terça-feira, 5 de março de 2013

Lúcio festeja evolução e vê futebol brasileiro no nível da Europa

lucio são paulo treino (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Lúcio elogia melhora do futebol brasileiro
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

O zagueiro Lúcio deixou o futebol brasileiro em 2001. Atuou no Bayer Leverkusen, clube que na época tinha destaque entre os grandes europeus, e depois nos gigantes Bayern de Munique, Internazionale e Juventus, até voltar ao São Paulo. Ou seja, conhece como poucos o futebol do Velho Continente. E é com essa autoridade que, depois de dois meses no Morumbi, ele afirma que o nível do esporte em seu país consegue se equivaler ao que encontrou no exterior.

Para o zagueiro, a presença de craques no Brasil, ou que retornam ou que demoram mais a sair, dá novo status aos campeonatos. Conhecido por seu empenho dentro de campo, o ex-capitão da seleção brasileira também afirma que tanto lá quanto cá, a disposição é um fator importante para decretar o vencedor.

- Hoje o futebol brasileiro alcança os níveis da qualidade do futebol europeu. Está crescendo, aumentando sua qualidade. Mas a qualidade é igual em qualquer lugar. Vai prevalecer quem tiver mais disposição. Na Europa e no Brasil, vencem os melhores.

O que talvez ainda deixe a desejar é a organização dos torneios no país e na América do Sul. A Libertadores, por exemplo, vem tendo seus problemas escancarados, principalmente depois que o torcedor boliviano do San José, Kevin Espada, de 14 anos, morreu atingido por um sinalizador disparado de onde estava a torcida do Corinthians. Lúcio reconhece que há diferenças na organização, mas, político em suas declarações, prefere desviar o foco para o confronto entre os times dentro de campo.

O futebol brasileiro alcança o nível de qualidade do futebol europeu"

Lúcio

- Qualquer competição sempre tem algo a melhorar na parte da organização. Fiz poucos jogos na Libertadores, é difícil ter uma definição, mas ela é conquistada dentro de campo.

Outra evolução festejada por Lúcio é a sua própria, em relação ao que vinha apresentando nas primeiras rodadas. Titular de Ney Franco desde que chegou e elogiado por sua condição física aos 34 anos, o jogador admite que ainda pode melhorar mais, mas não consegue precisar quanto de sua capacidade já consegue desempenhar.

- É difícil apresentar um parâmetro de toda carreira em dois meses no São Paulo. A temporada se iniciou em janeiro, esperamos que o crescimento ocorra a partir de agora. Os dois meses aqui vão me ajudar a jogar no futebol brasileiro.

Enquanto ainda tenta atingir seu máximo, Lúcio prefere não falar muito em seleção brasileira. Ele não é convocado desde a derrota na Copa América de 2011, quando era capitão, ainda sob o comando de Mano Menezes. O fato de ser um velho conhecido de Felipão, com quem disputou e ganhou a Copa do Mundo de 2002, o anima, mas ele só pensa em estar bem no Tricolor.

- Minha principal ideia é estar bem adaptado ao São Paulo. Essa decisão não cabe a mim, é do treinador da Seleção. O principal é executar bem meu papel aqui e esperar. Se acontecer ou não, vou continuar trabalhando de cabeça erguida - disse o zagueiro, que disputou os últimos três Mundiais com a camisa amarela: 2002, 2006 e 2010.

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Ney pede 'postura diferente' ao time, e Aloísio chama torcida são-paulina

Aloísio no treino do São Paulo (Foto: Ag. Estado)Aloísio espera que time não passe outro sufoco
nesta quinta-feira (Foto: Ag. Estado)

O São Paulo venceu o Strongest, por 2 a 1, na quarta-feira passada, mas esteve longe de convencer com o futebol apresentado - o time saiu perdendo e sofreu para conseguir a virada. Para enfrentar o Arsenal, da Argentina, nesta quinta-feira, às 19h15m, no Pacaembu, o técnico Ney Franco e os próprios jogadores admitem que o comportamento da equipe precisa ser outro para evitar tanto sufoco.

- Nós já conversamos. O Ney colocou que a postura tem de ser diferente. Precisamos dar créditos para o time deles também, que ficou bem postado atrás. Tivemos a felicidade de empatar no primeiro tempo, mas foi um jogo bastante complicado - afirmou o atacante Aloísio.

