domingo, 10 de março de 2013

Ney Franco evita atrito, mas promete avaliar irritação de Ganso ao sair

O técnico Ney Franco preferiu não aumentar a polêmica com o meia Paulo Henrique Ganso após o empate por 0 a 0 contra o Palmeiras, neste domingo, no Morumbi, pelo Campeonato Paulista. O jogador mostrou irritação ao ser substituído por Jadson logo aos sete minutos do segundo tempo.

Ao deixar o gramado, olhando para o chão, Paulo Henrique disse alguns palavrões. Depois, atirou um copo de água no banco de reservas. Após a partida, o meio-campista avaliou que estava tendo uma boa atuação e disse que respeita a opção do treinador em tirá-lo de campo.

– Eu não sei. Na realidade, estou falando de uma coisa que não vi. Estou falando em cima de informações de vocês (jornalistas). Vou rever o jogo e avaliar. Se tiver um problema de passar do ponto, converso com o atleta e nos acertamos. Temos um jogo importante na quinta-feira, e o resultado tem de estar acima das vaidades – afirmou Ney Franco.

Com atuações apenas regulares, Paulo Henrique Ganso não consegue se firmar como titular, mas vem sendo bastante utilizado pelo treinador ao longo da temporada 2013. Em 15 partidas no ano, entre Paulistão e Taça Libertadores, o jogador participou de 14 – só não entrou contra o Bolívar, em La Paz.

– O Ganso vem demonstrando muito profissionalismo. É um jogador que tem se entregado nos treinamentos e nos jogos vem tentando jogar bem. Em alguns momentos, ele caiu de produção, mas não é só ele. A perspectiva é de lugar por um lugar na equipe. Hoje, teve mais uma oportunidade como titular e fez o papel dele – ressaltou o treinador.

Ney Franco, contudo, não confirmou se o jogador começará a partida contra o Arsenal, quinta-feira, às 22h, na Argentina, pela terceira rodada da fase de grupos do torneio sul-americano.

Ganso, São Paulo x Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli)Ganso não gostou de ser substituído no segundo tempo do clássico (Foto: Marcos Ribolli)



São-paulinos destacam raça com um a menos e aprovam resultado

O empate sem gols com o Palmeiras, dentro de casa, foi aprovado pelo time do São Paulo. Para os jogadores, a equipe mostrou raça em campo para segurar o resultado depois que o zagueiro Lúcio foi expulso, no começo do segundo tempo.

- Com um jogador a menos é isso aí. Não dá na técnica, tem que ir na raça - declarou o atacante Aloísio.

O São Paulo passou a ter um jogador a menos desde os sete minutos da etapa final, quando Lúcio recebeu o cartão vermelho por deixar o braço em Valdivia. Apesar de ver o rival crescer com a vantagem numérica em campo, o Tricolor não deixou de atacar. Osvaldo, que entrou no lugar de Luis Fabiano, teve boas chances para marcar, mas parou no goleiro Fernando Prass.

- É difícil ficar com um jogador a menos. Tem que correr em dobro. Foi um bom resultado pelo que aconteceu durante a partida - avaliou Osvaldo.

Jadson foi outro a ser poupado no início do jogo. O camisa 10, que só entrou em campo no segundo tempo, no lugar de Paulo Henrique Ganso, confirma que a prioridade do São Paulo no momento é a Taça Libertadores.

- Nossa equipe correu, se dedicou, mas agora é pensar na Libertadores. É nosso maior compromisso. No Paulista estamos bem, ainda temos um jogo a menos. Na Libertadores que está mais complicado, temos só quatro pontos na chave e por isso só estamos pensando nisso agora - disse o meia.

Ainda líder do Campeonato Paulista, com 23 pontos, o São Paulo volta a campo nesta quinta-feira, mas pela Libertadores, para enfrentar o Arsenal de Sarandí, na Argentina.

