terça-feira, 27 de novembro de 2012

Para chegar à final, Lucas quer se valer de violência da Católica

Já preparando sua despedida do São Paulo, o atacante Lucas tem como grande sonho conquistar um título com o clube que o formou antes de embarcar para França, onde atuará no Paris Saint-Germain, a partir de janeiro. Para conseguir o feito, a Copa Sul-americana é a chance do camisa 7, torneio no qual o Tricolor disputa sua vaga na final, nesta quarta-feira, no Morumbi, contra a Universidad Católica, do Chile.

Na última semana, em Santiago, o time de Ney Franco enfrentou o rival e ficou no empate por 1 a 1. A partida ficou marcada para Lucas por conta da violência do clube chileno, algo que agora o atleta da Seleção Brasileira tentará usar em seu favor no jogo marcado para as 21h50 (de Brasília), diante de sua torcida.

"Uma forma de escapar é me movimentando bastante. Fazia tempo que eu não apanhava tanto, mas no outro dia já estava inteiro, preparado. A gente pode usar isso a nosso favor, para cavar uma falta próxima da área, um pênalti, ou conseguir uma expulsão", explicou o jogador, que tem no time o goleiro Rogério Ceni como um perigoso cobrador de faltas.

Já classificado para a Libertadores do ano que vem por conta da campanha no Campeonato Brasileiro, o Tricolor vê na Sul-americana a possibilidade de voltar a ser campeão, depois de quatro anos. Após a primeira partida na semifinal, o time de Ney Franco consegue avançar para a decisão com um simples empate sem gols.

Com a espera de um público em torno de 60 mil pessoas neste jogo, o camisa 7 admitiu que a equipe paulista entrará em campo com a responsabilidade de garantir sua classificação. "O São Paulo é um dos favoritos, a partida será muito complicada, muito disputada, o juiz deixa jogo correr bastante. Favoritismo não entra em campo, mas temos capacidade para chegar à final", completou.



São Paulo fecha parte de última atividade, e treina penalidades

O técnico Ney Franco fechou a primeira parte do treinamento são-paulino, realizado na manhã desta terça-feira, no CT da Barra Funda. Rhodolfo, poupado na atividade do dia anterior, atuou normalmente e estará em campo nesta quarta diante da Universidad Católica, do Chile, em jogo que o Tricolor tenta garantir sua classificação para a final da Copa Sul-americana.

Embora o trabalho tenha sido iniciado às 9 horas (de Brasília), a imprensa teve acesso liberado ao local apenas uma hora e 15 minutos depois. Neste momento, os jogadores já treinavam penalidades, uma possibilidade, caso o jogo no Morumbi termine com o mesmo 1 a 1 do confronto ocorrido no Chile.

Caso o técnico Ney Franco não tenha surpresas até o jogo da semifinal, o São Paulo deve atuar com: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Rhodolfo e Cortez; Wellington, Denilson e Jadson; Lucas, Luis Fabiano e Osvaldo. A equipe é igual àquela que jogou em Santiago contra a Católica e trouxe para o Brasil e possibilidade se classificar à final com apenas um 0 a 0.

A diretoria do São Paulo disponibilizou pouco mais de 62 mil ingressos para a partida das 21h50 (de Brasília) desta quarta, e com mais de 45 mil entradas vendidas, a expectativa é de que a casa tricolor esteja cheia. Se confirmar a vantagem, o time paulista enfrenta na final da Copa Sul-americana ou Millonarios, da Colômbia, ou Tigre, da Argentina. A competição continental é a chance do clube não encerrar o ano como único dos quatro grandes do Estado que não levantou uma taça na temporada.



São Paulo conta com paciência da torcida e bom rendimento da defesa

Os jogadores do São Paulo já decoraram a receita do sucesso diante da Universidad Católica, na noite de quarta-feira, no Morumbi lotado. Querem ter paciência para marcar gols - e contam com o mesmo comportamento por parte da torcida - e apegam-se à consistência da defesa que ainda não foi vazada em casa na Copa Sul-americana para evitá-los.

"Será um jogo estudado. Devemos ser pacientes para encaixar o nosso futebol e chegar ao gol. A torcida também deve ter paciência. A gente precisará disso para conseguir o resultado", comentou o algumas vezes contestado Jadson, responsável pela armação das jogadas ofensivas de seu time.

