sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Ganso fará estreia no domingo mesmo se São Paulo estiver perdendo

Para não desapontar a torcida depois de cobrar menos pelo ingresso e convocá-la para a estreia de Paulo Henrique Ganso, o São Paulo garante que o meia entrará em campo no domingo, contra o Náutico, qualquer que seja o placar no Morumbi.

"O principal objetivo é a vitória, mas também vamos lançar o Ganso, independentemente do resultado do jogo, porque aí entra a qualidade técnica do atleta. Ele pode entrar em campo tanto ganhando ou se o jogo estiver complicado", disse o técnico Ney Franco, nesta sexta-feira, sem antecipar quem deixará o campo para o meia entrar.

"Não tem disputa de posição. Para esse primeiro jogo, a história é que vai definir em que lugar ele vai entrar. É meia-atacante, então tem três funções para poder fazer. Não existe planejamento para colocá-lo no lugar de determinado jogador. A história da partida é que vai me dar esse caminho para usá-lo da melhor maneira", explicou.

A última partida do agora camisa 8 tricolor foi no fim de agosto, quando defendeu o Santos pela última vez, diante do Bahia, na Vila Belmiro. Desde então, vinha se recuperando de lesão muscular na coxa esquerda, a qual terminou de tratar já no Reffis.

Como ele está sem atuar há quase três meses, a preocupação da comissão técnica é não forçá-lo excessivamente neste retorno aos gramados.

"Esperamos que ocorra tudo, que ele não jogue bem e não tenha nenhum desconforto muscular, o que é normal para um atleta que está parado há tanto tempo e volta em um esporte de alto rendimento, em que a exigência de desempenho é muito alta. Ficamos nessa expectativa para que nos ajude a ganhar esse jogo", pontuou Ney Franco.

Se, de fato, ganhar esse jogo, marcado para 17 horas (de Brasília) de domingo, o São Paulo pode assegurar antecipadamente a vaga na Copa Libertadores. Para isso, depende de tropeço do Botafogo, quinto colocado do Campeonato Brasileiro, com cinco pontos a menos do que o time paulista na tabela de classificação.



Ney se aventura em 'disputa' de bola na trave e bate Lucas e Ceni

Ney Franco viveu alguns minutos de boleiro na manhã desta sexta-feira. Em uma das pausas do treinamento no CT da Barra Funda, o treinador do São Paulo se aproximou de Lucas e Rogério Ceni quando ambos chutavam bolas de longa distância mirando o travessão, aventurou-se na brincadeira e foi o único a acertar o alvo.

O arremate, é bem verdade, não foi direto para a trave, tendo antes um quique no gramado. Ainda assim, depois de três tentativas, todas elas sem a força suficiente para alcançar a meta, ele deixou a ''disputa'' com os comandandos como vencedor.

Esse tipo de brincadeira é comum entre os jogadores de futebol, que dispõem de um grande número de bolas espalhadas pelo campo nos momentos em que a comissão técnica paralisa as atividades. O que não é comum é a participação do treinador.

Preparador físico de formação, Ney Franco, diferentemente de outros técnicos de futebol, não foi jogador e costuma dizer que servia apenas para um bom volante amador.

A brincadeira ao lado de Rogério Ceni é mais uma das provas de que está superada a polêmica entre ambos, na segunda partida das oitavas de final da Copa Sul-americana, contra a LDU de Loja. Na ocasião, ele não gostou da tentativa do goleiro de interferir em uma substituição sua no Morumbi e ressaltou que cada um tem seu papel bem definido no clube.

Até por isso, Ney Franco jamais se arriscaria a ir além da ingênua brincadeira, afinal sua função é outra. Nesta semana, ela é preparar o time para o confronto de domingo, contra o Náutico, que pode definir o retorno do São Paulo à Copa Libertadores depois de dois anos batendo na trave.



Lucas volta da Seleção e recoloca Ganso na reserva em treino

Um dia depois de atuar ao lado dos titulares em jogo-treino no CT da Barra Funda, Paulo Henrique Ganso voltou nesta sexta-feira à reserva, condição em que irá para a partida de domingo, contra o Náutico, no Morumbi.

O meia, que só havia ficado no time de cima em função da ausência de Lucas, voltou a trabalhar com os suplentes devido ao retorno do meia-atacante da Seleção Brasileira - o camisa 7 tricolor estave nos estados Unidos para enfrentar a Colômbia em amistoso pela equipe nacional.

A formação que realizou a atividade como titular e iniciará o duelo contra o Náutico foi Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Rhodolfo e Cortez; Wellington, Denilson e Jadson; Lucas, Osvaldo e Luis Fabiano.

