quinta-feira, 6 de junho de 2013

Vilaron, sobre gritos por Muricy: 'Essa sombra vai atormentar o Ney'

O São Paulo entrou invicto em campo no Morumbi na noite desta quarta-feira, enquanto o seu adversário, o Goiás, estava na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Mas como a lógica muitas vezes não entra em campo no futebol, o time esmeraldino venceu por 1 a 0 com um gol marcado logo no primeiro minuto, com o zagueiro Rodrigo. Com a derrota, além dos gritos de "fora Juvenal", pôde se ouvir o nome de Muricy Ramalho entoado com força nas arquibancadas. Para o comentarista do SporTV Wagner Vilaron, esse "fantasma" ainda promete assombrar bastante o técnico tricolor Ney Franco.

- Não tem jeito, esse fantasma vai ficar em cima do Ney Franco. Enquanto o São Paulo não vencer, essa sombra vai atormentar o Ney Franco, pode ter certeza - afirmou o jornalista do Canal Campeão.

Para o ex-jogador e também comentarista Belletti, o problema do time tricolor não passa pelo banco de reservas.

- Normal (que isso aconteça), num jogo em casa, perdendo para uma equipe como Goiás, que estava na zona de rebaixamento. Claro que a torcida vai ficar impaciente. Acho que o Ney Franco armou bem o time, mas infelizmente não conseguiram concluir as tantas oportunidades que tiveram em gols. No São Paulo não é um problema para treinador resolver. Se uma equipe cria mais de 20 oportunidades de gol durante 90 minutos, não é culpa do treinador que tantas oportunidades não acabem em gol.

Belletti destacou que, por ter levado o gol logo no início do jogo, o São Paulo foi obrigado a sair mais para buscar o empate, o que deu boas chances ao Goiás no contra-ataque. Mesmo assim, o Tricolor teve um bom volume no ataque.

- Foi um jogo em que o Goiás fez um gol no começo da partida e a partir dali começou a se defender, colocou os 11 jogadores atrás da linha da bola, dificultando o ataque do São Paulo, que mesmo assim criou muitas ocasiões de gol, mas não conseguiu concluir. O Goiás foi muito inteligente. Apesar de tudo, jogando num esquema um pouco diferente, com só dois atacantes, o São Paulo finalizou muito, 24 vezes. Não fez o gol por falta de sorte ou incompetência.

O São Paulo, com sete pontos, só volta a jogar no dia 12 de junho, quando enfrenta o Grêmio, às 22h, em Porto Alegre. O Goiás, agora com cinco pontos, enfrenta o Fluminense no domingo, às 18h30, em Macaé, no Rio de Janeiro.

Banner SporTV Premiere FC (Foto: SporTV.com)


Veja os resultados de quarta-feira das Séries A, C e D e de quatro estaduais

06/06/2013 00h41 - Atualizado em 06/06/2013 00h41

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

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Ney ignora pedidos por Muricy e diz estar respaldado pela diretoria

O técnico Ney Franco manteve o tom sereno na entrevista coletiva após a derrota do São Paulo para o Goiás, por 1 a 0, nesta quarta-feira, no Morumbi, pela quarta rodada do Brasileirão. Durante e depois da partida, os oito mil torcedores presentes pediram a volta do técnico Muricy Ramalho, demitido pelo Santos na semana passada. O atual comandante tricolor garante que não se sente pressionado pela manifestação e entende ter o apoio da diretoria.

- Tenho de entender (o protesto) pelo momento que passamos, de frustração por causa de duas eliminações seguidas (Paulistão e Libertadores). Eu entendo essa impaciência. Não tem interferência no meu trabalho, vou continuar normalmente. Sei que não me atrapalha em nada esses gritos. Tenho força suficiente para desenvolver meu trabalho - afirmou.

Ney vem sendo pressionado desde que o São Paulo caiu nas oitavas de final da Libertadores, diante do Atlético-MG, em uma de suas piores campanhas na história da competição. Apesar disso, a diretoria optou por mantê-lo e mudar o elenco. O treinador acredita que continua forte no cargo e não teme uma possível mudança de postura dos dirigentes agora que o técnico tricampeão brasileiro pelo Tricolor está no mercado.