O Tricolor teve muita dificuldade para furar as duas linhas de quatro jogadores montadas pelos bolivianos. Para piorar, os visitantes saíram em vantagem. Osvaldo empatou perto do encerramento da etapa inicial, e Luis Fabiano virou a dez minutos do fim da partida.

Para vencer a segunda partida na fase de grupos, o São Paulo precisará superar a saída de sua casa. Com a punição de um jogo imposta pela Conmebol em virtude dos incidentes na final da Copa Sul-Americana do ano passado, a equipe receberá os argentinos no Pacaembu.

- Espero que nosso torcedor faça como faz no Morumbi, que nos ajude e nos empurre. Ele vai ser nosso 12º jogador. Minha casa é o Morumbi, mas, com essa punição, não temos escolha – acrescentou.

O São Paulo divide a vice-liderança do Grupo 3 com o Strongest, ambos somando três pontos. O Atlético-MG é o primeiro colocado, com seis.

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São Paulo prevê jogo difícil contra o Arsenal de Sarandí

05/03/2013 18:21:00

Jogadores do clube paulista esquecem goleada do Atlético-MG sobre o Arsenal e usam o jogo contra o Strongest como exemplo das dificuldades

A goleada do Atlético-MG por 5x2 contra o Arsenal de Sarandi, na Argentina, poderia indicar um jogo moleza para o São Paulo, que joga em casa contra o mesmo time nesta quarta-feira; no entanto, os atletas do tricolor não querem nem saber disso.

"Nenhum jogo é fácil, não se ganha de véspera. Temos de nos empenhar em cada minuto dentro de campo. Se entrarmos com esse pensamento (de que será fácil), já entramos derrotados", disse Lúcio ao globoesporte.com.

Já o atacante Aloísio evocou o jogo contra o Strongest para exemplificar a dificuldade dos jogos da Libertadores: "O torcedor pensou que a gente ia golear, mas não foi bem assim. Não tem mais time bobo, o time deles certamente tem jogadores qualificados. Temos de entrar com cuidado e buscando a vitória desde o início".

O técnico Ney Franco pediu atenção à equipe: "No futebol não existe matemática ou lógica. Há surpresas, e clubes que ninguém espera vencem equipes grandes. A gente sabe que a obrigação é nossa, mas precisamos ter 100% de atenção".



Tricolor ignora goleada do Galo e prevê jogo difícil contra Arsenal

Denilson são paulo treino (Foto: Carlos Augusto Ferrari)São-paulinos esperam jogo duro contra o Arsenal,
na Libertadores (Foto: Carlos Augusto Ferrari)

O Atlético-MG goleou o Arsenal na Argentina, por 5 a 2. Isso poderia significar que o São Paulo terá facilidade para derrotar os “hermanos” no Pacaembu? Não para os jogadores da equipe paulista. Aloísio e Lúcio não querem nem ouvir falar em jogo tranquilo. Principalmente depois do susto que levaram contra o Strongest, na última quinta-feira, quando só conseguiram o gol da vitória aos 35 minutos do segundo tempo no Morumbi.

O Arsenal ainda não somou pontos na Libertadores. Perdeu também para o Strongest na altitude de La Paz. Isso significa que uma derrota na próxima quinta-feira deixaria a situação dos argentinos muito complicada na competição. Mais um motivo para o Tricolor entrar em campo com atenção redobrada.

- Nenhum jogo é fácil, não se ganha de véspera. Temos de nos empenhar em cada minuto dentro de campo. Se entrarmos com esse pensamento (de que será fácil), já entramos derrotados - afirmou o zagueiro.

Quando enfrentou o Galo em casa, o Arsenal ofereceu o contra-ataque ao time de Belo Horizonte, que, com velocidade, definiu o placar sem grandes dificuldades. O São Paulo espera ao menos que a necessidade dos argentinos buscarem pontos no Brasil faça com que o adversário desta semana dê mais espaços do que o Strongest na última quinta-feira. Aquele jogo, por sinal, servirá de lição para Aloísio.

- Os torcedores pensavam que a gente iria golear, mas não foi bem assim. Não tem mais time bobo, o time deles certamente tem jogadores qualificados. Temos de entrar com cuidado e buscando a vitória desde o início - decretou o atacante.