O único desfalque para a partida no Morumbi será Douglas, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. O lateral direito de ofício, no entanto, vinha atuando apenas em virtude da ausência de Paulo Miranda, que já se recuperou e está à disposição do técnico Ney Franco.

O treinador já antecipou que irá colocar na segunda etapa, até porque o meia vem de lesão muscular na coxa esquerda e não joga desde o fim de agosto, quando se despediu do Santos sob vaias e gritos de "mercenário" da torcida alvinegra antes de selar a transferência para o rival.

Com 59 pontos, cinco a mais do que o quinto colocado Botafogo, o São Paulo pode definir neste domingo a classificação para a Copa Libertadores, dependendo de combinação de resultados que não o tire mais do G-4 restando depois duas rodadas para o término do Campeonato Brasileiro.



Após ajudar Neymar, psicóloga percebe Ganso com motivação instável

Uma nova fase na carreira de Paulo Henrique Ganso começa neste domingo. Contra o Náutico, ele vai jogar pela primeira vez com a camisa do São Paulo depois de ter saído lesionado do Santos. Sonia Román, psicóloga que trabalhou por uma década na base do clube praiano - ajudou Neymar inclusive - aposta que o meia terá muitas motivações para estrear bem, mas se arrisca a prever que ele dificilmente emplacará uma sequência depois disso, alternando entre altos e baixos.

Íntima dos bastidores santistas por ter preparado emocionalmente diversas gerações de meninos da Vila Belmiro, como a de Robinho e Diego, ela nota que Ganso não seguiu a mesma linha ascendente do amigo Neymar por não se motivar como deveria. "A impressão é de que ele acredita que as coisas sempre estarão bem. Isso dá tranquilidade, mas pode tirar desempenho. Ele é excepcional, inteligentíssimo, mas faz dois jogos bons e depois outros não tão bons", diz.

"Já o Neymar é especial nisso. Ele tem um grau diferenciado de conhecimento da responsabilidade dele. Sabe que ganha muito dinheiro, mas que tem que fornecer algo. Além de uma genética bastante privilegiada, é único nesse sentido. Provavelmente pensa ''ganho bem, mas não posso vacilar, meu pai me ensinou que tenho que trabalhar legal, vamos embora, vamos jogar''. Os outros não têm essa mesma riqueza de pensamento, as cognições não são tão fortalecidas", compara.

A análise de Sonia é feita à distância, sem conhecer Ganso. A psicóloga só soube dele quando a então promessa já dava os primeiros passos como profissional. Mais tarde, chegou a tentar contato junto a uma pessoa próxima, sem sucesso, para realizar um trabalho que seria simples, segundo ela. "É um menino bacana, com personalidade sadia, e não precisa de trabalho clínico, mas de três ou quatro sessões de psicologia esportiva, para um upgrade de desempenho, para se automotivar por vários jogos consecutivos. É um aprendizado, uma dinâmica mental. Depois que entende, vai sozinho", explica.A comparação que ela faz é com um casamento de longa data, em que o marido não se preocupa mais em presentear a esposa com flores ou bombons. "Ele acha que prevalece o amor, não precisa fazer nada", diz. No caso do futebol, para sustentar o prazer de jogar, ela vê necessidade de o atleta buscar desafios gradativos e não se contentar com um lance ou uma boa atuação. Se ganhou uma competição estadual, precisa objetivar a conquista de um Brasileiro, e assim por diante. A motivação de Ganso no Morumbi pode então começar por responder às críticas recebidas na conturbada saída do Santos.

"Neste primeiro jogo, com certeza ele vai jogar bem, porque vai querer jogar bem. Ele pode pensar em dar resposta, em ''vocês vão ver o que vou fazer aqui, vão se arrepender’. Vai entrar com uma pegada maravilhosa, com motivação para o sistema nervoso", prevê Sonia, em dúvida sobre o que virá em seguida. "Se estrear bem, pode pensar ''estão vendo? Não falei? Entendo de futebol e aqui vou ter liberdade para jogar bem''. E então cai de novo na zona de conforto".

Essa zona de conforto, ela defende, seria uma das causas das constantes lesões do jogador. Aos 23 anos, o agora camisa 8 tricolor já passou por quatro cirurgias nos joelhos (a primeira em 2007, quando rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito), afora outras graves complicações musculares, como a última, na coxa esquerda, a qual terminou de tratar justamente no São Paulo.

"As chances de lesão são maiores em jogadores muito calmos, que acham que não precisam se esforçar. Assim como o cara estressado demais se lesiona, o menos estressado também. É como se o corpo não tivesse energia suficiente, meio mole. Se uma pessoa muito calma é empurrada, ela cai. Se estiver em alerta, não cai. Como um soldado desavisado, que esquece que o inimigo pode chegar", argumenta a psicóloga.