- Acho que sim (estou respaldado). Está tudo na mesma situação. É dessa forma que vou me apresentar para trabalhar no clube. O vestiário está tranquilo, da mesma forma de todos os outros jogos. Não vi nada de anormal - ressaltou.

O comandante admitiu a má atuação diante do Esmeraldino. O São Paulo ficou em desvantagem logo no primeiro minuto, em nova falha da defesa pelo alto. Na etapa final, mesmo depois de tantas mudanças de jogadores e de posições, o time não reagiu e acabou derrotado pela primeira vez na competição.

- Fizemos um primeiro tempo muito mal. Criamos pouco e tomamos um gol em uma jogada que estamos trabalhando muito. A equipe ficou nervosa e, no segundo tempo, não teve competência para fazer o gol. Hoje foi um misto de competência do Renan (goleiro do Goiás) e de falta de capacidade nossa - lamentou.

Clique aqui e assista a vídeos do São Paulo

Ney Franco, Atlético-MG x São Paulo (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)Ney Franco garante que vaias não interferem em seu trabalho (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)



Após derrota, torcida do São Paulo protesta e pede a volta de Muricy

O apito final não foi o bastante para a torcida do São Paulo interromper os protestos contra o time, o técnico Ney Franco, o presidente Juvenal Juvêncio e parte do elenco. Após a derrota por 1 a 0 para o Goiás, no Morumbi, pela quarta rodada do Brasileirão, parte dos torcedores se dirigiu ao portão principal do Morumbi para continuar as críticas.

Juvenal voltou a ser um dos alvos preferidos dos gritos, sempre exigindo a saída dele do cargo. O volante Denilson, o lateral-esquerdo Juan, o zagueiro Lúcio e o atacante Luis Fabiano também foram hostilizados enquanto estavam nos vestiários.

A torcida cobrou o retorno do técnico Muricy Ramalho, demitido do Santos na semana passada. O treinador conquistou o tricampeonato brasileiro pelo Tricolor (2006, 2007 e 2008), deixando o clube após a eliminação na Libertadores de 2009.

Com o tumulto na porta do estádio, a polícia militar organizou um cordão de isolamento para que nenhum torcedor tentasse invadir.

Esta é a segunda vez que os tricolores protestam contra o time. Em abril, um grupo se reuniu em frente ao CT da Barra Funda para cobrar por causa dos maus resultados na primeira fase da Libertadores.

Torcida do São Paulo protesta contra o time (Foto: Carlos Augusto Ferrari)Torcedores se concentram em frente ao Morumbi para protestar (Foto: Carlos Augusto Ferrari)

Torcida do São Paulo protesta contra o time (Foto: Carlos Augusto Ferrari)Policiais à postos para evitar confusão na entrada do estádio  (Foto: Carlos Augusto Ferrari)



Atuações: Renan e a defesa do Goiás seguram o São Paulo no Morumbi

Header Sao Paulo (Foto: Infoesporte)

ROGÉRIO CENI – GOLEIRO
Sem culpa no gol do Goiás, apareceu no segundo tempo em chute de Ramon. No ataque, arriscou chute em cobrança de falta, mas a bola ficou na barreira.
Nota: 5,5

DOUGLAS – LATERAL DIREITO
Apareceu com frequência no ataque, mas pecou nas finalizações. Na defesa, salvou gol certo de Hugo após bom contra-ataque dos goianos.
Nota: 5

ALOÍSIO – ATACANTE
Entrou no lugar de Douglas e mudou o setor ofensivo do São Paulo. Já faz por merecer uma chance entre os titulares.
Nota: 6,5

LÚCIO – ZAGUEIRO
Participação direta no gol do Goiás. Deixou Rodrigo livre para subir e cabecear.
Nota: 4