Nos treinos dessa semana, Ney Franco tem dado ênfase ao trabalho ofensivo e à marcação na saída de bola do rival. Essa deverá ser a postura do Tricolor desde os primeiros minutos do jogo contra o Arsenal. Lúcio não se livra da obrigação de vencer, mas pede atenção o tempo todo para evitar uma surpresa.

- No futebol não existe matemática ou lógica. Há surpresas, e clubes que ninguém espera vencem equipes grandes. A gente sabe que a obrigação é nossa, mas precisamos ter 100% de atenção.



Zagueiro Lúcio reprova declarações de dirigente e cobra sabedoria

Lucio zagueiro coletiva no São Paulo (Foto: Carlos Augusto Ferrari)Lúcio em entrevista coletiva no CT da Barra Funda,
nesta terça-feira (Foto: Carlos Augusto Ferrari)

O assunto é dado como encerrado no São Paulo, mas as críticas do vice-presidente de futebol João Paulo de Jesus Lopes à atuação contra o Strongest, semana passada, pela Taça Libertadores, não agradaram os jogadores. Em entrevista nesta terça-feira, no CT da Barra Funda, o zagueiro Lúcio pediu que esses assuntos sejam tratados internamente.

– Acredito que a cobrança tem de ser feita no momento certo. É um direito do diretor estar cobrando, mas tem de ser de forma correta, chega e fala nos vestiários aos jogadores. No momento não foi tão oportuno, nossa equipe venceu o jogo. Ninguém ficou satisfeito com o modo que ganhamos. A cobrança sempre vai existir – afirmou.

O São Paulo teve muita dificuldade para vencer o adversário boliviano. O Tricolor saiu perdendo, chegou à igualdade no fim do primeiro tempo, mas só virou a dez minutos do fim – Osvaldo e Luis Fabiano marcaram e tiraram a equipe do sufoco no Grupo 3.

Quando o clima parecia ser de alívio, João Paulo de Jesus Lopes declarou a algumas emissoras de rádio na saída do Morumbi que se sentia envergonhado com a exibição do time. Imediatamente, o técnico Ney Franco respondeu na entrevista coletiva e mostrou claramente ter ficado irritado com a postura do dirigente após o triunfo.

Na última sexta-feira, diretor e treinador conversaram no CT da Barra Funda para aparar as arestas e encerrar a polêmica. Para Lúcio, as declarações não prejudicam o rendimento são-paulino, mas precisam ser tratadas de uma maneira mais tranquila.

– Acredito que não estraga, mas nós temos de ter um pouco de sabedoria na hora de falar, tanto da nossa parte, do treinador e do diretor. Não chega ao ponto de dizer que estraga ou deixa o grupo triste e desanimado. Nós sabemos do potencial do São Paulo. Se tem cobrança é porque podemos dar mais retorno de futebol.

O São Paulo volta a jogar pela Libertadores nesta quinta-feira, contra o Arsenal, da Argentina, às 19h15m, no Morumbi, pela terceira rodada da fase de grupos.



Olheiro do São Paulo busca jovens 'à moda antiga' no Vale do Paraíba

Tupã, olheiro do São Paulo, e Moreira, conversam com jovens (Foto: Filipe Rodrigues)Tupã, olheiro do São Paulo, e Moreira, conversam
com jovens (Foto: Filipe Rodrigues)

O olheiro Tupã, das categorias de base do São Paulo Futebol Clube, está em busca de craques "à moda antiga" para reforçar o futuro do Tricolor Paulista. Até sábado, Edson Mendes estará em São José dos Campos avaliando atletas na escola de futebol do Moreira's Sport, que é parceira do São Paulo nas categorias de base.

Comandada pelo ex-goleiro Nilton de Jesus Moreira, 54 anos, a escolinha do Moreira revelou atletas como Casemiro, Ricardo Goulart, atualmente no Cruzeiro, e Victor Gomes, o Juninho, substituto de David Beckham, no Los Angeles Galaxy.

Segundo Tupã, a escola é um dos três principais polos reveladores de atletas para o São Paulo em todo o Brasil. Durante esta seleção, haverá representantes de escolas da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, com cerca de 2,2 milhões de habitantes. De terça-feira até sexta-feira, serão selecionados os melhores, que participarão de uma partida no sábado.

