terça-feira, 7 de maio de 2013

São Paulo prepara 'arapuca' para minar forças do Galo pelo alto

Ney Franco, São Paulo x Arsenal de Sarandi (Foto: Marcos Ribolli)Ney Franco mostra preocupação com desempenho
do Galo nas bolas paradas (Foto: Marcos Ribolli)

O gol de cabeça marcado por Ronaldinho Gaúcho no primeiro jogo, no Morumbi, deixou Ney Franco em alerta para o jogo que decidirá a vida do São Paulo na Taça Libertadores. O treinador fechou o trabalho desta terça-feira, no estádio Independência, em Belo Horizonte, para tentar encontrar uma solução para as falhas do Tricolor e a arma do Atlético-MG em lances de bolas paradas.

O treinador está preocupado com a facilidade que o Galo tem para fazer gols em jogadas desse tipo em casa. O time mineiro usa a seu favor as dimensões do gramado do Independência, menores que a maioria dos outros estádios brasileiro. O campo tem 105m de comprimento por 68m de largura, contra os 108,25 x 72,70m do Morumbi.

– É estreito e mais curto. Acho que as equipes brasileiras ainda vão aprender a jogar aqui. Fizemos um trabalho de posicionamento na parte defensiva para ter pontos de referência. O Atlético-MG faz muitos gols oriundos de bolas paradas. Do meio para frente, o Ronaldinho já cava a bola para Jô, Réver ou Leonardo Silva – disse o comandante.

Fizemos um trabalho de posicionamento na parte defensiva para ter pontos de referência. O Atlético-MG faz muitos gols oriundos de bolas paradas"

Ney Franco

A bobeada da defesa no gol de Ronaldinho complicou a vida do São Paulo na Libertadores. O Tricolor vencia por 1 a 0 até que Lúcio foi expulso após receber dois cartões amarelos. Quatro minutos depois, os mineiros chegaram ao empate em um erro de posicionamento dos são-paulinos.

Para impedir que o adversário chegue com facilidade ao campo de ataque, o São Paulo prepara uma marcação mais adiantada. O treinador quer aproveitar a velocidade de alguns jogadores do setor ofensivo, como Jadson e Osvaldo (ou Douglas), para avançar suas peças e travar o rival.

– O Atlético-MG tem uma saída forte de trás. Não é só neutralizar o Jô. Os laterais metem essa bola. Vamos ajustar a marcação mais na frente. É um campo difícil para sair tocando – disse.

O São Paulo só conseguirá chegar às quartas de final da Libertadores se vencer o Atlético-MG por dois ou mais gols de diferença. Caso repita a seu favor o placar do primeiro duelo, 2 a 1, a decisão será nos pênaltis.



Ney diz ser possível São Paulo derrubar Galo em BH: 'Não é milagre'

Ney Franco entrevista coletiva no São Paulo (Foto: Carlos Augusto Ferrari)Ney Franco, em entrevista (Foto: Carlos A. Ferrari)

Pelo menos no discurso, o técnico Ney Franco mostrou confiança em levar o São Paulo às quartas de final da Taça Libertadores. Na entrevista coletiva desta terça-feira, após o treino no estádio Independência, em Belo Horizonte, disse que o Tricolor é o time que está mais perto de derrubar a invencibilidade de 32 partidas do Atlético-MG na arena. Os times se enfrentam na quarta, às 22h.

– Vai ter um determinado momento que o Atlético-MG vai perder. A equipe que está mais próxima de conseguir isso é a nossa, pelos confrontos recentes. Vamos trabalhar para isso – afirmou.

O comandante se apega ao último jogo da primeira fase da Libertadores para sonhar. O São Paulo precisava vencer os mineiros, até então com 100% de aproveitamento, e ainda torcer por uma derrota do Strongest para o Arsenal, na Argentina. O Tricolor bateu os alvinegros por 2 a 0 com uma bela atuação e avançou ao mata-mata, com a derrota dos bolivianos em Sarandí.

– É o cenário perfeito para dar uma guinada. Tivemos fora em um momento da Libertadores e conseguimos continuar. Agora, é mais um momento – ressaltou.

O Atlético-MG, porém, vive um grande momento em casa. O time ainda não perdeu desde que o Independência foi reinaugurado, no ano passado. São 25 vitórias e sete empates neste período. Para se classificar, os paulistas precisam de uma vitória por dois gols. Se fizer 2 a 1, leva a decisão para os pênaltis.