* Maria Clara Ciasca colaborou sob supervisão de Zé Gonzalez

São Paulo x Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli)Lúcio foi expulso no segundo tempo e deixou São Paulo em dificuldade no jogo (Foto: Marcos Ribolli)



Ney fica satisfeito com empate e elogia próprio trabalho: 'Nota 10'

A expulsão do zagueiro Lúcio, aos cinco minutos segundo tempo, mudou os planos do São Paulo no clássico contra o Palmeiras. Após a partida, o técnico Ney Franco admitiu que ficou satisfeito com o empate por 0 a 0 que manteve o Tricolor na liderança do Campeonato Paulista, agora com 23 pontos.

- Jogar no Morumbi um clássico com um atleta a menos é difícil. A expulsão foi justamente em um momento que preparávamos duas substituições para deixar a equipe mais ofensiva. Viemos com a proposta de conseguir a vitória, mas pela circunstância da expulsão, o empate nos mantém na primeira colocação - afirmou.

Pressionado pelas más atuações são-paulinas nas últimas partidas, principalmente pela Taça Libertadores, o comandante se defendeu e elogiou o próprio trabalho. Na etapa final, mesmo com um jogador a menos em campo, o Tricolor conseguiu segurar o avanço palmeirense.

- Acho que meu trabalho foi ótimo. Primeiro, muito bom pela manutenção da liderança. As substituições foram muito bem feitas, surtiram efeito. Se eu pudesse dar uma nota parar mim, seria 10.

Curiosamente, o São Paulo melhorou após perder o defensor. Ney Franco optou por sacar o centroavante Luis Fabiano e colocar o atacante Osvaldo para aproveitar os contra-ataques.

- Não tirei o Luis Fabiano por causa do cartão. Tirei por causa da parte tática. Queria usar o Osvaldo para ter velocidade. Infelizmente, a bola não entrou - lamentou.

Ney Franco, São Paulo x Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli)Ney Franco aprovou trabalho no clássico, apesar do empate sem gols com o Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli)



Ceni aponta equilíbrio no clássico e destaca ousadia com um a menos

Pouco exigido apesar da superioridade do Palmeiras em boa parte do segundo tempo, o goleiro Rogério Ceni deixou o gramado do Morumbi conformado com o empate, e admitindo que o adversário foi melhor na etapa final. Mesmo assim, segundo ele, não houve superioridade suficiente para que alguém vencesse a partida, mesmo depois da expulsão do zagueiro Lúcio, que tentou acertar Valdivia com o cotovelo no segundo tempo.

- O Palmeiras jogou melhor o segundo tempo, principalmente depois que o Lúcio foi expulso. Mas equilibrou o jogo, ninguém teve superioridade para vencer - afirmou.

O capitão tricolor destacou que, mesmo com dez jogadores em campo, a equipe não ficou apenas retraída, se defendendo contra o Palmeiras. O técnico Ney Franco quis aproveitar para dar entrosamento a Jadson, Osvaldo e Aloísio, que deverão ser titulares na quinta-feira contra o Arsenal, pela Libertadores, sem a presença de Luis Fabiano, que está suspenso.

Para Ceni, o São Paulo poderia até ter vencido em uma das tentativas de Osvaldo pelo lado esquerdo. O atacante teve bom desempenho, conseguiu dar suas habituais arrancadas, mas com o restante do time cuidando mais do setor defensivo, acabou ficando isolado.

- Mesmo no onze contra dez, jogamos com dois atacantes e um meia de ligação. Não nos escondemos do jogo. Quantas arrancadas do Osvaldo nós vimos? Eles podem ter tido mais posse de bola, mas foi equilibrado - defendeu Rogério, que no fim da partida foi ao ataque para bater uma falta muito distante do gol e tentou o cruzamento, cortado pela zaga palmeirense.