PAULO MIRANDA – ZAGUEIRO
Compôs bem o seu lado da defesa são-paulina.
Nota: 5

JUAN – LATERAL ESQUERDO
Perdeu chance clara no início do segundo tempo. Apoiou bastante, mas não mostrou muita eficiência nos cruzamentos.
Nota: 5,5

SILVINHO – ATACANTE
Entrou na vaga de Juan e pouco tocou na bola.
SEM NOTA

WELLINGTON – VOLANTE
Teve trabalho para desarmar os contra-ataques do Goiás, principalmente no primeiro tempo.
Nota: 4

RODRIGO CAIO – VOLANTE
Corre o campo todo e não desiste das jogadas. Não tem muita qualidade para decidir o jogo com a bola nos pés, mas compensa com a dedicação.
Nota: 6

MAICON – MEIA
Lento e sem muita objetividade, foi peça nula do meio-campo.
Nota: 4

CARAMELO – LATERAL DIREITO
Entrou no lugar de Maicon e foi notado em campo apenas porque recebeu cartão amarelo.
Nota: 4

PAULO HENRIQUE GANSO – MEIA
Retorno apagado ao time titular. Errou passes e atrapalhou a sequência das jogadas ofensivas do São Paulo.
Nota: 4

OSVALDO – ATACANTE
Incomodou a defesa com suas arrancadas pelas laterais do campo. Mas caiu de produção na segunda etapa.
Nota: 5,5

LUIS FABIANO – ATACANTE
Referência do time, levou perigo em uma cabeçada, no primeiro tempo, e um chute rasteiro, na segunda etapa. Renan levou a melhor nas duas ocasiões.
Nota: 5,5

Header GOIAS (Foto: Infoesporte)

RENAN – GOLEIRO
Bem posicionado em todas as finalizações do Tricolor, salvou o Goiás com pelo menos três boas defesas. Destaque para lance com Juan, no início do segundo tempo.
Nota: 7,5

VALMIR LUCAS – ZAGUEIRO
Para conter os avanços do São Paulo, teve de apelar para as faltas.
Nota: 5,5

ERNANDO – ZAGUEIRO
Fez o simples e não comprometeu o setor defensivo do Goiás.
Nota: 6

RODRIGO – ZAGUEIRO
Apareceu com eficiência no ataque ao abrir o marcador no começo do jogo. Ganhou disputa com Lúcio e cabeceou sem dar chances ao goleiro Rogério Ceni.
Nota: 7

VITOR – LATERAL DIREITO
Teve trabalho para conter os avanços de Juan pelo seu setor. Recebeu cartão amarelo por disputa com o são-paulino.
Nota: 5,5

THIAGO MENDES – VOLANTE
Posicionado à frente da zaga, foi mais um na boa retranca feita pelo Goiás no segundo tempo.
Nota: 6,5

RAMON – MEIA
Obrigou Rogério Ceni a fazer boa defesa no segundo tempo. Ajudou a compor bem a defesa quando necessário.
Nota: 5,5

HUGO – MEIA
Movimentou-se bastante e se apresentou para o jogo. Teve boa chance para marcar em chute que Douglas conseguiu desviar para escanteio.
Nota: 6,5

JULIANO – VOLANTE
Entrou no lugar de Hugo nos acréscimos.
SEM NOTA

WILLIAM MATHEUS – LATERAL ESQUERDO
Deu cruzamento para o gol marcado por Rodrigo no começo da partida.
Nota: 6

ARAÚJO – ATACANTE
Podia ter levado o Goiás com mais vantagem no marcador. Perdeu grande oportunidade no fim da primeira etapa.
Nota: 6

FELIPE AMORIM – ATACANTE
Entrou na vaga de Araújo para puxar contra-ataques, mas não teve muito sucesso em sua tática.
Nota: 5

WALTER – ATACANTE
Apagado no primeiro tempo, chamou mais a atenção na reclamação pelas chances perdidas pelos companheiros. Foi substituído no intervalo.
Nota: 5

NETO BAIANO – ATACANTE
Entrou no lugar de Walter, trombou com a defesa e arriscou alguns chutes de longa distância.
Nota: 5,5



Juan reclama de vaias da torcida são-paulina: 'Preciso de confiança'

A boa campanha do São Paulo no Campeonato Brasileiro foi esquecida no primeiro tropeço da equipe na competição. Nesta quarta-feira, o Tricolor foi derrotado em casa pelo Goiás por 1 a 0, perdeu a liderança da competição e teve de enfrentar sua primeira crise com a torcida.

