sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Juvenal dispara contra Ricardo Teixeira e cobra Marin: 'Tem que parar de pagar salário'

Bruno Quaresma e Guilherme Palenzuela - 17/01/2013 - 17:46 São Paulo (SP)

Juvenal Juvêncio e Rogério Ceni - São Paulo (Foto: Rubens Chiri/SPFC)
Juvenal Juvêncio criticou CBF e atacou Ricardo Teixeira (Foto: Rubens Chiri/SPFC)

O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, cobrou nesta quinta-feira o presidente da CBF, José Maria Marin, por pagar R$ 120 mil/mês de salários ao ex-presidente Ricardo Teixeira, como consultoria. Para Juvêncio, que tinha relação ruim com Texeira - principalmente nos últimos anos, Marin já deveria ter suspendido o pagamento de salários.

Questionado sobre a possibilidade de utilizar as obras de modernização do Morumbi para mostrar à CBF que o estádio teria, sim, condições de ser a sede paulista para a Copa do Mundo de 2014, Juvenal Juvêncio negou que o clube queira usar a reforma como resposta, e disparou contra Ricardo Teixeira, que renunciou à presidência da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa de 2014 em março do ano passado.

- Não tem nada a ver com a Copa. Copa foi uma idiossincrasia pessoal do Ricardo (Teixeira), que está ganhando mais de R$ 120 mil por mês da CBF. Ele não gosta disso, não gosta de futebol. Não gosta de povo, pessoas, é um negócio confuso. Marin tem que parar de fazer isso. Ele não vai sossegar, não vai conseguir dormir uma noite sem os R$ 120 mil que ele paga para o Ricardo. Ele tem que parar de pagar esse salário. Ele deve o que para o Ricardo? Não deve nada! Ricardo teve que ir embora. Em um avião pessoal, que negócio de aeroporto é meio perigoso para ele. Para de pagar esse negócio, que ele não pode pagar. Estou avisando: vai crescer esse negócio - disse o presidente do São Paulo, nesta quinta-feira, no Morumbi, em eventou que marcou o lançamento dos novos uniformes do clube.

Juvenal Juvêncio também comentou sobre a ausência do Morumbi na Copa de 2014, e creditou ao ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira o veto à casa são-paulina. O presidente ainda se disse decepcionado com o ex-governador de São Paulo José Serra que, para ele, não demonstrou interesse em defender o Morumbi, ainda em 2010.

- Foi ele que brigou comigo e falou que matou todos os inimigos dele e só faltava um, o Juvenal Juvêncio. Ele se aproveitou e tirou o estádio. Eu disse a ele: "Ricardo, você vai brigar comigo? Eu sou presidente de um dos clubes mais importantes do país. O que você vai falar lá fora para seus pares?". Ele não era malandro à toa - acrescentou.

- Fiquei muito decepcionado, muito decepcionado. O governo dirigido pelo Serra não respondeu. Eu tive que responder àquela provocação. O governo não reagiu, não disse uma palavra, nem uma nota oficial. Claro que fiquei magoado e completamente chocado - concluiu.



Luis Fabiano recorda expulsão em final e afirma: 'Futebol dá oportunidade de dar a volta por cima'

Kaíque Ferreira - 17/01/2013 - 17:53 Cotia (SP)

O ano de 2012 terminou com o São Paulo faturando o título inédito da Copa Sul-Americana. Contudo, ainda há rusgas do passado para um atleta do Tricolor. O atacante Luis Fabiano, expulso na primeira partida da final diante do Tigre (ARG), não pôde jogar a decisão do torneio continental e lamentou bastante o ocorrido.

Em sua primeira entrevista coletiva, o camisa 9 do Tricolor ainda recorda, mas espera que o passado sirva de lição para melhorar nesta temporada.