Nesse sentido, o São Paulo pode fazer bem à guerra particular de Ganso. O clube possui reconhecida capacidade de tratar problemas físicos e tem em Ney Franco um comandante bastante atento ao comportamento de seus ''soldados''. A decisiva reta final de temporada também contribui: a equipe segue firme na disputa da Copa Sul-americana e ainda tem pela frente um clássico contra o Corinthians, seu maior rival, na última rodada do Campeonato Brasileiro.



Bom moço enigmático, ex santista já teve seus deslizes

Os oito anos de Paulo Henrique Ganso no Santos não guardam apenas títulos, premiações individuais e imagem de bom moço, mas também episódios polêmicos. Que não foram poucos, da primeira conquista como profissional, recusando-se a sair de campo na decisão do Campeonato Paulista, até a ''chuva'' de moedas em sua direção, na última exibição com a camisa 10 alvinegra.

Cinco anos depois de ser levado ao clube por Giovanni, ídolo santista na década de 1990 e de quem se afastou após discussão em torno de seus direitos econômicos, o meia chamou atenção na final estadual de 2010, contra o Santo André, ao contrariar o técnico Dorival Junior, que queria substituí-lo. Ficou em campo, valorizou a posse de bola com um homem a menos e segurou o placar suficiente para garantir o título.

Na saída do gramado, o treinador, em vez de repreendê-lo, elogiou sua atitude. "Ele me disse que estava sentindo, só que ao mesmo tempo teve o ímpeto de tentar resolver. Era o único que estava fazendo com que nosso time respirasse. Iniciativa de homem, que tem que ser valorizada. Não foi desrespeito, foi a postura de um atleta que resolveu o jogo", respondeu, em meio à festa.

Três semanas depois, Dorival não teve a mesma paciência. Ganso, acompanhado de Neymar, André e Madson, chegou de madrugada à concentração para partida contra o Atlético-GO, pelo Campeonato Brasileiro, em Goiânia. Pelo atraso de quatro horas, o quarteto foi cortado do jogo e multado pela diretoria. Foi a única vez em que o meia, avesso a baladas por ser evangélico, apresentou-se com ''cara de ontem'', como diz slogan de um de seus patrocinadores.

A questão religiosa, por sinal, foi outro tema de polêmica. Antes até do título paulista, ele e outros santistas evangélicos se recusaram a descer do ônibus que levava o elenco para uma visita a uma creche de crianças especiais. A alegação é de que haviam sido informados de que lá havia ritual de outra crença. Criticados, Ganso, Robinho, Roberto Brum e Neymar se desculparam em público dizendo ter ocorrido um mal-entendido.Em agosto, quando foi divulgada a necessidade de sua terceira cirurgia na carreira (para reconstrução ligamentar no joelho esquerdo), o jogador, recém-campeão também da Copa do Brasil, recebeu da diretoria um plano de carreira com valores próximos aos do que haviam sido oferecidos a Neymar. Ao contrário do amigo, ele a recusou, dizendo não ver vantagem em ceder 30% dos lucros de sua imagem. Na virada do ano, mostrou-se chateado pela falta de valorização.

Começa aí o desgaste no relacionamento, estremecido por uma devidamente fotografada visita a Marcelo Teixeira, ex-presidente do Santos e oposicionista da gestão de Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro. O assunto foi ocultado em seguida pelo bom retorno aos gramados em vitória sobre o Botafogo de Ribeirão Preto, na qual deu uma assistência e fez um gol. Uma lesão muscular na coxa direita na primeira final contra o Corinthians, porém, o impediu de jogar a segunda partida da decisão, que deu a ele o segundo título e despertou no rival, em vão, o interesse em contratá-lo.

Apesar da não ida para o Parque São Jorge, Ganso já não era visto da mesma forma pela torcida. Mesmo tendo se esforçado muito para participar da final da Copa Libertadores, diante do Peñarol. A vitória sobre os uruguaios deu vaga para a disputa do Mundial de Clubes e sobrevida a ele no clube, mas, dias antes do torneio no Japão, um novo mal-estar foi criado por ele ao admitir ter repassado seus 10% dos direitos econômicos ao DIS, grupo de investimentos que, assim, tornou-se majoritário na então disputada divisão das ações com o Santos.

"Futebol é assim, quando um não quer, outro vem e busca. Foi uma coisa muito boa para mim, fora do normal", argumentou o camisa 10, aceitando dar entrevista depois de ter alegado indisposição estomacal para faltar a uma coletiva obrigatória da Fifa, no hotel em que o time estava hospedado. Estava clara a insatisfação com os dirigentes - o clube teve chance de cobrir a proposta de R$ 5 milhões e não o fez.

