quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Sociólogo afirma que extinção das organizadas não é um bom caminho

Estudioso da violência no futebol brasileiro, o sociólogo Maurício Murad esteve no na tarde desta terça-feira, dia 26, em meio a todo o problema ocorrido em função da morte de um torcedor boliviano de 14 anos, chamado Kevin Espada, durante partida entre Corinthians e San José, em Oruro, na Bolívia, pela Taça Libertadores. O menor H. A. M., de 17 anos, que confessou ter sido o responsável por disparar o sinalizador que matou o adolescente boliviano, é integrante há dois anos da torcida organizada Gaviões da Fiel. Murad pede medidas preventivas e repressivas diante das organizados, mas não a extinção delas.

- A extinção não (seria um bom caminho). Defendo que precisamos de um plano nacional de segurança para o futebol, que implica em três grandes momentos e três conjuntos de medidas interligados - destaca o estudioso, para em seguida detalhar cada um desses conjuntos através de determinadas medidas.

Torcida Corinthians Gaviões da Fiel Mundial Al Ahly (Foto: Daniel Romeu / globoesporte.com)Menor de 17 anos, que assumiu crime, é integrante da Gaviões da Fiel (Foto: Daniel Romeu / globoesporte.com)

- (É preciso) medidas de curto prazo e repressivas, como, por exemplo, a prisão, levar o processo até o fim, e que as punições sejam garantidas dentro da legislação. Medidas de médio prazo, de prevenção, como, por exemplo, controle das redes sociais. A prevenção é em torno de sete vezes mais barata, eficaz e mais rápida do que a punição. E medidas de longo prazo, de caráter reeducativo, para mudar esse cultura das organizadas, de machismo, exclusão e intolerância à diferença.

Maurício Murad ainda informa um dado que julga "estarrecedor": o Tribunal de Contas da União, ao avaliar os processos criminais no Brasil, incluindo-se os do futebol, concluiu que 95% deles não são finalizados.

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Aristeu Tavares é demitido da Comissão de Arbitragem da CBF

Aristeu Leonardo Taves não é mais o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O dirigente foi demitido nesta terça-feira e será substituído interinamente por Edson Rezende, responsável pela corregedoria do órgão, até que um novo nome seja escolhido.

Tavares envolveu-se recentemente em um polêmica entrevista ao jornal goiano "O Popular" e teria afirmado que sua comissão recebeu diversas denúncias de árbitros envolvidos em manipulação de resultados no Brasil. Ele teria afirmado, ainda, que muitos dos juízes denunciados continuam apitando, apesar dos casos terem sido informados ao Ministério Público.

Tavares chegou ao cargo da Comissão de Arbitragem em agosto de 2012.



Pela Seleção, Luis Fabiano traça meta de ser expulso só uma vez em 2013

Luis Fabiano, São Paulo x Linense (Foto: Levi Bianco/Agência Estado)Luis Fabiano em partida contra o Linense
(Foto: Levi Bianco/Agência Estado)

Famoso pela indisciplina, Luis Fabiano quer evitar problemas às vésperas da disputa da Copa das Confederações. Chamado pelo Luiz Felipe Scolari para enfrentar a Inglaterra, dia 6 de fevereiro, em Londres, o centroavante fez até um planejamento para ficar mais calmo ao longo da temporada e não perder espaço com o novo treinador da Seleção Brasileira.

- As pessoas que estão acostumadas a me ver com o sangue quente estranham quando estou mais calmo. Tenho um objetivo em relação aos cartões, que é tentar tomar, no máximo, um vermelho. De repente, posso matar uma jogada, não sei. Mas por reclamação dificilmente vou tomar – afirmou.

O Fabuloso foi titular em toda a campanha que resultou na eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. O jogador passou um longo período sem ser chamado por Mano Menezes e só voltou quando Felipão reassumiu o posto. Motivo que renovou a esperança do centroavante em disputar mais um Mundial.

