terça-feira, 22 de janeiro de 2013

De olho na 'blitz tricolor', Ney explica saída de Ganso e entrada de Aloísio: 'É mais um homem-gol'

LANCEPRESS! - 22/01/2013 - 13:26 Cotia (SP)

Ney Franco - São Paulo (Foto: Tom Dib)
Ney Franco confirma a modificação na equipe são-paulina (Foto: Tom Dib)

O técnico Ney Franco ainda busca a melhor formação tática para a equipe do São Paulo. Para o jogo de ida da primeira fase da Libertadores, diante do Bolívar (BOL), nesta quarta-feira, no Morumbi, o treinador sacou o meia Paulo Henrique Ganso e optou pelo atacante Aloísio. Com isso, manteve o esquema 4-2-3-1, com Jadson armando a equipe e o camisa 19 pelo flanco direito do campo.

Segundo o treinador, Jadson teve um rendimento melhor na partida contra o Mirassol, e por conta dessa critério, permanece na equipe. Além disso, o camisa 10 está melhor preparado fisicamente do que Ganso.

- Pegamos o material mais recente do Bolívar. Tenho o vídeo do último jogo, que eles ganharam, aliado com algumas questões táticas e o que eu vi, eu optei por começar o jogo no 4-3-3, com três atacantes de ofício. Não mexemos na estrutura defensiva da equipe. Essa base a gente finalizou o ano jogando, mas ainda está faltando alguém para preencher o lado direito do campo. Vendo a característica do Aloísio, fizemos o treinamento com ele, fiquei satisfeito com o que eu vi, pois é um jogador de força. Tem arrancada curta, pode chegar na linha de fundo e é mais um homem-gol. Já temos as jogadas do lado esquerdo, com o Osvaldo e o Luis Fabiano mais centralizado, outro jogador de área. Tendo a visão, pelo último jogo do adversário, que temos o material em mãos, eu quero fazer uma marcação alta, dentro do campo do adversário, e com essa primeira linha de três atacantes, pode dar muito resultado no primeiro jogo - declarou o treinador, durante entrevista coletiva.

Ney Franco ressaltou que o atacante Aloísio, na categoria de base do Grêmio, atuava pelos lados do campo. Com o tempo, foi adquirindo as características para jogar mais centralizado em campo. Para o treinador, a equipe tem de começar 'sufocando' o adversário.

- O pensamento é esse, fazer um bom jogo em casa, buscar a vitória o tempo todo, temos a ideia de iniciar o jogo com a marcação muito forte, fazendo a blizt, não deixando o adversário jogar - disse.

Antes de começar o treinamento, o técnico se reuniu com o grupo por cerca de 40 minutos, em uma sala, para passar os vídeos acerca do adversário. Dentro de campo, após o aquecimento, trouxe o elenco para perto e, em uma conversa rápida, explicitou as mudanças para os atletas, confirmando a saída de Ganso e a entrada de Aloísio.

- Eu não quero mudar a estrutura do grupo. A gente gastou um tempo para ajustar a equipe desse jeito. Só precisa acertar esse homem do corredor pelo lado direito. Tentamos o Jadson, mas é um meia. O Cañete entrou, entrou bem e dá para fazer esse lado. Essa decisão foi em cima da característica do Aloísio. Do que a gente já viu, o Cañete já faz a função. Tem o Douglas que já fez a função, mas que não vai jogar na função nesta partida, também temos a volta do Ademilson. Na quinta, eu já pedi a apresentação do Tiago, do juniores, que me chamou atenção na Taça São Paulo. O próprio Wallyson, que está em recuperação. Temos um probleminha nesse inicio de temporada, mas teremos boas peças para a posição - afirmou, já informando a chegada do jovem Tiago, atacante que atuou pelos flancos na Copinha.

Acerca do adversário, Ney enalteceu a característica ofensiva do Bolívar.

- É uma equipe técnica, tem na posse da bola a maior característica. Tem um treinador espanhol, um modo de jogar como a equipe do Barcelona. Jogam em um 4-3-3. Vai ser um jogo muito interessante, aberto, de duas equipes que priorizam o lado ofensivo. Vai ser uma equipe da América do Sul - completou.



