ney Franco São Paulo jogo Corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Ney Franco durante o clássico com o Corinthians, neste domingo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)



Bernard e Cuca lamentam contusão de atacante Osvaldo, do São Paulo

A notícia da lesão do atacante Oswaldo, do São Paulo, sofrida na partida semifinal do Campeonato Paulista, diante do Corinthians (veja o vídeo ao lado), diferentemente do que muitos poderiam imaginar, foi recebida com tristeza entre atletas e comissão técnica do Atlético-MG. O Galo receberá o Tricolor na próxima quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), no Independência, na partida de volta das oitavas de final da Taça Libertadores, e o adversário já não terá o zagueiro Lúcio, suspenso por ter recebido o cartão vermelho na partida de ida, e o atacante Aloísio, também machucado.

O meia Bernard, que também deixou o campo, neste domingo, sentindo uma lesão, lamentou bastante a contusão de Osvaldo.

- Estamos sempre propensos a lesões. Estamos sempre nas mãos de Deus. É para que isso não aconteça é que peço todos os dias. Torço para não ser nada grave. É um amigo, um companheiro de profissão. Torço para que não seja nada grave.

O técnico Cuca, após a vitória sobre o Tombense, por 5 a 1, foi questionado se o possível desfalque de Osvaldo, na partida decisiva da Libertadores, seria uma boa notícia. Enfático, tratou de valorizar o elenco são-paulino.

- Nunca é uma boa notícia quando um jogador sai de campo machucada. Lamento muito. Mas se ele não jogar, vai jogar outro. A dificuldade vai ser igual. O São Paulo não é somente um jogador, mas sim um grupo muito forte.

Ombro complicado

Sobre a lesão de Bernard, que saiu de campo com dores no ombro esquerdo, o mesmo que o tirou de diversas partidas da temporada, o médico Rodrigo Lasmar disse que o jogador não é problema para a próxima partida. Bernard foi substituído apenas como precaução, para que nada de mais grave pudesse acontecer.



Pato explica comemoração após a vaga na final: 'Flechadas do amor'

Após um 0 a 0 arrastado, o Corinthians eliminou o São Paulo do Campeonato Paulista ao bater o Tricolor por 4 a 3. Alexandre Pato foi o responsável por efetuar a última cobrança. Na primeira tentativa, o camisa sete chutou mas Rogério Ceni defendeu. No entanto o árbitro Rogério Batista do Prado mandou voltar porque o goleiro são-paulino adiantou-se. Na segunda tentativa, Pato mandou para o fundo das redes, garantindo a vaga do Corinthians na final do Campeonato Paulista, contra o Santos.

Questionado se Rogério Ceni o provocara, Pato não soube responder, mas disparou.

- Ele pegou a bola no fundo do gol para mim. Na segunda vez eu fiz - falou Pato.

Pato comemoração Corinthians São Paulo Paulista (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Pato 'lança' flecha de amor após eliminar o São Paulo do Paulistão (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Sobre a comemoração do gol que deu a classificação para o Corinthians na final do Estadual, quando imitou ser um arqueiro atirando flechas imaginárias, ele diz que é uma homenagem à namorada, Barbara Berlusconi.

- São as flechadas do amor.

Sobre a decisão do torneio, contra o Santos, com vantagem do mando de campo para o time da Baixada Santista, Pato evitou fazer um projeção.

- Passamos para a final. Quero entrar na história do Corinthians. Agora é trabalhar, descansar. Quero pegar o Santos e tentar fazer o melhor.

Entre os dois jogos da final contra o Santos - nos dois próximos fins de semana -, o Corinthians encara o Boca Juniors pelas oitavas da Libertadores. O Timão precisa vencer por dois gols para passar as quartas de final. Se vencer por 1 a 0, leva a decisão para os pênaltis.

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domingo, 5 de maio de 2013

Em ritmo de treino, Barueri arrasa São Paulo e garante 1º lugar do grupo

O São Paulo entrou em quadra neste domingo com a vaga para a semifinal do Paulista bem encaminhada. Com um empate ou derrota por até cinco gols de diferença diante do Barueri, o Tricolor garantiria o primeiro lugar do grupo A. Não foi o que aconteceu. Com uma atuação apática, o time do Morumbi foi atropelado por 10 a 3 pelo Barueri, que conseguiu o primeiro lugar do grupo. O São Paulo aguarda agora o resultado de Ponte Preta e Corinthians. A Macaca precisa vencer por seis gols de diferença para tirar o segundo lugar do Tricolor e ficar com a outra vaga da chave. O Timão está eliminado.

O São Paulo até deu a impressão de que faria um bom jogo, quando Alex Dias avançou em velocidade e chutou forte para fazer 1 a 0, aos três minutos do primeiro tempo. Entretanto, logo o Tricolor deixou o ritmo cair fazendo o rival crescer na partida. Aos sete, Ferreira empatou em finalização da lateral esquerda.