- Foi muito difícil (a expulsão na final). Apesar de ser águas passadas, é uma ferida que cutuca e ainda dói. Me fez pensar muitas coisas ruins. Eu pensei até mesmo em parar de jogar. O desânimo era tão grande, perdi a vontade de jogar, me fez pensar em coisas ruins. Futebol me dá oportunidade para me mudar. Este é o ano para eu provar para mim mesmo que estou preparado para grandes desafios e que eu tenho condições de melhorar. Apesar de disputar Copa do Mundo, de não ter sido expulso, eu não sei o que acontece aqui, o amor é tão grande, a vontade, que eu acabou extrapolando. O episódio já passou, doeu muito, ainda dói, mas já é passado. Daqui para frente vamos ver o que é - declarou o atacante.

Por conta das seguidas lesões, o atacante Luis Fabiano sempre cobrou uma pré-temporada adequada para que pudesse atuar sem incômodos. Nesta temporada, o camisa 9 segue a rotina e tem bom rendimento nas atividades, de acordo com as comissões médica e técnica.

Aliás, outro problema que o incomodou bastante em seu retorno foram os cartões. Contudo, acredita que será melhor.

- Bonzinho eu jamais vou ser (risos), mas tenho de melhorar. Tenho certeza de que as coisas precisam melhorar. Não vou dizer que isso vai acontecer, de que não vou ser expulso ou que vou tomar cartão, mas vou procurar melhorar - completou o atacante.

Neste sábado, o São Paulo encara o Mirassol, pelo Campeonato Paulista, às 17h, pela estreia da competição.



Modelo da 'camisa explosiva', Luis Fabiano rechaça dependência de Lucas

Kaíque Ferreira - 17/01/2013 - 19:20 Cotia (SP)

Apresentação da nova camisa do São Paulo - Luis Fabiano (Foto: Bruno Quaresma)
Luis Fabiano é o modelo do uniforme 2 do Tricolor (Foto: Bruno Quaresma)

O atacante Luis Fabiano teve um dia agitado. Além do treinamento físico no Reffis no período da tarde, o camisa 9 do Tricolor foi ao evento do lançamento dos novos uniformes do Tricolor para a temporada 2013. Trajado com a segunda camisa, o atacante foi um dos modelos.

No momento em que a camisa foi anunciada, recebeu o apelido de 'camisa explosiva' por um dos gerentes de criação do manto da nova fornecedora de material esportivo. Em tom de brincadeira, Fabuloso acredita que a camisa e a sua personalidade combinam.

- Eu nem sabia a piadinha dele. Combina, eu tenho essa personalidade - declarou o atacante.

Com o manto novo, o São Paulo testa uma nova formação tática para atuar sem Lucas, negociado com o Paris Saint-Germain (FRA) e que era um dos pilares do esquema 4-2-3-1. Durante os trabalhos técnicos e jogos-treino, o técnico Ney Franco preferiu escalar a equipe no 4-4-2, com um losango no meio de campo.

Apesar da saída de Lucas, Fabuloso acredita no São Paulo forte

Para o centroavante, o time ainda tem de se acostumar na nova formação e acredita que a equipe obterá êxito.

- O São Paulo é um clube muito grande, o Lucas é um grande jogador. Cresceu muito no final do ano passado, fez um final de ano muito bom. E o São Paulo segue. Temos um grupo qualificado, jogadores para suprir a ausência dele. Ele foi muito para a Seleção e jogamos muito sem ele e vencemos. Não temos porquê ficar remoendo a ausência dele. Temos de encaixar uma maneira de jogar o quanto antes. Terminamos o ano com três atacantes e este ano começamos no losango, com o Ganso atrás dos atacantes. Mudou a característica. Temos de encontrar a maneira de jogar, porque nós temos jogadores de qualidade. Aqui é São Paulo e é muito grande. Passaram grandes jogadores e não acabou o mundo - declarou.

Neste sábado, o São Paulo estreia no Campeonato Paulista diante do Mirassol, às 17h, no Estádio do Morumbi.



Juvenal Juvêncio descarta Kaká e não vê alternativas para Vargas

Bruno Quaresma e Guilherme Palenzuela - 17/01/2013 - 15:27 São Paulo (SP)

Juvenal Juvêncio - São Paulo (Foto: Rubens Chiri/SPFC)
Presidente Juvenal Juvêncio não vê possibilidade de concretizar retorno de Kaká (Foto: Rubens Chiri/SPFC)

O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, não vê como viabilizar o retorno do meia Kaká, do Real Madrid, ao Morumbi. Atualmente, o jogador está sem espaço no clube espanhol, comandado pelo técnico português José Mourinho, e já fala abertamente do desejo de se transferir. O São Paulo, clube que o revelou, não vê chances para contratá-lo.