Com meta de fechar carreira com tetra do São Paulo, Rogério Ceni faz 40 anos e vai para 10ª Libertadores

Bruno Rodrigues, Guilherme Palenzuela e Kaíque Ferreira - 22/01/2013 - 06:50 São Paulo (SP)

Rogério Ceni - Grêmio x São Paulo (Foto: Ricardo Rímoli)
Rogério Ceni completa 40 anos de idade nesta terça-feira (Foto: Ricardo Rímoli)

Rogério Ceni completa nesta terça-feira 40 anos de idade. Destes, 23 dedicados ao São Paulo, clube do qual se tornou maior ídolo da história e recordista em inúmeros pontos. Nesta quarta-feira, aos 40, ele estreará em sua 10ª edição da Copa Libertadores, contra o Bolívar, no Morumbi, e tem na chance do tetracampeonato do clube a maior motivação para continuar jogando.

No dia 9 de novembro do ano passado, o São Paulo anunciou a renovação do contrato de Rogério Ceni, que terminaria no fim de 2012, por mais uma temporada. Até ali, a aposentadoria do capitão era cogitada, apesar de ser vista como pouco provável. Com a recuperação do time dirigido por Ney Franco no Brasileirão e a garantia da classificação à Libertadores de 2013 – torneio do qual o São Paulo não participava desde 2010 –, a permanência de Rogério se confirmou.

Tanto tempo no São Paulo, tantos recordes batidos e tantos títulos conquistados também não diminuíram a ambição. Ainda antes de renovar seu contrato, Ceni dizia que queria ver o clube com uma equipe competente, capaz de levá-lo, junto com o São Paulo, a mais títulos. No último sábado, ele foi o melhor em campo na vitória por 2 a 0 contra o Mirassol, que só aconteceu por conta de quatro grandes defesas. Depois do último teste antes de enfrentar o Bolívar, nesta quarta-feira, cobrou a contratação de mais um ou dois atacantes, para reforçar o elenco na disputa da Libertadores.

Segundo o goleiro, 2013 deve ser, de fato, seu último ano defendendo as cores do São Paulo. Pelo menos dentro de campo. Rogério diz ainda não ter definido qual será seu destino profissional após a aposentadoria. Ainda no ano passado, deixou claro que é mais difícil e trabalhoso a cada dia treinar e seguir a rotina do elenco, que conta com atletas com menos da metade de sua idade, mas afirmou que é a possibilidade de levantar títulos que ainda dá forças para seguir a rotina dos últimos 23 anos no Morumbi.

Em 2013, o tetra do São Paulo na Libertadores seria o tri do capitão. Em 93, ele fazia parte do elenco que desbancou a Universidad Católica na final. Em 2005, um ano após recolocar o clube na competição, foi o protagonista da conquista que recolocou o Tricolor no cenário Sul-Americano. Agora, o título viria junto com o provável adeus. Ceni conquistou a América aos 20, no início da carreira, aos 32, no auge, e fica, aos 40, para fechar a carreira com mais um troféu.

10 momentos do camisa 01 na Libertadores

1993: Pé-quente
Rogério Ceni foi a terceira opção entre os goleiros. Na frente dele, havia Zetti e Gilberto. Compondo o elenco e em sua primeira Libertadores, participou do segundo título do clube no torneio.

1994: Na reserva
Ganhando espaço aos poucos, esteve no banco de reservas na campanha do Tricolor quando foi vice-campeão da Libertadores, perdendo a decisão  para o Vélez Sarsfield (ARG).

2004: Caiu na semi
Titular da equipe, marcou um gol logo na estreia, na vitória de 2 a 1 diante do Alianza Lima (PER). No torneio, fez mais um. O time foi eliminado na semi, para o Once Caldas (COL).

2005: É campeão!
Capitão, artilheiro da equipe ao lado de Luizão com cinco gols e ainda levantou a taça do tricampeonato da Libertadores, após goleada por 4 a 0 em cima do Atlético-PR na final.

2006: Deslizou...
Novamente, Ceni chegou à final da competição. Mas, na decisão diante do Internacional, perdeu o jogo de ida e, na volta, teve atuação irregular. Marcou três gols na edição do torneio.

2007: Precoce
Teve a pior participação em todas as edições. O Tricolor ficou em segundo no grupo 4. No mata-mata, caiu na fase de oitavas de final para o Grêmio. No torneio, não marcou nenhum gol.

2008: Pedra tricolor
Novamente, a equipe foi eliminada por um Tricolor: o Fluminense, nas quartas de final. Não balançou as redes no torneio. No jogo de volta contra os cariocas, teve atuação contestada, por conta do gol de Dodô.