– Não é milagre conseguir a vaga aqui. Sabemos que temos força para isso. Vamos entrar em campo em busca da classificação – disse.

No treino desta terça, Osvaldo e Rogério Ceni não trabalharam - ambos ficaram no hotel, em tratamento. Clique aqui e veja o time provável para o jogo desta quarta-feira.



Com lesão muscular, Aloísio fala do drama de ficar fora contra o Galo

Aloísio entrevista São Paulo (Foto: Gustavo Serbonchini)Aloísio está fora do São Paulo por três semanas
(Foto: Gustavo Serbonchini)

A cara de dor e as lágrimas nos olhos foram emblemáticas após a lesão sofrida por Aloísio na partida entre São Paulo e Atlético-MG, na última quinta-feira, pelo primeiro jogo das oitavas de final da Taça Libertadores da América. Ao participar do gol do Tricolor, logo aos oito minutos do primeiro tempo, o atacante teve um estiramento no músculo adutor da coxa direita e precisou ser substituído.

A recuperação leva cerca de três semanas. Por isso, Aloisio está fora do duelo de volta das oitavas, nesta quarta-feira, no Independência, às 22h. Em São Paulo fazendo tratamento, ele recebeu a reportagem do GLOBOESPORTE.COM para falar do que sentiu no momento em que saiu de campo.

- Foi uma das maiores tristezas que eu senti no futebol. Me preparei para jogar, estava muito focado. Era o maior e melhor jogo da minha carreira. Com o Morumbi lotado, torcedor apoiando. Certeza que iríamos sair com a vitória, mas o futebol não é como pensamos ou queremos. Trabalhamos, mas infelizmente não conseguimos ganhar - disse Aloísio.

O pior não é tratar dois períodos, acordar cedo, mas o difícil é ficar fora do jogo, sair no começo do primeiro tempo e saber você está fora, sem poder ajudar"

Aloísio

Ao sair do gramado lesionado, Aloísio não se segurou e caiu nas lágrimas. Muito menos por conta das dores físicas. A lamentação do atacante era participar pouco de uma partida tão importante para ele e para o clube. 

- Eu acompanhei tudo o que teve em volta do São Paulo. A alegria do torcedor, a dificuldade da classificação na primeira fase, o apoio de todos. Passaram mil coisas na minha cabeça quando eu estava saindo. Sabia que poderia ajudar, correr, alegrar o torcedor, mas infelizmente aconteceu a lesão. Fiquei triste por mim, mas muito mais pelo torcedor, pois sabia que poderia ajudar.

- Eu já amo esse clube. Fui muito bem acolhido, tenho o apoio de todos por aqui. O torcedor merecia uma vitória, por isso a tristeza. O clube que é , grande, poderia ter jogado mais. Por isso a tristeza. Peço desculpas. Espero que num futuro próximo eu possa estar ajudando.

O atacante saiu do jogo logo após o gol do São Paulo. No decorrer da partida, após o Tricolor perder algumas oportunidades e Lúcio acabar expulso por receber dois cartões amarelos, o Atlético-MG conseguiu a virada. Fora de casa, o time paulista precisará vencer por dois gols de diferença para conquistar a classificação às quartas de final.

- Caminhei até o vestiário chorando. Eu chorava de novo quando assistia a televisão no vestiário. Chorei uma três vezes lá.

Aloisio, São Paulo x Atlético-MG (Foto: Marcos Ribolli)Chorando, Aloisio deixa o campo na partida contra o Atlético-MG (Foto: Marcos Ribolli)

Aloísio, no momento, faz tratamentos em dois períodos para se recuperar o mais rapidamente possível. No início foca na parte da fisioterapia para não sentir a lesão. Depois, terá de fazer fortalecimento antes de ser libertado para voltar aos treinamentos em campo.

- O pior não é tratar dois períodos, acordar cedo, mas o difícil é ficar fora do jogo, sair no começo do primeiro tempo e saber você está fora, sem poder ajudar. Espero que não precise de mais duas semanas para me recuperar. A fisioterapia aqui é boa. Vou jogar a Libertadores ainda. Confio nos meus companheiros e sei que eles vão trazer a vitória - completou.



Em tratamento, Ceni e Osvaldo não treinam no Independência

O último treino do São Paulo antes de enfrentar o Atlético-MG não acabou com a única dúvida do técnico Ney Franco para escalar a equipe. O atacante Osvaldo permaneceu no hotel fazendo tratamento e não participou da atividade realizada nesta terça-feira, com portões fechados, no estádio Independência, em Belo Horizonte. O capitão Rogério Ceni também não trabalhou com o grupo, mas não preocupa.