Aos 10, o mesmo Ferreira conseguiu o gol da virada, aproveitando passe de Bruno Carvalho. Um minuto depois, o Barueri chegou ao seu terceiro gol, em chute cruzado de Tiziu. A quatro minutos do fim, Bruno Carvalho ainda fez 4 a 1, em cobrança de falta ensaiada, decretando números finais à etapa.

O Barueri seguiu arrasador no segundo tempo. Com cinco minutos, o time da casa já havia marcado mais três gols, com Paulo Sérgio, Flávio e Emerson. Aos sete, Valber descontou em chute de longe, diminuindo para 7 a 2. Na comemoração, o jogador pediu raça ao apático São Paulo.

A bronca de nada adiantou, pois o Barueri continuou ditando o ritmo da partida. Aos 16, Wilson falhou o Bruno Carvalho fez o nono. Um minuto depois, Paulo Sérgio aproveitou bobeada de Valber para marcar 9 a 2. Estava fácil demais. Aos 22, Emerson tabelou com a grade para anotar mais um. A dois segundos do fim, Pavãozinho ainda diminuiu para o São Paulo, mas a derrota já estava mais que consumada.

Escalações:
Barueri:
Robertinho, Emerson, Flávio, Ferreira, Bruno Carvalho e Paulo Sérgio. Entraram: Tiziu, Duílio, Maurício e Márcio. Técnico: Edu Beto.

São Paulo: Maizena, Wilson, Ivan Rocha, Valber, Douglas e Alex Dias. Entraram: Alexandre, Pavãozinho, Alemão e César Xavier. Técnico: Nelsinho.



Jefferson x Cavalieri: a 'briga' pelo título carioca e por vaga na Seleção

Tranquilidade é uma das qualidades mais importantes debaixo da trave, e os goleiros Diego Cavalieri, do Fluminense, e Jefferson, do Botafogo, têm isso em comum. Homens de segurança dos times que disputam o título da Taça Rio neste domingo, os dois estão numa “briga” que vai além do Campeonato Carioca: eles lutam por um lugar na seleção brasileira que vai disputar a Copa das Confederações em junho.

– É um momento único, principalmente no Rio de Janeiro. Havia muito tempo que o futebol carioca não tinha um goleiro na Seleção. Agora tem dois – diz Jefferson.

O goleiro do Alvinegro está mais acostumado com a amarelinha. Ele já foi convocado 16 vezes e atuou em seis partidas. Já o camisa 12 do Tricolor tem duas convocações no currículo e foi titular em ambas as oportunidades. Eles também já estiveram juntos no grupo do Brasil: no empate em 2 a 2 com o Chile, no Mineirão, Cavalieri jogou, e Jefferson ficou no banco de reservas.

Não tem um melhor. Nós não temos o melhor"

Leão, sobre
os goleiros

– Eu já o admirava muito como profissional e aprendi a admirar ainda mais quando tive a oportunidade de ter mais contato com o Jefferson. Fiquei muito feliz pela oportunidade de conviver com ele – ressalta Cavalieri.

A comparação entre os dois divide opiniões até dos especialistas na posição. 

- Se você não tem explosão, você não consegue ir a lugar nenhum. E quando eu digo explosão, é como se fosse um tiro, você aperta o gatilho e a bala dispara. E o goleiro tem que ter esse dom. O Jefferson é esse goleiro – opina Raul Plassmann, que defendeu Flamengo, Cruzeiro, Atlético-PR e São Paulo.

- Acho que agora é o momento pra testar o Diego Cavalieri. Não adianta você levar para a Seleção e deixar no banco. Tem que botar para jogar e ver como ele vai se desenvolver com responsabilidade na seleção brasileira – defende Zetti, ex-goleiro de São Paulo, Palmeiras, Santos e Fluminense.

Com quatro Copas do Mundo no currículo (1970, 1974, 1978 e 1986), Emerson Leão preferiu não tomar partido.

- Não tem um melhor. Nós não temos o melhor. Nós temos hoje no Brasil uma busca para o gol com tranquilidade, mas ainda não conseguimos achar - opina o goleiro que fez história com a camisa do Palmeiras, além de ter atuado em outros grandes como Vasco, Grêmio e Corinthians.

Elogios e opiniões à parte, Jefferson e Cavalieri vão se enfrentar pela décima vez. São quatro empates, três vitórias do goleiro tricolor e duas do camisa 1 alvinegro. Um deles pode garantir o título ao seu time e dar um importante passo na luta para ser o goleiro de confiança de Felipão na seleção brasileira.

Jefferson Botafogo diego Cavalieri fluminense (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)Jefferson e Cavalieri: os goleiros do Rio na Seleção (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)