2009: Ano dolorido
Além de problemas físicos, teve a primeira lesão grave na carreira: fratura no tornozelo esquerdo. Não participou da reta final do torneio e viu a equipe do Morumbi ser eliminada pelo Cruzeiro, nas quartas.

2010: Ficou na semi
Retornando em alto estilo, fez grandes defesas no torneio, principalmente no primeiro jogo da semi, contra o Inter, que deixou o placar em apenas 1 a 0 no jogo de ida. Na volta, foi eliminado no saldo de gols. Fez um gol na Copa.

2013: M1to volta!
Após duas edições fora, o goleiro Rogério Ceni poderá disputar outra edição da Libertadores. Conquistou o inédito título da Copa Sul-Americana na temporada passada, com grandes defesas e ainda marcando um gol.



Para comentarista, Rogério Ceni é um revolucionário: 'Espetacular'

Nesta terça-feira, véspera da estreia do São Paulo na Taça Libertadores, o goleiro Rogério Ceni completa 40 anos de idade. O ídolo tricolor, que disputou 1.051 partidas e marcou 107 gols pelo clube, mudou a maneira de um goleiro participar de um jogo de futebol, na opinião do comentarista do SporTV Lédio Carmona. Para o jornalista, além de cobrar faltas e pênaltis, o capitão da equipe ainda é importante para a saída de bola.

- O Rogério Ceni é um dos personagens mais espetaculares da história do futebol mundial. Ele é um revolucionário, redefiniu a posição de goleiro. Não só por bater faltas e pênaltis, mas por toda sua participação no jogo com a bola nos pés. É impressionante a contribuição que ele deu - disse Lédio Carmona, no desta terça.

Rogério Ceni, São Paulo e Tigre (Foto: Agência EFE)Rogério Ceni comemora o título da Sul-Americana de 2012, contra o Tigre (Foto: Agência EFE)

Embora exalte a importância de Rogério Ceni para a história do São Paulo, o correspondente da TV BBC na América do Sul, Tim Vickery, lamenta que o goleiro não tenha passado pelo futebol europeu. Para o jornalista, o capitão tricolor tinha toda as condições para ser bem sucedido fora do Brasil.

- Eu fico pensando como seria bom se a gente tivesse duas vidas. Ele ficou toda a carreira no São Paulo e isso é inigualável. Mas, com o nível cultural alto e a curiosidade do Ceni, eu acho que ele iria adorar a experiência de jogar fora do Brasil. Ele é tão bom que, em uma vida, não cabe tudo o que ele é capaz de fazer.

O São Paulo estreia na Taça Libertadores de 2013 nesta quarta-feira, contra o Bolívar, da Bolívia, no Morumbi, às 22h (de Brasília). A partida de volta será em La Paz, no dia 30. O vencedor fica no Grupo 2, ao lado de Atlético-MG, Arsenal de Sarandí (ARG) e The Strongest (BOL).

Banner SporTV Premiere FC (Foto: SporTV.com)



Campeão do mundo aos 40, italiano Zoff desafia Ceni a jogar até os 41

Dino Zoff goleiro itália (Foto: Getty Images)Dino Zoff, aos 40, era o capitão da seleção da Itália
campeã mundial em 1982 (Foto: Getty Images)

Quando se fala em goleiros quarentões, talvez não haja lembrança mais marcante do que a do italiano Dino Zoff, aos 40 anos, erguendo a taça da Copa do Mundo de 1982. Referência na posição, o ex-capitão da Azzurra mandou saudações e um desafio ao aniversariante do dia,  Rogério Ceni, que entra nesta terça-feira para a seleta galeria dos quarentões do futebol:

- Mande saudações a ele. Eu joguei até os 41, vamos ver se ele chega lá - disse em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM.

Zoff se aposentou no dia 2 de junho de 1983, e assumiu imediatamente o cargo de treinador de goleiros da Juventus, clube onde atuou por 11 anos, e fez história. Ídolo em seu país, Zoff penou no início da carreira. Só começou a ter destaque quando chegou ao Napoli, em 1967. Na Copa de 70, quando a Itália perdeu a final para a seleção brasileira, ele era reserva. Nas seguintes, 74 e 78, já havia assumido a condição de titular, mas ainda assim precisou superar a desconfiança de parte do público. As atuações impecáveis no tricampeonato, em 1982, garantiram ao veterano um lugar de destaque na história do futebol italiano.