- Esse ano é importante pela Copa das Confederações. Tenho vários objetivos e não quero deixar passar por causa de indisciplina. Quero estar no grupo e me manter calmo, bonzinho... – ressaltou.

Por enquanto, a estratégia “paz e amor” do Fabuloso vem surtindo efeito. Até agora, o jogador levou apenas um cartão amarelo (contra o Bolívar, no Morumbi) e nenhum vermelho em 2013. Números bem abaixo de 2012, quando foi advertido 16 vezes e acabou expulso em outras duas.

No último sábado, o jogador desperdiçou várias oportunidades de gols na partida contra o Linense, no Morumbi, pelo Paulistão,. Em alguns momentos, chegou a mostrar irritação por causa da marcação de impedimentos, mas se controlou.

- Na verdade, eu quero (reclamar). Se eu tivesse a certeza de que não estava impedido, reclamaria. Como no jogo não tem replay, estou tendo uma conduta de menos reclamações.



Arnaldo: presidente da Comissão de Arbitragem pode ser demitido da CBF

A polêmica entrevista de Leonardo Aristeu Tavares ao jornal goiano "O Popular", publicada no último dia 20 de fevereiro, pode causar a demissão do presidente da Comissão Nacional de Arbitragem. A informação é do comentarista Arnaldo Cezar Coelho, que afirma que o comando da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está avaliando o teor das declarações de Tavares.

- Essa entrevista já chegou à direção da CBF, que está averiguando este caso, que pode redundar até na demissão do presidente da Comissão Nacional de Arbitragem - disse Arnaldo durante o .

Árbitro da final da Copa do Mundo de 82, Arnaldo disse ter confirmado o conteúdo das declarações e criticou a postura do chefe da arbitragem, que assumiu o cargo em agosto de 2012. Na entrevista, Tavares afirma que a ouvidoria de sua comissão tem recebido diversas denúncias de árbitros que estariam manipulando partidas de futebol no Brasil. O presidente afirmou que alguns dos denunciados continuam apitando, apesar de ter notificado o Ministério Público sobre os casos.

Aristeu Tavares, Marin e Edson Resende, CBF (Foto: Marcelo Baltar / Globoesporte.com)Aristeu Tavares (esquerda) ao lado do presidente
da CBF, José Maria Marin, e Edson Resende

- Se uma pessoa um pouco mais responsável dá uma entrevista dessa e depois nega a entrevista, eu não sei onde nós estamos em termos de arbitragem. Ainda mais (em uma área) que precisa de credibilidade. Essa entrevista não ajuda em nada ao futebol brasileiro. É lamentável que durante uma semana em que os árbitros vão se preparar em Goiás, vão fazer testes de avaliação física, o diretor de árbitros dê esse tipo de entrevista infeliz - afirmou Arnaldo.

A entrevista teria sido dada durante a presença dos árbitros em Goiás, na semana passada, para testes de avaliação física. A Comissão de Abitragem esteve presente no encontro. Após publicada a matéria, Tavares negou ter respondido no mesmo teor que foi apresentado pelo jornal.

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Aposta de Mano, Jadson sonha com nova chance na Seleção

Jadson, meio-campista do São Paulo (Foto: Carlos Augusto Ferrari)Jadson, meio-campista do São Paulo, em
entrevista no CT (Foto: Carlos Augusto Ferrari)

A troca de comando na Seleção Brasileira renovou a esperança de alguns jogadores serem convocados. Com o meia Jadson não é diferente. Um dos “queridinhos” do técnico Mano Menezes, o principal nome do São Paulo em 2013 até fevereiro espera voltar a vestir a camisa amarela, agora sob as ordens de Luiz Felipe Scolari.

Jadson chegou à Seleção em 2011 para o amistoso contra a França, em Paris. Em seguida, foi chamado também para os jogos diante de Escócia e Romênia. O jogador participou da má campanha na Copa América de 2011 e só voltou a ser lembrado no ano passado, já no Tricolor, para os confrontos do Superclássico das Américas, frente aos argentinos.