Passada a derrota para o Barcelona e o vice-campeonato mundial, os atritos públicos diminuíram. Jogando bem, Ganso conquistou pela terceira vez o Paulista ao bater o Guarani. Já o bi da Libertadores não foi possível. A equipe caiu na semifinal para o Corinthians, com ele surpreendentemente em campo, 18 dias após artroscopia no joelho direito.

Mesmo distante da forma física ideal, o meia foi convocado para os Jogos Olímpicos de Londres, na qual atuou poucos minutos, até acusar incômodo e ser detectado edema na coxa esquerda. No retorno ao Brasil, já recuperado, foi a uma nova reunião com a diretoria do Santos e saiu dela decepcionado, decidido a sair. Coincidentemente, a conversa se deu no mesmo momento em que ele lesionou novamente a coxa esquerda e fez sua última partida pelo Santos, diante do Bahia, em 29 de agosto. A ''chuva'' de moedas e os gritos de "mercenário" da torcida antecipariam o desfecho, com a transferência para o São Paulo, na segunda quinzena do mês seguinte.



Como Pedro Rocha, meia pode ter a camisa 10 de Jadson em breve

No início da década de 1970, o São Paulo contratou Pedro Rocha a peso de ouro junto ao Peñarol. A passagem até 77, com dois títulos paulistas e um brasileiro, colocou o uruguaio no rol dos maiores 10 do clube. Sua história na equipe tricolor, porém, começou com camisa "menor", a 8 que no elenco atual Paulo Henrique Ganso envergará pela primeira vez neste domingo, no Morumbi.

Quando Pedro Rocha chegou, o dono da principal camisa era Gérson, o "Canhotinha de Ouro" campeão mundial com a Seleção Brasileira, no México. Quando Ganso chegou, em setembro deste ano, ele não pôde receber a numeração do Santos porque ela já pertencia a Jadson desde o início da temporada.

"Como o Jadson veio antes, ele ocupou a 10, mas a 8 é uma camisa importante também, que foi vestida por grandes jogadores, como o Kaká (por coincidência, maior ídolo de Ganso). O Ganso valorizou a camisa", minimiza o vice-presidente de marketing do São Paulo, Julio Casares.Assim como ocorreu no passado com Pedro Rocha, que assumiu a 10 após a saída de Gérson, Ganso, que já foi o 10 da Seleção Brasileira com Mano Menezes, pode voltar a ter o principal número do time tricolor em futuro não tão distante. Não porque o contrato de Jadson vence dois anos e meio antes do que o seu, mas porque em 2013 a 7 ficará vaga com a ida de Lucas para o Paris Saint-Germain, e o São Paulo terá nova fornecedora de material esportivo.

Em vez da Reebok, a empresa que cederá os uniformes será a Penalty. A mudança poderia servir como desculpa para alterar a numeração fixa atual do grupo e dar a Ganso, principal contratação da história do futebol brasileiro (R$ 23,9 milhões), o número que ele está acostumado a carregar nas costas.

"A numeração é um entendimento entre o marketing e o departamento de futebol. Eu acho que não vai mudar, embora isso possa ser redefinido no início da temporada. A tendência é a continuidade dos registros deste ano", diz Casares, lembrando que foram vendidas aproximadamente 15 mil camisas de Ganso na semana de sua apresentação.

A alteração não seria novidade. Em baixa neste ano, Casemiro entregou justamente a 8 para o também volante Fabrício, tornando-se o pouco aproveitado 28. Assim que o ex-cruzeirense foi submetido a cirurgia, com previsão de retorno aos gramados dentro de seis meses, o número passou a ser reservado pela diretoria, já de olho na possibilidade de contratar Ganso.



Após derrota, São Paulo quer evitar sequência ruim

Seis derrotas seguidas e um empate. O péssimo aproveitamento do Vasco, nas sete rodadas mais recentes, serve de exemplo para o São Paulo. A equipe tricolor perdeu para o Grêmio, por 2 a 1, mas não quer engatar outro resultado ruim.

"Não podemos bobear, porque acabam encostando. O Vasco chegou a abrir sete pontos e acabamos passando. Vamos fazer o dever de casa contra o Náutico", afirmou o atacante, e destaque do time, Osvaldo.


O meia Wellington também fez coro e afirmou que a vaga na Libertadores ainda não está garantida. "Temos de entrar com toda a seriedade possível em campo e atenção redobrada no Morumbi. Estaremos jogando diante da nossa torcida, com a possibilidade de conquistar essa vaga. Eu quero muito voltar a jogar uma Libertadores."

O Botafogo é quem ameaça o São Paulo, com cinco pontos a menos. O tricolor espera uma vitória contra o Náutico, neste domingo, dia 18, às 17h, no Morumbi, para praticamente garantir uma vaga na próxima Libertadores.

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