Reserva nos Mundiais de 2002 e 2006 pelo Brasil, Rogério Ceni não tem currículo tão brilhante na Seleção, mas, em clubes, supera o colega. No próximo dia 7 de setembro irá completar 23 anos no São Paulo, sem falar nos 1.051 jogos e 107 gols. Marcas que chamam a atenção de Zoff, principalmente a faceta de goleiro-artilheiro. O italiano admite não conhecer tão bem o capitão tricolor, mas garante que a fase mais divertida de sua carreira foram justamente os últimos anos.

Dino Zoff goleiro itália (Foto: Getty Images)Dino Zoff, sem trabalhar como técnico desde 2005,
faz 71 anos em 28 de fevereiro (Foto: Getty Images)

- Sei quem é o Rogério, mas conheço pouco porque aqui não se vê muito futebol brasileiro. Mesmo a Seleção não é tão vista. Mas entre os 37 e 41 anos, vivi os melhores momentos da minha carreira. O goleiro não sente tanto cansaço, e você desfruta melhor do jogo, se diverte, aproveita o que está fazendo e ainda ganha um dinheiro (risos).

Em entrevista publicada na manhã desta segunda-feira, Ceni afirmou que ainda não sabe se vai se aposentar no fim do ano, quando seu contrato terminar. Embora reconheça que a probabilidade disso acontecer é grande, há uma série de fatores que serão considerados: sua condição física e a situação do São Paulo são os mais importantes.

30 anos depois de pendurar as chuteiras, Dino Zoff não acha que seja mais fácil estender a carreira hoje, com a evolução da medicina esportiva e as mudanças no futebol. Para ele, os diferenciais na duração da vida profissional de um jogador de futebol são a quantidade de lesões e uma rotina regrada, dentro e fora dos gramados.

Discurso que combina bem com o que pensa Rogério. As duas contusões mais graves da carreira do são-paulino foram lesões no tornozelo esquerdo, em 2009, e no ombro direito, no início do ano passado. Por conta disso, hoje seus treinos chegam a durar quatro horas, já que o trabalho de recuperação nos locais mais desgastados é intenso. À distância, Zoff acredita que o brasileiro pode ficar mais tempo em atividade, e garante que a técnica e a personalidade de um goleiro de 40 anos podem fazer a diferença para sua equipe.

- É uma vantagem ter mais personalidade, experiência, a técnica está muito apurada. A maior dificuldade é a parte física, mas pode ser superada se os exercícios são feitos regularmente. O importante é não ter grandes lesões e levar uma vida de atleta. A dificuldade hoje é igual.

Rogério Ceni e Lucas, São Paulo e Tigre (Foto: Agência AFP)Rogério Ceni, ainda aos 39, ergue taça de campeão da Sul-Americana ao lado de Lucas (Foto: Agência AFP)



Ganso perde lugar para Aloísio em treino, e Ney Franco resgata 4-3-3

Paulo henrique ganso aloisio são paulo treino (Foto: Carlos Augusto Ferrari)Ganso, com colete, entre os reservas, Aloisio
no time titular (Foto: Carlos Augusto Ferrari)

Paulo Henrique Ganso perdeu a vaga de titular no último treino do São Paulo antes da estreia na fase prévia da Taça Libertadores, contra o Bolívar, quarta-feira, às 22h, no Morumbi. No treino desta terça pela manhã, no CT de Cotia, o técnico Ney Franco sacou o armador e colocou o atacante Aloísio.

A alteração mexeu também no posicionamento do meia Jadson. Escalado aberto pela direita no primeiro tempo da vitória sobre o Mirassol, sábado, pelo Paulistão, o jogador passou a ficar mais centralizado na criação. Aloísio assumiu a antiga função dele, com Osvaldo na esquerda e Luis Fabiano avançado.

Com a mexida, o São Paulo se mostrou um pouco diferente no treino. O time ganhou força física pela direita e mais infiltração na área no auxílio ao Fabuloso. Jadson também pareceu mais desenvolto pelo meio. No entanto, o baixinho ficou sobrecarregado por ser o único armador. A equipe também não ganhou velocidade e continuou apostando no toque de bola, assim como quando tinha Ganso.

Ney Franco havia testado uma formação semelhante no segundo tempo do confronto pelo estadual. Na ocasião, ele sacou Luis Fabiano e Ganso para as entradas de Aloísio e Cañete. O argentino, porém, foi quem acabou posicionado pelo lado direito do setor ofensivo.