– As coisas estão dando certo. Estou tranquilo e vou continuar trabalhando. Vamos esperar. Quem sabe eu possa ter outra oportunidade – afirmou.

Jadson evita se colocar como o principal articulador do país no momento, mas vem tendo um início de ano recheado de elogios no São Paulo. Enquanto Ganso luta para recuperar o antigo futebol, o meio-campista brilha intensamente e é considerado peça-chave e titular absoluto no esquema tático do técnico Ney Franco.

– Este ano, com o bom trabalho que fiz na pré-temporada, as coisas estão fluindo bem para o meu lado. Estou muito feliz – ressaltou.

A boa fase é tamanha que Jadson deixou de ser apenas o armador são-paulino. Com o gol marcado na vitória por 3 a 0 sobre o Linense, ele passou a dividir com Luis Fabiano a artilharia da equipe na temporada. Ambos com seis gols.

– Minha característica é de dar mais assistências, mas estou podendo ajudar com os gols também. O importante é a equipe continuar ganhando.



Para Zico, Lucas pode superar Neymar e ser 'o cara' da Copa 2014

O Brasil está prestes a jogar sua segunda Copa do Mundo em casa. Com uma geração talentosa, porém jovem, pairam dúvidas sobre o poder de realização de Neymar e Cia. Zico, prestes a completar 60 anos, já viu muitos jovens talentosos estourarem e outros não darem em nada. Com esse vasto conhecimento, ele opina sobre os comandados de Luiz Felipe Scolari. (assista ao vídeo)

- Eu gosto muito do Lucas e acho que ele tem tudo para crescer na Europa. É um cara objetivo, joga para o gol, joga para a equipe. Acho que pode ser até mais nome que o Neymar na Copa do Mundo – afirmou o “Galinho”.
 

Lucas foi vendido pelo São Paulo ao Paris Saint-Germain em agosto de 2012 na maior transação da história do futebol brasileiro, por R$ 108 milhões, mas só se transferiu para a equipe francesa no fim do mesmo ano. Com pouco tempo no novo clube, já conquistou a vaga de titular e a simpatia do técnico Carlo Ancellotti e dos companheiros de time, sendo decisivo em alguns jogos.

Ele também revelou que no meio de campo, aprecia a disposição e a qualidade de Hernanes, do Lazio, da Itália. E cobra que o meia volte a ter oportunidades com a camisa amarela.

Lucas comemora gol do PSG sobre o Olympique de Marselha (Foto: AFP)Lucas comemora gol do PSG sobre o Olympique de Marselha (Foto: AFP)

Zico também não se furtou a falar dos maiores nomes do futebol mundial na atualidade. Apesar de reconhecer o talento de Messi, ele faz uma ressalva: Messi, na sua opinião, ainda não é melhor que Maradona.

- O Messi está em outro patamar. O Messi e o Cristiano Ronaldo são dois jogadores que ao meu ver estão pintando entre os maiores (da história). Mas o Maradona fez muito com um cara no pescoço dele 90 minutos. Não vi o Messi fazer isso com um cara marcando ele o tempo todo. Eu marcaria, é o cara que decide. Os caras que estão ao lado dele (Messi) são bons, mas estão acostumados a saber que ele resolve. Vamos marcar o cara para ver como os outros se sentem vendo ele marcado. O Maradona era todo jogo assim. O Pelé foi diversas vezes. Eu também. É complicado jogar com um cara no seu cangote - finalizou.
 



Santista transforma arenas da Copa e estádios tradicionais em obras de arte

Paulo Consentino não é atleta, mas respira futebol. O artista santista tem, no desporto bretão, a inspiração maior de seus trabalhos. É ele, por exemplo, que assina o mural que homenageia o centenário do Santos, pintado nos muros do CT Rei Pelé. A obra foi concluída em setembro, e já em outubro Consentino deu início a outra empreitada, mais uma vez relacionada ao futebol: transformar em arte as 12 arenas da Copa do Mundo do ano que vem e 18 tradicionais estádios do País. Nasceu assim a série "Arenas Brasileiras", que deve ser apresentada ao público já a partir de março, em formato digital (para celular), posters e mini-posters.