No jogo de ida da semifinal, o São Paulo alcançou um empate por 1 a 1 com a Universidad Católica. Se não sofrer gols no Morumbi, portanto, estará classificado para a decisão continental. "Estamos bem nesse quesito", sorriu o zagueiro Rafael Toloi. "Mas a defesa não tem enfrentado problemas porque toda a equipe está ajudando na marcação", ressalvou.Apesar do bom momento, o técnico Ney Franco alerta bastante os seus comandados sobre os perigos que o time chileno poderá oferecer. "Eles virão para cá com o pensamento de encaixar uma bola, marcar o gol e nos complicar. É importante ter atenção", concordou Toloi.

Por sua vez, Jadson já se preparou par ao pior. "Vamos estar prontos para enfrentar todas as situações. Sair perdendo é uma delas. Se acontecer, deveremos jogar com inteligência para reverter", pregou.

O meia só não conta com um novo empate por 1 a 1, que levaria a decisão da vaga na final da Sul-americana para a disputa por pênaltis. "A gente não está esperando isso. Mas, se for o caso, estarei à disposição para bater uma penalidade. Sou bem tranquilo para isso", avisou Jadson.



Toloi cita frustração de 2010 para valorizar título da Sul americana

O zagueiro Rafael Toloi tem uma motivação a mais para buscar o título da Copa Sul-americana com o São Paulo. Vice-campeão do torneio pelo Goiás em 2010, quando perdeu a decisão para o argentino Independiente, o jogador espera finalmente resolver aquela frustração do passado.

"A Sul-americana é um desafio muito importante, digam o que for. Para mim, então... Disputei o título em 2010 e, infelizmente, perdi a final. Farei o máximo possível para conquistar o troféu agora", comentou Toloi.

O zagueiro ainda valorizou a conquista de um título em um ano em que todos os rivais do São Paulo no Estado já foram campeões. "Entre nós, estamos comentando que a Sul-americana é uma competição fundamental. Todos nós queremos ganhar. Estamos bem focados no nosso objetivo", disse.O próximo compromisso do São Paulo no torneio continental será contra a chilena Universidad Católica, na noite de quarta-feira, no Morumbi. A equipe brasileira alcançou um empate por 1 a 1 no jogo de ida e agora confirmará classificação para a final se não sofrer gols em casa.

"O nosso time tem jogado bem. Se continuarmos com o bom futebol, com certeza conseguiremos a classificação", confiou Rafael Toloi.



Raí lança livro em comemoração aos 20 anos do título Mundial

O São Paulo completa no dia 13 de dezembro 20 anos da conquista de seu primeiro Mundial Interclubes. Para não deixar a data passar sem festa, o ex-meia Raí lançou nesta segunda-feira o livro "1992 - O mundo em três cores", contando os bastidores e os momentos de superação daquela equipe.

Em parceria com o jornalista André Plihal, Raí explica que as histórias podem até servir como exemplos para o atual elenco são-paulino e também para profissionais de outras áreas.

"Depois de 20 anos, temos agora a ideia da importância histórica do evento para o São Paulo e o futebol brasileiro, além de minha parte pessoal. Estávamos em uma fase em que tudo dava certo, foi um time campeão, que marcou época. Vou dar um livro para cada jogador do elenco, acho que eles precisam ler. Pode servir de exemplo também para quem precisa administrar crises", afirmou o ex-jogador.

Raí e Plihal começaram a trabalhar em projetos diferentes sobre o Mundial de 1992, mas, há dois meses, decidiram se juntar e lançar um livro só, que tem como ápice a vitória por 2 a 1 sobre o Barcelona, mas sem deixar de citar os momentos de tensão enfrentados durante a temporada, até mesmo na convivência do elenco com o técnico Telê Santana.

"Contamos várias histórias. Estávamos no início de uma crise e começamos a fazer churrascos só entre os jogadores. O pessoal estava discordando do Telê e armamos em um tabuleiro (a escalação tática) com copos de cerveja. No outro dia, falamos com o Telê sobre o que ele achava. Foi um treinador que colocou o estilo bonito com eficiência, seu trabalho encantou o mundo", recorda.

Na noite de autógrafos, nesta segunda, Raí foi assediado pelos torcedores que formaram uma longa fila na livraria, localizada na região da avenida Paulista.