Além das vaias, os quase nove mil são-paulinos que foram ao Morumbi para acompanhar a quarta rodada da competição nacional pediram o retorno do técnico Muricy Ramalho ao clube antes mesmo do apito final do árbitro Francisco Carlos do Nascimento.

– Paciência sempre falta ao torcedor. O brasileiro em geral não é paciente. Jogando em casa, em time grande, se não vence a cobrança vem. Não tem como fugir disso – admitiu Juan.

O lateral-esquerdo criticou a postura dos torcedores e pediu um voto de confiança aos tricolores neste início de Brasileirão.

– É claro que é pior vaiar. Com o apoio já é difícil, ainda mais eu que estou voltando agora. Preciso de confiança. Assim fica difícil – completou o lateral-esquerdo.

Com sete pontos ganhos, o São Paulo volta a campo no Campeonato Brasileiro somente na próxima quarta-feira, dia 12 de junho. O Tricolor viaja até Porto Alegre para enfrentar o Grêmio, às 22h (horário de Brasília).

Juan, São Paulo x Goiás (Foto: Ale Cabral/Agência Estado)Juan disputa jogada com o atacante Walter, do Goiás (Foto: Ale Cabral/Agência Estado)



Luis Fabiano reclama da falta de criação do Tricolor contra o Goiás

O São Paulo sofreu sua primeira derrota no Campeonato Brasileiro nesta quarta-feira, no estádio do Morumbi. Superado por 1 a 0 pelo Goiás, o Tricolor esbarrou nos próprios erro, não conseguiu ter volume de jogo como nas primeiras rodadas e saiu da própria casa ouvindo vaias da torcida. O atacante Luis Fabiano reclamou das poucas chances criadas pela equipe ao longo da partida.

Referência do setor ofensivo são-paulino, o Fabuloso aprovou a postura do time, apesar da derrota inesperada. O atacante ressaltou o domínio tricolor em chances – especialmente no segundo tempo, após uma etapa inicial apática – mas reclamou do fato de a bola mal ter chegado ao ataque, para que ele e Osvaldo buscassem ao menos o empate.

– Jogamos em cima, tivemos mais posse de bola e mais iniciativa, mas não conseguimos criar. Faltou criação, fazer mais jogadas. Aí fica difícil. Fomos abaixo do esperado – afirmou, em rápida entrevista na saída do gramado.

Claramente irritado com o resultado adverso, Luis Fabiano deixou o campo com expressão de poucos amigos. A baixa produtividade refletiu também em parte dos 8.892 torcedores que compareceram ao Morumbi: o nome de Muricy Ramalho, técnico recém-demitido do Santos e ídolo no Tricolor, foi gritado com veemência.

Reserva na noite desta quarta-feira, o atacante Aloísio preferiu elogiar a equipe do Goiás, que marcou o gol da vitória logo no início do primeiro tempo e soube segurar o resultado. Para ele, resultados inesperados são normais no Campeonato Brasileiro, e o Tricolor poderá se recuperar do vacilo vencendo como visitante.

– O Brasileiro é assim mesmo. Às vezes conseguimos pontos fora de casa, mas em outras perdemos jogos em casa que não para explicar. Mérito para o Goiás – resumiu.

Fora da liderança, o São Paulo faz o último jogo antes da pausa para a Copa das Confederações na próxima quarta-feira, às 22h (horário de Brasília), contra o Grêmio, na Arena, em Porto Alegre.

Luis Fabiano jogo São Paulo Goiás (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)Luis Fabiano reclamou das poucas jogadas criadas pelo São Paulo (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)

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