O jogador sente dores no quadril, local em que sofreu uma pancada logo nos minutos iniciais do clássico contra o Corinthians, domingo, pelo Paulistão. Depois de ser desarmado, sem falta, pelo zagueiro Gil, o atacante caiu com o lado direito do corpo no gramado e não se recuperou. Caso ele não possa atuar, Douglas fica com a vaga.

– Estamos trabalhando muito com a questão de o Osvaldo jogar. Mas, se não der, a tendência maior é utilizar o Douglas – explicou o comandante.

A alteração faria o São Paulo ir a campo apenas com Luis Fabiano como atacante. Ney já utilizou a formação no clássico do último fim de semana. A troca, porém, não surtiu tanto efeito assim. O Tricolor continuou com velocidade, mas não teve força ofensiva. Tanto que empatou por 0 a 0 e foi derrotado nos pênaltis.

O goleiro Rogério Ceni está confirmado mesmo não participando do treino. Ele fez um trabalho extra para sanar as dores que ainda sente no pé direito, fruto de um choque com Alexandre Pato, do Corinthians, ainda pela primeira fase do estadual.

Outra novidade na equipe é a entrada do zagueiro Edson Silva, escalado na vaga de Lúcio, expulso no primeiro jogo. O centroavante Luis Fabiano retorna após as quatro partidas da suspensão imposta pela Conmebol.

A provável formação é a seguinte: Rogério Ceni, Paulo Miranda, Rafael Toloi, Edson Silva e Carleto; Wellington, Denilson, Jadson e Ganso; Osvaldo (Douglas) e Luis Fabiano.



'Adiantadona' equivale a Rogério Ceni virar gigante de 2,43m

Rogério Ceni com 1,88m é uma coisa. Rogério Ceni com 2,43m é outra bem diferente. Ao se adiantar 2,51m na direção de Alexandre Pato no domingo, o goleiro do São Paulo redimensionou o espaço disponível para seu oponente bater o pênalti que valia classificação à final do Campeonato Paulista para o Corinthians. Não por acaso, o árbitro Antonio Rogério Batista de Prado mandou o atacante repetir a cobrança. É justificável: em outra perspectiva, a adiantadona de Ceni equivaleria a ele virar um grandalhão apenas um centímetro menor que a altura do gol - de 2,44m. É como se, em vez de se adiantar, ele tivesse se tornado gigante a ponto de ficar com a cabeça encostada no travessão - um crescimento imaginário de 55cm.

O cálculo é de Ronald Ranvaud, professor de fisiologia e biofísica do Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Ele é um físico italiano que analisa pênaltis desde 1994, o ano em que o compatriota Roberto Baggio mandou pelos ares sua cobrança na final da Copa do Mundo - e deu o título ao Brasil. O estudioso não tem dúvidas: a caminhada de Ceni radicalizou a dificuldade para Pato.

O espaço defendido por Ceni aumentou muito com os 2,51m que ele andou na direção do corintiano. Parado sobre a linha, um goleiro de 1,88m ocupa 31,1% da área do gol. Dois metros e meio mais próximo do atacante, essa área sobe para 52%. O batedor fica em apuros.

- E ainda temos que considerar que o goleiro não fica parado. Ele salta. O goleiro tem como cobrir uma porcentagem muito maior do gol. Isso depende de ele saltar na direção certa. Se ele salta na direção certa, a chance de defender é muito maior - comentou Ranvaud.

Rogerio Ceni adiantado pênalti Pato São Paulo (Foto: Levi Bianco / Ag. Estado)Rogério Ceni se adianta 2,51m na primeira cobrança de Alexandre Pato (Foto: Levi Bianco / Ag. Estado)

Adiantar-se vale a pena para o goleiro. Andar meio metro, distância por vezes liberada pelos árbitros (mesmo que a regra diga o contrário), equivale a um goleiro de 1,88m, caso de Rogério Ceni, passar a ter 1,96m. Um salto mais exagerado, de um metro, o deixaria com 2,06m em perspectiva.

São situações hipotéticas. Mas caso o goleiro surtasse e tivesse a conivência do árbitro para se adiantar exagerados cinco metros, toda a área do gol estaria coberta por ele. Não haveria brechas. Nenhum espaço seria inalcançável para o atleta de luvas. Onde quer que o cobrador chutasse, o goleiro teria totais condições de defender.