Rogerio Ceni, São Paulo x Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli)Rogério Ceni sobe atrás de Maurício Ramos e defende cobrança de escanteio (Foto: Marcos Ribolli)



'Curinga', Rodrio Caio se destaca em dia de vexame de Lúcio

ROGÉRIO CENI – goleiro
Teve pouco trabalho em boa parte do duelo. No entanto, deu susto em chute de Vinícius que ele não segurou. Nota: 4,5

DOUGLAS – lateral-direito
Começou como lateral e depois virou quase um ponta-direita. Foi mal nas duas funções. Nota: 4

LÚCIO – zagueiro
Continua muito exposto na marcação e, de quebra, foi expulso infantilmente ao dar uma cotovelada em Valdivia. Nota: 2

RAFAEL TOLOI – zagueiro
Mais firme no combate que seu parceiro de setor. Não comprometeu quando foi exigido. Nota: 5

CORTEZ – lateral-esquerdo
Praticamente não passou do meio de campo para atacar. Na defesa, cumpriu sua função sem grandes sustos. Nota: 4,5

WELLINGTON – volante
Não consegue repetir as atuações do ano passado. Mais uma vez, deu muito espaço na entrada da área. Nota: 4

RODRIGO CAIO – volante
Foi o melhor da equipe no clássico. Marcou com eficiência no meio e na lateral direita, além de descer bem ao ataque. Nota: 6,5

MAICON – meia
Não funcionou como volante pelo lado esquerdo no primeiro tempo. Desapareceu por completo no segundo. Nota: 4

GANSO – meia
Lento e pouco participativo, teve apenas um bom lance no primeiro tempo e foi facilmente marcado. Nota: 4,5

ALOÍSIO – atacante
Correu, lutou pela bola no campo ofensivo, mas também não esteve em um dia inspirado. Nota: 4,5.

LUIS FABIANO – atacante
Outro que desapareceu gradativamente no jogo. Desperdiçou a melhor chance do time na etapa inicial. Nota: 4.

JADSON – meia
Entrou na vaga de Ganso para dar mais velocidade à criação tricolor, mas não teve a qualidade de outros jogos. Nota: 5

EDSON SILVA – zagueiro
Escalado para fechar a defesa após a expulsão de Lúcio. Teve trabalho com Kleber e passou ileso. Nota: 5

OSVALDO – atacante
Foi a campo no lugar do Fabuloso e virou boa opção pela esquerda. Entretanto, exagerou no individualismo em alguns lances. Nota: 5

Clique aqui e veja as atuações dos jogadores do Palmeiras

Lucio, São Paulo x Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli)Lúcio foi expulso no segundo tempo por cotovelada em Valdivia (Foto: Marcos Ribolli)



Com emoção em um tempo só, São Paulo e Palmeiras ficam no zero

  • destaques

    Mago e novato


    Valdivia prometeu a vitória, não cumpriu, mas fez uma boa partida, liderou o time. E Rodrigo Caio, na lateral e no meio do São Paulo, teve vontade e qualidade.

  • deu errado

    Volantes


    A opção de Gilson Kleina por Charles no lugar de Wesley deixou o time muito recuado, sem ação. Melhorou quando Patrick Vieira entrou no intervalo.

  • a decepção

    Lúcio


    Zagueiro sofreu falta de Valdivia, se irritou e fez movimento com o cotovelo para trás. Não acertou o chileno, mas foi expulso por tentativa de agressão.

Não foi exatamente como na final da Copa Sul-Americana, mas podemos dizer que o clássico entre São Paulo e Palmeiras também teve só 45 minutos. Os do segundo tempo. Depois de metade de jogo enfadonha, sonolenta, até covarde por parte das equipes - o público até sentiu alívio pelo apito do árbitro -, houve emoção na etapa final, no Morumbi. Muito mais por vontade, disposição e indisciplina tática do que por grande qualidade. Talvez por isso, mesmo com emoção, o Choque-Rei tenha terminado sem gols.

Ney Franco ficou no meio do caminho entre dar importância ao clássico e priorizar a Libertadores. Tanto que deixou seus melhores jogadores, Jadson e Osvaldo, no banco, mas os colocou no início do segundo tempo. Também escalou Wellington e Luis Fabiano, que não poderão atuar contra o Arsenal. E deu tempo de jogo a Jadson, Osvaldo e Aloísio, que formarão o ataque na Argentina. O resultado não poderia ser dos melhores. Um time irregular e até dominado logo após a expulsão de Lúcio, que tentou dar cotovelada em Valdivia. Clique aqui e veja as notas dos jogadores do São Paulo.