Titulares do São Paulo voltam a treinar desfalcados de Rhodolfo

Após a folga concedida pelo técnico Ney Franco no fim de semana, quando os jogadores considerados reservas empataram por 0 a 0 com a Ponte Preta, os titulares do São Paulo voltaram a trabalhar no gramado do CT da Barra Funda, nesta segunda-feira. A exceção foi o zagueiro Rhodolfo.

Com dores musculares na panturrilha esquerda, Rhodolfo realizou apenas tratamento no Reffis. O defensor se machucou no empate por 1 a 1 com a Universidad Católica, no primeiro jogo da semifinal da Copa Sul-americana. Mas deverá estar em campo contra o time chileno na noite de quarta-feira, no Morumbi.

Sem Rholdolfo, os demais titulares do São Paulo realizaram um treinamento tático em campo reduzido. Alguns dos atletas que não participaram de toda a partida contra a Ponte Preta, como os recuperados Paulo Henrique Ganso e Cañete, reforçaram a atividade dirigida por Ney Franco.

O São Paulo fará mais um treinamento antes da partida contra a Universidad Católica. A atividade da manhã de terça-feira servirá para Ney Franco terminar de ajustar a formação de sua equipe e terá a primeira parte fechada à imprensa.



Jadson prevê 'briga boa' com Ganso e Cañete em 2013: 'Não tem titular'

Montagem Jadson, Ganso e Cañete do São Paulo (Foto: Montagem sobre fotos da Vipcomm)Trio disputa posto de maestro tricolor
(Foto: Montagem sobre fotos da Vipcomm)

Jadson foi o regente absoluto do São Paulo neste ano, o homem de criação do técnico Ney Franco. Só que os meias Paulo Henrique Ganso e Marcelo Cañete deixaram o Reffis e prometem engrossar a briga pelo posto de maestro tricolor em 2013, até porque o atual esquema tático do time de Ney Franco tem apenas um armador. Por ora, Jadson mantém a camisa 10 e a condição de titular, mas prevê um páreo duro na próxima temporada.

– O Ganso é um grande jogador. No momento, ele está voltando de lesão e estará muito melhor no ano que vem. O Cañete também. Todos vão buscar seu espaço. Vai ser uma briga boa. Não tem titular ou reserva. Quem estiver melhor terá oportunidade – disse Jadson.

Cañete foi o primeiro do trio a ser contratado pelo São Paulo – o ex-jogador do Boca Juniors custou R$ 5,5 milhões na época. Ele deu seus primeiros passos no time do Morumbi no final de julho do ano passado. No entanto, prejudicado por uma série de lesões ele atuou apenas 24 minutos em 2011. Depois de mais de um ano parado, o jogador voltou a entrar em campo no empate sem gols com a Ponte Preta, no último domingo. O retorno animou Cañete para a próxima temporada.

Todos vão buscar seu espaço. Vai ser uma briga boa. Não tem titular ou reserva. Quem tiver melhor terá oportunidade"

Jadson

– Quero terminar esse ano da melhor maneira possível. Vou buscar minha melhor forma física e um lugar na equipe em 2013 – disse o meia, em entrevista ao site oficial do São Paulo.

Sem Cañete, o São Paulo foi atrás de um novo maestro e contratou Jadson em fevereiro deste ano – o Tricolor deu R$ 9 milhões e mais 30% dos direitos econômicos do volante Wellington ao Shakhtar Donestk pelos diretos econômicos do meia. Aos poucos, o jogador assumiu a regência do time, com assistências precisas e gols.

Ganso é o mais “jovem” tricolor. O ex-santista custou ainda mais: R$ 23,9 milhões, em setembro, mas só estreou no dia 18 de novembro por conta de uma lesão na coxa esquerda. Ele ainda não está na sua forma física ideal, mas já deixou Ney Franco com um problema para escalar o time.

O técnico são-paulino deve manter Jadson como titular nesta reta final de temporada, já que ele é o único do trio de armadores que está 100%. Para 2013, porém, há a possibilidade de o treinador mudar o esquema tático do time para jogar com dois meias de criação, o que ele já testou em treinamentos. Jadson não vê problema nesta alternativa.

– Já tive oportunidade de jogar com o Ganso antes, na Seleção. Nunca joguei com o Cañete, mas isso se acerta nos treinos. Até 2013, muita coisa ainda vai rolar – disse Jadson.

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