Gol, provocações e reação

brincadeiras internet gozação Rogerio Ceni pênalti (Foto: Reprodução)Brincadeiras circulam pela internet depois do lance
inusitado (Foto: Reprodução)

Na segunda cobrança de Alexandre Pato no domingo, Rogério Ceni voltou a se adiantar, mas menos que na batida anterior. E, desta vez, o atacante corintiano marcou. E provocou.

- Ele achou que ia pegar, mas não pegou, não. Pegou a bola no fundo do gol para mim...

O inusitado do lance rendeu brincadeiras de torcedores. Na internet, circularam montagens com Rogério Ceni se adiantando até alcançar os pés de Alexandre Pato ou pulando na bola antes mesmo de o juiz apitar.



Brasil tem 5ª melhor liga de futebol do mundo; Alemanha é líder, diz revista

Dia 25 de maio será movimentado para o mundo do futebol. Não só por conta da inédita final alemã entre Borussia Dortmund e Bayern de Munique na Liga dos Campeões da Europa, que será realizada no estádio de Wembley, em Londres, mas também porque será o início do principal campeonato nacional do Brasil, eleito a 5ª melhor Liga de futebol do mundo, segundo a revista americana "Word Soccer". Poucas semanas antes de a bola rolar no Brasileirão e no meio da turbulência da Libertadores, que conta o duelo brasileiro entre São Paulo e Atlético-MG nas oitavas de final, a conceituada revista americana "Word Soccer" publicou uma reportagem para eleger o melhor campeonato de futebol do mundo. O "Redação SportTV" abordou o tema com a presença do comentarista Lédio Carmona, do SporTV, e do jornalista inglês Tim Vickery.

Não foi uma pesquisa simples, oito critérios foram estabelecidos como os fundamentais para comparar as competições mundo afora, são eles:  média de público, faturamento, média de gols, variedade de campeões, treinadores campeões, investimento em estádios, estrelas em campo e clubes mais fortes.

Word Soccer (Foto: Reprodução/ Internet)Revista Word Soccer (Foto: Reprodução/ Internet)

O assunto é recorrente. Seja por conta do preço alto dos ingressos, por conta da violência envolvendo torcedores ou pelo   difícil acesso em algumas cidades, os brasileiros sumiram dos estádios. No critério média de público, o Brasil aparece em 13° lugar, com uma média de 13 mil torcedores por jogo. A Liga em que atuam os finalistas da Liga dos Campeões da Europa aparece em primeiríssimo lugar com uma incrível, são cerca de 45 mil torcedores por jogos na Alemanha. De acordo com a revista, dos onze clubes que mais levam torcidas aos estádios na Europa, sete são alemães. O Shalke é citado com um dos que chegam a levar 60 mil torcerdores em algumas partida. A Inglaterra vem em segundo, com 34.600 mil; em terceiro a Espanha, com 28.796 mil torcedores por jogo.

torcida do Shalke faz a festa na partida contra o Manchester United (Foto: AFP)Torcida do Shalke citada com uma das que mais frequentam os estádios na Alemanha (Foto: AFP)

Clubes de sucesso em seus continentes
No critério "sucesso dos times" em competições continentais, a revista adotou o critério dos chegam com frequência em semifinais, destacando que os "clubes brasileiros estão muito à frente do restante na Copa Libertadores". O Brasil ocupa a segunda posição, com 8 clubes vitoriosos (Atlético-PR, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense, Grêmio, Internacional, Santos e São Paulo). A Espanha ocupa o primeiro lugar, com 10; em terceiro vem a Inglaterra, com sete.

Faturamento dos campeonatos
A forte Liga Inglesa arrecada mais de R$ 6,57 bilhões de reais por ano, a Alemanha mesmo com boa média de público, fica em segundo com faturamento anual estimado em R$ 4.59 bilhões, muito próximo aparece a Espanha, com R$ 4.52 bilhões. Ainda que com mais de R$ 4 bilhões de difrença para o primeiro colocado, o Brasil está bem no ranking. Ocupa o 6° lugar com R$ 1,71 bilhões de reais.

Por isso quando o Brasil classifica seis times dos seis que participam da fase de grupos da Libertadores, não faz mais do que a obrigação."