- Na última vez que estivemos juntos, ele visita muito a Barra Funda para fazer exercícios, matar saudade... Ele me disse que queria ficar na Europa por mais dois anos. Ele é muito ponderado, mas é tudo que eu sei do Kaká. Vocês não sabem quanto ele ganha, mas eu sei. É um grande salário, que não há nenhum clube que possa pagar. Nem no Brasil, nem lá fora - disse Juvenal Juvêncio nesta quinta-feira, no evento de lançamento dos novos uniformes do clube, no Morumbi.

Ainda nesta semana, o São Paulo não conseguiu concretizar a contratação do atacante chileno Eduardo Vargas, do Napoli, que defenderá o Grêmio por empréstimo. O jogador era esperado pelo técnico Ney Franco para ocupar a vaga deixada por Lucas, que se transferiu para o Paris Saint-Germain. Agora, o treinador diz ainda aguardar um atleta que possa fazer a função pelo lado direito do ataque. Segundo Juvenal Juvêncio, o clube vai se manter atento ao mercado, mas não deve fazer mais nenhum investimento.

- Não, nós temos mais ou menos jogadores da posição. Não vemos a curtíssimo prazo um substituto que esteja disponível. Vamos continuar olhando isso, vendo isso, mas agora não temos nenhum foco. O Vargas nós achávamos que se assemelhava ao Lucas por conta da velocidade, poderia ser uma alternativa enquanto não surgisse nenhum garoto da base.



Sem Vargas, São Paulo não tem outro atacante na mira e diretor não quer mais saber do Napoli

Bruno Quaresma e Guilherme Palenzuela - 17/01/2013 - 15:30 São Paulo (SP)

Eduardo Vargas (Foto: AFP)
Eduardo Vargas quase acertou com o São Paulo, mas foi para o Grêmio (Foto: AFP)

Após não concretizar a contratação de Eduardo Vargas, o São Paulo não está negociando com nenhum outro jogador de ataque. É o que garante o diretor de futebol do clube, Adalberto Baptista.

- Não buscamos. O São Paulo tem um elenco qualificado. Com a chegada do Wallyson e o retorno do Ademilson do Sul-Americano, nós acreditamos que temos boas opções para o ataque. Mas é claro que estamos, como sempre, atentos ao mercado - declarou, nesta quinta-feira, durante evento para apresentação do novo uniforme da equipe.

Principal responsável pelas contratações no clube, Adalberto revelou no ano passado que estava atrás de um grande nome para o ataque. O jogador em questão era o chileno Vargas, que acertou com o Grêmio.

O Tricolor esteve perto de trazer o jogador, mas o Napoli (ITA) fez diversas exigências, e voltou atrás diversas vezes no negócio. A postura da equipe italiana irritou o São Paulo, que desistiu da negociação.

A bronca é tão grande, que Adalberto não pretende mais conversar com envolvidos:

- Eu, Adalberto Baptista, com o Napoli, com Stefano Castagna (um dos empresários envolvidos) e o pessoal da Base (empresa que agencia jogadores), espero nunca mais negociar, comprar um carro deles ou vender um apartamento para eles. Agora, isso sou eu, a instituição São Paulo está muito acima disso.

Para o ataque, Ney Franco conta com Luis Fabiano, Osvaldo, Aloísio, Wallyson, Ademilson e Negueba, que se recupera de cirurgia e só poderá jogar no segundo semestre.



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Juvenal descarta loucura por reforços e prevê falência de cariocas

O cofre do São Paulo foi recheado com R$ 117 milhões pela venda de Lucas ao Paris Saint-Germain, mas o presidente tricolor, Juvenal Juvêncio, garante que não cometerá exageros para reforçar o elenco. O dirigente projetou ainda que alguns clubes do Rio de Janeiro irão à falência em virtude de gastos excessivos com salários de jogadores. Assista ao discurso do presidente no vídeo.