Arenas Brasileiras Paulo Consentino (Foto: Divulgação)Arenas da Copa do Mundo viram obras de arte em trabalho de artista santista (Foto: Divulgação)

Antes de iniciar a série, Consentino já possuía, em seu acervo, reproduções de estádios como Vila Belmiro, Pacaembu, Morumbi, Palestra Itália e Maracanã - redesenhados para o novo projeto. A boa receptividade das obras fez com que surgisse a ideia de colocar no papel as arenas do Mundial e palcos famosos do futebol brasileiro, como São Januário (Vasco), Ilha do Retiro (Sport), Laranjeiras (Fluminense), Couto Pereira (Coritiba), Ressacada (Avaí) Moisés Lucarelli (Ponte Preta), Barradão (Vitória) e até a Rua Javari (Juventus).

- Foi uma coisa natural. O projeto com o Santos (mural do centenário) me aproximou muito do mundo do futebol. Acredito que o artista tem de retratar o que ele vive no dia-a-dia, e minha arte reflete isso. Sou um cara que vai a estádio, que já foi a muitos campos do Brasil, e que gosta de futebol. As arenas estão esteticamente muito bonitas, então optei por essa interpretação artística - explica.

Do Mineirão (primeiro a ser concluído) ao Maracanã (último a ser finalizado), as 12 arenas da Copa já estão prontas. Nos traçados, de acordo com o artista, influências do grafismo, da arte urbana e do mundo pop. As cores chamam atenção, dando vida às arquibancadas vazias. Algumas pinturas já foram divulgadas pela rede social Facebook, e o retorno, segundo Consentino, tem sido positivo. O que o deixa otimista para aquela que será sua primeira mostra fora da Baixada - o trabalho também será exposto nas cidades-sede do Mundial.

Pacaembu Paulo Consentino (Foto: Divulgação / Paulo Consentino)Pacaembu é um dos palcos que intregram a obra
do artista (Foto: Divulgação / Paulo Consentino)

- O estádio é algo emblemático no futebol, é um marco daqueles momentos que você passa com seu pai ou seus amigos. A resposta tem sido excelente pelas redes sociais. É meu principal projeto para o ano, e a oportunidade de rodar o Brasil com meus trabalhos. Participei de salões em Recife, exposições em São Paulo, mas é a primeira vez que montarei uma exposição minha, indo além da região - conta.

O trabalho é desenvolvido em parceria com a Movilcom, empresa que atua na produção de conteúdo para celulares e responsável pela distribuição do material, não só na plataforma digital. Segundo o sócio-diretor da companhia, Lupércio Conde Júnior, o objetivo agora é reunir parcerias que viabilizem as exposições.

- Você até tem artistas que desenham alguns cartazes ligados a esporte, mas não há quase ninguém que trabalhe especificamente com o futebol. O Paulo é essa exceção, por isso o contatamos. Registramos um endereço eletrônico, o site para abrigar as obras já está em produção, e estamos em conversações com parceiros, que deem condições para viajarmos pelas cidades-sede com a série das arenas. Já estamos traçando um roteiro - explica.

- O futebol é uma forma de arte, uma expressão artística. Quando se deixa a arte acessível às pessoas, a gente desmistifica a barreira entre ela e o povo. A produção cultural não tem de ser elitizada. Ao contrário. Cada vez mais, no mundo de hoje, a produção artística deve ser dirigida ao grande público. Arte não é algo chato, formal ou careta. Lidando com um tema apaixonante (futebol), é uma receita que tem funcionado - conclui Consentino.

Artista plástico Paulo Consentino, muro do CT Rei Pelé, em Santos (Foto: Lincoln Chaves / Globoesporte.com)Artista Paulo Consentino coordenou pinturas no muro do CT Rei Pelé, do Santos (Foto: Lincoln Chaves)