Lédio Carmona

Sobre a questão do faturamento, Lédio Carmona destacou a força econômica do futebol brasileiro e reforçou a responsabilidade que clubes tem em relação aos rivais sul-americanos diante das competições continentais, como Sul-Americana e Libertadores.

- Isso sempre impõe favoritismo ao Brasil na Libertadores, por exemplo, porque há uma abismo econômico entre o futebol brasileiro e seus rivais sul-americanos. Essa pesquisa mostra isso claro. Por isso quando o Brasil classifica seis times dos seis que participam da fase de grupos da Libertadores, não faz mais do que a obrigação. O Brasil tem que classificar, porque o desnível é um grande buraco. Os jogadores argentinos quem jogar no futebol brasileiro, porque aqui está o dinheiro.

Onde jogam as grandes estrelas do futebol
Conhecico por seu futebol-arte e por ser uma grande fábrica de talentos da bola, o Brasil despenca muitas posições nesse critério. Na 15ª posição, atrás da Grécia, da Córeia do Norte, do México, dos Estados Unidos, da França e outros, atuam no Brasil apenas 13 jogadores considerados estrelas em suas Seleções nacionais. Para esse critério a revista usou como base os jogadores importantes que defenderam seus países na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Apesar de não ter jogado a Copa do Mundo, Ronaldinho Gaúcho é o único brasileiro que aparece em foto com a camisa do Atlético-MG. Dos que defenderam seus país na última Copa, setenta e seis deles estão concentrados no futebol inglês. Com 68, a Itália aparece em segundo lugar, inclusive, destaca a reportagem, seis uruguaios semi-finalistas contra Gana atuam na Itália. A Espanha vem na sequência, com dois a menos, 68 jogadores.

Variedade de times campeões nos últimos 10 anos
Com seis clubes eleitos como os grandes campeões dos últmos dez anos, o Brasil ocupa a 6ª posição (Cruzeiro, Santos, São Paulo, Flamengo, Fluminense e Corinthians). A Argentina ocupa a primeira posição, com onze times. O México aparece em terceiro, com 10 campeões. A revista destaca que Argentina e México tem duas competições por temporada, no entanto, o jornalista Tim Vickery não considera esse critério bom. Para ele, quanto mais campeões, menos qualidade tem a competição.

Onze campeões nos últimos dez anos mostra a falta de qualidade. Onde tem qualidade tem menos campeões"

Tim Vickery

- Mostra a fraqueza da coisa. Onze campeões nos últimos dez anos mostra a falta de qualidade. Onde tem qualidade tem menos campeões. O Brasil está nesse caminho, pelo tamanho do Brasil, o campeonato brasileiro sempre vai ter um pouco de imprevisibilidade.

O jornalista André Rizek discorda da opnião de Vickery e destaca que número menor de bons times gera menos interesse dos torcedores pela competição. Ele citou como exemplo o Campeonato Espanhol, que quase sempre alterna entre Barcelona e Real Madrid por anos, o último a vencer antes desses foi o Valencia, na temporada 2003/2004. 

- Não considero o campeonato espanhol bom, emboara tenha as duas melhores equipes de todos os tempos do futebol, que são Real Madrid e Barcelona, acho ruim. Porque quando o campeonato começa, já sabe que o campeão vai ser um ou o outro.

Construção de novos estádios
Por sediar os próximos grandes eventos esportivos, o Brasil ocupa a 3ª posição nesse critério, sete estádios foram construídos desde 2000. Mesmo sem ter o futebol entre os esportes preferidos no país e tendo sediado a última Copa do Mundo há quase 20 anos, em 1994, quando o Brasil sagrou-se tetracampeão do Mundo, os Estados Unidos ocupam a primeira posição com a construção de 13 novos estádios nos últimos treze anos. Os alemães, que sediaram a Copa do Mundo de 2006, aparecem em segundo lugar, com nove estádios contruídos, um a menos que o Brasil.

Tite técnico Corinthians (Foto: Reprodução/SporTV)Tite durante entrevista (Foto: Reprodução/SporTV)

Técnicos de maior sucesso
Como indicado acima, a revista considera o Brasil forte na Taça Libertadores. O país ocupa o segundo lugar com três treinadores indicados: Abel Braga, em 2006 com o Internacional; Muricy Ramalho, com o Santos em 2011; e Tite, com o Corinthians em 2012. A Inglaterra foi considerada a Liga com mais técnicos vencedores de importantes competições, os cinco citados foram: Rafael Benitez, Alex Ferguson, Andre Villas-Boas, Arsene Wenger, Roberto Mancini. A Alemanha tem três como o Brasil, mas a revista o colocou em terceiro. São eles: Jorge Klopp, Thomas Schaaf, Armin Veh.