Outra novidade foi o retorno do lateral-esquerdo Cortez. Ele havia sido vetado pelos médicos da primeira partida oficial da temporada em virtude de dores no músculo adutor da coxa direita. Carleto, titular no fim de semana, volta a ser uma opção no banco de reservas.

O São Paulo iniciou o treino desta terça com: Rogério Ceni, Douglas, Lúcio, Rhodolfo e Carleto; Wellington, Denilson, Jadson e Ganso; Osvaldo e Luis Fabiano.

Já o time reserva jogou com: Denis, João Filipe, Rafael Toloi, Edson Silva e Carleto; Fabrício, Casemiro, Maicon, Ganso e Cañete; Ademilson.

ney franco são paulo treino (Foto: Carlos Augusto Ferrari)Ney Franco conversa com os 11 titulares do São Paulo (Foto: Carlos Augusto Ferrari)


Brasil tem os elencos mais valiosos da Libertadores: Corinthians no topo

Atual campeão, o Corinthians tem o elenco mais valioso da Libertadores de 2013. Segundo levantamento da empresa "Pluri Consultoria", especializada nos negócios do esporte, o grupo do Timão está avaliado em R$ 261,4 milhões. O "top 5" é formado só por clubes brasileiros, com São Paulo, Fluminense, Atlético-MG e Grêmio na sequência.

A "Pluri" diz que



Por título inédito, Fabuloso dá recado à concorrência: 'Aposto em mim'

A tristeza pela expulsão na primeira partida da decisão da Copa Sul-Americana não está mais na feição de Luis Fabiano. Sorriso no rosto, brincadeiras aos montes durante o confinamento no CT de Cotia e uma língua afiada para fazer projeções sobre 2013. No ano em que os clubes brasileiros que disputarão a Taça Libertadores esbanjam estrelas em seus ataques, como Alexandre Pato, Fred, Barcos e Ronaldinho Gaúcho, o Fabuloso foge do discurso humilde. Mais que isso, visualiza uma temporada ainda melhor que a anterior, quando fez 31 gols em 44 partidas.

- Eu aposto em mim mesmo. Apesar de muita gente falar de outros atacantes, eu estou sempre aí - cravou.

Há a esperança, mas também desconfiança. Luis Fabiano não acumula apenas gols. Ele também coleciona problemas e preocupa técnico, dirigentes e torcedores. Agora, promete uma versão mais “light” para tentar realizar o sonho de conquistar a América. A mesma em que foi artilheiro em 2004, quando parou nas semifinais.

- Esse ano vai ser diferente - garantiu.

Para atingir o objetivo e recuperar espaço na Seleção Brasileira, o camisa 9 se apega ao Morumbi, palco em que soma nada menos que 90 gols em 101 partidas. É lá que o São Paulo estreará na fase prévia da Libertadores, contra o Bolíviar, às 22h desta quarta-feira (horário de Brasília). É lá a casa do Fabuloso.

- O São Paulo vai dar trabalho - prometeu.

Confira os principais trechos da entrevista com Luis Fabiano:

Luis Fabiano entrevista São Paulo (Foto: Diogo Venturelli)Luis Fabiano aposta em si mesmo para brilhar em 2013 (Foto: Diogo Venturelli)

GLOBOESPORTE.COM: A Libertadores é o título que falta para completar sua carreira?

Luis Fabiano: É um título importante que eu não tenho. Disputei uma vez em 2004 e fui artilheiro (oito gols). É importante para mim, para o São Paulo e para o grupo. Muitos jogadores possuem dois ou três títulos, mas outros, nenhum. Tenho ambição de ganhar e espero que o time consiga colocar mais uma Libertadores na vitrine do São Paulo.

Você tem 90 gols em 101 jogos no Morumbi. Como você visualiza o estádio no momento em que chegar lá para a estreia na Libertadores?

É lá que eu me sinto em casa. Eu imagino o Morumbi do jeito que via na única Libertadores que disputei. Uma festa bonita, estádio lotado, euforia e a torcida nos empurrando para cima do adversário. O torcedor ainda está eufórico por ter terminado ano com um titulo. Tudo se encaminha para uma grande vitória.

Estou consciente de que tenho de me manter mais tranquilo"

Luis Fabiano

Todos os jogadores estão destacando a necessidade de abrir uma boa vantagem no Morumbi para não sofrer no segundo jogo, na Bolívia...

Temos de fazer um grande resultado aqui porque lá, em La Paz, vai complicar. Não é muito diferente por causa da altitude, mas, às vezes, você acaba sentindo um pouco de falta de ar e tontura. São coisas superáveis.