Gilson Kleina entrou com uma formação mais cautelosa do que de costume, com Charles no lugar de Wesley. Foram poucos minutos de ousadia até se encolher completamente no primeiro tempo. Tudo mudou no intervalo. Com mais gente no ataque e Valdivia com a batuta, distribuindo os lances, o Verdão ficou muito mais perto do gol. Clique aqui e veja as notas dos jogadores do Palmeiras.

Durante a última semana, o São Paulo havia sido vaiado pela torcida. Já com o Palmeiras foi pior, houve até tentativa de agressão no aeroporto. Com isso, já era de se esperar um público bem aquém do que a história do clássico merece, mas de acordo com o que os times apresentaram: 18.020 pessoas pagaram ingresso no Morumbi.

Fernando Prass, São Paulo x Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli)Fernando Prass fica com a bola, em lance de ataque do São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)

Os dois voltarão a campo na quinta-feira. O Tricolor precisa vencer o Arsenal na Argentina para melhorar sua situação na Libertadores. Já o Verdão recebe o Paulista, no Pacaembu, e também necessita do triunfo para subir na tabela do estadual, e tentar se firmar na zona dos oito que se classificam para as quartas de final.

O São Paulo se manteve na liderança do Paulistão, com 23 pontos e ainda um jogo a menos do que os concorrentes. O Palmeiras é o sétimo, com 17. E o tabu tricolor, que não perde para o rival no Morumbi desde 2002, permanece.

Luis Fabiano, São Paulo x Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli)Luis Fabiano levou cartão amarelo, reclamou bastante, e foi substituído logo depois (Foto: Marcos Ribolli)

Nada, absolutamente nada!

Nos primeiros cinco minutos de jogo, o Palmeiras tinha quase 100% da posse de bola. Com seus atletas no campo do São Paulo, tentando dar velocidade às jogadas, entrando na área de Rogério Ceni. Mas bastou um susto, uma ameaça dos donos da casa, para o Verdão se encolher. Depois que Ganso deu lindo passe de calcanhar para Douglas, e dele a bola chegou em Luis Fabiano, que chutou mal, em cima de Fernando Prass, a partida mudou.

Com os onze jogadores no campo de defesa, o Palmeiras se fechou, e a única possibilidade de emoção no primeiro tempo passou a depender do São Paulo, que tocou pra lá, tocou pra cá, mas não conseguiu passar pelos zagueiros. Nada de anormal, já que os melhores jogadores do time, Jadson e Osvaldo, foram poupados para o jogo decisivo da próxima quinta-feira, contra o Arsenal.

Ney Franco, apesar de ter dito em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM que um time não pode ser dependente de uma maneira de jogar, mais uma vez não abriu mão da linha de três homens atrás do centroavante, esquema tático vitorioso no ano passado, mas que não tem se sustentado sem Lucas, o craque daquela equipe. Com Douglas adiantado, abriu-se espaço para Rodrigo Caio ser o melhor jogador dos primeiros 45 minutos na lateral direita. Nem depois de levar uma cotovelada acidental de Charles, e atuar com uma enorme proteção na boca ensanguentada, ele parou de se destacar.

Do outro lado, a vida de Valdivia realmente não anda fácil. Alvo principal de boa parte da torcida do Palmeiras, ele sofreu muitas faltas. Com boa movimentação, o chileno também não chegou a brilhar na etapa inicial, mas conseguiu bom passe para Vinícius, que recebeu em velocidade, e não conseguiu passar por Rafael Toloi. O apito final do árbitro foi um alívio para todos.