- No caso dos treinadores ele pontuam apenas quando vencem uma competição internacional, no caso a Libertadores -  destacou Lédio Carmona.

Somando os oito critérios avaliados, a Alemanha ficou na liderança, com 60 pontos; a Inglaterra em segundo, com 55 pontos; e a Espanha em terceiro, com 46 pontos; a Itália em quarto, com 37 pontos; e com 36 pontos somados, o Brasil ficou em quinto lugar como a Liga mais forte do mundo.

Para o jornalista inglês Tim Vickery, o Brasil foi benefeciado por conta da fragilidade do campeonato argetinto, grande rival do país no continente.

- O Brasil pontuou muito por conta do domínio na Copa Libertadores - disse Tim.

- Critérios à parte, o retrato é esse mesmo -  concluiu Lédio Carmona sobre o resultado da pesquisa.

Bayern comemoração Barcelona final Liga (Foto: AFP)Jogadores do Bayern de Munique após eliminar o Barcelona da Liga dos Campeões (Foto: AFP)



São Paulo/Suzano sofre para conquistar pontos na Liga Futsal

São Caetano e São Paulo/Suzano são as duas únicas equipes que ainda não venceram na Liga Futsal. O Tricolor vive um momento difícil, que parece não ter uma solução imediata. Na 18ª colocação, com 11,11% de aproveitamento na competição nacional, o time de Suzano cria oportunidades, mas não consegue transformar as chances em gol. O velho ditado que diz que 'quem não faz, toma', descreve a atual situação time comandado pelo técnico Fernando Cabral.

Guerra São Paulo/Suzano Liga Paulista (Foto: Thiago Fidelix)Guerra quase fez um gol de "letra" para o  São Paulo/Suzano em jogo da Liga Paulista (Foto: Thiago Fidelix)

- Nosso problema tem sido tomar muitos gols e conseguido aproveitar nossas oportunidades apenas no final do jogo, mas podemos dizer que o ditado tem valido para o nosso time - disse Cabral.

A frustração da derrota em partidas nas quais a equipe conseguiu dominar o jogo é uma sensação recorrente no vestiário tricolor. Apesar da rotina desgastante, com uma média de três jogos semanais, a equipe acaba vivendo mais com o desgaste psicológico do que o físico.

- Hoje temos sofrido com a parte emocional da equipe, estamos precisando muito de uma vitória para levantar o ânimo dos atletas, por isso já estamos focados no próximo jogo em casa, contra o Concórdia - comentou Cabral.

Nas duas últimas partidas da equipe, uma pela Liga Paulista com o Itapeva e a outra com o Guarapuava pela Liga Futsal, a equipe teve que tirar a diferença de dois gols e nos segundos finais conquistou o empate, mesmo tendo criado em vários momentos do jogo, chances que poderiam definir a partida.

- Esses gols que têm saído no final do jogo mostram nossa força de acreditar até o fim. No último jogo nos deu muita moral, principalmente por ser uma partida fora de casa e conquistamos o empate, mas sabemos que esses gols podem não sair em outros jogos - disse o técnico suzanense.
 

São Paulo/Suzano Liga Paulista (Foto: Thiago Fidelix)Igor balançou a rede para o São Paulo contra o Itapeva pela Liga Paulista (Foto: Thiago Fidelix)

Apesar do momento nebuloso na Liga Futsal, o São Paulo/Suzano vive situação mais tranquila na Liga Paulista. A equipe tem 24 pontos e está na quinta colocação. Com 11 pontos a mais que o Indaiatubana (primeira equipe abaixo dos 16 clubes da zona de classificação), com três jogos ainda por fazer para o término da primeira fase, a classificação está garantida.

- Nossa campanha em quinto e podendo ficar em quarto na Liga Paulista é o foco desde o início, para podermos levar vantagem na segunda fase. Já no Nacional, queremos entrar na zona de classificação e não sair mais - falou Cabral.

Pela competição estadual, o São Paulo/Suzano visita o Bauru nesta quarta-feira, às 20h, no Ginásio Duduzão. Na competição nacional, o Tricolor recebe o Concórdia neste sábado, às 17h, no Ginásio Roberto David.