O Corinthians é o maior rival do São Paulo em 2013?

É só mais um grande adversário. Estamos vendo outros times contratando jogadores de qualidade, como é o caso do Grêmio. O Atlético-MG manteve a base, o Fluminense é um time muito forte. O Corinthians ganhou o Mundial e por isso se torna o time a ser batido, mas, para mim, existem outros que também estão fortes. O São Paulo vai entrar muito bem. Tem tradição na Libertadores e vai dar trabalho.

Como está sendo jogar sem o Lucas?

É difícil com ou sem o Lucas. Ele abria espaço, dava assistências, mas o São Paulo é muito grande. O Denílson (ex-atacante, negociado em 1998 para o Betis-ESP) fazia a mesma coisa, e o São Paulo continuou ganhando títulos sem ele. Sinto mais falta porque ele ficava comigo na concentração e é meu amigo. Vamos encontrar uma forma de suprir a ausência. Muda a maneira de jogar, mas o time vai se entrosar bem.

Você acha que a confiança da comissão técnica e da torcida em você foi quebrada depois da expulsão na final da Copa Sul-Americana?

Eu não tenho que dar resposta a ninguém. Felizmente, tenho uma carreira vitoriosa, joguei na Europa e disputei uma Copa do Mundo. Tenho, sim, de melhorar.

Mas entende que exagera em alguns momentos?

Estou consciente de que preciso tentar me manter mais tranquilo em certos momentos, que tenho condições de melhorar no lado disciplinar. A torcida tem carinho por mim, sou bem recebido nos lugares, ela reconhece meu esforço. É viver esse momento feliz e aproveitar que terminamos 2012 bem para que esse ano seja vitorioso.

Você disse que pensou em parar depois da expulsão. O que o fez mudar de ideia?

Tenho amigos e pessoas próximas que me deram apoio e disseram que tudo pode mudar. Neste ano, tenho a oportunidade de mostrar que posso conquistar muita coisa no futebol com essa camisa maravilhosa do São Paulo. Isso que me fez voltar atrás e ter motivação para trabalhar. Aquele foi o pior momento da minha carreira pelo fato de estar jogando no clube que eu amo, sonhando jogar uma final importante no Morumbi lotado. Sou um cara explosivo, faço por impulso e acabo me prejudicando.
 

Luis Fabiano entrevista São Paulo (Foto: Diogo Venturelli)Luis Fabiano tem esperança de voltar à Seleção 
Brasileira (Foto: Diogo Venturelli)

Se você repetir os 31 gols de 2012, subirá de sétimo para quarto na lista dos maiores artilheiros da história do São Paulo, com 187. Se fizer mais três na Libertadores, será o primeiro ao lado do Rogério, com 11. Esses números são uma meta?

Esse não é meu grande objetivo, apesar de estar lá para fazer gols. Tenho uma média muito boa com a camisa do São Paulo, fui artilheiro em quase todos os torneios que disputei. Eu penso em ter uma média de 50%. No ano passado, não joguei tantas partidas. Não tenho mais aquela ambição de ser o maior artilheiro. Lógico que é legal, não são metas fáceis de alcançar. Mas, primeiro, quero levantar a taça.

O Mano Menezes não conseguiu encontrar um centroavante para a Seleção. Agora, é a vez de Luiz Felipe Scolari começar a procurar. Você ainda pensa em ser chamado?

Nunca fui convocado pelo Felipão na época em que ele trabalhou na Seleção Brasileira, mas ele vai dar chance para quem estiver bem. Preciso me concentrar em ter um bom ano no São Paulo.

Ganhar a Libertadores pode colocá-lo novamente na Seleção Brasileira?

Esse é o ano. Por vários motivos. Existe um debate de quem vai fazer mais gols, quem vai ser o grande nome. Temos a Copa das Confederações, que é muito legal e eu venci em 2009. O caminho para ir à Seleção é jogar bem no São Paulo. Preciso fazer um grande ano e mostrar que posso vestir aquela camisa de novo.

Qual jogador você acha que brilhará no Brasil em 2013?

Eu aposto em mim mesmo. Apesar de muita gente falar de outros atacantes, eu estou sempre aí. Ano passado, fiz 31 gols sem jogar muitas partidas. Estando bem, acredito no meu potencial e no meu faro de gol.

Mais calmo?

Esse ano vai ser diferente.