Henrique, São Paulo x Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli)Henrique chegou a sentir lesão no primeiro tempo, mas conseguiu terminar a partida (Foto: Marcos Ribolli)

Emoção, expulsão... Mas sem gols

Os jogadores medianos não voltaram craques do intervalo, o estádio não encheu, mas o Choque-Rei ficou muito mais interessante. Do lado do Palmeiras por ousadia, descrita na entrada de Patrick Vieira no lugar de Charles, e vontade de vencer. Do lado do São Paulo por seus veteranos nervosinhos. Valdivia, que havia prometido a vitória na sexta-feira, criou bons lances, desperdiçados por Patrick Vieira, Vinícius e Juninho. A mudança de Kleina fez com que o Verdão aumentasse o campo, passasse a atuar pelos lados, abrisse a marcação tricolor. Em poucos minutos, muito mais futebol do que no primeiro tempo.

Mas o chileno mudou o jogo mesmo ao seu estilo: fez falta em Lúcio, irritou a ponto de o zagueiro, capitão da seleção brasileira na última Copa do Mundo, soltar o cotovelo direito para trás. Não acertou, mas poderia ter acertado. O árbitro mostrou cartão vermelho.

São Paulo x Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli)Zagueiro Lúcio (camisa 3) é expulso após tentativa
de cotovelada em Valdivia (Foto: Marcos Ribolli)

Ney Franco começou a mexer. Jadson e Ganso, mais uma vez, não jogaram juntos. O camisa 10 entrou no lugar do 8, que saiu irritado com a substituição. Wellington, com cartão amarelo, foi trocado por Edson Silva, que recompôs a dupla de zaga com Toloi. E Luis Fabiano também saiu. Além de ter acabado de levar cartão por um carrinho estabando, Ney Franco quis deixar Jadson, Osvaldo e Aloísio juntos. Será essa sua formação ofensiva contra o Arsenal, pela Libertadores.

Com Kleber enfiado na área e muitos jogadores circulando em torno dele, inclusive Leandro, que entrou, o Verdão tentou abafar o São Paulo. Os volantes subiram seu posicionamento, os laterais também, mas a presença de Osvaldo do outro lado inibiu tanta ousadia.

O campo ficou completamente aberto e, apesar da vantagem numérica do Palmeiras, quanto mais perto do fim do jogo, maior era o equilíbrio. O Verdão teve muito campo para jogar, sobretudo nas costas de Douglas, que se lançava ao ataque, sem nenhuma noção de que o time tinha um a menos. Valdivia se cansou, os laterais do São Paulo se fixaram mais, Rafael Toloi cresceu muito na zaga, e o ímpeto diminuiu. O empate acabou sendo justo.

Valdivia, São Paulo x Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli)Valdivia lamenta chance desperdiçada (Foto: Marcos Ribolli)



Valdívia confiante para o clássico: 'Vamos ganhar do São Paulo'

10/03/2013 13:16:00

Chileno garante que problemas extra-campo não irão afetar o desempenho do

Apesar de todos os problemas enfrentados na última semana e do histórico recente do Palmeiras diante do São Paulo, Valdívia está confiante no triunfo do Verdão no jogo deste domingo, às 16h, no Morumbi.

Dentro da casa do rival, o Palmeiras não vence o Tricolor há 11 anos.

"Nós vamos ganhar do São Paulo depois de muitos anos que não ganhamos no Morumbi," garantiu o chileno.

Para Valdívia, nem mesmo o ocorrido na Argentina, quando jogadores e torcedores entraram em confronto depois da derrota do Palmeiras para o Tigre, vai afetar a concentração palmeirense para o clássico.

"Clássico é clássico. Não tem coisas extracampo para atrapalhar. Vamos jogar no 11 contra 11. Vamos defender as cores do Palmeiras. E esse grupo é muito forte. Mostrou que está mais unido do que nunca," disse.

Valdívia ainda agradeceu ao apoio dos colegas na confusão. Os torcedores que agrediram o time do Palmeiras no aeroporto tinham como objetivo chegar até ele, que teria respondido com gestos obscenos após ser xingado.

"Queria agradecer aos companheiros, pois se não fosse por eles eu ia apanhar tanto que nem estaria aqui hoje. O pessoal da comissão, também, que ficou na frente da torcida. Roupeiro, seguranças... Se não fosse por eles eu ia apanhar muito."