Edson Mendes, o Tupã, olheiro do São Paulo Futebol Clube (Foto: Filipe Rodrigues)Edson Mendes, o Tupã, olheiro do São Paulo Futebol Clube, durante a avaliação (Foto: Filipe Rodrigues)

- Aqui é um celeiro de craques. Temos que olhar com muito carinho, pois o nível é muito alto. Então, só quem tem olho muito bom pode diferenciar o joio do trigo para levar o melhor que tem aqui na região para o São Paulo Futebol Clube. No sábado, farei a reta final juntando a nata da nata e pretendo levar pelo menos dois ou três de muita qualidade para servir o São Paulo futuramente - afirma.

Os atletas avaliados variam entre nove e 20 anos. A preferência de Tupã é por atletas de até 12 anos. Como, por lei, esses atletas não podem ser contratados imediatamente, os selecionados são avaliados periodicamente até terem idade de firmarem contrato e passarem a morar nas categorias de base do Tricolor. Atualmente, 31 jogadores da escolinha fazem esses treinamentos periódicos.

Atletas entre nove e 12 anos na peneira do São Paulo em São José dos Campos Tupã Moreira (Foto: Filipe Rodrigues)Atletas entre nove e 12 anos no garimpo do São Paulo em São José dos Campos (Foto: Filipe Rodrigues)

A prioridade do olheiro, que tem 12 anos de experiência, é fugir do "jogador mecânico" e selecionar atletas "à moda antiga", que tenham a técnico como talento primordial, mas que consigam conciliar também a parte física.

- O futebol está ficando muito mecanizado, muito faculdade. São treinadores e preparadores físicos que querem colocar utensílios no futebol. Rotulam que para ser craque, tem que ser velocista, tem que ter essa e outra qualidade. O futebol para mim, continua sendo como o antigo, mas com um olhar diferente. A parte física está muito mais presente do que a parte técnica, mas ainda prezo a parte técnica mais do que a física. Procuro fazer esse conjunto como se fosse uma dupla sertaneja - diz Tupã.



Dublê de Lucas, Aloísio ainda não se vê como titular do São Paulo

Aloísio no treino do São Paulo (Foto: Ag. Estado)Aloísio se adapta à função de Lucas para ganhar
espaço no time do São Paulo (Foto: Ag. Estado)

Na procura de Ney Franco por um jogador que ocupe o setor vago desde a saída de Lucas, quem mais tem se destacado até o momento é Aloísio. Contratado para ser uma alternativa a Luis Fabiano, o centroavante foi deslocado para o lado direito do campo e, mesmo com características bem diferentes das do antigo camisa 7, tem sido importante. Apesar de tudo, o Boi Bandido ainda não se vê como titular do São Paulo.

Na Libertadores, o jogador, que marcou 14 gols pelo Figueirense no último Campeonato Brasileiro, tem contribuições valiosas. Contra o Bolívar, na estreia, participou dos dois gols marcados por Luis Fabiano. Mesmo assim, perdeu a posição para Douglas. Na derrota para o Atlético-MG, entrou na segunda etapa e fez o único gol da equipe. Seu empenho e a lesão de Paulo Miranda, que levou Douglas de volta à lateral, abriram espaço entre os onze.

- Estarei sempre brigando, treinando e me esforçando para ser titular do São Paulo. Na minha opinião, ainda não sou.

O próprio Ney Franco admite que, em sua formação ideal, Douglas estaria na posição. Ele também já testou o time com dois meias e Ganso titular, e com apenas um volante, e as entradas de Maicon e Ganso. Na última partida pela Libertadores, Aloísio ganhou de um boliviano no corpo e iniciou a jogada do gol de empate, marcado por Osvaldo.

Louco para carimbar seu lugar entre os principais atletas, o Boi Bandido muda até o discurso. Esse apelido ele ganhou pelo estilo brigador que mostrava dentro da área no Figueira. Agora, esperto, já faz campanha para se firmar como novo Lucas.

- Sou mais centroavante brigador ou atacante de velocidade. Gosto de receber a bola como atacante, aberto pela direita ou pela esquerda, para deixar meus companheiros na cara do gol.

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