- Eu estou assustado com alguns clubes brasileiros, sobretudo os do Rio de Janeiro. O que eles pagam não podem pagar. Eles não podem fazer isso. Vão quebrar! - afirmou o mandatário durante o lançamento dos novos uniformes do Tricolor, nesta quinta-feira, no Morumbi.

Juvenal cobrou mais responsabilidade dos diretores dos clubes para administrar as finanças. Segundo ele, o caixa não pode sofrer com desmandos para atender o lado passional de quem comanda o departamento de futebol.

- Vai ter uma sexta-feira 13 em que eles vão quebrar. Nós devemos ter cautela. Sei que meu discurso vai contra a emoção, mas dirigente precisa ter razão - ressaltou.

O presidente do São Paulo descarta fazer grandes investimentos em salários para contratar atletas renomados. A diretoria tricolor estipulou um teto de R$ 300 mil para o elenco profissional. Alguns atletas podem receber acima disso, mas apenas se o clube tiver a ajuda de investidores.

- Eu, quando converso com um jogador desses, digo de cara que não temos dinheiro para pagar. Imagino que ele já esteja rico e que vem para ganhar o nosso salário. Temos um teto. Não nos vangloriamos disso, mas não pagamos mais. Não podemos e não devemos.

Presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio (Foto: Carlos Augusto Ferrari )Juvenal Juvêncio pede equilíbrio na administração dos clubes brasileiros (Foto: Carlos Augusto Ferrari )

Clique e assista a vídeos do São Paulo



Luis Fabiano diz que 'amor grande' pelo São Paulo o faz 'extrapolar'

Luis Fabiano treino São Paulo (Foto: Marcos Guerra / Globoesporte.com)Luis Fabiano, durante treino do São Paulo
(Foto: Marcos Guerra / Globoesporte.com)

Criticado por torcedores, dirigentes e até pela esposa por conta da expulsão infantil diante do Tigre, em Buenos Aires, no primeiro jogo da decisão da Copa Sul-Americana, Luis Fabiano diz que ainda não superou totalmente o trauma de ter ficado fora da partida decisiva, no Morumbi. Classificando a experiência como "uma ferida que ainda dói", o atacante voltou a dizer nesta quinta-feira, 43 dias depois daquele duelo na Bombonera, que pensou em parar de jogar futebol. O Fabuloso prometeu, porém, tentar manter a cabeça no lugar durante a temporada 2013.

- Foi muito difícil. Apesar de serem águas passadas é uma ferida que ainda dói. Aquela expulsão me fez pensar muita coisa ruim. Pensei em parar de jogar futebol. O desânimo era grande, perdi a vontade de jogar futebol. Mas o futebol dá oportunidade para reverter. Em 2013, vou ter de provar para mim mesmo que estou preparado para grandes desafios - disse Luis Fabiano.

Na ocasião, o atacante acabou levando o cartão vermelho após tentar agredir um zagueiro do Tigre que havia entrado de forma mais violenta em Lucas. Luis Fabiano tomou as dores do colega, foi tirar satisfações e tentou chutar o adversário, que, mesmo não sendo atingido, caiu no chão, reclamando de dores, o que induziu o árbitro a expulsar o jogador são-paulino.

- Não sei o que acontece aqui. A vontade e o amor pelo São Paulo é tão grande que eu acabo extrapolando. Esse ano é totalmente diferente. Aquele espisódio já passou, doeu muito. Quando toca no assunto ainda dói, mas é passado. Daqui pra frente vamos ver o que acontece - disse o Fabuloso.

Luis Fabiano negou que o São Paulo tenha imposto um novo tratamento com um psicólogo, mas não descartou a possibilidade de vir a procurar um especialista nessa área. Tudo para não perder mais a calma em ação.

- As decisões sempre foram minhas. O clube sempre me deu a última palavra. Se eu achar que vou procurar, eu vou. Mas ainda não penso nesse tipo de coisa. Acho que não é para tanto. Se eu achar que devo conversar, como fiz em 2003 e 2004, ajudou muito, vou procurar. Qualquer tipo de ajuda é bem-vindo.